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Casal que matou mãe e filho na Rodoviária se entrega à polícia

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Marido e mulher alegam legítima defesa para justificar o assassinato de mãe e filho na Rodoviária do Entorno, no centro de Brasília

foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

O casal acusado de assassinar mãe e filho na Rodoviária do Entorno, na área central de Brasília, quarta-feira, se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira (9/7). Presos preventivamente, Henrique Monteiro Gonçalves, 33 anos, e a mulher, Geovana dos Santos, 32, vão responder por duplo homicídio e por tentativa de homicídio. Ele é apontado como autor dos disparos. Ela, a responsável por ajudar na fuga e esconder a arma dro crime. Ambos alegam legítima defesa e afirmam ter perdido a arma usada no crime. O casal estava escondido em São Sebastião.

Responsável pelo caso, o delegado Rogério Henrique Oliveira, chefe da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), duvida da versão do casal. “Pelo que apuramos até o momento, não se trata de um crime de legítima defesa. Acreditamos que a arma esteja escondida em algum local. Apesar da prisão, continuaremos escutando testemunhas e, sobretudo, a vítima que sobreviveu”, afirma Oliveira. O prazo para finalizar o inquérito é de 10 dias.

Henrique e Geovana têm ficha criminal. Há um mandado de prisão em aberto contra Henrique, por roubo qualificado cometido com arma de fogo e corrupção de menores, em 2007, no Distrito Federal. Ele foi condenado em 2015 e era considerado foragido pela Justiça do DF desde então. Geovana responde a três processos por lesão corporal, registrados em 2014, 2016 e 2018.

Briga antiga

O mais recente, de 25 de junho, estaria vinculado ao crime na Rodoviária do Entorno. Geovana teria tentado ferir Wellington com uma faca, após uma discussão com Pâmela Vieira de Sá, 22, mulher de Wellington. Ele, a mãe e irmã registraram um boletim de ocorrência denunciando lesão corporal, ameaça e lesão recíproca. Briga surgida por causa da disputa por ponto de venda ambulante do terminal que recebe os ônibus do Entorno, em Brasília. Desde então, Wellington passou a andar com um facão, o mesmo encontrado ao lado do corpo dele. Pâmela está no nono mês de gravidez.

O crime aconteceu por volta das 14h40 de quarta-feira. Maria Célia Rodrigues dos Santos, 38 anos, e Wellington Rodrigues Santos da Silva, 22, levaram um tiro no coração. Morreram no local. Baleada no abdômen, Kerolyn Ketlen Moreira, 19, ficou internada no Hospital de Base, onde passou por uma cirurgia. O estado dela é estável. Kerolyn é filha de Maria Célia e irmã de Wellington. Os três trabalhavam como ambulantes na região central de Brasília vendendo doces e salgados. Moravam em Planaltina de Goiás, assim como os acusados.

Para os investigadores, o crime de quarta-feira foi premeditado e motivado por uma rixa antiga entre os envolvidos, motivada pela disputa de ponto de venda ambulante no terminal que recebe os ônibus do Entorno, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto. O delegado Rogério Oliveira diz que Wellington não teria tentado usar a arma para agredir o autor do crime. As investigações também não citam qualquer envolvimento dele com tráfico ou uso de drogas.

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    Brasília

    Diplomata é preso no DF por desacato e agressão à mulher; ele foi demitido do Itamaraty

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    Por Marília Marques e Gabriel Luiz, G1 DF

    Renato de Ávila Viana era diplomata do Itamaraty — Foto: Reprodução

     

    O primeiro-secretário do Itamaraty Renato de Ávila Viana, de 42 anos, foi preso em Brasília, nesta quarta-feira (19), por desacato, lesão corporal e violência contra a mulher. A suspeita de agressão foi confirmada pela Polícia Civil.

    Foram os vizinhos e a própria vítima que chamaram a PM. Levado para a 5ª DP, na área central da capital, o diplomata pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado. O G1 não conseguiu falar com Viana e nem com a defesa dele.

    Nesta quinta (20), o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) publicou a demissão dele do quadro de diplomatas (veja abaixo). Viana foi enquadrado por improbidade administrativa e por “descumprimento das normas que disciplinam a conduta pessoal e a vida privada do servidor público”.


    Diário Oficial da União publicou demissão de diplomata brasileiro — Foto: Imprensa Nacional/Reprodução

    Desacato

    Em um vídeo gravado na quarta, no momento da prisão (veja abaixo), é possível ver policiais militares arrombando a porta do apartamento onde teria ocorrido a agressão, na 304 Norte, no Plano Piloto. As imagens mostram o diplomata sendo preso e algemado.

    “Arrombamos a porta porque a própria vítima não quis abrir, então não sabíamos se ela estava sobre grave ameaça”, contou  o porta-voz da PM major Michello Bueno. A PM disse, ainda, que o diplomata chamou os policiais de “safados”.

    “Quando entramos, ela estava com braço todo machucado, e por isso os policiais algemaram logo ele.”

    PM arromba porta de apartamento para prisão do diplomata brasileiro Renato de Ávila Viana
    G1 DF

    PM arromba porta de apartamento para prisão do diplomata brasileiro Renato de Ávila Viana

    Na delegacia, Renato de Ávila Viana se identificou como advogado, mas não citou a relação de trabalho com o Itamaraty. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores confirmou a demissão e disse que a medida é resultado de um processo administrativo, mas não fez relação com o caso de agressão.

    Nota de repúdio

    A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) divulgou uma nota pública em repúdio aos atos de violência e discriminação contra as mulheres, que teriam sido praticados pelo primeiro-secretário do Itamaraty, agora demitido.

    O comunicado cita atos de agressão “repetidamente praticados pelo diplomata Renato de Ávila Viana”. Apesar de não detalhar a situação, a entidade se refere a uma outra ocorrência de violência contra uma namorada de Viana, que resultou em autuação na Lei Maria da Penha, em 2016.

    “É indispensável celeridade na apuração desses novos fatos e a aplicação urgente de medidas cabíveis ao caso”, diz o texto. “Não pouparemos esforços para exigir que episódios dessa natureza sejam punidos severamente na forma da lei”.

    Fonte: G1 DF.

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    É Destaque

    TSE aprimora consulta sobre como verba eleitoral é gasta por candidato

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    Novidade no sistema do Tribunal Superior Eleitoral permite acessar e obter dados de despesa de candidatos

    Estatísticas consolidadas sobre a prestação de contas de candidatos e partidos políticos relativas às eleições de outubro estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para consulta de qualquer interessado.

    Até a semana passada, no link “Estatísticas Eleitorais” já era possível acessar informações detalhadas sobre candidaturas e eleitorado, em abas específicas. Agora, a novidade é que na aba “Prestação de Contas” o cidadão pode obter dados consolidados a partir de um resumo geral.

    Com base nessas informações, o sistema pode trazer uma busca refinada com, por exemplo, informações de Receitas/Despesas contratadas e pagas; Receitas obtidas de recursos públicos e privados, e ainda despesas pagas com recursos públicos e privados, onde é possível saber o tipo de prestador, os tipos de despesa mais frequentes, as fontes de despesas, e os maiores fornecedores.

    Também é possível pesquisar recursos de comercialização de bens ou realização de eventos, doações pela internet, financiamento coletivo, de outros candidatos, de partidos políticos, de pessoas físicas, recursos próprios e rendimentos de aplicações financeiras.

    Outra possibilidade é fazer a pesquisa por estado, município, partido, cargo, tipos de receita, fontes de receita e situação de candidatura, além de consultar a receita do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, e verificar a aplicação dos recursos em candidaturas por gênero.

    Segundo a Justiça Eleitoral, a diferença das informações disponíveis nessa nova aba das estatísticas eleitorais para o Divulgacandcontas é que nela os dados estão consolidados com as informações enviadas à Justiça Eleitoral até o momento.

    *Com informações do TSE.

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    Brasília

    Alexandre Frota é condenado a pagar R$ 5 mil por compartilhar informação falsa sobre candidato ao Senado pelo DF

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    Alexandre Frota e seu cachorro Zé Dirceu, da raça pitbull — Foto: Divulgação

    O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal condenou o ator Alexandre Frota a pagar multa de R$ 5 mil por ter publicado informações falsas a respeito do deputado distrital Chico Leite (Rede) – atual candidato do partido ao Senado. A decisão foi por unanimidade.

    Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Segundo os desembargadores eleitorais, o post na rede social do ator – ainda no período de pré-campanha – configurou propaganda eleitoral negativa antecipada, o que é proibido pela legislação.

    A publicação de Frota apontava que o parlamentar do DF seria favorável à prisão do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos de primeira instância da Operação Lava Jato. Na postagem compartilhada por Frota, o parlamentar também foi chamado de “canalha”.

    “O princípio constitucional da liberdade de expressão não é absoluto. A Justiça Eleitoral deve garantir as condições para o legítimo debate democrático e, por consequência, coibir práticas abusivas”, argumentou o desembargador eleitoral Hector Valverde Santana.

    Deputado distrital Chico Leite (Rede), em imagem de arquivo — Foto: Carlos Gandra/CLDF/Divulgação

    Ao tomar a decisão, acompanhada pelos colegas, ele apontou que o post difamatório teve 3,6 mil curtidas, 4,2 mil compartilhamentos e 1,15 mil comentários. Para o magistrado, Frota é figura pública e seus posts alcançam “um número ilimitado de pessoas, o que facilita a disseminação dos conteúdos postados”.

    “É inegável, portanto, o potencial da publicação em acarretar prejuízos irremediáveis à imagem política dos representantes e, consequentemente, desestabilizar o próprio pleito eleitoral.”

    Ainda de acordo com o desembargador, é fácil comprovar que o conteúdo é falso porque Chico Leite já tem se posicionado favorável à Lava Jato. “Destaca-se a ausência de fonte ou referência idônea a fundamentar tais informações, visando à indução errônea do leitor.”

    Post apagado

    Esta não é a primeira decisão que o TRE toma sobre o assunto. O G1 mostrou que em julho, ao analisar o caso com urgência, a Justiça Eleitoral tinha mandado o ator apagar o post imediatamente. A determinação foi respeitada por Alexandre Frota. A defesa dele alegou que ele não conhece o deputado Chico Leite e que não foi ele quem fez a postagem – apenas compartilhou.

    Segundo o advogado do ator, o post foi publicado no mesmo dia em que a linha telefônica de Frota apresentou problema enquanto estava em viagem. Mesmo assim, disse que a publicação foi retirada imediatamente e que a defesa iria prestar os esclarecimentos necessários à Justiça Eleitoral.

    Fonte: G1 DF.

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