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Cientistas dão passo promissor para criação de vacina contra HIV

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Trata-se do “quinto conceito de vacina” contra o HIV testado em 35 anos

Pesquisadores anunciaram no último sábado (6) que testaram uma vacina experimental contra o HIV, que provocou uma reação imunológica em humanos e protegeu macacos da infecção, uma notícia considerada animadora.

O desenvolvimento desta vacina potencial, segura para o homem, está avançado o suficiente para que ela seja testada em 2.600 mulheres na África Meridional.

“Estes resultados representam uma etapa importante” para a criação de uma vacina, ressaltou o diretor do estudo, o virologista Dan Barouch, em um comunicado na revista médica The Lancet.

No entanto, advertiu que não há nenhuma garantia de que os próximos testes sejam positivos. “Devemos ser prudentes”, declarou à AFP.

Dois terços dos macacos-rhesus que foram submetidos ao tratamento resultaram protegidos pela vacina nos testes de laboratório.

Os resultados dos testes mais amplos são esperados para 2021 ou 2022.

Trata-se do “quinto conceito de vacina” contra o HIV testado em 35 anos, segundo Barouch.

Outra, chamada RV144, demonstrou que protegia o homem do HIV até certo ponto. Em 2009, um estudo indicou ter reduzido em 31,2% o risco de infecção de 16.000 voluntários na Tailândia.

O estudo publicado no sábado foi realizado com 393 adultos em bom estado de saúde, soronegativos, de entre 18 e 50 anos na África Oriental, África Meridional, Tailândia e Estados Unidos. Alguns deles receberam um placebo.

Os testes mostraram a inocuidade do combinado vacinal, que incluía diferentes tipos de vírus HIV, com apenas cinco participantes com efeitos indesejados como diarreia ou tonturas.

Estas mesmas vacinas protegeram dois terços dos 72 macacos que os pesquisadores trataram após inocular o vírus.

Alguns especialistas consultados pela AFP saudaram este avanço.

“Necessitamos tanto uma vacina”, disse François Venter da universidade de Witwatersrand (África do Sul). Mas “já conhecemos isto: vacinas experimentais promissoras que não se concretizam”.

“Provavelmente não é a vacina definitiva, mas pode ser um avanço fenomenal”, disse o francês Jean-Daniel Lelièvre, do Instituto de Pesquisa de Vacinas. “No melhor dos casos” estas pesquisas produzirão uma vacina administrável dentro de “quase 10 anos”.

Cerca de 37 milhões de pessoas vivem com o HIV ou a aids, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e 1,8 milhão de pessoas o contraem todos os anos. A doença matou cerca de 35 milhões dos 80 milhões que infectou desde que foi diagnosticada pela primeira vez, nos anos 1980.

Apesar dos avanços da medicina na prevenção e tratamento da doença, os pesquisadores insistem nas medidas que devem ser tomadas para não se infectar: proteção durante as relações sexuais, uso de seringas novas, esterilização do material médico, etc.

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Nasa pretende mandar astronautas a Marte em 25 anos

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A agência espacial dos EUA acredita que pode colocar humanos no Planeta Vermelho, mas os obstáculos tecnológicos e médicos são imensos

Radiação mortal do cosmos, potencial perda de visão e ossos atrofiados são apenas alguns dos desafios que os cientistas devem superar antes de que qualquer futuro astronauta possa pisar em Marte, disseram especialistas e autoridades da Nasa nesta terça-feira.

A agência espacial dos EUA acredita que pode colocar humanos no Planeta Vermelho dentro de 25 anos, mas os obstáculos tecnológicos e médicos são imensos.

“O custo de resolver isso significa que sob orçamentos atuais, ou orçamentos ligeiramente expandidos, serão necessários cerca de 25 anos para resolvê-los”, disse o ex-astronauta da Nasa Tom Jones, que voou em quatro missões do ônibus espacial antes de se aposentar, em 2001.

“Precisamos começar agora em certas tecnologias-chave”, disse a repórteres em Washington.

A uma distância média de cerca de 225 milhões de quilômetros, Marte apresenta problemas científicos numa ordem de magnitude maior do que qualquer coisa encontrada pelas missões lunares Apollo.

Com a tecnologia de foguetes de hoje, um astronauta levaria até nove meses para chegar a Marte, e as consequências físicas de passar todo esse tempo em gravidade zero seriam enormes.

Por exemplo, os cientistas acreditam que a ausência prolongada de peso pode causar alterações irreversíveis nos vasos sanguíneos da retina, levando à degradação da visão.

E depois de um tempo em gravidade zero, o esqueleto começa a perder cálcio e massa óssea.

Os cientistas ainda não conhecem os efeitos de uma suposta missão de um ano na superfície de Marte, cuja gravidade é apenas um terço a da Terra.

Propulsão melhor

Uma forma de diminuir o desgaste do corpo humano é reduzir drasticamente o tempo de viagem até Marte.

Jones pediu sistemas de propulsão nuclear que teriam o benefício adicional de produzir eletricidade em voos.

“Se começarmos agora, em 25 anos talvez tenhamos essas tecnologias disponíveis para nos ajudar e nos proteger desses longos tempos de trânsito”, disse.

Nas condições atuais, apenas uma viagem de ida a Marte demoraria tanto que qualquer astronauta receberia a mesma quantidade de radiação do que normalmente seria considerado seguro ao longo de toda uma carreira.

“Ainda não temos a solução em termos de escudo, em termos de proteção contra raios cósmicos e explosões solares que você experimenta durante esse tempo de trânsito”, disse Jones.

Especialistas do setor aeroespacial identificaram várias tecnologias que precisam de desenvolvimento rápido, incluindo naves espaciais que podem sobreviver à entrada dura em Marte e aterrissar de forma suficientemente suave, bem como a capacidade de tirar pessoas da superfície e voltar para a Terra.

A Nasa atualmente tem um novo aterrissador robótico chamado InSight, que se aproxima de Marte e deve pousar no planeta em 26 de novembro, depois de decolar da Califórnia em 5 de maio.

O projeto de US$ 993 milhões visa expandir o conhecimento humano das condições interiores em Marte, informar os esforços para enviar exploradores para lá e revelar como planetas rochosos como a Terra se formaram há bilhões de anos.

Jim Garvin, cientista chefe do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, disse que a missão InSight preencheria “incógnitas críticas” e ajudaria a construir uma compreensão-chave de Marte.

Em 2020, a Nasa enviará um rover a Marte em outra missão, que buscará determinar a habitabilidade do ambiente marciano, procurar sinais de vida antiga e avaliar os recursos naturais e os perigos para futuros exploradores humanos.

Além disso, empresas privadas como a SpaceX e uma série de outras nações estão construindo tecnologias que poderiam ser usadas em futuras missões a Marte.

Alguns especialistas veem uma nova exploração da Lua como essencial para uma futura missão em Marte, já que lá os astronautas poderiam aprender a extrair água ou usar a tecnologia e aplicar essas lições às futuras missões a Marte.

Fonte: Portal Exame

 

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Cientistas descobrem dois novos planetas órfãos na Via Láctea

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Planetas que vagam “soltos” pela galáxia podem ser mais numerosos que as estrelas

São Paulo – Os planetas órfãos (ou interestelares) são corpos celestes que não giram em torno de estrelas, permanecendo “soltos” pela galáxia. Por alguma razão, tais planetas escaparam das cadeias gravitacionais das suas estrelas-mãe, não sendo fáceis de encontrar atualmente. Um estudo feito ao longo de vinte anos e publicado no início de novembro anunciou que uma nova técnica permitiu a descoberta de dois novos exemplares de planetas órfãos.

Conhecida como “microlente gravitacional”, a técnica foi projetada para detectar sutis variações de luz em estrelas quando outros objetos com massa passam em sua frente, alterando a curva da luz com a influência de suas gravidades por alguns dias. Os planetas órfãos, porém, mantêm essa alteração por menos de meio dia.

Sinais curtos têm registro frequente

O planeta órfão OGLE-2017-BLG-0560, com massa semelhante à de Júpiter, foi encontrado em 16 de abril de 2017. A equipe sugeriu que, devido ao curto sinal de microlente emitido por esse planeta, talvez eventos similares tenham sido perdidos em análises anteriores. O outro planeta, OGLE-2012-BLG-1323, foi descoberto por um sinal esquecido em agosto de 2012.

Até o momento, os astrônomos afirmam que os dois planetas flutuam livremente pela galáxia. Caso estejam errados e os planetas na realidade orbitem estrelas, devem estar muito longe delas, que provavelmente serão muito pequenas, uma vez que os seus efeitos não podem ser observados.

No artigo, a equipe sugere que, embora apenas alguns eventos como esses sejam conhecidos, pode haver uma grande população de pequenos planetas órfãos, mais numerosos até que a quantidade de estrelas na Via Láctea.
Fonte: Portal Exame
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Ciência

Realidade virtual permite imersão no mundo dos átomos e moléculas

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Em vez de observar o material de fora, com o filtro das diferenças de escala, a pessoa passa a vivenciar o material por dentro, na sua própria escala

“Uma maneira diferente de conhecer e interagir com átomos e moléculas”, disse o professor Caetano Rodrigues Miranda sobre o uso de realidade virtual pelo laboratório Sampa (Simulações Aplicadas a Materiais: Propriedades Atomísticas), no Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Combinando simulações atômicas e moleculares usuais em ciência dos materiais com softwares originalmente criados para gerar cenários em videogames, o laboratório proporciona uma experiência virtual imersiva nos ambientes de átomos e moléculas. Para isso, o usuário dispõe de um computador pessoal, óculos 3D e dois controladores de mão que lhe permitem conduzir a navegação.

A iniciativa é apoiada pela FAPESP por meio do Projeto Temático “Interfaces em materiais: propriedades eletrônicas, magnéticas, estruturais e de transporte“, coordenado pelo professor Adalberto Fazzio.

“As simulações permitem acessar as dinâmicas de átomos, moléculas e outros sistemas em escala nanométrica. Enquanto os softwares possibilitam a experiência virtual imersiva. Em vez de se relacionar de forma abstrata ou de simplesmente visualizar essas dinâmicas, o usuário pode ‘se sentir’ no ambiente atômico ou molecular e ‘participar’ dele”, disse Miranda.

Como a escala nanométrica não é aquela na qual as pessoas atuam na vida cotidiana, falta-lhes uma intuição clara sobre as diferenças de tamanho de átomos e moléculas ou sobre a relação desses objetos com o ambiente circundante.

Um dos objetivos da utilização de realidade virtual é despertar essa intuição. E, em um segundo momento, habilitar os usuários a “agir” nesses sistemas. O que pode, eventualmente, possibilitar diferentes aplicações.

“Por exemplo, consideremos um nanotubo composto por átomos de carbono. O que acontece se trocarmos um dos átomos de carbono por um átomo de nitrogênio? A realidade virtual possibilita acessar diretamente o resultado dessa troca e saber que mudanças ela provoca nas propriedades do material. Ficamos como que imersos no ambiente”, disse Miranda.

Os dois controladores permitem que, além de se sentir imerso, o usuário possa interagir com o ambiente virtual.

“Em uma experiência recente, simulamos a interface entre a salmoura (solução aquosa de cloreto de sódio) e o óleo. ‘Imersa’ virtualmente nessa realidade, a pessoa percebe os átomos e moléculas com o tamanho de bolas de futebol. Com um dos controladores, ela pode navegar no meio, e visualizar, por exemplo, as coordenações entre os íons do sal e as moléculas de água ou a interface com o óleo propriamente dita. O outro controlador fornece a variação temporal, porque essas relações se modificam ao longo do tempo, de acordo com a dinâmica atômica e molecular. Então, é possível não apenas passear no meio, mas também observar como ele evolui”, explicou Miranda.

Outra experiência recente realizada pelo grupo foi o estudo de sistemas porosos. Conforme o depoimento de pessoas que participaram, depois de algum tempo de imersão elas se sentiram, de fato, como parte do sistema, transitando por poros de diversos tamanhos.

Por enquanto, o projeto é um coadjuvante na pesquisa sobre materiais e sua dinâmica, tendo como público-alvo os próprios pesquisadores. Mas, oportunamente, poderá ser estendido, como ferramenta educacional e de divulgação científica, para estudantes e o público leigo.

“O projeto possibilita uma mudança de perspectiva. Em vez de observar o material de fora, com o filtro das diferenças de escala, a pessoa passa a vivenciar o material por dentro, na sua própria escala”, disse Miranda.

Os dados que alimentam a realidade virtual são gerados por métodos já tradicionais em Física. Por um lado, a resolução da equação de Schroedinger, que fornece informações sobre os átomos e elétrons que compõem o material. Por outro, a dinâmica molecular, obtida por simulações ao longo do tempo. Isso permite que se possa caracterizar as propriedades do material em condições variáveis de temperatura ou de pressão, por exemplo.

“O passo adiante é poder interferir nessa dinâmica, trocando os tipos de átomos, modificando as interações entre eles, de modo que tudo isso possa ser visualizado ao mesmo tempo que ocorre. Seria como realizar um design em escala nanométrica”, disse Miranda.

Fonte: Portal Exame

 

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