Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram não se manifestar perante as recentes declarações de Donald Trump. Em suas redes sociais, o ex-presidente dos Estados Unidos afirmou que Jair Bolsonaro enfrenta uma ‘perseguição’ e uma ‘caça às bruxas’. Bolsonaro é acusado em um processo penal no STF por tentativa de golpe e foi considerado inelegível em 2023 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nos bastidores, integrantes da Corte avaliam que cabe ao governo federal e à diplomacia a defesa institucional do STF e do país.
Após as declarações de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma mensagem nas redes sociais afirmando que o Brasil é soberano e não aceita interferências externas. Os ataques de Trump ao STF não são recentes; eles aumentaram no ano passado, quando Alexandre de Moraes determinou a suspensão da rede social X, do empresário Elon Musk, aliado do ex-presidente dos EUA.
Em maio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou restrições à entrada no país de ‘funcionários estrangeiros e cúmplices na censura de americanos’, numa referência a Moraes. O anúncio seguiu a decisão do STF de investigar o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), residente nos Estados Unidos. Conforme a Procuradoria-Geral da República, Eduardo Bolsonaro realizou ações políticas para pressionar o Supremo.
No STF, a fala de Rubio foi interpretada como um ataque à instituição como um todo. Os ministros, mais uma vez, mantiveram silêncio e decidiram confiar a defesa ao governo federal.

