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Saúde

A ligação escondida entre antibióticos para animais e doenças humanas

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Descobrir a origem de infecções alimentares com maior precisão pode se tornar mais fácil

Carne de frango: 4.325 l / kg

São Paulo – O uso de antibióticos na alimentação de animais criados para o consumo humano é controverso. Ao longo das últimas décadas, algumas bactérias comuns em aves e ruminantes desenvolveram resistência aos medicamentos usados para combatê-las e puderam voltar a causar doenças em seus hospedeiros. Humanos que ingerem esses alimentos contaminados estariam, portanto, sujeitos a desenvolver infecções uma vez que o alimento fosse absorvido pelo organismo, certo?

O senso comum, neste caso, não podia ser comprovado pela ciência. Agora, um novo estudo da Sociedade Americana de Microbiologia dá mais um passo para demonstrar que bactérias resistentes podem ser transmitidas de animais para humanos por meio do consumo de carne contaminada, além de fornecer um modelo de como sistemas de vigilância poderiam impedir a transmissão de bactérias desde sua origem nas fazendas.

Bactérias resistentes podem ser rastreadas desde a origem

Estudos que ligam a presença de antibióticos na dieta dos animais ao desenvolvimento de infecções nos humanos que as consomem não são totalmente aceitos na comunidade científica. A maioria tem caráter observacional e não permitia apresentar provas concretas de que haveria uma relação direta com problemas de saúde em pessoas.

A pesquisa recente, coordenada pelos microbiólogos Cindy Liu e Lance Prince, realizou uma investigação profunda no genoma da adaptação bacteriana na alimentação de animais e humanos. Com isso, foi possível comprovar que um antibiótico “X” dado ao animal “Y” deu origem à bactéria “Z” e causou a doença “D” no humano que consumiu aquela carne. Antes da pesquisa, o rastreamento de todo o processo não podia ser dado como certo, apesar das suspeitas.

Para os testes, foram analisadas amostras de carne vendidas na cidade de Flagstaff, no Arizona, e amostras de fezes e urina de pacientes em hospitais locais. A ideia era fazer uma linha do tempo que possibilitasse criar relações entre carne contaminada e o surgimento de doenças.

Infecções urinárias são motivo de atenção

O alvo do estudo foi um grupo específico de E. coli chamado EXPEC (E. colipatogênica extra-intestinal, em relação a sua capacidade de sair do intestino e causar infecções em outras partes do organismo). A porta de entrada das EXPECs é geralmente a bexiga, então infecções urinárias costumam ser um sinal de alerta para esse tipo de doença.

Resistente aos antibióticos comumente administrados, esse tipo de infecção urinária pode se deslocar até os rins e cair na corrente sanguínea. As EXPECs podem causar doenças ainda mais graves que infecções alimentares e podem levar a choque sépticos ou até mesmo à morte.

Um dos focos do estudo foram as bactérias do tipo H22, que carregavam marcadores genéticos indicando que já tinham estado presentes em aves antes de se adaptarem ao organismo humano. A escolha se mostrou reveladora, já que o H22 geralmente não é alvo de análises oficiais dos órgãos de controle americanos.

“Acho que esta é a primeira vez que podemos realmente estabelecer a direção da transmissão”, disse Price em entrevista à revista Wired. “Isso mostra claramente que as pessoas estão recebendo infecções urinárias de E. coli originárias de aves domésticas.”

Para gerar soluções mais práticas à rotina dos consumidores de carne, o resultado da pesquisa de Liu e Price precisa ser aliado a um refinamento do sistema de controle atual, que ainda tem acesso limitado à origem do ambiente onde os animais nascem e são criados, criando um sistema de monitoramento realmente eficiente que garanta uma alimentação mais segura.

Fonte: Portal Exame

 

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Saúde

Novo estudo pode decepcionar entusiastas da vitamina D

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Pesquisa com mais de 25 mil pessoas não encontrou resultados significativos

São Paulo – Considerada uma grande aliada recente nos cuidados com a saúde, a vitamina D é vendida como um suplemento capaz de fortalecer os ossos, prevenir obesidade, diabetes e até evitar ataques cardíacos e doenças auto-imunes. Uma pesquisa recente, publicada no anuário da Associação Americana do Coração, pode decepcionar os entusiastas dos altos potenciais da vitamina D.

Há algum tempo, os pesquisadores já sabem que passar um longo período com níveis baixos de vitamina D no sangue pode aumentar os riscos de ataque cardíaco, derrame, insuficiência cardíaca e batimento cardíaco irregular, conhecido como fibrilação atrial.

Uma equipe da Escola de Medicina de Harvard decidiu testar o efeito do aumento dos níveis da vitamina no sangue por meio de suplementação e concluiu que não há diferença significativa na redução do risco de câncer ou ataque cardíaco entre quem costuma ingerir vitamina D por suplementos e quem permanece apenas com a alimentação regular.

O estudo clínico, chamado VITAL, acompanhou mais de 25 mil homens (com mais de 50 anos) e mulheres (com mais de 55) por seis anos. Um grupo ingeriu suplementos de vitamina D diariamente, e o outro era administrado com pílulas de efeito placebo. Ao longo do acompanhamento, 396 participantes que tomavam vitamina D tiveram ataque cardíaco, derrame ou morte por doença cardiovascular, e 793 foram diagnosticados com algum tipo de câncer invasivo (como mama, próstata e colorretal). Já no grupo do placebo, 409 tiveram doenças do coração e 824 desenvolveram um câncer invasivo.

O ligeiro aumento do número de casos no segundo grupo não é significativo para afirmar que a vitamina D tenha algum efeito nas doenças analisadas. Embora estudos anteriores já comprovem esse resultado, a nova pesquisa traz uma análise em escala bem mais ampla.

Falta de vitamina D indica saúde pobre no geral

Um segundo estudo, conduzido na Nova Zelândia e publicado em outubro, investigou os efeitos da vitamina na saúde dos ossos, como a prevenção de fraturas e melhoria da densidade óssea. Os resultados também mostraram que a suplementação não é capaz de apresentar diferenças positivas.

O que parece acontecer, segundo os pesquisadores ligados ao tema, é que a baixa de vitamina D em um organismo indica apenas que uma pessoa está em um estado de saúde que exige atenção. Adotar uma alimentação balanceada e manter a saúde estável ainda parece ser a melhor maneira de prevenir problemas.

Fonte: Portal Exame

 

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Saúde

Grupo de médicos cubanos luta na Justiça por trabalho no Brasil

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Grupo de ao menos 150 médicos do programa moveu ações contra o Ministério da Saúde, o governo cubano e a Organização Panamericana de Saúde

Profissionais cubanos do Mais Médicos participam de palestra na Bahia

Especialistas do Mais Médicos (foto de arquivo): com a decisão de Cuba de sair do programa, mais profissionais devem tentar permanecer no Brasil.

Pelo menos 150 médicos cubanos desertores do programa federal lutam na Justiça para poder clinicar no Brasil de forma independente, fora do acordo entre Brasil e Cuba, ganhando salário integral. Esse grupo de profissionais moveu ações contra o Ministério da Saúde, o governo cubano e a Organização Panamericana de Saúde (Opas), segundo o advogado André de Santana Corrêa, que defende os estrangeiros.

Ele diz que, com a decisão de Cuba de sair do Mais Médicos, mais profissionais devem tentar permanecer no Brasil. “Desde ontem (anteontem, quarta-feira, 14), recebi muitas ligações de interessados em entrar com processo para ficar no Brasil”, afirmou.

De acordo com o advogado, o principal argumento usado é o respeito ao princípio da isonomia. “Por que eles recebem um salário menor que os outros estrangeiros se fazem exatamente o mesmo trabalho que os outros médicos?”, questionou o defensor.

Do total de ações movidas por ele, cinco já tiveram liminares favoráveis aos médicos. “O problema é que quando chega nas instâncias superiores, indeferem porque sabem que causaria colapso econômico ao governo ter que pagar o salário integral a todos os médicos”, disse.

O cubano R. abandonou o programa em 2017 e foi um dos que entraram na Justiça para tentar trabalhar como médico fora do acordo de cooperação. “Não achava justo ficarmos apenas com 25% do salário. Além disso, casei com uma brasileira e tive um filho. Queria continuar aqui”, disse ele, que hoje vive em um município da região Norte. Enquanto espera a resposta judicial, sobrevive com a renda de um pequeno comércio que montou na cidade com a esposa.

R. diz que, por ter abandonado o programa, é considerado um desertor pelo governo cubano e está impedido de entrar em seu país pelos próximos oito anos. “Tenho um filho lá e não posso visitá-lo nem tenho condições financeiras para trazê-lo”, contou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Saúde

Saiba por que músicas natalinas podem prejudicar sua saúde mental

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As canções de Natal podem ser um lembrete constante dos problemas de fiM de ano, como gasto com presentes e dívidas

O período das festas de fim de ano – Natal e Ano-Novo –  é quando fazemos um balanço da vida, pensamos nos momentos felizes com pessoas queridas e planejamos o futuro. Para algumas pessoas, essa é a época favorita do ano, especialmente por causa dos presentes e das reuniões familiares. As músicas natalinas também fazem parte do pacote especial uma vez que estimulam a nostalgia e despertam para o clima festivo.

Entretanto, segundo especialistas, a repetição incessante das canções de Natalcomo Bate o Sino, Então é Natal, Noite Feliz, We Wish You A Merry Christmas” e o clássico Jingle Bells, pode ser prejudicial à saúde mental. O contato repetitivo com essas músicas pode gerar aborrecimentos, tédio e até angústia.

“Acho que no começo a música natalina é boa, nostálgica e me deixa no espírito natalino. Mas depois ela fica velha e pode parecer uma estratégia comercial para me estimular a comprar até não restar mais um centavo no meu bolso”, comentou a escritora americana Shana McGough à rede americana NBC.

Nem tudo é festa

A explicação para esse fenômeno está na supersaturação do cérebro, que fica exausto de receber as mesmas informações (nestes caso, as mesmas músicas) o tempo todo. Isso dificulta a capacidade de concentração, já que remete constantemente ao Natal e aumenta dificuldade de pensar em outro assunto que não esteja relacionado a esse momento.

Além disso, apesar de o Natal ser um período feliz e de confraternização, o evento também pode trazer à mente os gastos extras com presentes, festas e viagens, assim como as obrigações que virão no início do próximo ano (IPTU, IPVA, etc).

Essas inquietações despertadas pelas músicas festivas podem reforçar o stressem vez de aliviá-lo. “Indivíduos que já estão estressados por causa das preocupações de final de ano, pensando em dinheiro, viagem ou encontrar parentes, podem considerar as músicas como uma notificação indesejada”, disse Victoria Williamson, da Universidade de Londres, na Inglaterra, à NBC.

Uma pesquisa realizada pelo Consumer Reports descobriu que 23% dos entrevistados temiam canções natalinas, enquanto 37% das pessoas pensavam nas dívidas que iriam adquirir. Os dados ainda mostraram que 12% das pessoas detestavam o “ter que ser legal” durante as festas de final de ano – sensação estimulada não só pelas festividades, mas pelas melodias que pregam a afeição, a generosidade e amor ao próximo, por exemplo.

A notícia também é ruim para os lojistas: o ritmo musical constante pode atrapalhar o rendimento dos funcionários e irritar os consumidores, especialmente se as canções mais aceleradas tendem a afastar os clientes. “Certos tipos de música são mais eficazes do que outros. Melodias lentas desaceleram os consumidores, o que significa que eles permanecerão nas lojas por mais tempo”, explicou Eric Spangenberg, professor de marketing, à NBC.

Fadiga sensorial

Ouvir as mesmas músicas natalinas durante toda a temporada pode induzir à fadiga sensorial, causada pelo excesso de informações visuais e auditivas. Apesar de ser um problema que afeta especialmente o cérebro, promovendo stress, os sinais também podem ter manifestações físicas, como dores de cabeça, desconforto gástrico, diarreia, constipação, perda de apetite e insônia. Para evitar essas consequências, tente não exagerar na playlist natalina.

No caso do comércio, que precisa chamar a atenção do consumidor, os especialistas sugerem variar a lista de reprodução e manter o volume sob controle. Também é possível investir em aromas, como pinheiro e canela, que despertam o olfato e ajudam a conjurar emoções felizes.

Fonte Portal Veja

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