SÃO PAULO, SP – Nesta quarta-feira (9), a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou dois projetos que reduzem a idade mínima para que mulheres possam fazer mamografia pelo SUS e planos de saúde. Os projetos de lei 3021/2024 e 499/2025 permitem que mulheres com histórico familiar de câncer de mama, colo do útero ou colorretal iniciem o exame a partir dos 30 anos, enquanto a faixa para o exame anual de rastreamento passa para 40 anos.
Atualmente, o SUS realiza mamografias para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. A mudança visa detectar o câncer mais cedo, aumentando as chances de cura, já que 25% das pacientes diagnosticadas possuem menos de 50 anos.
A Consultoria de Orçamentos do Senado calcula que o novo grupo etário para o exame exigirá cerca de R$ 100 milhões em 2026.
A relatora dos projetos, Damares Alves (Republicanos/DF), afirma que o custo é pequeno frente aos benefícios para a saúde pública: “Isso não vai falir a nação, vai salvar vidas e ajudar mulheres a se manterem saudáveis e produtivas”.
O Conselho Federal de Medicina apoia o início do exame a partir dos 40 anos, estimando que isso pode reduzir pela metade a mortalidade por câncer de mama.
Um dos projetos assegura mamografias para mulheres com mais de 30 anos que tenham parentes de até segundo grau com histórico de câncer.
A senadora Daniella Ribeiro (PP/PB) acrescentou a inclusão dos planos de saúde, que deverão oferecer mamografias sem limite de quantidade ou frequência para mulheres acima de 30 anos com histórico familiar ou mutação genética.
Em março, a Agência Nacional de Saúde Suplementar definiu que os planos devem rastrear câncer de mama para mulheres a partir dos 40 anos.
Os projetos foram aprovados na CAS e seguem para a Câmara, a menos que haja recurso para votação no Plenário do Senado.

