Nossa rede

Mundo

Chefe da Interpol está desaparecido há uma semana na China

Publicado

dia

A esposa de Hongwei entrou em contato com a polícia francesa depois de não ter notícias de seu marido desde o dia 29 de setembro

Paris – A polícia francesa abriu uma investigação sobre o paradeiro do presidente da Interpol, Meng Hongwei, depois de sua mulher dizer que ele está desaparecido desde que viajou à China, seu país natal, na semana passada.

A mulher de Hongwei entrou em contato com a polícia em Lyon, cidade francesa onde fica a sede da agência de colaboração internacional de polícia, após não ter notícias de seu marido desde que ele foi para a China no dia 29 de setembro, informaram fontes policiais.

Ligações para a porta-voz da Interpol não foram respondidas de imediato.

A principal função da Interpol é fornecer um mecanismo para que forças policiais de diferentes países informem umas às outras sobre suspeitos procurados.

Meng ocupou diversos cargos importantes na China, incluindo o de vice-ministro de Segurança Pública.

Ele foi nomeado presidente da Interpol em 2016 e, na época, grupos de direitos humanos expressaram preocupação de que Pequim poderia tentar usar sua posição na organização para perseguir dissidentes no exterior.

Há muito tempo Pequim tenta conseguir o apoio de outros países para prender e deportar de volta à China cidadãos que acusa de crimes como corrupção e terrorismo.

A Reuters não foi imediatamente capaz de contactar o Ministério de Segurança Pública da China para comentar.

Comentário

Mundo

Coreia do Sul volta a impor restrições para frear novo surto de covid-19

Publicado

dia

Museus e parques voltarão a fechar a partir desta sexta (29) por duas semanas, após autoridades confirmarem 79 novos casos de coronavírus

Coreia do Sul: país flexibilizou as medidas de isolamento no início de maio (Seong Joon Cho/Getty Images)

A Coreia do Sul voltou a adotar nesta quinta-feira (28) uma série de restrições após um aumento dos contágios de covid-19 que pode prejudicar os avanços do país na contenção da epidemia.

O país, considerado um dos exemplos na luta contra a doença, anunciou nesta quinta-feira o maior aumento de casos em quase dois meses.

As autoridades informaram 79 novos contágios, a maioria na zona metropolitana de Seul. Entre os casos, 69 foram registrados entre pessoas que frequentaram um armazém da empresa de comércio eletrônico Coupang em Bucheon, ao oeste de Seul, de acordo com os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças da Coreia.

O aumento do número de pacientes obrigou as autoridades a endurecer as regras de saúde, que haviam sido flexibilizadas em 6 de maio.

Museus, parques e galerias de arte voltarão a fechar as portas a partir de sexta-feira por duas semanas, anunciou o ministro da Saúde, Park Neung-hoo, que também pediu às empresas que adotem medidas de flexibilização do trabalho.

“Decidimos endurecer todas as medidas de quarentena na zona metropolitana durante duas semanas”, afirmou.

No fim de fevereiro, a Coreia do Sul era o segundo país no mundo mais afetado pela pandemia, atrás apenas da China. Mas o governo conseguiu controlar a situação com campanhas de testes em massa e a rastreabilidade das pessoas contagiadas.

 

Ver mais

Mundo

Como irá terminar a tragédia em Hong Kong

Publicado

dia

Desde o fim do ano passado, a China busca assegurar o controle total sobre a ex-colônia britânica de Hong Kong

Hong Kong: protestos marcaram os últimos meses (Willy Kurniawan/Reuters)

A decisão da China de reprimir Hong Kong com uma nova lei de segurança chocou o mundo. Mas para quem leu a resolução emitida pelo Comitê Central do Partido Comunista da China em novembro do ano passado, isso não é surpresa. Na seção desse documento referente a Hong Kong, o CPC sinalizou sua intenção de assegurar controle total sobre a ex-colônia britânica. Leis mais rigorosas de segurança nacional e o estabelecimento de novos mecanismos de cumprimento da lei não especificados seriam apenas dois componentes de uma estratégia muito maior e mais abrangente.

Agora que a China está adotando seriamente essa estratégia, deveríamos esperar que ela fosse seguir as medidas adicionais anunciadas em novembro passado. Além de ignorar a legislação de Hong Kong com uma nova lei de segurança nacional, o PCC também pretende alterar os procedimentos para nomear o chefe do executivo e as principais autoridades da cidade. Ela fortalecerá a maneira de aplicação da lei de Hong Kong e conduzirá uma campanha para instilar “consciência nacional e espírito patriótico” entre funcionários públicos e a juventude de Hong Kong. O objetivo é integrar muito mais a economia da cidade à do continente. Como se a tão temida lei de segurança não fosse ruim o suficiente, o pior ainda está por vir.

De qualquer forma, a implementação da lei de segurança provavelmente será suficiente para encerrar o chamado “um país dois sistemas”, modelo de governança de dois sistemas que a cidade mantém desde o retorno ao domínio chinês em 1997. Segundo observações de um vice-presidente do comitê permanente do Congresso Nacional do Povo (CNP), o Artigo 4º da lei proposta autorizará relevantes “agências de segurança nacional do governo central” a estabelecer filiais operacionais permanentes em Hong Kong.

Embora ainda não se saiba a quais “relevantes agências nacionais de segurança” isso se refere, pode-se ter certeza de que nelas estão incluídos o Ministério de Segurança do Estado (MSS), o Ministério de Segurança Pública (MSP) e a Polícia Armada Popular (PAP). Funcionários da Administração do Ciberespaço, responsáveis pela segurança cibernética e a censura on-line, também podem ser enviados para Hong Kong.

Pior ainda, a lei proposta dará a essas agências um abrangente mandato. De acordo com o Artigo 7º , cada agência terá o dever de “impedir, interromper e punir quaisquer atividades que dividam o país, subvertam o poder do Estado, organizem e se envolvam em terrorismo, e atividades por forças estrangeiras e externas que interfiram nos assuntos da Região Administrativa Especial de Hong Kong.”

Caso seja rigorosamente cumprido, poderemos ter agentes de segurança chineses envolvidos em vigilância, intimidação e prisões não apenas dos residentes de Hong Kong, mas também de estrangeiros considerados como ameaça à segurança nacional. A PAP pode muito bem ser implantada para suprimir grandes manifestações e distúrbios que certamente ocorrerão. Embora ainda não esteja claro de que maneira os indivíduos acusados ​​de atividades subversivas serão processados, há uma forte possibilidade de serem transferidos para os tribunais chineses, onde a obtenção de condenações por acusações falsas será mais fácil do que nos tribunais de Hong Kong, que permanecem majoritariamente independentes.

A população de Hong Kong não se submeterá ao estado policial da China sem resistência. No curto prazo, a aprovação da nova lei só aumentará as tensões na cidade, como demonstrado por um recente choque entre manifestantes e a polícia de Hong Kong. Quando os agentes de segurança chineses iniciarem suas atividades de fiscalização nos próximos meses, eles provavelmente encontrarão uma feroz resistência de ativistas locais pró-democracia. A escalada da violência precipitará um colapso econômico à medida que o capital e os talentos fugirem do hub financeiro global da Ásia.

Enquanto isso, os falcões da China nos Estados Unidos verão essa iminente catástrofe como uma dádiva de Deus. Em novembro passado, o Congresso aprovou a Lei de Direitos Humanos e Democracia dos EUA em Hong Kong , que exige que o Departamento de Estado dos EUA certifique anualmente que Hong Kong “continua a garantir tratamento sob a lei dos Estados Unidos da mesma maneira que as leis dos Estados Unidos eram aplicadas para Hong Kong até 1º de julho de 1997.” Se agentes de segurança chineses começarem a prender ativistas pró-democracia e seus apoiadores ocidentais em Hong Kong, é impossível imaginar que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, permita que o departamento homologue nova certificação do status da cidade.

No caso da não certificação, isso acabaria com todos ou com a maioria dos privilégios comerciais e de turismo que os EUA mantêm para Hong Kong desde 1997, possivelmente causando um golpe fatal na economia da cidade. E os EUA não serão o único país do ocidente a fazer a China pagar caro por sua agressiva iniciativa. Para os aliados dos EUA que hesitaram em tomar partido nos desdobramentos sino-americanos, essa ação da China facilitará muito sua decisão. Quaisquer dúvidas que possam ter sobre mergulhar o mundo em outra guerra fria terão sido diminuídas. A China os deixará sem alternativa a não ser se juntar a uma coalizão anti-China liderada pelos EUA.

Pode-se ter certeza de que os líderes da China levaram em consideração todas essas consequências calamitosas e calcularam que a imposição da nova lei de segurança em Hong Kong compensaria os riscos. A comunidade internacional precisa provar que eles estão errados.

*Minxin Pei é Professor de Assuntos Governamentais na Faculdade Claremont McKenna e Membro Não Residente do German Marshall Fund dos Estados Unidos. É autor do livro China’s Crony Capitalism. (Capitalismo Clientelista da China) e primeiro Presidente da Biblioteca do Congresso nas Relações EUA-China.

 

Ver mais

Mundo

Israel realiza 100 mil testes para prevenir segundo surto de coronavírus

Publicado

dia

Autoridades querem medir a “imunidade coletiva” da população e determinar quais pessoas são mais vulneráveis no caso de uma segunda onda de coronavírus

Coronavírus: autoridades também realizam testes em grupos específicos nas “áreas de risco” (AFP/AFP)

As autoridades israelenses começaram a realizar testes sorológicos em 100.000 de seus cidadãos, uma das maiores campanhas de detecção do mundo, com o objetivo de prevenir um “segundo surto” da covid-19 – informaram as autoridades nesta quinta-feira (28).

O objetivo destes testes é medir a “imunidade coletiva” da população de Israel e determinar as pessoas mais suscetíveis que poderiam ser afetadas no caso de uma segunda onda de contágios.

“Já começamos (…) e não demorará muito para que possamos identificar tendências interessantes”, disse à AFP o doutor Yair Schindle, um alto funcionário das forças de intervenção implantadas pelo governo para administrar o final da epidemia.

Em paralelo, as autoridades também realizam testes em grupos específicos nas “áreas de risco”, especialmente nos bairros judeus ultraortodoxos, principais focos da doença no país, assim como entre a equipe médica que tratou pessoas infectadas.

Com esses testes, “tentamos saber quantas destas pessoas estiveram expostas ao vírus e quantas desenvolveram anticorpos”, explicou o doutor Schindle, também cofundador da aMoon, um fundo israelense de capital de risco especializado em novas empresas biomédicas.

A questão da imunidade continua gerando debate.

No final de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que não existia “nenhuma prova” de que pessoas que haviam tido o vírus estivessem a salvo de uma nova infecção.

Nessas últimas semanas, as autoridades aceleraram o desconfinamento do país, embora o medo de um novo surto de casos esteja muito presente.

No total, o governo comprou 2,5 milhões de kits para esses testes. Serão efetuados pelos quatro estabelecimentos da segurança social que envolvem o conjunto da população, para facilitar a coleta desses dados epidemiológicos, relatou o doutor Schindle.

Segundo ele, trata-se da mais importante pesquisa nacional no mundo, afirmou.

Com cerca de nove milhões de habitantes, Israel registrou mais de 16.800 casos de coronavírus e 281 óbitos.

 

Ver mais

Mundo

Tensão no Atlântico: Irã desafia EUA e leva gasolina à Venezuela

Publicado

dia

Estados Unidos têm frota naval militar a postos no Caribe, mas o país teme conflitos com a China e a Rússia, que apoiam a Venezuela

Execícios navais iranianos no estreito de Ormuz, em 3 de janeiro de 2012 (Ebrahim Noroozi/AFP)

Desde domingo, dia 24, navios-tanques do Irã cheios de gasolina começaram a atracar em portos da Venezuela. O trajeto das embarcações é considerado uma afronta ao governo americano, que impede os países de fazerem qualquer tipo de transação comercial com o Irã – e muitos menos de transitar mercadorias no litoral do continente americano, bem debaixo dos olhos do presidente Donald Trump.

O governo dos Estados Unidos disse estar considerando respostas militares ao envio dos carregamentos de combustível ao governo de Nicolás Maduro, já que tanto o Irã como a Venezuela estão sob sanções econômicas e não podem comercializar petróleo por vias legais. Depois das ameaças americanas de retaliação, imediatamente o governo iraniano alertou os Estados Unidos que revidaria qualquer provocação de natureza militar.

Os navios saíram do Irã em abril, passaram pelo Mediterrâneo e agora cruzam o Atlântico para chegar à Venezuela. Até agora, as embcarcações têm transitado livremente. Mas os Estados Unidos mantêm uma ativa frota naval militar na região do Caribe, inclusive em áreas não muito distantes do litoral venezuelano.

“É uma situação muito delicada porque qualquer ato de intimidação dos Estados Unidos pode esbarrar no poderio geopolítico e militar da Rússia e China, que são aliados da Venezuela”, diz Maria Teresa Belandría, embaixadora extraordinária da Venezuela no Brasil, que representa o líder da oposição Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019.

O Brasil, assim como outros 59 países, não reconhece o governo do presidente Nicolás Maduro, acusado de fraudar nas eleições de 2018. Juan Guaidó é considerado pela oposição venezuelana como presidente da Assembleia Nacional e, conforme a legislação, o representante oficial do país em caso de fraude nas eleições ou impedimento do presidente em exercer o poder.

Três das cinco embarcações iranianas carregadas com milhares de barris de gasolina já atracaram na Venezuela. O cargueiro Fortuna chegou nesta segunda, dia 25, à refinaria El Palito. Segundo fontes próximas ao governo venezuelano, o pagamento pela gasolina vendida pelo Irã foi paga em nove toneladas de barra de ouro, já que as reservas de dólar do país estão em seus estertores finais.

Um fator de preocupação entre os países ocidentais é que os laços entre o Irã e a Venezuela parecem estar se estreitando. “Propagandas com o aiatolá Khomenei estão passando na televisão e o governo da Venezuela não cansa de agradecer a ajuda dos iranianos”, diz o analista venezuelano do mercado de petróleo José Martin.

“A Venezuela foi tomada pelo crime organizado, o que envolve desde tráfico de drogas até o de armas, com apoio de grupos como as Farcs e operativos iranianos”, afirma Maria Teresa. “Não sabemos se os navios iranianos estão levando só gasolina, já que não é possível fiscalizar os carregamentos. Há a suspeita que possam carregar também armamentos”.

Enquanto isso, a Venezuela mergulha cada vez mais em uma penúria econômica. Muitas regiões do país não contam com o fornecimento contínuo de energia elétrica e água potável. Segundo especialistas no mercado de petróleo, o combustível vindo do Irã deverá abastecer o país por apenas dez dias.

“É só um paliativo”, diz Martin. “A situação aqui é calamitosa”. O conavírus só piora a situação de saúde pública e da economia no país. Já há algum tempo, há carência de remédio e equipamentos básico de medicina.

O Brasil, assim como outros 59 países, não reconhece o governo do presidente Nicolás Maduro, acusado de fraudar nas eleições de 2018.

Até agora, os navios iranianos estão transitando livremente pelo Atlântico. Três das cinco embarcações do Irã já atracaram na Venezuela. O cargueiro Fortuna chegou nesta segunda, dia 25, à refinaria El Palito. Segundo fontes próximas ao governo venezuelano, o pagamento pela gasolina vendida pelo Irã foi pago em nove toneladas de barra de ouro, já que as reservas de dólar do país estão nos estertores finais.

Outro fator de preocupação nos países ocidentais é que os laços entre o Irã e a Venezuela parecem estar se estreitando. “Propagandas com o aiatolá Khomenei estão passando na televisão e o governo da Venezuela não cansa de agradecer o apoio dos iranianos”, diz o analista venezuelano do mercado de petróleo José Martin.

“A Venezuela foi tomada pelo crime organizado, o que envolve desde tráfico de drogas até o de armas, com apoio de grupos como as Farcs e Aliança Libertadora Nacional”, afirma Maria Teresa.

Enquanto isso, a Venezuela mergulha cada vez mais em uma penúria econômica. Muitas regiões do país não contam com o fornecimento contínuo de energia elétrica e água potável. Segundo especialistas do mercado de petróleo, o combustível vindo do Irã deverá abastecer o país por apenas dez dias. “É só um paliativo”, diz Martin. “A situação aqui é calamitosa”. O conavírus só piora a situação de saúde no país, em que há carência de remédio e equipamentos básico de medicina.

Ver mais

Mundo

Restrição de viagens do Brasil para os EUA pode durar meses

Publicado

dia

A partir desta quarta, passageiros vindos do Brasil não poderão entrar no país, a exemplo do que já ocorre com viajantes da China e da Europa

Aeroportos: brasileiros podem chegar aos Estados Unidos a partir de um outro país (Rahel Patrasso/Reuters)

Começou a valer na madrugada desta quarta-feira (27) a medida que barra a entrada nos Estados Unidos de passageiros vindos do Brasil. A decisão foi tomada pelo presidente americano Donald Trump no domingo por causa do rápido aumento do número de casos da covid-19 no país. A Casa Branca havia divulgado inicialmente que a restrição entraria em vigor na sexta-feira, mas a medida foi adiantada em dois dias.

A proibição se aplica aos brasileiros e aos cidadãos de quaisquer nacionalidades que estiveram em território brasileiro nos últimos 14 dias. Mas um brasileiro que chegar aos Estados Unidos a partir de um outro país – o Japão, por exemplo – ainda poderá entrar nos Estados Unidos, desde que não tenha passado pelo Brasil nos 14 dias anteriores.

Há exceções para cidadãos americanos ou pessoas com residência permanente nos Estados Unidos e seus familiares. Mas, nesses casos, as pessoas são orientadas a entrar nos Estados Unidos por meio de um dos 13 aeroportos preparados para receber passageiros de países com alta incidência da covid-19. Elas também são orientadas a fazer uma quarentena voluntária de 14 dias.

A restrição ao Brasil é igual à que foi adotada pelos Estados Unidos nos meses de fevereiro e março para passageiros que estiveram na China, no Irã e na maioria dos países europeus – incluindo todos os países da área de livre circulação de pessoas da União Europeia, o Reino Unido e a Irlanda.

O que chama a atenção é que, depois de mais de dois meses, as restrições para a entrada nos Estados Unidos continuam em vigor mesmo com a recente queda no número de casos na Europa e na China e com a flexibilização das medidas de quarentena. Isso sugere que ainda deve levar um bom tempo para que os brasileiros possam voltar a viajar para os Estados Unidos até que a pandemia esteja controlada por aqui.

Ontem, o Ministério da Saúde contabilizou mais de 16 mil novos casos da covid-19 no Brasil e 1.039 mortes. Com isso, o país chegou a 391.222 casos confirmados e 24.512 mortes. A proliferação do novo coronavírus fez o Brasil alcançar rapidamente o posto de segundo país com mais incidência da doença no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Em número de mortes, o Brasil é o sexto e já se aproxima da Espanha, um dos países mais castigados pela pandemia na Europa, que contabiliza 27 mil mortes.

O bloqueio à entrada de passageiros do Brasil é mais um golpe para as empresas do setor aéreo, que já estavam combalidas pela queda na demanda de viajantes durante a pandemia e por outras medidas de restrições às viagens. As duas maiores companhias aéreas da América Latina – Latam e Avianca – entraram recentemente com pedidos de recuperação judicial por causa dos efeitos da pandemia. Na noite de ontem, nenhum dos três principais aeroportos internacionais do país (Guarulhos, Galeão e Viracopos) listava a partida de voos para os Estados Unidos para esta quarta-feira.

Com menos voos entre o Brasil e os Estados Unidos, o transporte de carga aéreo também tende a ser prejudicado, afetando as operações de empresas que dependem da importação e da exportação de produtos e bens intermediários por esse meio de transporte – o que é mais uma notícia ruim para as companhias brasileiras em meio à crise. Como se vê, o Brasil está pagando um preço alto por causa da falta de controle da pandemia.

Ver mais

Mundo

Covid-19 provoca mais de 350 mil mortes e avança na América Latina

Publicado

dia

Brasil é o país com mais mortes diárias de coronavírus, enquanto a flexibilização da quarentena avança na Europa

Coronavírus: América Latina é o novo epicentro da pandemia, diz organização (Bruno Kelly/Reuters)

O novo coronavírus matou mais de 350.000 pessoas no mundo e continua avançando na América Latina, especialmente no Brasil, enquanto na Europa a flexibilização do confinamento segue adiante, e a UE revela um plano bilionário de recuperação econômica.

Com 1.039 mortes por COVID-19 nas últimas 24 horas, o Brasil é o país que registra mais vítimas fatais diárias há dois dias, superando os Estados Unidos, cujo balanço diário de terça-feira foi de 657 óbitos.

Com mais de 24.500 mortes e 391.222 contágios oficialmente declarados, o Brasil é o segundo país com mais casos de COVID-19 no mundo e o sexto em número de mortes. Especialistas afirmam que, devido à falta de exames, o número real de infectados pode ser até 15 vezes maior.

Os novos casos diários na América Latina superam os da Europa e dos Estados Unidos, o que tornou o continente latino-americano, “sem nenhuma dúvida”, o novo epicentro da pandemia, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

De acordo com um balanço da AFP com base em fontes oficiais, atualizado nesta quarta-feira, 75% das mortes provocadas pelo coronavírus estão na Europa e nos EUA. Em todo mundo, a COVID-19 infectou mais de 5,5 milhões de pessoas.

Com a economia mundial paralisada, os estragos do coronavírus nas áreas econômica e social são devastadores. Nesta quarta-feira, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considerou que um em cada seis jovens está sem trabalho por causa da pandemia.

A Comissão Europeia divulga nesta quarta-feira os planos para sair da profunda recessão em 2020, com um fundo de reconstrução de 750 bilhões euros. Para isso, ainda precisa convencer os 27 governantes do continente.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou um plano muito aguardado, mas fonte de divergências entre os países do norte e do sul do bloco.

Duramente afetadas pela pandemia, Espanha e Itália acusam os países do norte de falta de solidariedade. De acordo com fontes da Comissão, serão as nações mais beneficiadas por este plano.

A divisão se concentra em saber se o apoio aos países mais atingidos pela COVID-19 deve acontecer com empréstimos, como defende a Holanda, aumentando a já volumosa dívida dos primeiros, ou por meio de ajuda direta.

Pedir comida pela primeira vez

A crise de saúde agravou a situação dos mais vulneráveis. De acordo com a ONG Oxfam, a pandemia pode levar 500 milhões de pessoas à pobreza.

Na Espanha, a crise impactou uma economia que já registrava a segunda maior taxa de desemprego da Eurozona, atrás apenas da Grécia, e levou muitas pessoas a pedir comida pela primeira vez na vida.

O país, que nesta quarta-feira iniciou um luto nacional de 10 dias em memória dos mais de 27.000 mortos de COVID-19, avança na flexibilização do confinamento.

Com quase 33.000 mortos, a Itália também está recuperando uma relativa normalidade. Quase todos os monumentos e edifícios mais famosos da península reabriram ao público, entre eles Pompeia, a Basílica de São Pedro em Roma, a Galeria Borghese, os museus da capital, ou as catedrais de Florença e Milão.

Será necessário aguardar até 1o de junho para entrar no Coliseu de Roma, o local turístico mais visitado da Itália, e nos museus do Vaticano.

Em Istambul, o Grande Bazar, um gigantesco mercado coberto, preparava-se para abrir as portas nesta quarta-feira, após o fechamento mais longo de sua história. Seus comerciantes continuam preocupados, porque seu trabalho depende agora do retorno do turismo.

Muitos países pressionam para reativar o turismo, setor-chave em muitas economias e totalmente paralisado com a pandemia.

Neste sentido, a Itália pede uma retomada coordenada dos deslocamentos na Europa a partir de 15 de junho, que poderia virar o “Dia D” do turismo, declarou seu ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio.

Uma igreja de luto

Nos Estados Unidos, o país mais afetado e perto de superar a barreira simbólica de 100.000 mortos, foram registradas menos de 700 mortes em 24 horas, pelo terceiro dia consecutivo, segundo o balanço da Universidade Johns Hopkins.

Em Nova York, a cidade mais atingida pela doença no país, a igreja do pastor Fabián Arias está de luto. A congregação perdeu 44 fiéis em dois meses, devido ao coronavírus. Pelo menos 90% deles são imigrantes latinos.

Em meio à tragédia, este pastor luterano argentino que denuncia as desigualdades exacerbadas pela administração Trump estabeleceu uma rede para alimentar mais de 500 famílias por semana. Por causa do desemprego gerado pela pandemia, elas não têm o que comer.

“Não queremos que as pessoas morram. Queremos que as pessoas possam viver com dignidade”, declarou o pastor, que participou de 20 funerais para vítimas do vírus, inclusive nas residências das vítimas, quando a família não tem condições de pagar por uma funerária.

Se os números parecem estáveis nos Estados Unidos, na América Latina, os balanços diários de mortes continuam aumentando.

A propagação do coronavírus está “acelerando” no Brasil, no Peru e

no Chile, advertiu a OPS, que defende a continuidade das medidas de contenção.

O Peru registrou mais de 5.000 novos casos confirmados de COVID-19 em 24 horas, um recorde, o que eleva para 130.000 o número de contágios no país. O número de óbitos passa de 3.780.

O México superou 8.000 mortes por coronavírus, número que o governo havia calculado que seria o máximo de vítimas fatais no país durante a pandemia.

Na Venezuela, o governo de Nicolás Maduro anunciou que até domingo passado o vírus deixou 1.121 contagiados e dez mortos neste país de 30 milhões de habitantes.

Os dados foram chamados de falsos e “absurdos” pela ONG Human Rights Watch (HRW) e pela Universidade Johns Hopkins.

“Acreditamos que os números, as estatísticas divulgadas pelo governo da Venezuela, as estatísticas de Maduro, são absolutamente absurdas e não são confiáveis”, afirmou o diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco.

Uma estimativa conservadora situaria a quantidade de mortos pelo vírus no país em “pelo menos 30.000”, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?