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Turquia prende dois jornalistas acusados de ligação com terrorismo

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Os detidos publicaram, em jornal de oposição ao governo, imagens sugerindo que o país ajudou a enviar armas para a Síria

A Turquia prendeu nesta quinta-feira dois jornalistas do país sob acusação de ajudarem terroristas por meio de espionagem e divulgação de segredos de Estado. São eles Can Dundar, editor-chefe do jornalCumhuriyet, e Erdem Gul, correspondente da publicação na capital Ancara.

Em maio, eles publicaram fotografias vazadas da polícia que sugerem, mas não comprovam, que os serviços de inteligência turcos ajudavam a enviar armas para rebeldes islâmicos da Síria. Na época, o presidente do país, Tayyip Erdogan, afirmou que não perdoaria as reportagens.

 

O Cumhuriyet é um importante jornal opositor na Turquia. Segundo a imprensa do país, os jornalistas enfrentam uma série de acusações que pedem prisão perpétua, incluindo adesão a uma organização terrorista armada e publicação de material em violação à segurança do Estado. No início do mês, um tribunal da Turquia já havia decretado a prisão de outros dois jornalistas da Nokta, uma revista contrária ao governo.

Nesta sexta-feira, a embaixada dos Estados Unidos em Ancara publicou, em sua conta do Twitter, uma mensagem dizendo estar “muito preocupada” com a prisão dos jornalistas e com “o que parece ser mais outro meio de comunicação sob pressão”. “Esperamos que as autoridades e instituições turcas respeitem o princípio fundamental da liberdade de imprensa previsto na constituição do país.”

Já a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce) afirmou que essa situação “piora ainda mais uma situação de liberdade de imprensa já crítica na Turquia”. “É inaceitável que os jornalistas enfrentem uma vida na prisão por causa de reportagens que as autoridades consideram perigosas”, disse Dunja Mijatovic, representante de liberdade de imprensa do órgão.

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Pompeo faz visita controversa à Cisjordânia e ao Golã

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Mike Pompeo torna-se o primeiro secretário de Estado dos EUA a viajar a colônia judaica e às colinas disputadas por Istael e Síria. Embaixador palestino em Brasília critica “gesto desesperado” do governo Trump. Damasco condena gesto “provocador”

(crédito: AFP / POOL / Patrick Semansky)

A 62 dias de o presidente Donald Trump deixar a Casa Branca e o poder, o secretário de Estado norte-americano despertou a ira dos palestinos, do governo da Síria e de ativistas que defendem um movimento a favor de boicote econômico, cultural e político a Israel. Mike Pompeo tornou-se o primeiro chefe da diplomacia de Washington a visitar uma colônia israelense encravada na Cisjordânia e as Colinas do Golã, região capturada da Síria, na Guerra dos Seis Dias (1967), e anexada por Israel em 1981. Um forte aparato de segurança marcou a chegada de Pompeo; da mulher, Susan Pompeo; e do ministro das Relações Exteriores israelense, Gabi Ashkenazi, à vinícola Psâgot, no assentamento judaico de mesmo nome, situado na Cisjordânia, entre Jerusalém e Ramallah. “As vinhas dos vinhedos israelenses deste lugar contam uma história de 2 mil anos, a da relação de um povo e sua terra”, declarou a equipe de Pompeo, depois da visita.

Depois de desembarcar de um helicóptero Blackhwak no Monte Bental, situado nas Colinas do Golã, Pompeo fez uma declaração que em nada agradou ao presidente sírio, Bashar Al-Assad. “Não se pode chegar aqui, ver o que está do outro lado da fronteira e negar a parte essencial do que o presidente Trump reconheceu: isso é parte de Israel”, disse. “Imagine o risco que representaria para o Ocidente e para Israel se esse território estivesse sob o controle de Al-Assad”, alfinetou. “A visita de Pompeo é um passo provocador antes do fim do mandato de Trump, e uma flagrante violação da soberania da República Árabe Síria”, reagiu o Ministério das Relações Exteriroes sírio, em nota divulgada pela agência de notícias estatal Sana. “A Síria afirma que tal visita criminosa encoraja (Israel) a continuar com sua perigosa abordagem hostil.”

A presença inédita de um secretário de Estado norte-americano na região seria polêmica por si só. Duas afirmações de Pompeo acirraram os ânimos no Oriente Médio. O enviado de Trump anunciou que o Departamento de Estado classificaram oficialmente de “antissemita” o movimento global Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS, pela sigla em inglês) — uma forma de punir Israel contra a ocupação e a colonização dos territórios palestinos. Pompeo chegou a compará-lo a um câncer”. Depois da ida a Psagot, vizinha do vilarejo palestino de Mukhmas, ele avisou que os Estados Unidos passarão a rotular produtos exportados das colônias da Cisjordânia com a menção “Made in Israel” (“Fabricado em Israel”). “Por um longo tempo, o Departamento de Estado adotou uma visão errada sobre os assentamentos, uma visão que não reconhecia a história deste lugar especial. Em vez disso, agora, o Departamento de Estado dos EUA defende firmemente o reconhecimento de que os assentamentos podem ser feitos de modo que seja lícito, apropriado e adequado, “delarou Pompeo.

“Formidável”

O Correio entrevistou, por telefone, Yaakov Berg, proprietário da vinícola Psâgot e anfitrião de Pompeo. “Eu acho que a importância da visita do secretário de Estado está no fato de que, pela primeira vez, não somos chamados de ladrões de terras. Depois de tantos anos, Mike Pompeo levantou-se e disse, em alto e bom som, que as terras da Samaria e da Judeia pertencem ao povo judeu, por causa da história e da Bíblia”, afirmou. “Por 2 mil anos, temos rezado e esperado pelo dia em que nossa terra será devolvida. Ninguém pode negar. O secretário pôs fim às fake news que o ex-presidente Barack Obama propagou.”

Berg classificou a visita como “formidável”. “O casal Pompeo é formado por pessoas adoráveis, abertas. Creio que ele escolheu a nossa vinícola pelo fato de as pessoas daqui sofrerem com as consequências do movimento BDS e do boicote aos nossos produtos”, comentou. O vincultor israelense rejeita as condenações das nações árabes ao tour de Pompeo. “Para produzirmos vinho, pagamos aos nossos funcionários palestinos três ou quatro vezes mais do que receberuam da Autoridade Palestina. Nós os respeitamos e damos a eles os mesmos direitos dos judeus. Nós, judeus, vivemos em paz com nossos vizinhos palestinos”, assegurou.

Ibrahim Alzeben, embaixador da Palestina em Brasília, criticou a ida de Pompeo ao assentamento judeu de Psagot. “É um gesto de desespero da atual administração norte-americana. Uma corrida contra o tempo para legitimar a ocupação de Israel dos territórios árabes e palestinos”, denunciou o diplomata ao Correio. “O Estado palestino condena energicamente a visita a assentamentos ilegalmente construídos no nosso território. A ocupação e as visitas de pessoas que estão de saída do cenário político não geram legitimidade”, destacou.

Segundo Alzeben, os assentamentos israelenses são desprovidos de legalidade. “Os seus habitantes e seus produtos são contrário ao direito internacional e ao direito legítimo do povo palestino”, afirmou. O embaixador também destacou que o BDS é “um movimento contra a ocupação”. “Confundir a opinião pública com gestos desesperados e com jogos de palavras não muda a realidade”, disse o diplomata.
Em nota oficial à imprensa, o movimento BDS considerou “bastante irônico que o governo Trump, impulsionado pelo regime de apartheid de Israel, continue a permitir e a normalizar a supremacia branca e o antissemitismo nos Estados Unidos e no mundo, enquanto difama o BDS”. “Nós rejeitamos, de forma categórica, todas as formas de racismo, incluindo o racismo antissemita, por uma questão de princípios”, afirma o comunicado.

Vinho “Pompeo” de presente ao visitante

Yaakov Berg, proprietário da vinícola Psâgot, presenteou Mike Pompeo com uma garrafa do vinho blend tinto Psâgot Pompeo, produzido especialmente para o visitante. Fabricado com quatro variedades de uvas — Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Cabernet Franc —, o vinho traz o rótulo “Produzido na legalidade” e o nome “Jerusalém” abaixo. “Para honrar o secretário de Estado e para mostrar o quanto o amamos, e o quão importante são suas declarações para nós, que moramos nesta região, decidimos em 2019, produzir um vinho especial para ele”, afirmou Berg ao Correio, por telefone. “Enviamos este vinho a quase todas as autoridades de Washington, inclusive congressistas que gostam, ou não, de Pompeo. Ninguém devolveu uma garrafa sequer.”

» Eu acho…

“Israel ocupa os territórios palestinos e árabe, como o Golã e parte do sul do Líbano. Esta situação que acabar, para reconstruirmos a paz no Oriente Médio. O caminho para a paz e a legitimidade é claro e visível: o fim da ocupação e de todas as suas consequências, tanto os assentamentos, quanto os muros; além do estabelecimento do Estado da Palestina, soberano, mediante um processo de negociação garantida por uma conferência internacional.” Ibrahim Alzeben, embaixador da Palestina em Brasília.

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Vice-ministro é substituído no Peru após repressão de manifestantes

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O novo governo de Francisco Sagasti substituiu o vice-ministro Esteban Saavedra Mendoza, que estava no cargo desde 2018, por Carlos León Romero, um general aposentando da Polícia

O presidente interino peruano Francisco Sagasti enquanto faz um discurso durante sua cerimônia de posse no Congresso em Lima em 17 de novembro de 2020. – (crédito: Presidência do Peru / AFP)

O vice-ministro da Ordem Interna do Peru foi substituído nesta sexta-feira (20/11) pelo novo governo de Francisco Sagasti, dias após uma violenta repressão às manifestações, deixando dois mortos e cerca de cem feridos.

Carlos León Romero, um general aposentando da Polícia, foi designado como novo vice-ministro, substituindo Esteban Saavedra Mendoza, que estava no cargo desde 2018 e era antes consultor de segurança, segundo uma resolução publicada no jornal oficial El Peruano.

Paralelamente, a Promotoria realiza uma investigação penal preliminar contra o efêmero presidente Manuel Merino e dois de seus ministros, que pode alcançar outros funcionários e policiais, por sua responsabilidade nas mortes e lesões de manifestantes.

A Promotoria está tentando determinar a “linha de comando” no governo e na polícia nesses dias agitados, para definir quem deverá ser levado à Justiça.

O novo governo de Sagasti colocou nesta sexta-feira à frente da Secretaria Geral do Ministério do Interior (que estava vazia) Kirla Echegaray, que era ministra do Ambiente do presidente destituído Martín Vizcarra.

A destituição do popular presidente de centro-direita por parte do Congresso opositor em um julgamento político relâmpago, em 9 de novembro, e sua substituição por Merino, também de centro-direita, geraram uma crise política.

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Segunda onda dá sinais de desaceleração em cidades que adotaram restrições

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10 dias após toque de recolher, algumas regiões francesas veem inversão da tendência de alta nos casos e mortes por covid-19

(Charles Platiau/Reuters)

A França parece ter superado o pico da segunda onda da pandemia da covid-19 – anunciou a Agência Nacional de Saúde nesta sexta-feira (20), apesar de a situação continuar sendo delicada. “Embora os indicadores se mantenham em níveis elevados, sua observação sugere que o pico epidêmico da segunda onda foi superado”, disse o órgão. Os dados epidemiológicos melhoraram particularmente nas primeiras cidades onde restrições foram tomadas, incluindo o toque de recolher noturno.

Os primeiros toques de recolher noturnos foram decretados em 17 de outubro em algumas das principais cidades da França, como Paris, Lyon e Marselha, diante de um forte aumento no número de casos de covid-19. E, em 30 de outubro, a França, que já ultrapassou 47.000 mortes desde o início da epidemia, voltou a decretar um confinamento generalizado, pela segunda vez, embora mais flexível do que o da primavera (outono no Brasil).

Creches, escolas e faculdades permanecem abertas com um protocolo sanitário reforçado para que muitos pais possam continuar trabalhando. Já lojas “não essenciais” estão fechadas, assim como cinemas, museus, teatros e academias.

A agência francesa de saúde estima que essas medidas tiveram “um efeito direto”. Isso parece se evidenciar pela “temporalidade entre a aplicação do primeiro toque de recolher e a inversão da tendência cerca de dez dias depois“

Na semana de 9 a 15 de novembro, houve uma queda simultânea no número de novos casos confirmados de contaminação (-40%), de hospitalizações (-13%) e de internações em terapia intensiva (-9%). O número de mortes “parece se estabilizar pela primeira vez após várias semanas de aumento”: 3.756 na semana de 9 a 15 de novembro, em comparação com 3.817 no mesmo intervalo anterior.

É também a primeira vez, desde o início da segunda onda, que as hospitalizações e internações em terapia intensiva diminuíram de semana para semana: 17.390 contra 19.940 na semana anterior para a primeira, e 2.761 contra 3.037 para a segunda. Por último, 182.783 novos casos de covid-19 foram confirmados durante a semana de 9 a 15 de novembro, em comparação com 305.135 na semana anterior.

Apesar desta melhoria, as autoridades pedem aos franceses que não baixem a guarda e continuem a adotar as medidas preventivas.

“Estes resultados animadores (…) não devem nos fazer esquecer que, à espera de tratamentos e vacinas, o único meio de conter a pandemia e reduzir seu impacto no sistema de saúde e na mortalidade continua sendo a adoção de medidas preventivas individuais, combinada com medidas coletivas”, acrescenta a agência.

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Rússia retoma teste de vacina contra covid-19 após pausa

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Oito clínicas disseram que o teste havia sido interrompido temporariamente para novos voluntários, e algumas citaram a procura alta e a escassez de doses

Sputnik V: “Recomeçamos a vacinação. Muitas pessoas vêm para ser inoculadas” (Tatyana Makeyeva/Reuters)

A Rússia retomou a vacinação de novos voluntários no teste de sua vacina contra covid-19 Sputnik V depois de uma pausa curta, disseram funcionários de seis das 29 clínicas de teste, agora que Moscou tenta acelerar os planos para inocular a população.

No final de outubro, oito clínicas disseram à Reuters que o teste havia sido interrompido temporariamente para novos voluntários, e algumas clínicas citaram a procura alta e a escassez de doses.

Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya, que desenvolveu e fabrica a vacina, disse à época que a inclusão de novos voluntários só foi freada por causa da decisão de se concentrar em administrar uma segunda dose àqueles já vacinados.

“A vacinação recomeçou. A partir de segunda-feira, voltaremos a fazer o primeiro componente (da vacina de duas doses)”, disse um funcionário da Clínica Número 46 de Moscou à Reuters nesta semana.

Repórteres da Reuters viram filas de pessoas esperando exames médicos pré-vacinação em três clínicas de teste moscovitas na segunda, quarta e quinta-feiras.

“Recomeçamos a vacinação. Muitas pessoas vêm para ser inoculadas”, disse um profissional de saúde da Clínica Número 170.

Até o dia 11 de novembro, mais de 20 mil voluntários haviam recebido a primeira das duas doses, e mais de 16 mil deles a primeira e a segunda, de acordo com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF). Os desenvolvedores de vacinas pretendem administrá-la a 40 mil pessoas inicialmente.

 

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Alemanha assume Conselho da Europa em meio à tensão com a Rússia

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Aliança de países fundada em 1949 para garantir a democracia no continente deve ter dificuldades na relação com a Rússia do presidente Vladimir Putin

A relação de Merkel e Putin está deteriorada por causa das ambições militares da Rússia e do apoio a Alexander Lukashenko, líder da Bielorrússia reconduzido ao cargo após eleições fraudadas (Philippe Wojazer/Reuters)

Em meio ao avanço da pandemia, e o retorno dos regimes de lockdown em boa parte dos países europeus, o governo da Alemanha assume nesta quarta-feira, 18, a presidência do Conselho da Europa, aliança de países fundada em 1949 para garantir a democracia, o Estado Democrático de Direito e a normalidade das relações internacionais dentro do continente.

Em meio ao avanço da pandemia, e o retorno dos regimes de lockdown em boa parte dos países europeus, o governo da Alemanha assume nesta quarta-feira, 18, a presidência do Conselho da Europa, aliança de países fundada em 1949 para garantir a democracia, o Estado Democrático de Direito e a normalidade das relações internacionais dentro do continente.

Embora não tenha relação formal com a União Europeia, o Conselho da Europa é tido como um embrião do bloco econômico europeu. O conselho não tem o poder para fazer leis, como faz a União Europeia, mas tem mandato para pressionar os países membros a aplicarem as normas acordadas pelo bloco econômico – em particular nos temas ligados aos direitos humanos.

Além disso, nenhum país entra na União Europeia sem, antes, fazer parte do Conselho da Europa, cuja sede fica em Estrasburgo, na França, e tem um orçamento anual de aproximadamente 500 milhões de euros.

Pelos próximos seis meses, o governo da Alemanha será responsável por direcionar os esforços do Conselho da Europa, no lugar das autoridades da Grécia, que estava no comando desde maio.

Entre os assuntos mais urgentes do mandato que começa nesta quarta-feira está a relação delicada da Rússia, um dos 47 países membros do Conselho da Europa, com os vizinhos do continente.

O governo do presidente russo Vladimir Putin tem expandido a atividade militar no Cáucaso, à despeito de pedidos do Conselho da Europa para reduzir a presença na região.

Nos últimos meses, tropas russas têm feito exercícios na Abecácia e Ossétia do Sul, regiões administrativas da Geórgia que a Rússia alega fazerem parte do seu território. O temor das lideranças do Conselho da Europa é de um retorno do conflito armado entre os dois países, em cessar-fogo desde 2008.

A relação entre Alemanha e Rússia também está deteriorada por causa da eleição presidencial da Bielorrússia, em agosto. Observadores internacionais consideraram o pleito fraudado em favor do presidente Alexander Lukashenko, reconduzido ao cargo que ocupa desde 1994.

O governo da primeira-ministra alemã Angela Merkel tem sido um dos mais vocais nas críticas a Lukashenko, pedindo para o líder bielorrusso dialogar com a oposição e ceder parte do poder. Enquanto isso, a Rússia é um dos maiores aliados de Lukashenko.

Para complicar ainda mais as coisas, a Alemanha atualmente abriga o líder opositor russo Alexei Navalny, um dos principais críticos ao regime de Putin. Em agosto, Navalny foi envenenado por um agente químico durante um voo para a Sibéria. Em coma, Navalny foi transferido às pressas para um hospital de Berlim, onde está em tratamento até agora.

Ao que tudo indica, a tensão entre os dois países deve atrapalhar os esforços do Conselho da Europa pelos próximos meses.

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Irã admite quebra de acordo nuclear descoberta pela inspeção da ONU

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País também admitiu o uso de centrífugas avançadas de enriquecimento de urânio instaladas em sua usina nuclear subterrânea em Natanz

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

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