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Após denúncias de falta de remédio, MP-DF faz 2ª blitz em farmácia de alto custo

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Alvo é unidade de Ceilândia. Fiscalização busca apurar relatos de mau atendimento.

O Ministério Público do Distrito Federal faz nesta terça-feira (10) a segunda blitz em farmácia de alto custo. Desta vez, o alvo é a unidade de Ceilândia – a segunda e última que existe no DF. A segunda fase da operação “Custo Alto” ocorre após denúncias de mau atendimento e falta de remédio.

A intenção do MP é inspecionar como andam o armazenamento e os estoques de remédios. Também quer avaliar o sistema de aquisição e entrega de medicamentos, ao mesmo tempo em que verifica os serviços prestados aos usuários do SUS.

Durante fiscalizações do tipo, os servidores públicos devem prestar todo o auxílio aos promotores e dar livre acesso às instalações e aos bancos de dados. A operação ocorre junto com o Conselho Regional de Farmácia.

Nesta segunda fase, o MP encontrou medicamentos vencidos, armazenados em bambonas – espécie de tambores de plástico. Os investigadores vão apurar se os remédios venceram por falta de boa gestão ou se a situação é regular.

Remédios estocados em Farmácias de alto custo do Distrito Federal (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Remédios estocados em Farmácias de alto custo do Distrito Federal (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Outra fase

No dia da primeira inspeção, em poucas horas, a operação “Custo Alto” verificou que havia medicamentos vencidos desde 2013. O MP também percebeu que eram oferecidas informações desencontradas.

A uma mulher, por exemplo, foi dito que não havia um determinado remédio para tratamento de um tumor na hipófise da filha dela, sendo que foram encontradas seis caixas no estoque. Ela precisava de 22.

A ação faz parte das investigações em meio a um inquérito civil público aberto para apurar irregularidades no serviço. A vistoria é realizada pela 4ª Promotoria de Defesa da Saúde.

As denúncias partiram de pacientes que relataram levar horas para serem atendidos. Também alegam receber atendimento “humilhante” pelos servidores.

A farmácia

Há duas farmácias de alto custo no DF. A de Ceilândia fica na Praça do Cidadão. A outra está na estação da 102 Sul.

O atendimento inicial para cadastramento de usuário é feito, exclusivamente, por meio de agendamento pelo Disque Saúde 160, opção 3 para usuários residentes no DF e 0800 644 0160 para usuários não residentes no DF.

Promotores durante fiscalização na Farmácia de Alto Custo de Ceilândia (Foto: Bárbara Lins/TV Globo)

Promotores durante fiscalização na Farmácia de Alto Custo de Ceilândia (Foto: Bárbara Lins/TV Globo)

Para retirar o medicamento nas unidades é preciso apresentar documento de identificação com foto e receita original. Para medicamentos termossensíveis, é preciso levar um recipiente térmico com gelo.

A renovação do cadastro deve ser feita a cada três meses. O paciente poderá designar representantes para realizar a renovação e retirar o medicamento. É necessário apresentar declaração autorizadora anexada às cópias dos documentos pessoais da pessoa designada.

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Chefe de cozinha do DF cria curso gratuito para combater desperdício de alimentos

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Chefe de cozinha do DF Luciana Félix criou curso gratuito para evitar desperdício de alimentos (Foto: André Zimmer/Arquivo Pessoal)

Na tentativa de combater o desperdício de alimentos em casa, feiras e restaurantes, a chefe de cozinha e moradora do Distrito Federal Luciana Félix decidiu criar um curso online para divulgar dicas sustentáveis sobre o assunto. A série de sete vídeos fica disponível na internet até 5 de abril.

inscrição é gratuita e pode ser feita na internet até 5 de março. As dicas, segundo a consultora, vão desde a produção e o preparo dos alimentos, passando pela organização de estoque e até a forma correta de conservar os produtos por mais tempo na geladeira.

“De 30 a 40% do que a pessoa compra em um hortifruti é jogado fora.”

“A gente ensina empreendedores e às pessoas em casa a guardarem os alimentos de forma correta para fazer durar”, explica. Nos vídeos, a chefe Luciana, que atua no ramo da gastronomia há 18 anos, diz ainda que para quem está em casa, uma dica fundamental é repensar a quantidade de frutas, legumes e, principalmente, hortaliças compradas durante a semana.

“É preciso fazer a compra de acordo com sua demanda”, pontua a consultora.

Comércio de alimentos orgânicos em Brasília (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Já na parte de higienização dos alimentos, Luciana explica que é importante usar cloro e água, e secar a folhagem com papel toalha, por exemplo, para prolongar a conservação dos produtos.

“Ao guardar na geladeira é preciso colocar em uma vasilha tampada e completamente seca. Só assim a folhagem vai durar. Isso economiza água e vai fazer tudo ser mais prático.”

Sustentabilidade em casa

Em relação ao preparo das refeições, a chefe de cozinha pontua que também é possível combater o desperdício de alimentos já cozidos em casa. De acordo com a consultora, a dica é cozinhar, de uma só vez, todos os tipos de carnes e acompanhamentos dos pratos e, em seguida, congelar.

“Economiza tempo e usa os alimentos comprados de uma só vez, nada se perde. É o uso racional do tempo e da água.”

Alimentos orgânicos à venda em hortifruti (Foto: Reprodução/RBS TV)

A partir da dica, o portal questionou à chefe de cozinha se o congelamento dos alimentos não interfere demais no gosto da comida. A especialista concorda, mas segundo ela, neste caso, a “praticidade compensa”.

“Às vezes, sem a comida já pronta, as pessoas vão para uma alimentação menos saudável. As dicas são para um equilíbrio, que é o que a gente busca. Então, vale a pena”, conclui.

Serviço:

Curso online de combate ao desperdício de alimentos
Quando: até 5 de abril
Inscrições gratuitas
Mais informações: (61) 3222-7655 ou (61) 9 9203-8981

Fonte: G1 

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Brasil

A cobrança dos Distritais no viaduto após três anos de silêncio

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Foto: Facebook Celina Leão

Virou notícia nacional a queda do viaduto da Galeria dos Estados, no dia 5 de Fevereiro, a tragédia comprovou que Brasília precisa de maiores cuidados. Essa queda é um sinal comprobatório que não há gestão preventiva, nossos governantes trabalham tampando buracos e procuram meios demonstrativos para angariar votos, negociando espaços no executivo e mantendo uma base inefetiva na Câmara Legislativa.

No dia 8 de fevereiro, três dias após a queda do viaduto, o local contou com a presença de três deputados distritais: Raimundo Ribeiro (PPS), Celina Leão (PPS), Sandra Faraj (SD) e Wellington Luiz (PMDB), vice-presidente da Casa.

“Viemos aqui hoje escutar as pessoas”, explicou Luiz.

Três dias após a queda, não havia muitas pessoas no local, mas no dia da queda do viaduto havia um verdadeiro tumulto, o Governador foi recebido no local com muitos gritos e vaias pelo público que assistia a tragédia. Se os deputados estivessem no dia, teria sido diferente?

Os deputados da Câmara Legislativa possuem o poder de fiscalizar o executivo, sob eles está uma procuração do povo que dá a eles pleno poder de representatividade. Já caminhamos mais de três anos de mandato e a legislatura está sendo marcada como a maior  em atos de corrupção exposta.

Veja o histórico dos deputados que estiveram no local:

Celina Leão e Raimundo Ribeiro citados na operação Dracon onde o tribunal decidiu pelo não afastamento dos distritais, que continuarão exercendo suas funções na Câmara Legislativa do DF. Porém, agora, na condição de réus em ação criminal que investiga pedidos de propina para destinação de sobras orçamentárias de 2015, no valor de R$ 30 milhões, às empresas que possuíam contratos com o GDF.

Sandra Faraj (SD) é denunciada pelo MPDFT (operação Hemera que significa Deusa da Mentira)   por se apropriar de verba indenizatória, na ação O MP pede a condenação da deputada ao pagamento de multa no valor R$ 426 mil, ao pagamento de indenização por danos morais ao Distrito Federal no valor de R$ 142 mil,  a suspensão de direitos políticos por oito anos e a proibição de contratação com o poder público por cinco anos. Também foi pedido o bloqueio de bens de Sandra Faraj no valor de R$ 142 mil. A deputada também é denunciada pelo Ministério Público pelo crime de estelionato majorado. A denúncia aponta que a parlamentar fraudou notas fiscais e assinaturas para receber reembolso no valor de R$ 174 mil junto à Câmara Legislativa do DF, valor referente à prestação de serviços de publicidade e informática, mas que não foram pagos integralmente à empresa contratada, a Netpub. Assim, a acusada teria obtido vantagem ilícita de mais de R$ 142 mil.

Wellington Luiz foi denunciado pelo MPDFT  alega que o parlamentar desviou cerca de R$ 105 mil, por meio de emendas parlamentares, para custear despesas de viagem particular. O MPDFT acusa Wellington pelas condutas de peculato e dispensa indevida de licitação. Para o Ministério Público, Wellington Luiz contribuiu para a contratação irregular de empresa para prestar treinamento a atletas do Varjão. O projeto previa a participação dos atletas em campeonato na Holanda, mas a verba foi utilizada para custear despesas de viagem do parlamentar, da esposa e de mais oito pessoas ao país. Veja também: https://globoplay.globo.com/v/3183243/

Wellington Luiz representa uma pequena parte da polícia civil, o parlamentar fez vista grossa no caso Sandra Faraj, preferiu ignorar as provas já obtidas pelo Ministério Público, Wellington foi um dos 5 parlamentares que votou a favor do arquivamento do processo da Deputada Sandra Faraj no conselho de ética.

O desdobramento político na Câmara Legislativa tem comprovado que Brasília não pode contar com os parlamentares, os três deputados citados nesta matéria já fizeram parte da base do governo e obtiveram espaços no executivo para alocar seu reduto eleitoral. Neste caso, o silêncio deles nesses anos justifica muita coisa.

Brasília precisa de uma reforma completa, o poder está em suas mãos.

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Temer conclui: governadores não têm votos para aprovar reforma

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Presidente pediu aos chefes de Executivos estaduais que buscassem apoio à proposta entre deputados aliados

Diante da incapacidade de convencer os deputados a aprovarem a reforma da Previdência, Michel Temer apostou no poder de persuasão dos governadores aliados na cruzada por apoio no Congresso.

Agora, aos 45 do segundo tempo, o presidente descobriu o que nove entre dez líderes de bancada já sabiam. O chefes de Executivos estaduais não tem tantos fieis assim na Câmara, pelo menos não o número suficiente para entregar o que o presidente pediu.

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