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Centro de Dança do DF muda gestão e abre inscrições para uso do espaço

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Prédio reabre no próximo dia 22, sob administração exclusiva da Secretaria de Cultura. Inscrições estão abertas por ordem de chegada; veja como fazer.

Karina Zambrana/Divulgação

Reaberto há quase um ano, o Centro de Dança de Brasília passará por uma mudança de gestão neste mês. O espaço, que era gerido em parceria com uma organização social, será administrado exclusivamente pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

O modelo de gestão compartilhada continua sendo adotado no Espaço Cultural Renato Russo. Com a mudança de governo, a casa da dança na capital ficará fechada até dia 21 de janeiro para limpeza e serviços de manutenção. As inscrições para utilizar o espaço, porém, já estão liberadas.

Operário faz reforma no Centro de Dança do DF, reaberto em fevereiro de 2018 — Foto: Dênio Simões/Agência Brasília/Divulgação

Operário faz reforma no Centro de Dança do DF, reaberto em fevereiro de 2018 — Foto: Dênio Simões/Agência Brasília/Divulgação

Na prática, pouca coisa deve mudar no modelo de oferta, seleção e uso do Centro de Dança. Um dos objetivos da gestão compartilhada no princípio era, justamente, estabelecer um mapa a ser seguido.

Para a ex-diretora do centro, Amanda Guedes, o modelo “funcionou muito bem”, com maior interação com o público, troca de ideias e necessidades, “menos burocratização e até mais liberdade financeira para trabalhar”.

“Conseguimos fazer uma busca ativa de quem estuda e trabalha com dança no DF e trouxemos profissionais da periferia, das danças de rua, para movimentar o centro.”

Demanda espontânea

Por enquanto, a Secretaria de Cultura está recebendo projetos somente por demanda espontânea (a já conhecida “ordem de chegada”). Quem quiser experimentar o espaço no primeiro trimestre de 2019 deve enviar um formulário para o e-mail centro.danca.df@gmail.com ou entregá-lo presencialmente no protocolo central da secretaria, no anexo do Teatro Nacional.

Sala de dança do Centro de Dança de Brasília — Foto: Renato Araújo/Agência Brasília/Divulgação

Sala de dança do Centro de Dança de Brasília — Foto: Renato Araújo/Agência Brasília/Divulgação

A pasta recomenda que os interessados enviem as propostas, no mínimo, 45 dias antes da data prevista para início das atividades. Aqueles que forem submetidos em prazo menor serão aceitos somente se houver equipe técnica disponível para análise e horários vagos.

As atividades que prevêm cobraça de taxas, como oficinas, cursos e workshops, devem seguir o limite máximo de R$ 13 por hora-aula com finalidade formativa e de R$ 50 para apresentações artísticas.

Aulas continuadas

Um edital específico, segundo a Secretaria de Cultura, será lançado para selecionar projetos de aulas continuadas. No entanto, a data não foi divulgada.

A expectativa é que o funcionamento seja semelhante ao do ano passado, com as aulas regulares (duas a três por semana) ao longo do ano. A mensalidade é definida pelos profissionais selecionados, em comum acordo com a secretaria.

Letícia Medeiros e Fernanda Fernandes agradecem plateia após apresentação do espetáculo "Quitinete" no Centro de Dança de Brasília — Foto: Karina Zambrana/Divulgação

Letícia Medeiros e Fernanda Fernandes agradecem plateia após apresentação do espetáculo “Quitinete” no Centro de Dança de Brasília — Foto: Karina Zambrana/Divulgação

Em 2018, o Centro de Dança abriu sete turmas de balé, dança contemporânea, dança pernambucana, dança-teatro, dança para pessoas com deficiência e “dança, corpo e performance”. O valor mensal variou de R$ 150 a R$ 260.

Processos criativos
Até o ano passado, artistas e grupos puderam inscrever projetos de criação, pesquisa e ensaios em três oportunidades. Cada etapa correspondia a um módulo temático. A Secretaria de Cultura não havia informado, até a publicação desta reportagem, como o processo ocorrerá a partir de agora.

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Saia de casa: Confira a programação cultural para esta semana

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Festas pré-carnaval e o último fim de semana do festival V.I.V.A. são alguns dos destaques

Sensação do momento, Vitor Kley anima o último fim de semana do festival V.I.V.A
(foto: Be Chance/Divulgação)

Blue eyes

Sucesso no ano passado, o Projeto Tributos no Teatro dos Bancários (314/315 Sul) chega à segunda edição em 2019, nesta sexta, às 21h. O primeiro homenageado será Frank Sinatra. O responsável por cantar e contar a fascinante história do cantor será Helcio Hime. No espetáculo Frankamente Sinatra, o brasileiro reinterpretará clássicos como New York, New YorkStrangers in the night e Let me try again, e cada versão ganha uma roupagem diferente da clássica. A apresentação não é recomendada para menores de 14 anos, e os ingressos custam R$ 60 e R$ 30 (meia-entrada).

Que venha a folia!

O clima de carnaval está esquentando. Na sexta, o Bloco Jamaicano é a atração do Setor Comercial Sul, com muito reggae e vertentes do gênero como ska e rocksteady, a partir das 21h. Entrada é franca. No sábado, quem desfila é o tradicional Suvaco da Asa, homenageando a Orquestra Popular Marafreboi. O evento começa às 10h e a entrada é franca. Fechando o pré-carnaval desta semana, no domingo, será a vez do bloco Maria vai casoutras, trazendo muita folia para o público a partir das 15h. A entrada é franca. O Bloco Jamaicano não é recomendado para menores de 18 anos. O Suvaco da Asa e Maria vai casoutras têm classificação indicativa livre.

Dois em um

O Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) vai receber duas peças em um só espetáculo. É a OperATA, do diretor Hugo Rodas. O primeiro ato, Punaré & Baraúna, é um musical sertanejo sobre um triângulo amoroso. Já o segundo ato, Ensaio geral, apresenta o amor celebrado em colagens de textos, com estética inspirada na juventude e em grafites. As apresentações serão sexta e sábado às 20h; domingo, às 19h. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada). Não recomendado para menores de 16 anos.

De bom humor com os 30

Entre improvisos e interações com a plateia, André Santi compartilha com o público a percepção bem-humorada do que os 32 anos de vida lhe mostraram. Cheguei vivo aos 30 é o segundo espetáculo no formato stand-up comedy do comediante, youtuber, ator e músico. Ele se apresenta sábado, às 21h, no Teatro de Águas da Caesb (Av. Sibipiruna, Águas Claras; 3213-7204). Ingressos à venda no site ingressodigital.com por R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Não recomendado para menores de 14 anos.

Pagode ao pôr do sol

Um dos principais grupos de pagode do Brasil, o Sorriso Maroto se apresenta no Yurb (SCES tc. 2). A nova fase da turma tem Bruno Cardoso de volta aos vocais. A festa começa a tempo de pegar o pôr do sol: os portões se abrem às 16h neste sábado. O camarote custa R$ 120 (valor de pré-venda) e a frente do palco custa R$ 60. Não recomendado para menores de 18 anos.

Para rir e relembrar

Sábado, o público brasiliense pode conferir a apresentação de um personagem da célebre Escolinha do Professor Raimundo, nos tempos de Chico Anysio, o Zé Lezin, no espetáculo As melhores do Zé Lezin. A apresentação, que promete muito humor e boas risadas, será no Teatro Unip (913 Sul, cj B; 99677-3027), às 21h. Ingressos: R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia-entrada). Assinantes do Correio têm 60% de desconto no valor da inteira. A classificação indicativa do evento é livre.

Fim da festa

Sensação do momento, o cantor gaúcho Vitor Kley promete animar os brasilienses no quarto e último fim de semana do festival V.I.V.A. A apresentação será no domingo, das 16h à 0h. Com muita diversão à beira do lago, o público poderá cantar O sol e Morena, dois dos principais hits do músico. Além de Vitor, o DJ Shark, famoso pelos seus remixes de hip-hop, também será atração na Orla do Clube Ases (SCES, Tc. 2). O show não é recomendado para menores de 16 anos e os ingressos estão sendo vendidos a partir de R$ 41 (meia-entrada). Meia-entrada para os beneficiários por lei, sócios do Clube da Ases ou mediante doação de 1kg de alimento.

Fonte Correio Braziliense

 

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Espetáculo ‘Os Três Porquinhos’ é encenado em Caruaru

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Apresentação vai contar de forma lúdica a história de três porquinhos

Apresentação vai contar de forma lúdica a história de três porquinhos

No domingo (10), será realizado em Caruaru, no Agreste de Pernambuco o espetáculo ‘Os Três Porquinhos’, da Trupe Veja Bem Meu Bem. A apresentação vai contar de forma lúdica a história de três porquinhos que decidiram fugir do seu fazendeiro, após descobrirem que iriam para a panela. Durante o percurso os porquinhos aprendem lições de respeito e amizade com muita diversão.

O espetáculo começa as 16h, mas as 15h a trupe vai promover brincadeiras com todas as crianças. Os interessados podem adquirir os ingressos na loja Salamandra, no segundo piso do shopping Difusora ou pelo perfil da trupe no Instagram.

Serviço:
Espetáculo Os Três Porquinhos
Data: 10 de fevereiro
Hora: a partir das 15h
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru).

Fonte: G1

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Adaptação do espetáculo ‘Gota d’água’, de 1975, chega a Brasília

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A peça ‘Gota d’água [a seco]’, de Rafael Gomes, condensa a história original na relação do casal Joana e Jasão. Meia-entrada custa R$ 35.

Foto: Elisa Mendes/Divulgação

Após quase dois anos da estreia no Rio de Janeiro, o espetáculo “Gota d’água [a seco]”, de Rafael Gomes, chega a Brasília para três apresentações entre esta sexta-feira (8) e domingo (10). A meia-entrada custa R$ 35.

A peça é uma adaptação do texto poético de Paulo Pontes e Chico Buarque de Holanda, encenado pela primeira vez em 1975, no Teatro Tereza Raquel, no Rio de Janeiro.

A atriz Laila Garin durante o espetáculo "Gota D'Água [a seco]", de Rafael Gomes — Foto: Elisa Mendes/Divulgação

A atriz Laila Garin durante o espetáculo “Gota D’Água [a seco]”, de Rafael Gomes — Foto: Elisa Mendes/Divulgação

Na época, o contexto político do Brasil era a ditadura e a dramaturgia se valeu das divergências políticas, ultrapassando a censura. Agora, o cenário é democrático, mas volátil.

Desde 2016, o espetáculo passou pelo impeachment de uma presidente de esquerda, por um governo interino impopular e pela ascensão da extrema direita. “Cada vez que encenamos a peça, ela se insere em um contexto político diferente”, disse a atriz Laila Garin, que interpreta a personagem Joana.

O ator Alejandro Claveaux e a atriz Laila Garin durante o espetáculo "Gota D'Água [a seco]", de Rafael Gomes  — Foto: Elisa Mendes/Divulgação

O ator Alejandro Claveaux e a atriz Laila Garin durante o espetáculo “Gota D’Água [a seco]”, de Rafael Gomes — Foto: Elisa Mendes/Divulgação

“E cada um que assiste ao espetáculo responde de uma forma. Tem gente que se liga mais à história de amor, traição e abandono, mas tem gente que se apega às questões políticas.”

A atriz Laila Garin durante o espetáculo "Gota D'Água [a seco]", de Rafael Gomes — Foto: Elisa Mendes/Divulgação

A atriz Laila Garin durante o espetáculo “Gota D’Água [a seco]”, de Rafael Gomes — Foto: Elisa Mendes/Divulgação

Seja em 1975 ou agora, a origem de ambos os roteiros remonta a quatro séculos antes de Cristo, com a tragédia grega “Medeia”, de Eurípedes. A diferença essencial é que Rafael Gomes condensa a história na relação do casal principal: Joana e Jasão. Por isso o termo “a seco”.

A escolha, porém, não fez do espetáculo mero romance. Os fatores são intrínsecos ao texto, segundo Laila Garin. “A gente fala de um homem que traiu e abandonou a mulher para se casar com outra por interesse, por ambição. Enquanto isso, Joana não faz conchavos para conseguir o que quer.”

“A peça é uma discussão ética, porque todo mundo tem um pouco de Joana e de Jasão.”

A enxugada que “Gota d’água [a seco]” propõe também se vê no cenário e nos figurinos. “Não é nada realista, naturalista. As estruturas te lembram prédios, casas, mas são só os ferros. Os sentimentos é que são reais”, disse Laila.

Por outro lado, o diretor acrescentou três músicas que não faziam parte da dramaturgia original: “Eu te amo”, “Baioque” e “Cálice”, todas de Chico Buarque. O espetáculo recebeu 13 prêmios, sendo seis de melhor atriz para Laila Garin.

Programe-se

“Gota d’água [a seco]”
Data: 8, 9 e 10 de fevereiro
Hora: 20h (sexta e sábado) e 19h (domingo)
Local: Teatro Unip – SGAS, Quadra 913, Conjunto B
Ingresso: R$ 35 a meia-entrada
Classificação indicativa: 14 anos

Fonte: G1

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