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Chefe da Interpol está desaparecido há uma semana na China

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A esposa de Hongwei entrou em contato com a polícia francesa depois de não ter notícias de seu marido desde o dia 29 de setembro

Paris – A polícia francesa abriu uma investigação sobre o paradeiro do presidente da Interpol, Meng Hongwei, depois de sua mulher dizer que ele está desaparecido desde que viajou à China, seu país natal, na semana passada.

A mulher de Hongwei entrou em contato com a polícia em Lyon, cidade francesa onde fica a sede da agência de colaboração internacional de polícia, após não ter notícias de seu marido desde que ele foi para a China no dia 29 de setembro, informaram fontes policiais.

Ligações para a porta-voz da Interpol não foram respondidas de imediato.

A principal função da Interpol é fornecer um mecanismo para que forças policiais de diferentes países informem umas às outras sobre suspeitos procurados.

Meng ocupou diversos cargos importantes na China, incluindo o de vice-ministro de Segurança Pública.

Ele foi nomeado presidente da Interpol em 2016 e, na época, grupos de direitos humanos expressaram preocupação de que Pequim poderia tentar usar sua posição na organização para perseguir dissidentes no exterior.

Há muito tempo Pequim tenta conseguir o apoio de outros países para prender e deportar de volta à China cidadãos que acusa de crimes como corrupção e terrorismo.

A Reuters não foi imediatamente capaz de contactar o Ministério de Segurança Pública da China para comentar.

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Califórnia aprova lei rigorosa sobre uso da força letal por policiais

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Nova medida quer fazer com que oficiais usem a força letal apenas quando “necessário” e incentiva os agentes a usarem outros métodos de intervenção em crise

Polícia: governo da Califórnia foi pressionado a aprovar lei para reduzir mortes causadas por intervenções policiais (Steve Skinner Photography/Getty Images)

Los Angeles — O governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou nesta segunda-feira uma lei que torna o estado um dos mais rigorosos dos Estados Unidos em relação ao uso da força letal por policiais e xerifes, um esforço para reduzir o número de mortes de civis pelos agentes.

A nova medida, chamada lei Stephon Clark, moderniza os padrões para fazer com que os oficiais usem a força letal apenas quando “necessário” e incentiva os agentes a usarem técnicas como a persuasão verbal e outros métodos de intervenção em crise.

“Estamos enviando uma mensagem pelo país de que é possível fazer mais e melhor”, disse Newsom durante uma emocionante cerimônia em Sacramento, onde assinou a lei. O ato contou com a presença de parentes de pessoas que foram mortas pela polícia.

A lei também amplia o alcance das investigações sobre incidentes fatais que tenham algum agente envolvido, o que permite analisar a “totalidade das circunstâncias”, inclusive as ações do agente antes de disparar. A nova regulamentação permitirá mudar a capacitação dos oficiais para que lidem com este tipo de situação.

“Esta lei não fará diferença apenas na Califórnia, sabemos que fará no mundo todo”, disse a democrata Shirley Weber, autora da medida e integrante da Assembleia Legislativa da Califórnia.

Nesta segunda-feira, a polícia de Nova York informou o demissão do agente Daniel Pantaleo devido à morte de Eric Garner, que foi estrangulado em 2014. O episódio provocou protestos em massa contra a brutalidade policial.

Com a nova lei, a Califórnia também passará a ser o único estado a combinar o padrão de uso da força letal quando “for necessário se defender contra uma ameaça iminente de morte ou lesões corporais graves para o oficial ou outra pessoa” e o requisito de um tribunal ao considerar que a conduta do oficial foi justificável.

A nova lei veio após os protestos do ano passado em Sacramento pela morte de Clark, um americano negro de 22 anos morto a tiros pela polícia quando os agentes supostamente confundiram o celular que carregava na mão com uma pistola. O jovem recebeu oito tiros, seis deles nas costas.

Embora a lei ainda não satisfaça a família de Clark, nesta segunda-feira seu irmão, Stevante, disse que pelo menos algo está sendo feito e que há uma “conversa” sobre este tipo de situação.

 

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Irã adverte EUA contra bloqueio de petroleiro que zarpou de Gibraltar

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Gibraltar havia ordenado a detenção do navio, suspeito de transportar petróleo para a Síria, em aplicação às sanções europeias contra o país em guerra

Super-petroleiro iraniano confiscado no mês passado por suspeita de enviar petróleo para a Síria.
(foto: Jorge Guerrero/AFP)

O Irã anunciou nesta segunda-feira (19) que fez uma advertência ao governo dos Estados Unidos contra uma eventual captura de um petroleiro iraniano que zarpou no domingo de Gibraltar, onde estava retido desde 4 de julho.
O petroleiro levantou âncora no domingo à noite e navegava rumo ao sul, de acordo com site de monitoramento Marine Traffic.
As autoridades de Gibraltar não confirmaram a partida e o destino de sua carga não foi revelado.
De acordo com o site, o navio deve seguir até o porto grego Kalamata, ao sul do Peloponeso, mas não há confirmação oficial.
Gibraltar havia ordenado a detenção do navio, suspeito de transportar petróleo para a Síria, em aplicação às sanções europeias contra o país em guerra.
O navio, que transporta 2,1 milhões de barris de petróleo, foi autorizado a deixar o território britânico após uma garantia de que a carga não seria entregue à Síria.
O petroleiro, antes denominado “Grace 1”, de bandeira panamenha, foi rebatizado como “Adrian Darya” para continuar sua viagem, desta vez com pavilhão iraniano.

Nenhuma base jurídica

Um comunicado publicado no domingo informou que as autoridades de Gibraltar, que fica no extremo sul da Espanha, rejeitaram o pedido de auxílio jurídico dos Estados Unidos.
“Em virtude do direito europeu, Gibraltar não pode fornecer a assistência solicitada pelos Estados Unidos”, afirma a nota oficial.
Nesta segunda-feira, depois que o “Adrian Darya” já havia deixado as águas de Gibraltar, o Irã anunciou que emitiu uma advertência aos Estados Unidos por meio da embaixada da Suíça em Teerã (que representa os interesses americanos no país, por Washington não ter laços diplomáticos com o governo iraniano) contra novas tentativas de bloqueio.
“O Irã enviou as advertências necessárias às autoridades americanas pelos canais oficiais para que não cometam erro semelhante, que teria graves consequências”, afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Abbas Musavi.
A decisão das autoridades de Gibraltar de liberar o petroleiro é um “golpe ao unilateralismo dos Estados Unidos”, completou.
“Os americanos não tiveram muito sucesso com suas sanções unilaterais, que não têm nenhuma base jurídica. Deveriam entender que a intimidação e o unilateralismo não vão a lugar nenhum no mundo atual”, declarou o porta-voz.
A retenção do petroleiro por Gibraltar e a Marinha britânica provocou uma crise diplomática entre Teerã e Londres.

Nenhum vínculo

O presidente americano Donald Trump retirou seu país em 2018 do acordo internacional que permitia monitorar a indústria nuclear iraniana, um texto negociado por seu antecessor Barack Obama com Irã, França, Rússia, China, Grã-Bretanha e Alemanha, e restabeleceu sanções draconianas contra Teerã.
Os europeus tentam persuadir o Irã a continuar respeitando o acordo, ao mesmo tempo que se esforçam para limitar o impacto das sanções americanas, que Washington deseja aplicar a todas as empresas que comercializam com o Irã, independente da nacionalidade.
A República Islâmica considera os esforços insuficientes e nas últimas semanas começou a ignorar alguns termos do acordo de 2015.
Nesta segunda-feira, Musavi rejeitou mais uma vez qualquer vínculo entre o bloqueio do petroleiro iraniano em Gibraltar e a retenção do petroleiro britânico “Stena Impero” no Golfo, interceptado em 19 de julho.
“Não existe nenhum vínculo entre os dois navios”, afirmou Musavi. “Aconteceram duas ou três violações marítimas cometidas por esta embarcação”.
Sobre o caso, “o tribunal está trabalhando nisto. Esperamos que a investigação termine o mais rápido possível e que o veredicto seja anunciado em breve”, completou.
O “Stena Impero” foi conduzido ao porto iraniano de Bandar Abbas por “não respeitar o código marítimo internacional”, afirmou Teerã.
O navio, que pertence a uma empresa sueca, tem uma tripulação de 23 pessoas, a maioria indianas e os demais das Filipinas, Letônia e Rússia.
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Disputa política aumenta pressão para eleições antecipadas na Itália

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Depois de apenas 14 meses desde a formação do atual governo, a Itália pode estar às portas de uma eleição legislativa antecipada ou de um impasse político mais prolongado

Matteo Salvini tira selfie com eleitores na Sicília, onde a política de portos fechados aos estrangeiros deu vitória estrondosa ao seu partido
(foto: Alberto Pizzoli/AFP -10/8/19)

Depois de apenas 14 meses desde a formação do atual governo, a Itália pode estar às portas de uma eleição legislativa antecipada ou de um impasse político mais prolongado — ambas as possibilidades resultantes da fragmentação partidária, que dificulta a composição de maioria no parlamento. Amanhã, o ministro do Interior e vice-premiê, Matteo Salvini, considerado o homem forte da atual coalizão, deve submeter um voto de desconfiança ao gabinete de coalizão do premiê Giuseppe Conte — um independente.
Salvini, líder da Liga, de ultradireita, alega divergências com o parceiro, o Movimento Cinco Estrelas (M5S), legenda de protesto criada pelo comediante Beppe Grillo, que tem como líder parlamentar o também vice-premiê Luigi di Maio, titular da pasta do Desenvolvimento Econômico. À parte as diferenças reais, o chefe da Liga faz uma aposta pelo poder. Se o M5S elegeu a maior bancada em 2018, a ultradireita venceu as eleições europeias de maio e hoje lidera as pesquisas de opinião, com cerca de um terço das intenções de voto.
“Por que, então, não se demite?”, questionou uma terceira parte interessada na crise. O ex-premiê Matteo Renzi, do Partido Democrático (PD, centro-esquerda), joga com a possibilidade de unir-se a Di Maio no apoio a uma nova maioria, ou a um governo “técnico” que evite a convocação imediata de eleições. Atento à disputa cada vez mais ácida entre os (ainda) parceiros de coalizão, bem como ao desconforto do premiê, Renzi reviu o veto assumido no ano passado e iniciou contatos com o M5S.
Embora Salvini tenha invocado inicialmente o veto ao projeto de uma autoestrada, a colisão frontal com Conte se deu em torno da imigração. O ministro do Interior desautorizou o premiê e vetou o acesso a um porto da Sicília de um navio da ONG espanhola Open Arms com 140 estrangeiros. Conte, que havia negociado com parceiros europeus, recorreu a uma carta aberta para condenar a “deslealdade” do vice-premiê — “pela enésima vez, o que não posso aceitar”. Também criticou, com ironia, a “obsessão de reduzir o tema da imigração à fórmula dos ‘portos fechados’”.
O líder da Liga não economizou veneno na resposta, também pública, à “cartinha” do premiê, e começou por desafiar “o gentil presidente do Conselho (de Ministros)” a “dizer cara a cara” o que tinha escrito. “Os italianos me pagam não para fazer o papel da boa alma, mas para defender as fronteiras e garantir a segurança — essa é a minha obsessão”, prosseguiu Salvini.
No sábado, ele autorizou o desembarque de 27 menores de idade a bordo do navio humanitário, mas o possível recuo não parecia ter qualquer efeito possível na crise de gabinete. Luigi di Maio, o líder do M5S, já em tratativas com Matteo Renzi para um possível acordo com o PD, considerou tardios os acenos a uma recomposição. “Agora, ele já quebrou os ovos. Cada um é artífice do próprio destino. Boa sorte”, afirmou.

Múltipla escolha

O líder direitista joga com a carta das eleições animado pelas férias de verão passadas na Sicília, onde foi assediado na praia para selfies com um público que deu vitória estrondosa para a Liga nas eleições europeias — justamente pelo impacto sofrido na ilha com o desembarque de milhares de imigrantes. Mas a convocação antecipada dos italianos às urnas é apenas uma das opções para o presidente Sergio Mattarella, a quem o parlamentarismo italiano dá a primazia para resolver a crise.
O próprio premiê pode se antecipar ao voto de desconfiança e apresentar a demissão. Nesse caso, o chefe de Estado tem autoridade para convidá-lo a tentar recompor a maioria. Ainda que Conte seja derrubado, Mattarella assume as rédeas da situação. Antes de tomar uma decisão, tem a prerrogativa de consultar os líderes partidários para sondar as possibilidades de o parlamento eleger um novo gabinete. É um processo que pode se estender por algumas semanas.
O atual parlamento foi eleito com a expectativa de elaborar e aprovar uma reforma do sistema político-eleitoral capaz de sanar a instabilidade crônica no país. Em nome de cumprir essa missão, ou ao menos de garantir o orçamento para o próximo ano fiscal, o presidente pode ainda recorrer à formação de um governo “técnico” encarregado de conduzir o processo até 2022. Apenas se nenhuma outra solução se mostrar viável restará ao chefe de Estado a saída de manter Conte à frente de um gabinete demissionário para tocar os assuntos cotidianos até uma nova eleição, mais provavelmente no fim de outubro.
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