Nossa rede

Brasil

Carnaval paulistano de rua pode crescer até 60% em 2019

Publicado

dia

Ao todo, 645 blocos se inscreveram para participar da folia, acréscimo de 27% em relação ao ano anterior (491)

Bloco de Carnaval em São Paulo

Com novos recordes ano a ano, o crescimento do carnaval de rua de São Paulo continuará na próxima edição

São Paulo – Com novos recordes ano a ano, o crescimento do carnaval de rua de São Paulo continuará na próxima edição. Um balanço da Secretaria Municipal das Subprefeituras aponta que o número de desfiles pode saltar de 459, neste ano, para 737 em 2019 – um aumento de 60,5%.

Ao todo, 645 blocos se inscreveram para participar da folia, acréscimo de 27% em relação ao ano anterior (491). O número é mais do que o triplo de agremiações que desfilaram em 2014, primeiro ano da regulação na capital. O número de desfiles deve variar, contudo, até a divulgação da programação final, que se estenderá de 23 de fevereiro até 10 de março.

Seguindo uma tendência das edições anteriores, parte das agremiações desfilará mais de uma vez, acrescentando também opções na agenda do pré e do pós-carnaval. Nesta quarta-feira, 5, a Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para a operacionalização e patrocínio integral do carnaval, com valor estimado de R$ 19,5 milhões. O edital prevê um público de 5 milhões de foliões.

Das 32 subprefeituras, 29 participarão da programação. A maioria dos blocos se concentra na Sé (198), em Pinheiros (143), na Vila Mariana (53) e na Lapa (32). Os desfiles estão em fase de aprovação por comissões locais, em conjunto com as subprefeituras e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Ainda não há previsão para a divulgação das rotas e dos horários dos desfiles.

23 de Maio

Após reunir multidões neste ano, a Avenida 23 de Maio deve ficar de fora da programação, após recomendação do Ministério Público de São Paulo. Questionada pela reportagem, a Prefeitura não comentou o assunto.

Um dos fundadores do Acadêmicos do Baixo Augusta, Alê Youssef acredita que o crescimento continuará. “Mostra que o carnaval de São Paulo, a maior cidade do País, vai ser o maior carnaval do Brasil. Esses números demonstram que a folia da capital caiu nas graças do paulistano de uma maneira muito contundente.”

Youssef ressalta que a cidade também tem atraído foliões “de fora”. “O carnaval de São Paulo já virou referência para o Brasil inteiro. Você tem uma procura muito grande de turistas também.” Diretor da Confraria do Pasmado, Carlos Frazão ressalta a distribuição regional da festa. “Enquanto o carnaval das avenidas enfrenta uma saturação, o potencial do de rua está em aberto. Um carnaval que deve ser democrático e distribuído entre todas as regiões.”

O crescimento tem afetado também os blocos recém-lançados. Estreante em 2018, o Filhos de Gil quer atrair um público menor que os 10 mil deste ano – para não se descaracterizar. “Nossa missão é um carnaval inclusivo, que possam ir famílias, idosos”, conta Pedro Keiner, um dos fundadores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentário

Brasil

Câmara de SP aprova proibição de canudo plástico na capital

Publicado

dia

Projeto segue agora para sanção do prefeito; PL que proíbe que pessoas condenadas por corrupção sejam homenageadas com nomes de ruas também foi aprovado

Canudos de plástico: projeto diz que, no lugar deles, poderão ser fornecidos canudos de papel reciclável ou de material comestível ou biodegradável (Rosley Majid / EyeEm/Getty Images)

São Paulo – A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (17), em segunda votação, um projeto de lei que proíbe o fornecimento de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais, como restaurantes, bares, padarias e hotéis. O projeto segue agora para sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB).

O Projeto de Lei 99/2018 tem autoria do vereador Reginaldo Tripoli (PV). Pelas suas redes sociais, ele comemorou a aprovação. “Uma decisão muito importante para combater o excesso de lixo na cidade e criar uma nova visão sobre o consumo do plástico desnecessário. Agradeço à população engajada na questão, que já entendeu a urgência na mudança de hábitos.”

O projeto diz que, no lugar dos canudos, poderão ser fornecidos canudos de papel reciclável ou de material comestível ou biodegradável. Para quem descumprir o determinado, a multa imposta a partir da segunda autuação é de R$ 1 mil, e pode chegar até a R$ 8 mil em caso de reincidência, com fechamento administrativo do estabelecimento flagrado.

O vereador Fernando Holiday (DEM) votou contra o projeto, sustentando que a proibição “apenas esconde o problema real de descarte irregular de lixo”. São Paulo poderá se juntar a outras cidades que já proíbem o canudo, como o Rio de Janeiro.

Ruas

A Câmara também aprovou nesta quarta o Projeto de Lei 695/2017 que proíbe que pessoas condenadas por corrupção, entre outros crimes, possam ser homenageadas com nomes de ruas, avenidas, praças ou de equipamentos públicos como escolas e teatros na cidade de São Paulo.

“A Lava Jato vai criar uma velha geração de políticos condenados por crimes contra o Brasil, que assim que morrerem, poderão ser homenageados com nomes de ruas, já que a lei atual é subjetiva. Vemos nas ruas, pessoas defendendo condenados por corrupção e provas robustas, sem qualquer pudor”, disse o vereador Rinaldi Digilio (PRB).

 

Ver mais

Brasil

Morre catador baleado em ação na qual Exército disparou 80 tiros

Publicado

dia

Nove militares foram presos preventivamente por decisão da Justiça Militar depois que o Exército abriu investigação sobre o tiroteio

Tiros: Luciano foi baleado no dia 7 de abril, quando tentava ajudar o músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos (Nacho Doce/Reuters)

Rio de Janeiro — O catador de material reciclável Luciano Macedo, baleado durante ação de militares em Guadalupe, na zona oeste do Rio de Janeiro, morreu na madrugada desta quinta-feira (18), depois de 11 dias internado.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ele faleceu às 4h20, no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

Luciano foi baleado no dia 7 de abril, quando tentava ajudar o músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, que estava dentro de seu carro e havia sido atingido por diversos tiros disparados por militares do Exército. O músico morreu no local.

Os militares também atingiram o sogro de Evaldo, Sérgio Araújo, que foi atingido nas costas, mas já recebeu alta hospitalar.

Em uma nota divulgada à imprensa, no dia da ocorrência, o Comando Militar do Leste disse apenas que um pedestre tinha sido atingido em um tiroteio, mas não assumiu a autoria dos tiros que atingiram o catador, apesar de ter assumido a responsabilidade pelos disparos que mataram Evaldo e feriram Sérgio.

Nove militares foram presos preventivamente por decisão da Justiça Militar depois que o Exército abriu investigação sobre o tiroteio, devido a inconsistências na versão dos militares envolvidos.

Segundo o Ministério Público Militar, “em tese” eles deverão responder por homicídio doloso e tentativa de homicídio. De acordo com o Comando Militar do Leste, foram constatadas inconsistências entre os fatos inicialmente reportados pelos militares envolvidos e as informações que chegaram posteriormente ao Exército.

Ação do Exército

No dia 7 de abril, militares do Exército mataram o músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, depois de atirar 80 vezes contra seu carro. Segundo investigações, o veículo teria sido confundido com o de bandidos que estavam agindo na região.

Além do músico, também estavam no carro seu sogro, sua esposa e seu filho, de sete anos. A família estava a caminho de um chá de bebê, quando a ação começou.

Quase uma semana depois da operação, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que foi um “incidente” a morte do músico. Em entrevista, ele disse que o Exército “não matou ninguém” e que a instituição não pode ser acusada de ser “assassina”.

“O Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de assassino. Houve um incidente. Houve uma morte. Lamentamos ser um cidadão trabalhador, honesto”, afirmou.

 

Ver mais

Brasil

Número de mortos em desabamento de prédios no Rio sobe para 20

Publicado

dia

Corpo de Bombeiros busca por pelo menos três desaparecidos nos escombros. Os dois prédios desabaram na manhã de 12 de abril

Muzema: número de mortos no desastre chega a 20 pessoas (Sergio Moraes/Reuters)

Os bombeiros resgataram na manhã de hoje (18) o corpo de uma mulher dos escombros dos prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Com isso, o número de mortos no desastre chega a 20 pessoas. Oito pessoas ficaram feridas.

O Corpo de Bombeiros busca por pelo menos três desaparecidos nos escombros. Os dois prédios desabaram na manhã de 12 de abril.

Os edifícios não tinham autorização da prefeitura e tiveram suas obras embargadas em novembro do ano passado. A Polícia Civil investiga agora os responsáveis pela obra e pela venda dos imóveis.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade