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América Móvil vai manter separadas marcas Claro, Embratel e Net

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O executivo confirmou ainda que o grupo mexicano está apenas estudando a possibilidade de adquirir a Cemig Telecom

A América Móvil demonstra algum interesse em um eventual processo de consolidação no mercado brasileiro, mas diz estar bem com os ativos que atualmente possui – a Claro, Embratel e a Net. “Como a AMX no Brasil, não estamos pensando na consolidação, temos tudo, temos companhia de [serviço] fixo, com banda larga, serviço móvel e TV paga”, declarou durante teleconferência de resultados nesta quarta, 18, o CEO da empresa, Daniel Hajj. “Temos DTH também, e banda larga wireless, estamos realmente com uma rede muito boa móvel e estamos indo nessa direção”, completou.

Hajj comentou também a possível alteração na regulação da Anatel para permitir o aumento do limite de espectro para cada empresa no Brasil. “Todo mundo sabe que o aumento do cap seria para [permitir] a venda da Nextel”, disse. No entendimento do executivo, o espectro da operadora é seu ativo mais valioso – a tele conta com a faixa de 1,8 GHz usada para LTE no Rio de Janeiro e São Paulo, além das frequências em 1,9 GHz e 2,1 GHz atualmente em uso para 3G, e de 800 MHz com a tecnologia de rádio iDEN. “Não sei em que estágio isso está no governo, mas acho que se a Nextel quiser ser consolidada, ou se o governo também quiser isso, acho que eles vão mexer no cap”, avaliou.

O executivo confirmou ainda que o grupo mexicano está apenas estudando a possibilidade de adquirir a Cemig Telecom, mas foi vago ao responder se há planos concretos. “Estamos revisando os dados, estamos nesse processo hoje, não sei dizer se há interesse ou não”, declarou. “Se fizer sentido para nós e o preço for bom, acho que faremos. Se não, vamos sair.”  A TIM já havia demonstrado interesse nessa fusão no trimestre anterior.

Ele também endereçou rumores de eventual venda de ativos da Oi, mas sem demonstrar real interesse e apenas afirmando também não saber se isso de fato acontecerá. Vale lembrar que há anos se fala em processo de consolidação no mercado brasileiro envolvendo a Oi – incluindo uma fusão com a TIM, que sempre foi alvo de rumores, mas nunca entrou em negociação oficial. Com a Telefônica, haveria a questão do passivo regulatório, como o próprio Juarez Quadros mencionou antes de assumir a presidência da Anatel.

Verticalização

Segundo Daniel Hajj, a fusão das norte-americanas AT&T e Time Warner não interfere em nada na estratégia da América Móvil para a América Latina, o que significa não haver interesse em seguir a mesma tendência de verticalização do mercado. “Não acho que vai nos afetar porque temos conteúdo, e eles precisam vender o conteúdo [deles] para todo mundo”, declara. “Há conteúdo suficiente, vai haver mais produção de conteúdo, e todo mundo vai ter acesso a tudo; há muito conteúdo na TV paga.” A AMX conta com produções locais para o serviço Claro Video na Colômbia e no México.

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Multa aplicada pela UE atinge a principal fonte de receita do Google

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Publicidade exibida em resultados de busca pode ser impactada, já que os dispositivos móveis representam mais da metade das buscas realizadas pelo Android

Paris e São Paulo – A multa de US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 19,4 bilhões) que a União Europeia impôs nessa quarta-feira, 18, ao Google pode ter impacto direto no Android, sistema operacional móvel mais usado do mundo. A União Europeia acusa o Google de obrigar fabricantes de smartphones a pré-instalar aplicativos, como o de busca e o YouTube, nos telefones em troca de usarem o sistema. Após o anúncio, o presidente executivo do Google, Sundar Pichai, disse que a empresa vai recorrer.

A decisão pode mudar o modelo de negócios do Android, que hoje é usado gratuitamente por 1,3 mil fabricantes em todo o mundo – segundo o Google, são 24 mil modelos de dispositivos com a plataforma, que hoje possui mais de 1 milhão de aplicativos. Criado em 2008 para competir com o iPhone, da Apple, o Android ganhou mercado por ser de código aberto e gratuito e hoje é usado em mais de 80% dos dispositivos móveis.

“O Google investiu bilhões de dólares para fazer do Android o que ele é hoje”, disse Pichai, no blog oficial. “Esse investimento faz sentido porque podemos oferecer aos fabricantes a opção de pré-instalar um conjunto de aplicativos populares, alguns que geram receita para o Google.” Se esse tipo de acordo for proibido na Europa, é possível que o gigante das buscas passe a cobrar pelo software, num modelo similar ao do Windows, da Microsoft.

Isso pode fazer o preço dos smartphones nos países europeus subir. “Pela falta de opção, os fabricantes podem optar por pagar pelo Android, caso seja necessário”, disse o gerente de pesquisas da consultoria IDC, Reinaldo Sakis, ao Estado. “A estimativa mais plausível é de que esse valor seja repassado aos consumidores.”

Para o professor de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Fernando Meirelles, o Google vai “espernear” por conta da decisão, mas o impacto será pequeno, já que a instalação dos aplicativos poderá ser sugerida de outra forma. “O Google vai ter que dar um jeito, porque não dá para levar multa de US$ 5 bilhões toda semana”, afirma.

A multa aplicada pela União Europeia atinge em cheio a principal fonte de receita do Google: a publicidade exibida em resultados de busca. Hoje, os dispositivos móveis já representam mais da metade das buscas realizadas na ferramenta. “Se os fabricantes não puderem instalar os aplicativos num grande número de dispositivos, isso pode prejudicar o equilíbrio do ecossistema do Android”, diz Pichai.

Investigação

A multa divulgada na quarta-feira é resultado de uma investigação iniciada há três anos pela comissária de concorrência da União Europeia, Margrethe Vestager. A suspeita inicial era de que o Google constrangia fabricantes como Samsung, Sony, Motorola e Huawei, a pré-instalar a busca da empresa nos dispositivos com Android. Só assim, os aparelhos poderiam oferecer também a loja de aplicativos do Android, chamada de Play Store.

A investigação também apontou que o Google fez pagamentos a alguns fabricantes e a operadoras de telecomunicações para que transformassem o navegador de internet Chrome e a busca do Google em padrão.

“O Google aplicou práticas ilegais para consolidar sua posição dominante sobre o mercado de pesquisa online. Isso prejudica os consumidores e é ilegal”, advertiu Margrethe. “O Google deve cessar suas práticas nos próximos 90 dias, caso contrário corre o risco de novas penalidades.”

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Wikipedia adverte que não cederá princípios para entrar na China

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Versão chinesa da enciclopédia eletrônica, lançada em maio de 2001, está bloqueada desde 3 de junho de 2004

Taipé – O fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, advertiu nesta quinta-feira em fórum na cidade de Taipé que sua empresa não cederá em seus princípios para pode entrar na China, o país mais populoso do mundo.

A versão chinesa da Wikipedia, lançada em maio de 2001, está bloqueada desde 3 de junho de 2004, um dia antes da comemoração do 15º aniversário do massacre na Praça da Paz Celestial de 1989.

Segundo explicou Wales, muitos cederam diante da China para entrar no mercado do país, só que a famosa ‘enciclopédia eletrônica’ não fará o mesmo, ainda que reconheça que esta seja uma decisão complicada para as empresas e que é difícil classificar o que é correto ou incorreto.

O empresário de 51 anos destacou que a Wikipedia pode contribuir para um entendimento maior entre a China e o resto do planeta, inclusive ajudando na melhoria da relação entre China e Taiwan.

“No final, o conhecimento e a aceitação dos fatos da história e a compreensão dos desacordos são incrivelmente poderosos para gerar soluções, independente de quais sejam”, acrescentou durante a participação do Fórum de Inovação Digital, que aborda a inteligência artificial, a tecnologia científica e financeira e a inovação digital.

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Instagram testa alternativa ao bloqueio de seguidores

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Recurso disponível para a versão beta em smartphones Android é menos agressivo para ocultar suas publicações

O aplicativo do Instagram para smartphones Android apresenta um novo recurso para um pequeno grupo de usuários inscritos no seu programa de testes: a possibilidade de remover uma pessoa da sua conta sem precisar bloqueá-la.

O recurso funciona como uma alternativa para quem possui uma conta pública e deseja restringir o acesso de antigos amigos ou ex-namorados às publicações no Instagram.

O usuário que for removido não vai ser notificado de que você tomou a decisão de ocultar dele as suas publicações.

O recurso não foi detectado em smartphones Android. Nos Estados Unidos, uma série de usuários já recebeu o recurso.

Recentemente, o aplicativo liberou uma função que permite silenciar outros usuários, uma maneira de deixar de ver as fotos que alguém publica sem ter que deixar de segui-lo para isso. Para efeito de comparação, o funcionamento é parecido com o do Facebook, que permite que deixemos de seguir outros usuários na nossa linha do tempo–sem que eles saibam disso.

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