Nossa rede

Tecnologia

Zuckerberg se diz confiante em acabar com interferências nas eleições

Publicado

dia

Executivo disse que a empresa implementou várias medidas desde 2016 para verificar qualquer anunciante que está exibindo uma propaganda política

Mark Zuckerberg: líder do Facebook disse que a rede vai tentar de tudo para evitar inferência nas eleições do ano que vem (Leah Millis/Reuters)

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, está confiante de que a maior rede social do mundo fará melhor em 2020 para impedir que “maus atores” manipulem a eleição presidencial dos Estados Unidos.

“Nós aprendemos muito desde 2016”, disse em uma entrevista para o “Good Morning America” divulgada nesta quinta-feira, 4.

“Estas não são coisas que você resolve completamente, certo? Elas são corridas armamentistas contínuas, onde precisamos ter certeza de que nossos sistemas estão à frente dos maus atores sofisticados, que estão sempre tentando vencê-los”, afirmou.

Agências de inteligência dos EUA dizem que houve uma extensa operação de influência cibernética russa durante a campanha de 2016, cujo objetivo era ajudar Donald Trump, um republicano, a derrotar a democrata Hillary Clinton. A Rússia negou repetidamente as alegações.

Zuckerberg disse que a gigante da mídia social implementou várias medidas diferentes desde 2016 para verificar qualquer anunciante que está exibindo uma propaganda política e criar um arquivo para que qualquer pessoa possa ver o que os anunciantes estão exibindo, quem eles estão mirando e quanto estão pagando.

As práticas de publicidade no Facebook, a maior rede social do mundo, com 2,7 bilhões de usuários e receita anual de 56 bilhões de dólares, estão no centro das atenções há dois anos, em meio ao crescente descontentamento com sua abordagem de privacidade e dados de usuários.

Perguntado se ele poderia garantir que não haveria interferência na eleição, Zuckerberg disse: “O que eu posso garantir é que eles definitivamente vão tentar.”

Comentário

Tecnologia

Trump x Huawei: especialistas dizem se é possível fazer espionagem por meio de redes 5G. Confira!

Publicado

dia

O Olhar Digital ouviu especialistas para saber se as preocupações do governo norte-americano são legítimas. Veja, a seguir, o que eles acham

Uma das grandes batalhas atuais em torno do 5G não está relacionada com qual operadora vai ser a primeira a oferecer o serviço. Trata-se de uma guerra que tem o governo dos EUA e a fabricante chinesa Huawei como protagonistas.

Isso porque oficiais da inteligência norte-americana argumentam que a fornecedora de infraestrutura pode ter inserido alterações em seus sistemas de modo a espionar o país, usando a infraestrutura de telecom. Se isso realmente for verdade, pode representar um risco à segurança nacional, caso os EUA usem o hardware da marca em suas redes 5G

A Huawei, por sua vez, afirma que não há verdade nas acusações. E mais: reforça que os norte-americanos não têm evidências de que a companhia trabalha para o governo chinês. Além disso, informa que é possível eliminar esse tipo de risco — já que essa é a grande queixa deles.

Para garantir sua entrada no mercado, a Huawei até processou o governo dos EUA. A ideia é provar que a proibição de uso de seus produtos é inconstitucional. O governo norte-americano, por sua vez, tem pressionado países aliados a não adotarem o hardware da marca sob pena de deixarem de ser seus parceiros.

A grande questão, entretanto, é se, de fato, esse tipo de preocupação tem fundamento.

Matteo Nava, CEO da Berghem

Essa é uma preocupação legítima dos EUA, já que, tecnicamente, é possível fazer esse tipo de implementação diretamente no projeto de hardware dos equipamentos. Não se trata de uma alteração complexa e a Huawei certamente tem todas as capacidades para fazê-la e, claro, mascará-la. Sem contar que, obviamente, teria apoio do governo chinês para tal.

Alguns países da Europa já estão, inclusive, começando a usar a infraestrutura para 5G da marca, porque ainda não há confirmação dessas modificações. Isso porque a grande dificuldade é justamente identificar e demonstrar esse cenário — o próprio governo dos EUA, que lança as acusações, ainda não apresentou qualquer evidência delas.

Seria necessário um processo complexo e demorado de engenharia reversa — que é simples quando se trata de software, mas bastante complicado em hardware. Uma opção seria que os interessados pedissem que a Huawei tornasse explícitos os detalhes de projeto de seus equipamentos.

De outra forma, não é uma verificação rápida. Basta lembrar que, há pouco mais de um ano, foram descobertas vulnerabilidades de segurança em processadores da Intel: elas estavam presentes nos chips há mais de 10 anos e ninguém as tinha descoberto até então.

Igor Rincon, gerente de produto da Flipsido

Existe um conceito em segurança da informação chamado de backdoor — que pode ser implementado tanto em software como em hardware. A partir dele, é possível, sim, incluir um sistema de espionagem em dispositivos de infraestrutura como os vendidos pela Huawei.

Quando o atacante usa essa técnica, mesmo que se cuidem das vulnerabilidades, ele pode voltar ao sistema quando quiser. Uma das opções desse método é o backdoor de baixo nível, que fica no núcleo do sistema (o kernel) e é bem difícil de ser detectado. Existe, ainda, o backdoor de extremo baixo nível: pode ser uma placa específica ou um software na BIOS do sistema. Essa aplicação não é instalada no disco rígido e, por isso, é impossível excluí-la mesmo que ele seja formatado.

Como a Huawei é a fabricante da tecnologia, nada a impede de colocar uma backdoor em seus equipamentos. E se ela o fizer, somente mão de obra extremamente especializada é capaz de encontrar esse tipo de alteração. Isso porque é preciso fazer engenharia reversa de todo o hardware para achá-la.

Os EUA, inclusive, foram acusados por Edward Snowden de terem backdoors controlados pela Agência Nacional de Segurança (National Security Agency – NSA) em operação em todo o mundo. Apesar disso, é preciso lembrar que, mesmo que não seja completo, o HTTPS é uma camada de segurança que faz a criptografia dos sistemas e os protege.

Cleber Paiva, especialista em segurança da informação da PROOF

Esse tipo de alteração pode ser feito, mas não é provável que a Huawei o faça. Isso porque o 5G é uma infraestrutura de base, que vai servir de suporte, entre outros, para a Indústria 4.0. Como essa é uma estratégia central para muitos países, a tecnologia da empresa passa por um escrutínio muito forte — se ela usá-la para espionagem e for descoberta, sua reputação é abalada.

Tanto é assim que todas as acusações à Huawei (e a outras empresas chinesas) não são embasadas em nenhum tipo de evidência de que os equipamentos comprometam a segurança das nações que os adotam. Outros países fizeram investigações nesse sentido e, até agora, nada foi encontrado. Além disso, o próprio WikiLeaks já revelou que os EUA usavam tecnologia semelhante para fazer espionagem — ou seja, o histórico recente dos norte-americanos é mais recheado que o dos chineses.

Por outro lado, a detecção de uma ação como essa não é fácil, já que a maioria dos países ainda não domina a tecnologia — a Huawei está cerca de 18 meses à frente dos concorrentes em termos de pesquisa e desenvolvimento nessa área. Talvez o maior receio do governo norte-americano seja colocar sua matriz tecnológica nas mãos de uma nação estrangeira. Se a China tiver a hegemonia de tecnologia e, no futuro, houver um conflito entre os países, isso pode tornar os EUA vulneráveis.

O Brasil ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto, mas aqui a situação é um pouco diferente. Não temos uma matriz tecnológica comparável à dos EUA e esse gap é muito difícil de suprir. Se adotarmos uma postura semelhante à deles, podemos ficar atrás em tecnologias que poderiam nos ajudar a nos equiparar e isso afeta nossa capacidade produtiva e nos mantém no subdesenvolvimento.

Rafael Narezzi, especialista em cibersegurança da 4CyberSec

Vários dispositivos chineses já foram pegos com Remote Code Execution (RCE), uma falha que permite a execução de códigos em um sistema a partir de um servidor remoto. O que não se sabe é se o produto vem com essa vulnerabilidade por falta de investimento ou por outros interesses.

Os EUA aproveitam isso como justificativa, mas o grande medo deles é perder o controle sobre a comunicação e passarem a ser vigiados pelos chineses. Afinal, hoje em dia, tudo depende de conectividade e, quem domina a comunicação de um país, pode colocá-lo de joelhos.

Com o 5G, um dos agravantes é o fato de que a internet das coisas (IoT) vai se tornar uma ameaça maior. Hoje, ela ainda é limitada em conexão e velocidade, e isso não vai existir quando o 5G estiver em operação. A comunicação vai ser muito mais ampla, pois não vai se limitar a pessoas para máquinas e vai incluir o contato entre dispositivos.

Existem ainda muitas dúvidas porque ninguém sabe se essas alterações de fato existem. Além disso, podem haver sistemas espiões ainda inativos dentro dos equipamentos — e isso torna sua detecção ainda mais difícil.

Bruno Santiago, advogado especialista em direito digital e cibersegurança

É preciso sempre analisar o cenário de forma ampla. Existe a possibilidade de fazer esse tipo de alteração, sim, mas é mais provável que essa briga seja por necessidade de ter poder sobre o conhecimento. Afinal, hoje basta entrar na rede de outro país para saber tudo sobre ele. Além disso, a competição pode fazer as nações atuarem para desvalorizar uma empresa estrangeira de forma a manter suas companhias mais bem posicionadas no mercado.

Hoje, já vivemos uma guerra cibernética. Em 2017, por exemplo, a China chegou a controlar 20% da internet mundial durante três horas. Isso é bastante preocupante. Por outro lado, existe muita disponibilidade de informação online, o que torna a facilidade de ser observado uma constante. Os ataques a sistemas para roubar dados e projetos são uma realidade diária.

Os EUA, inclusive, entendem bem desse assunto, já que, em 2010, usaram o worm Stuxnet para espionar e reprogramar sistemas industriais no Irã. Por isso, eles sabem que é possível que a Huawei crie, por exemplo, um worm específico para seus aparelhos cujo objetivo seja atacar fontes norte-americanas. E isso, pode, inclusive, vir de outros sistemas — o que tem feito os EUA pedirem para outros países não comprarem equipamentos da marca.

Ver mais

Tecnologia

Netflix, Amazon, HBO, Apple TV+ e Disney+: veja os pontos fortes e fracos de cada um para você montar seu pacote perfeito

Publicado

dia

Com a entrada da Apple e da Disney no mercado de vídeo sob demanda muita coisa pode mudar no cenário de streaming mundial

Com a quantidade de serviços de vídeo sob demanda em alta, está ficando mais e mais complexo optar por apenas uma plataforma de streaming de vídeo. Depois do Netflix, Amazon Prime e HBO Go, a Apple e a Disney passam a investir nesse mercado. Mas qual serviço de vídeo sob demanda oferece as melhores opções?

Netflix: prós e contras

  • Lançamento: 2011 (Brasil)

  • Preço: a partir de R$ 21,90

  • Disponibilidade: agora

Quando ainda estávamos centrados na televisão por assinatura, a Netflix surgia para democratizar o streaming de vídeo no mundo. Talvez por isso, atualmente, conta com quase 140 milhões de usuários. Depois de certo tempo disponibilizando o conteúdo de outras empresas, os executivos da Netflix resolveram criar o próprio conteúdo, oferecendo série e filmes originais. Logo, a companhia passou de distribuidora de vídeo à produtora. Ao contrário da Disney, por exemplo.

Do lado da Netflix, estão as séries que já caíram no gosto popular, como Stranger Things, The Crown, Black Mirror e, recentemente, Sabrina. Um sinal claro da evolução da gigante do streaming de vídeo é que, este ano, a Netflix assinou produções vencedoras de quatro estatuetas de ouro no Oscar 2019.

Além disso, devido a rápida expansão do serviço, hoje é possível utilizar a plataforma em até quatro telas ao mesmo tempo e os pacotes são bastante flexíveis em comparação aos das concorrentes. Outro ponto positivo é que os controles do aplicativo ou cliente web são constantemente melhoradas e a empresa vem desenvolvendo muito bem conteúdos do tipo interativo.

O lado negativo é que, com a chegada de novos serviços de vídeo sob demanda, a Netflix está perdendo um número considerável de parceiras. O caso mais significativo seja provavelmente o da Marvel que, com o lançamento do Disney+, foi lentamente cancelando as séries de super-heróis na plataforma. E a tendência é vermos outras licenças sendo dissolvidas a longo prazo.

Além disso, como o projeto a médio prazo da Netflix é ter conteúdo próprio em quase todo o seu acervo, a empresa está produzindo filmes, séries e afins em quantidades gigantescas e a toque de caixa. Como fica quase impossível controlar a qualidade nesse ritmo, muitas das obras deixam a desejar na execução, mesmo com atores e diretores renomados à frente dos projetos. Se nas séries isso acontece menos, nos filmes é visível que a companhia ainda precisa comer muito arroz com feijão pra fazer frente com grandes estúdios. Claro que há exceções, como Roma ou Beirute. Mas, na maioria dos casos, os longas deixam a desejar.

Em comparação com o serviço de streaming de vídeo oferecido pela Apple, por exemplo, a Netflix fica para trás no quesito consumo de conteúdo offline, que hoje é limitado a 100 títulos. Além disso, nem todos os filmes e séries estão disponíveis para o download.

Reprodução

Amazon Prime Video: prós e contras

  • Lançamento: 2016 (Brasil)

  • Preço: a partir de 7,90 pelos primeiros seis meses

  • Disponibilidade: agora

A Amazon também é uma empresa de tecnologia que se aventurou no mercado de produção de séries e filmes. Ao contrário da Netflix, o Prime Video é um serviço mais enxuto e, apesar de oferecer um ótimo conteúdo próprio, ainda não é tão popular quanto a sua principal concorrente. Para se ter uma ideia, hoje, o Amazon Prime Video possui 100 milhões de inscritos, sendo que a companhia é um dos maiores e-commerces do mundo.

Ao contrário da Netflix, a Amazon oferece, além do conteúdo incluso no pacote do usuário, um catálogo imenso de filmes para alugar ou mesmo comprar. Isso é extremamente positivo, pois muitas produções demoram a chegar, especialmente, lançamentos. Com isso, a Amazon cria uma distância imensa para outros serviços que concorrem com ela.

Outro ponto positivo do serviço é que sua curadoria para produzir ou trazer conteúdo para “dentro de casa” é mais refinada que a da Netflix e também foca não apenas adolescentes, mas um público mais adulto. Séries como American Gods, The Good Fight, McMafia, Startup e Marvelous Mrs. Maisel são sucesso de público e crítica e já faturaram diversos prêmios. Sem contar filmes como Manchester à Beira Mar, que ganhou o Oscar de Melhor Ator para Casey Affleck.

No entanto, assim como a Netflix, a Amazon pode acabar perdendo títulos no futuro por conta da criação de novos serviços de streaming que chegam ao mercado, muitos deles desenvolvidos pelos grandes estúdios. Contudo, a empresa pode sempre oferecer tais títulos fora do plano Prime Video.

E ainda que tenha melhorado bastante, a Amazon Prime ainda falha em quesitos primários em sua plataforma. Os controles do player de vídeo da Amazon são menos amigáveis, faltam legendas em muitas obras e muitos filmes nem possuem tradução em português. Mas é possível baixar todos os títulos disponíveis na plataforma (quando não acontece erro).

Reprodução

HBO Go: prós e contras

  • Lançamento: 2017 (serviço independente no Brasil)

  • Preço: a partir de R$ 37,90

  • Disponibilidade: agora

O HBO Go é um serviço independente do canal HBO e chegou ao país em 2017. A plataforma oferece um catálogo grande de séries e filmes, sendo muitos deles verdadeiros clássicos, como Família Soprano, The Wire, The Newsroom, entre outros. Além do catálogo adquirido através dos seus parceiros, a empresa é conhecida pelas produções originais e, talvez, a mais popular delas, no momento, seja Game of Thrones, cuja última temporada começa a partir deste domingo (14). Destaque também para os badalados True Detective, Westworld e as miniséries Sharp Objects, The Night of e Big Little Lies.

O grande ponto positivo do HBO Go, aliás, é a grade de programação, bastante variada e que se assemelha mais com o estilo de TV que conhecemos. Além disso, a empresa é muito mais criteriosa na produção de filmes e séries que levam a sua marca e boa parte do seu acervo prima por uma qualidade que a concorrência não tem.

Porém, o aplicativo é pouco amigável, os controles ainda são pouco otimizados para o consumo de conteúdo no celular e, claro, o preço é o mais alto desta lista. Sem contar uma certa instabilidade na transmissão de alguns conteúdos.

Reprodução

Apple TV+: prós e contras

  • Lançamento: a partir do final de setembro (global)

  • Preço: desconhecido

  • Disponibilidade: desconhecida

O Apple TV+ foi anunciado há poucas semanas e ainda não está disponível e nem mesmo sabemos o valor que será cobrado pela empresa por pacote. Contudo, o objetivo da empresa é oferecer conteúdo extra aos usuários de iPhones, iPads, Mac e Apple TV. De acordo com o que foi apresentado em março deste ano, a empresa vai produzir material original, bem como agregar conteúdo de plataformas de streaming como HBO, Showtime e CBS.

Ao contrário de muitos serviços da Apple, a plataforma de streaming de vídeo vai além dos muros do iOS, e estará disponível através do seu aplicativo de TV para smart TVs de empresas como Samsung , Sony, LG e Vizio, por exemplo.

A ideia da Apple é oferecer um novo estilo de televisão, o que pode torná-la diferente das concorrentes, com exceção da HBO Go. Agora, o que torna o Apple TV+ uma boa opção é o fato de que existem cerca de 1,4 bilhões de dispositivos da marca presentes no mercado e, dependendo do valor do serviço, o TV+ poderia se tornar um grande sucesso, como aconteceu com o Apple Music que hoje já bate o número de inscritos do Spotify. Assim sendo, as séries e filmes se tornariam mais populares e, claro, mesmo quem não utiliza dispositivos da maçã se interessaria em usar a plataforma.

Contudo, a Apple entra um pouco atrasada no mercado de produção de séries e vídeos, o que pode retardar um pouco o sucesso da empresa na área. Sabendo disso, os gerentes de produto da fabricante do iPhone se antecederam e, já no evento de lançamento, trouxeram grandes nomes da televisão norte-americana ao palco, como Oprah Winfrey, Steve Carell, Reese Witherspoon e Jennifer Aniston.

O grande contra aqui é não sabermos como a Apple vai adaptar o conteúdo para outras regiões, como o Brasil. A Apple ainda vê o mercado brasileiro como um grande comércio de venda de smartphones e afins, pois poucos serviços são verdadeiramente localizados. Dito isso, o preço poderia ser um inconveniente, mas se levarmos em consideração que a assinatura do Apple Music é muito parecida com a dos concorrentes, talvez tenhamos até uma surpresa, mais só tempo irá confirmar isso.

Reprodução

Disney+: prós e contras

  • Lançamento: a partir de 12 novembro (global)

  • Preço: 6,99 dólares (ainda não possui preço no Brasil)

  • Disponibilidade: desconhecida

E para concorrer com estes grandes nomes, a Disney, um dos maiores conglomerados da produção de vídeos do mundo, resolveu disponibilizar o próprio serviço de vídeo sob demanda. O que a torna tão especial em relação às demais empresas desta lista? Bom, em primeiro lugar, a Disney fez o caminho contrário, construiu um império cinematográfico e, quando percebeu a ascensão das plataformas de streaming, resolveu participar deste mercado também como protagonista.

Marvel, Star Wars e Simpsons, estes são alguns dos títulos que vão estar disponíveis no Disney+ que ainda vai contar conteúdo do Hulu e da ESPN+ com desconto para assinantes. Até o seu lançamento, em novembro, espera-se a confirmação de que todo o material original da Fox seja adquirido pela The Walt Disney Company. Em outras palavras, a grande vantagem do Disney+ será o conteúdo, especialmente quando olhamos para o preço do novo serviço: apenas 6,99 dólares.

Assim como o Apple TV+, no entanto, não sabemos ao certo como será a adaptação para o nosso mercado, nem mesmo o tipo de controle de player que será oferecido. No entanto, a Disney é uma das maiores jogadoras deste mercado agora e, meus amigos e amigas, com certeza irá oferecer os mesmos recursos das concorrentes, senão melhores.

Netflix vs. Amazon Prime Video vs. HBO Go vs. Apple TV+ vs. Disney+

Apesar de sabermos ainda muito pouco sobre como o mercado receberá as plataformas de streaming da Apple e da Disney, a entrada destas duas gigantes movimenta bastante o cenário de vídeos sob demanda. Em primeiro lugar, porque o consumo de streaming cresceu muito nos últimos tempos. De acordo com dados da consultoria Sandvine, só a Netflix é responsável por 13,75% de todo o tráfego da internet no mundo.

Em segundo, porque as chances são grandes de vermos uma mudança significativa no topo da lista das maiores plataformas de streaming de vídeo.

Mas ao analisar os pontos positivos e negativos de cada serviço, a boa notícia é que para nós, consumidores, as opções são presentes no mercado hoje oferecem bons serviços e a competitividade vêm melhorando as ofertas, o que nem sempre acontece na indústria de tecnologia. Agora, é claro que muito mais do que na parte técnica, serviços de streaming estão pautados na qualidade de conteúdo e, até aí, as chances do Disney+ se destacar nesta área são muito altas.

Ver mais

Tecnologia

Fundador do Silk Road 2.0 assume culpa pela criação do site e pedofilia

Publicado

dia

Preso há cinco anos, Thomas White tem lista extensa de crimes relacionados ao site milionário

Thomas White, fundador do site Silk Road 2.0, que permitia compra e venda de produtos ilícitos, está preso há cinco anos e quatro meses no Reino Unido. White, também conhecido como Dread Pirate Roberts 2, foi condenado não apenas pela página em questão — que lhe rendia milhões de dólares por ano — mas também pela posse de centenas de imagens abusivas de crianças.

No mês passado, no tribunal de Liverpool, White finalmente assumiu sua culpa por envolvimento em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e até pelas fotos que caracterizam pedofilia. Além disso, ele se declarou culpado por ajudar e induzir a prática de crimes no exterior. O caso está em andamento desde sua prisão, no final de 2014.

O Silk Road 2.0 foi criado por White com Blake Benthall (também conhecido como DefCon), depois que o FBI derrubou o original do Silk Road, em 2013. O pseudônimo usado por White (ou um deles, pelo menos), foi uma homenagem para Ross Ulbricht, preso por por fundar a primeira versão do site.

Além da sentença de prisão, White também será colocado no registro dos criminosos sexuais por uma década.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade