O grupo, alvo da Operação Sem Reservas, é acusado de criar anúncios falsos de diárias em pousadas de Pirenópolis (GO), atraindo vítimas com preços abaixo do mercado

A Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva de seis integrantes de um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes em mais de 60 pessoas, com prejuízos financeiros significativos. O grupo, alvo da Operação Sem Reservas, é acusado de criar anúncios falsos de diárias em pousadas de Pirenópolis (GO), atraindo vítimas com preços abaixo do mercado. Após receberem pagamentos antecipados via PIX, os golpistas bloqueavam o contato com os clientes, que só descobriam o golpe ao chegarem na cidade.
Segundo o juiz responsável pela decisão, a gravidade das condutas imputadas, o alto prejuízo causado às vítimas e o risco de que os investigados continuem a praticar os crimes justificam a prisão preventiva. Ele destacou que o grupo continuou agindo mesmo após a prisão de outros envolvidos, demonstrando a necessidade de medidas mais severas.
A Operação Sem Reservas, realizada pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO), cumpriu oito mandados de prisão e sete de busca e apreensão em Goiânia (GO). As investigações revelaram que o esquema criminoso era organizado, com divisão de tarefas, uso de múltiplas contas bancárias e diversas chaves PIX.
Segundo a investigação, a maioria das vítimas reside em Brazlândia, com mais de cinco moradores prejudicados. A ação policial contou com a participação de quase 60 agentes e é a segunda grande operação contra esse tipo de crime na região. A primeira, chamada Operação Pireneus, prendeu três pessoas em novembro de 2024.