Dados recentes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal revelam que o consumo de alimentos ultraprocessados está presente em mais de 80% dos adolescentes e 83% das crianças entre 5 e 10 anos, acompanhados por números alarmantes de excesso de peso nessas faixas etárias.
Segundo o boletim epidemiológico sobre obesidade infantil, 25% das crianças de 5 a 10 anos e quase 10% das de 2 a 5 anos apresentam peso acima do recomendado. Esses índices refletem uma realidade que preocupa especialistas e aponta para a necessidade urgente de mudança nos hábitos alimentares e na rotina de atividades físicas das crianças.
Emanuelle Marques, endocrinologista pediátrica do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão arterial (Cedoh), destaca que atividades físicas diárias de pelo menos uma hora são recomendadas para crianças e adolescentes, incluindo esportes e brincadeiras que ajudem a manter o corpo ativo.
A médica enfatiza que o aumento dos casos de diabetes tipo 2 e alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos estão diretamente ligados ao consumo elevado de alimentos ultraprocessados, tornando essencial o acompanhamento médico e o incentivo a uma alimentação saudável desde a infância.
Camila Pessoa, nutricionista do mesmo centro, reforça que o combate à obesidade infantil é um trabalho que envolve a família toda, pois são os familiares que influenciam diretamente nas escolhas alimentares e na rotina dos pequenos. Ela ressalta ainda os quatro pilares para o tratamento efetivo: relacionamentos saudáveis, prática regular de atividade física, sono adequado e alimentação equilibrada.
O cuidado integrado e o apoio familiar são cruciais para que crianças como Enzo Mendes, de 11 anos, consigam superar as dificuldades iniciais de adaptação e adotem um estilo de vida mais saudável, com benefícios claros para seu bem-estar e qualidade de vida.

