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Chefe da Interpol está desaparecido há uma semana na China

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A esposa de Hongwei entrou em contato com a polícia francesa depois de não ter notícias de seu marido desde o dia 29 de setembro

Paris – A polícia francesa abriu uma investigação sobre o paradeiro do presidente da Interpol, Meng Hongwei, depois de sua mulher dizer que ele está desaparecido desde que viajou à China, seu país natal, na semana passada.

A mulher de Hongwei entrou em contato com a polícia em Lyon, cidade francesa onde fica a sede da agência de colaboração internacional de polícia, após não ter notícias de seu marido desde que ele foi para a China no dia 29 de setembro, informaram fontes policiais.

Ligações para a porta-voz da Interpol não foram respondidas de imediato.

A principal função da Interpol é fornecer um mecanismo para que forças policiais de diferentes países informem umas às outras sobre suspeitos procurados.

Meng ocupou diversos cargos importantes na China, incluindo o de vice-ministro de Segurança Pública.

Ele foi nomeado presidente da Interpol em 2016 e, na época, grupos de direitos humanos expressaram preocupação de que Pequim poderia tentar usar sua posição na organização para perseguir dissidentes no exterior.

Há muito tempo Pequim tenta conseguir o apoio de outros países para prender e deportar de volta à China cidadãos que acusa de crimes como corrupção e terrorismo.

A Reuters não foi imediatamente capaz de contactar o Ministério de Segurança Pública da China para comentar.

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Trump considera prestar depoimento em audiência de impeachment

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O presidente americano, Donald Trump, considera a possibilidade “ainda que não tenha feito nada errado”

Trump: o presidente americano ainda não foi formalmente convocada pela investigação (Tom Brenner/Reuters)

O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (18) que está considerando, seriamente, testemunhar no comitê de investigação para seu julgamento político realizado pela Câmara dos Representantes, conforme solicitado pela presidente da Casa, a democrata Nancy Pelosi.

“Embora eu não tenha feito nada errado e não goste de dar credibilidade a essa paródia de justiça, gosto dessa ideia e, para que o Congresso possa se concentrar novamente (em seu papel legislativo), considerarei seriamente testemunhar”, tuitou Trump, em resposta a uma entrevista de Pelosi transmitida no dia anterior.

Pelosi sugeriu “que eu testemunhe sobre o falso Impeachment de Caça às Bruxas. Ela também disse que eu podia fazer isso por escrito”, completou Trump no microblog.

Ainda não está claro que tipo de depoimento o presidente tem em mente.

Sua equipe de defesa deve ser bastante resistente à ideia de vê-lo comparecer diante do Comitê de Inteligência da Câmara. O órgão investiga a suspeita de que Trump pressionou a Ucrânia para coletar informações comprometedoras sobre o ex-vice-presidente dos EUA e pré-candidato Joe Biden, um dos seus principais rivais na corrida para a Casa Branca em 2020.

Na longa investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller sobre se Trump trabalhou com os russos para alavancar suas chances de ser eleito em 2016,o presidente respondeu a questões por escrito.

Ele aceitou colaborar somente depois que seus advogados negociaram limites rígidos para o tipo de questão que poderia ser feito. Em muitos casos, Trump disse que não conseguia “se lembrar” dos fatos.

O “Relatório Mueller” concluiu que agentes russos tentaram influenciar a eleição presidencial americana de 2016, mas que não havia provas de conluio por parte de Trump.

 

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Quim Torra, presidente da Catalunha, será julgado na Espanha hoje

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Especialistas analisam riscos de convulsão social em caso de condenação e culpam Madri por não responder

(foto: AFP / Josep LAGO)

Há pouco mais de um mês, nove líderes separatistas da Catalunha foram condenados a penas que variam de 9 a 13 anos de prisão. As sentenças deflagraram uma onda de violentos protestos que paralisaram Barcelona e cidades do entorno. As cenas de vandalismo e os protestos multitudinários podem se repetir hoje, quando o presidente catalão, Quim Torra, será levado por Madri ao banco dos réus para responder pelo crime de desobediência. Ontem, ao completar um ano e meio frente à liderança do movimento secessionista, ele reafirmou a promessa de “fidelidade à vontade do povo da Catalunha, representado pelo parlamento. Torra agradeceu “a confiança recebida” e reafirmou o compromisso de “trabalhar sem trégua para concluir o processo de independência”, escreveu no Twitter. Ainda que a sentença demore a ser conhecida, um veredicto de culpado, hoje, pode custar a inabilitação política de Torra e impactar a causa separatista.

Morador de Barcelona, o escritor e procurador catalão Jordi Vázquez lembrou ao Correio que Torra conta com o apoio dos partidos Juntos pela Catalunha (Junts x Cat) e  Esquerda Republicana da Catalunha (ERC). Por serem claramente opostos a qualquer tipo de protesto violento, Vázquez minimiza o risco de una convulsão social nas próximas horas. “A inabilitação do presidente de um país é uma humilhação, mas não a pior. Ela simplesmente se somaria às decisões judiciais inéditas da Espanha. No entanto, como a classe política espanhola tem mil imputados por corrupção e nenhum inabilitado, uma condenação de Torra poderá intensificar as tensões”, comentou.
De acordo com Vázquez, na prisão ou no exílio, o movimento nacional catalão foi decapitado de políticos com liderança clara e carisma, como Jordi Cuixart, Carles Puigdemont, Jordi Sánchez e Raúl Romeva. “As condenações debilitaram o movimento, sob o ponto de vista qualitativo. Não existe uma direção coordenada. A ERC quer evitar um choque com a Espanha, o Junts x Cat não pretende dar nem um passo atrás, e o Candidatura de Unidade Popular (CUP) defende uma revolta social”, diz o escritor. Vázquez cita múltiplas ações de reforço à causa separatista: protestos nas ruas, o voto do parlamento pela autodeterminação, vitórias nas eleições europeias e locais, entre outras.

(foto: AFP / Josep LAGO)

Para Salvador Cardús i Rios, sociólogo da Universitat Autónoma de Barcelona, a sentença imposta a Torra pode demorar a ser anunciada. “Pode haver algum protesto nas ruas, mas não comparável às condenações anteriores. Um grave problema será a necessidade de substituir a figura de Torra dentro do parlamento catalão, algo difícil de resolver.  Talvez as autoridades da Catalunha convoquem novas eleições”, disse à reportagem. Cardús analisa Torra como um intelectual que assumiu um papel complicado, sem ter ambições políticas. “Isso torna pouco comuns sua linguagem e seu estilo. O carisma emprestado pelo cargo, a sinceridade e a ausência de arrogância o fazem muito próximo do povo”, comenta.
Segundo ele, o movimento independentista segue com muita força e com capacidade de mobilização. “Isso pode ser comprovado a cada dia. O movimento utiliza inovadores mecanismos de auto-organização, como o Tsunami Democràtic, que atrai a atenção da comunidade internacional”, afirmou. Cardús entende que a incapacidade do governo espanhol em responder politicamente ao desafio secessionista fortalece as manifestações.

Assimilação

Andrew Dowling, especialista em história espanhola contemporânea pela Universidade de Cardiff (País de Gales), acredita que o movimento independentista catalão ainda não assimilou a derrota de outubro de 2017. Apesar de 90% dos 2,2 milhões de eleitores que saíram às urnas no referendo terem votado pela secessão, a independência não se tornou realidade.  “Ainda mais importante é o fato de que a condenação dos líderes independentistas produziu um profundo sentimento de frustração, cansaço e injustiça. No caso de novas condenações, incluindo a de Torra, novas ondas de protestos são quase certas, segundo o gaulês. “Elas virão ao sabor do vento da expressão da emoção política.”
Dowling recorda que o movimento independentista teve caráter pacífico e cívico até outubro de 2017, mas o fracasso da separação resultou em uma fratura do movimento. “Alguns creem que se necessite de mais apoio social para tentar a independência mais uma vez. Outros, incluindo Quim Torra, defendem que a luta deva seguir até o fim. Até agora, as sentenças favoreceram essa última categoria. Podemos esperar por mais ações e desobediência. A tranquilidade não está no horizonte”, advertiu.

Político por acidente

Joaquim Torra i Pia, mais conhecido como Quim Torra, é advogado, editor, escritor e político catalão. Nascido em 28 de dezembro de 1962, foi eleito presidente da Catalunha em 14  de maio de 2018, ocupando o cargo deixado por Carles Puigdemont, hoje refugiado na Bélgica. Em 17 de outubro passado, depois da condenação imposta por Madri aos seus colegas, ele chegou a propor novo referendo sobre a independência da Catalunha ainda durante seu mandato. Torra prometeu encerrar a legislatura, no início de 2022, “validando a independência” e “reexercitando o direito à autodeterminação”.

Pontos de vista

Por Jordi Vàzquez
Sem carisma e muito culto
“Quim Torra é um intelectual, não um político carismático. Foi eleito presidente depois de três tentativas de outras pessoas, como Carles Puigdemont. Ele trabalhou na Suíça para a seguradora Zurich e foi editor, mas não é um homem de massas. Nos meses em que governou, conseguiu simpatias: é independente, tenaz, trabalhador, um homem de conversação, culto e honesto. Também acredita, realmente, que luta pelos direitos fundamentais dos catalães e pela democracia.”
Escritor e procurador catalão, morador de Barcelona
Por Andrew Dowling
Estranho na política
“O presidente Quim Torra é um ativista, um escritor que jamais esperava ingressar no mundo da política. Ele não a conhece e ela não é o seu ambiente. Tem um compromisso absoluto com a causa independentista e com a independência da Catalunha,s em sua prioridade. Ele tenta combinar o papel institucional como presidente regional e o apoio do ativismo de rua. Politicamente, é conservador e católico. Não se trata de um líder carismático.”
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Universidades de Hong Kong se transformam em campo de batalha

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Nos campi das faculdades do país, estudantes lançam bombas de gasolina e fazem barricadas e polícia responde com gás lacrimogêneo e balas de borracha

Universidade Batista de Hong Kong: local foi palco de conflito entre a polícia e manifestantes (Justin Chin/Reuters)

Por um momento no início desta semana, parecia que os dias de intensos confrontos entre policiais e estudantes de uma das principais universidades de Hong Kong poderiam finalmente terminar.

Estudantes vestidos de preto não lançaram bombas de gasolina e pararam de construir barricadas que interrompiam o tráfego perto da Universidade Chinesa de Hong Kong, na noite de terça-feira. A polícia deixou de disparar bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. O vice-chanceler Rocky Tuan pressionou as forças de polícia para conseguir uma trégua.

Foi quando alguém disparou um ponteiro laser contra alguns policiais. A polícia revidou com gás lacrimogêneo. O vice-chanceler se viu em meio à fumaça nociva.

“O acordo estava sendo confirmado pelos dois lados”, disse Kai Chi Leung, professor sobre estudos da China na Universidade Chinesa de Hong Kong, que fazia parte de um grupo de funcionários da universidade envolvidos nas negociações. “Daí, o caos começou.”

Embora as oito universidades subsidiadas pelo governo de Hong Kong – como suas contrapartes em todo o mundo – tenham uma longa história de ativismo político, o protestos que sacodem Hong Kong nos últimos cinco meses trouxeram batalhas sem precedentes para o campus. Vários campi ficaram bloqueados por longos períodos nos últimos dias.

Na quinta-feira, a polícia disparou gás lacrimogêneo nos arredores da Universidade Politécnica, no quarto dia consecutivo de caos na cidade. Algumas universidades estrangeiras na Suécia e no Reino Unido começaram a pedir que seus alunos voltem para casa. Em e-mail enviado para estudantes no exterior, a Universidade de Warwick, na Inglaterra, insistiu para que os “estudantes reduzissem o período de estudos ou estágio no exterior e retornassem ao Reino Unido”.

Mudança de foco

Uma forte razão pela qual a polícia mudou o foco para os campi de universidades esta semana foi o uso de passarelas pelos manifestantes, dentro ou perto dos campi, para bloquear as principais vias de trânsito. Os manifestantes também obstruíram estradas próximas aos campi das principais faculdades, como a Universidade de Hong Kong, a Universidade Batista de Hong Kong, a Universidade Politécnica de Hong Kong e a Universidade da Cidade de Hong Kong. Alguns manifestantes cortaram árvores para bloquear as ruas, jogaram móveis de pontes e lançaram tijolos como projéteis.

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