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Indonésia divulgará lista semanal de fake news sobre as eleições no país

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O governo da Indonésia criou no ano passado a Agência Nacional do Ciberespaço e Encriptação para detectar crimes virtuais, mentiras e difamações online

Jacarta – O Ministério da Comunicação da Indonésia publicará semanalmente uma lista de “fake news” encontradas na imprensa do país para advertir a população antes das eleições presidenciais de abril de 2019.

“As notícias e informações falsas serão reveladas ao público através do portal oficial do Ministério, todas as semanas, a partir de outubro”, disse nesta quinta-feira à Agência EFE o porta-voz da pasta, Ferdinandus Setu.

O ministro da Comunicação, Rudiantara – que como muitos indonésios utiliza um só nome -, revelou à agência “Antara” que uma equipe de 70 pessoas irá monitorar o conteúdo da internet e dos veículos de imprensa do país não só para determinar quais notícias são falsas, mas também apresentar provas para que o povo possa interpretá-las e filtrá-las.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, designou em dezembro do ano passado a Agência Nacional do Ciberespaço e Encriptação (BSSN) para detectar crimes virtuais, mentiras e difamações online.

Os chegada à presidência de Widodo e seu governo foram afetados por várias campanhas de difamação que o acusaram de ter pertencido ao partido comunista, ilegal na Indonésia, favorecer a minoria chinesa e questionar sua fé muçulmana.Seus adversários políticos também foram atingidos, como o candidato à vice-presidência, Sandiaga Uno, que nesta semana denunciou a existência de um site que informa sobre supostas relações extraconjugais do empresário.

Ativistas denunciam um aumento da influência dos grupos islâmicos na política e das tensões sociais, religiosas e étnicas por conta das notícias falsas divulgadas com fins políticos.

Mais de 187 milhões de indonésios devem votar nas eleições presidenciais de abril do ano que vem, entre uma população de mais de 260 milhões de habitantes, dos quais cerca de 90% são muçulmanos.

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Maus-tratos a crianças na fronteira expõem política migratória de Trump

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Departamento de Saúde dos Estados Unidos anunciou que 249 crianças que se encontravam em centro de patrulha fronteiriça

Fronteira do México com os Estados Unidos: imigrantes da América Central entram no México com objetivo de chegar a solo norte-americano (Kim Kyung-Hoon/Reuters)

A visita de uma ONG a um centro da polícia fronteiriça americana no Texas onde estavam mais de 250 crianças voltou a expor o tratamento recebido pelos menores de idade que tentam entrar de forma irregular nos Estados Unidos.

Em meio à polêmica, John Sanders, chefe do Escritório de Alfândega e Proteção Fronteiriça (CBP, na sigla em inglês) e principal funcionário de controle fronteiriço dos Estados Unidos, renunciou ao cargo.

Sanders, no cargo desde abril, anunciou em uma carta divulgada pela imprensa que deixará o posto no dia 5 de julho.

A partida de Sanders ocorre após as revelações das condições de insalubridade em que viviam os menores retidos em um centro da Patrulha Fronteiriça na cidade texana de Clint, um sinal da crescente pressão sobre os recursos públicos diante do aumento das detenções na fronteira sul.

A visita de uma ONG a este centro, situado 30 km a sudeste de El Paso, mostro várias irregularidades, entre elas a superlotação do espaço pelos internos e a falta de higiene e de atendimento médico nas instalações.

Uma investigadora do Human Rights Watch (HRW), Clara Long, contou ter visto um “menino de três anos, com os cabelos emaranhados, tosse seca, calças imundas e olhos que fechavam de cansaço”.

O pequenino, que tinha cruzado a fronteira com um irmão de 11 anos e um tio de 18, estava detido há três semanas. Separado do tio maior de idade, estava aos cuidados do irmão mais velho.

O Departamento de Saúde dos Estados Unidos (HHS) anunciou na segunda-feira que 249 crianças que se encontravam no centro de Clint, perto da cidade fronteiriça de El Paso, no Texas, “deveriam estar sob custódia do HHS nesta terça-feira”, reportou a CNN.

Em um relatório publicado nesta terça, a organização Human Rights Watch (HRW) denunciou a situação deplorável dos menores de idade alojados no local. Tratam-se de crianças migrantes que viajavam sozinhas ou que foram separadas de seus familiares pelas autoridades.

As irregularidades incluem desde crianças sem atenção médica adequada até a falta de camas, que obriga muitos a dormir sobre o piso de cimento, apenas protegidos por cobertores térmicos.

Segundo informe de HRW, as crianças que aguardavam em Clint “não têm acesso a chuveiros nem a roupa limpa”. Alguns dos menores declararam que passaram semanas sem poder tomar banho. Um grupo de menores de idade que a ONG não pôde entrevistar estava de quarentena por gripe, em celas especiais.

Sarah Fabian, advogada do Departamento de Justiça, justificou na semana passada em uma audiência em San Francisco a falta de elementos de higiene como sabão e escova de dentes, alegando que não são requisito para condições de detenção “seguras e saudáveis” segundo as leis que protegem menores de idade não acompanhados.

As declarações de Fabian em defesa do governo geraram um escândalo. A jovem representante democrata Alexandria Ocasio-Cortez, por exemplo, comparou os centros de detenção com “campos de concentração” administrado por um governo “fascista”.

Cidadãos americanos que sobreviveram a cativeiros nas mãos de piratas da Somália ou de talibãs afegãos criticaram o governo, afirmando no Twitter que até seus sequestradores lhes forneceram material de higiene.

O presidente Donald Trump declarou a jornalistas estar muito preocupado com as condições nos centros e exortou o Congresso a aprovar um financiamento de emergência para enviar à fronteira sudoeste.

Poucas horas depois, a Câmara de Representantes, de maioria democrata, aprovou um texto para desbloquear 4,5 bilhões de dólares em ajuda humanitária. “Asseguramos que as crianças tenham comida, roupas, produtos de higiene, um teto e cuidados médicos”, declarou a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

Segundo Trump, pessoas más usam as crianças para se aproveitar das leis de imigração americanas. “É uma forma de escravidão o que estão fazendo com crianças pequenas”, disse.

A lei americana estabelece que menores sem acompanhantes não devem passar mais de 72 horas detidos pela CBP. Passado este prazo, devem ser devolvidos às suas famílias ou colocados aos cuidados de um centro de acolhida do Departamento de Saúde.

Mas a situação que se vive na fronteira superou as previsões. Só em maio, a CBP deteve 144.000 imigrantes irregulares.

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Em “apartheid climático”, pobres serão os mais impactados, diz ONU

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Relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU aponta que ricos podem evitar os efeitos das mudanças do clima, agravando extrema-pobreza

Mudanças climáticas: Enchentes, secas, chuvas ou calor intensos devem ser cada vez mais frequentes no planeta e, de acordo com relatório da ONU, as populações pobres devem ser as mais prejudicadas (Joe Raedle/Getty Images)

Genebra — O mundo está a caminho de um “apartheid climático”, em que os ricos compram formas de evitar os piores efeitos do aquecimento global enquanto os pobres sofrem os impactos, afirmou nesta terça-feira um relatório de direitos humanos da ONU.

O relatório, apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU pelo relator especial sobre pobreza extrema, Philip Alston, disse que as empresas deveriam desempenhar um papel vital no enfrentamento das mudanças climáticas, mas que não se pode confiar nos negócios para cuidar dos pobres.

“Uma dependência excessiva do setor privado pode levar a um cenário de apartheid climático em que os ricos pagam para escapar do superaquecimento, da fome e do conflito, enquanto o resto do mundo sofre”, escreveu o relator.

Alston citou nova-iorquinos vulneráveis que ficaram sem energia ou assistência médica quando o furacão Sandy atingiu a cidade em 2012, enquanto “a sede do Goldman Sachs estava protegida por dezenas de milhares de sacos de areia e energia de seu próprio gerador”.

Apoiar-se exclusivamente no setor privado para proteger populações contra o clima extremo e o aumento do nível do mar “quase garantiria violações em massa dos direitos humanos, com os abastados abastecidos e os mais pobres deixados para trás”, escreveu. “Mesmo sob a melhor das hipóteses, centenas de milhões enfrentarão insegurança alimentar, migração forçada, doença e morte”, acrescentou.

O relatório criticou governos por fazerem pouco mais do que enviar autoridades a conferências para fazer “discursos sombrios”, apesar de cientistas e ativistas climáticos terem tocado sinais de alarme desde os anos 1970.

Houve alguns acontecimentos positivos, no entanto, com os preços de energia renovável caindo, o carvão se tornando não competitivo, as emissões diminuindo em 49 países e 7.000 cidades, 245 regiões e 6.000 empresas comprometidas com a mitigação dos efeitos da mudança climática.

 

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Nicolás Maduro pode cair, afirma ex-chefe de inteligência da Venezuela

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Cristopher Figuera ajudou a coordenar uma rebelião fracassada contra o presidente Nicolás Maduro em abril; Venezuela vive crise sem precedentes

Nicolás Maduro: “Percebi que Maduro é o chefe de uma empresa criminal, com a própria família envolvida”, disse ex-funcionário do governo (Miraflores Palace/Handout/Reuters)

O ex-chefe do serviço de inteligência da Venezuela Cristopher Figuera, que fugiu para a Colômbia depois de coordenar uma rebelião fracassada contra o presidente Nicolás Maduro em abril, desembarcou na segunda-feira nos Estados Unidos e afirmou ter certeza de que o governante pode cair.

“Estou orgulhoso do que fiz”, declarou Figuera em uma entrevista ao jornal Washington Post, concedida na semana passada em Bogotá e publicada na segunda-feira. “Até o momento, o regime está à nossa frente. Mas isto pode mudar rapidamente”, completou.

Figuera foi demitido do cargo de diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) durante a frustrada rebelião militar contra Maduro de 30 de abril, liderada pelo opositor Juan Guaidó.

Cristopher Figuera, que foi chefe de segurança do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, mentor de Maduro, passou dois meses escondido na capital colombiana até a viagem para os Estados Unidos na segunda-feira, de acordo com o Post.

O jornal afirma que, nas 12 horas de entrevista com Figuera, o militar revelou graves atos de corrupção vinculados ao governo de Maduro.

Ele citou negócios ilícitos no comércio de ouro com a participação de um assistente de Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente.

Denunciou casos de lavagem de dinheiro vinculados ao ex-vice-presidente Tareck El Aissami, atual ministro da Indústria e acusado de narcotráfico nos Estados Unidos.

Também afirmou que células do Hezbollah operam em vários pontos da Venezuela e revelou uma forte influência cubana no palácio presidencial em Caracas, com ligações constantes do ex-presidente de Cuba Raúl Castro a Maduro.

“Percebi que Maduro é o chefe de uma empresa criminal, com a própria família envolvida”, disse o homem que é chamado de “espião” da CIA por Maduro.

Preso político

Suas declarações e a notícia de seu desembarque nos Estados Unidos foram divulgadas no mesmo dia que o ex-comandante da polícia venezuelana Iván Simonovis, detido em 2004, anunciou sua liberdade no Twitter, ao lado de fotos na capital americana.

“ESTOU LIVRE! Estou na rua graças ao esforço de muitas pessoas, mas especialmente dos funcionários ativos que não estão a serviço da tirania. Eles estão do lado correto: o da Liberdade e Democracia para a Venezuela”.

Simonovis, que cumpria pena de 30 anos de prisão por dois assassinatos cometidos durante um golpe de Estado contra Chávez em 2002. Ele deixou em 16 de maio a prisão domiciliar a que estava submetido desde 2014 após um “indulto” emitido por Guaidó na qualidade de presidente interino, cargo reconhecido por mais de 50 países.

O ex-chefe de polícia de Caracas não havia informado sobre seu paradeiro, mas na segunda-feira tuitou duas fotos ao lado do monumento em homenagem ao libertador Simón Bolívar no centro de Washington.

Simonovis era considerado pela oposição e organizações de defesa dos direitos humanos um dos “presos políticos” mais antigos na Venezuela.

Manifestantes da oposição enfrentam veículos militares perto do Generalisimo Francisco de Miranda Base Aérea "La Carlota" em Caracas

 

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