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Brasil

Setor de apostas planeja protestos em jogos do Brasileirão

Reprodução/Transmissão

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), representantes do setor de apostas no Brasil, divulgaram um protesto conjunto durante os jogos entre São Paulo e Santos, na sexta-feira (2/10), e Atlético-MG e Bragantino, no sábado (3/10).

Empresas associadas às entidades vão exibir frases como “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas” em placas ao redor dos campos. As mensagens são contrárias à Medida Provisória (MP) 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, que proíbe apostas no país. A MP tem duração inicial de 60 dias e pode ser prorrogada automaticamente por mais 60 dias caso o Congresso não finalize a votação nesse período.

O documento, assinado pela ANJL, IBJR e operadoras previamente licenciadas, aponta que a proibição das apostas não elimina as apostas ilegais, mas sim acaba com a proteção para quem aposta. Desde a edição da MP, segundo as associações, o mercado ilegal de apostas cresceu no Brasil.

O manifesto alerta que o crescimento do mercado clandestino está associado à atuação do crime organizado, que realiza golpes digitais contra as pessoas mais vulneráveis. As associações defendem a legalização das apostas para proteger tanto os apostadores quanto a sociedade em geral.

Posição do governo

Em resposta, o governo federal informou que já derrubou 10 mil sites ilegais de apostas desde a proibição das apostas na última sexta-feira (25/9). O número total de sites ilegais identificados chega a aproximadamente 88 mil.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou que foram identificados e tirados do ar 78 mil sites até a sexta-feira passada, com mais 10 mil removidos em seguida. Ele também anunciou a criação de um departamento na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), que vai atuar na fiscalização das apostas, cambismo digital, combustíveis e outras áreas.

Além disso, uma coordenação geral na Polícia Federal (PF) será responsável por investigar lavagem de dinheiro relacionada às apostas.

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