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Remédios feitos com plantas medicinais são distribuídos, de graça, em 22 Unidades Básicas de Saúde do DF

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Plantas medicinais podem ser receitadas para uso de pacientes no DF — Foto: Reprodução/RPC

Projeto ‘Farmácia Viva” existe desde 1989. Para ter acesso aos produtos, é preciso apresentar receita da prescrição feita por profissional de saúde; entenda.

Sabe aquelas famosas receitas de vó que usam plantas para fazer chás e xaropes que curam resfriados e dores na barriga? Essa técnica, que faz parte da memória afetiva de muitas pessoas, também está presente no Sistema Único de Saúde (SUS).

No Distrito Federal, desde 1989, o projeto “Farmácia Viva” produz remédios a partir de sete espécies de plantas medicinais cultivadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS). O material se transforma em chá, gel, xarope e tintura – que é a extração e conservação dos princípios ativos da planta com uso de álcool.

Esses medicamentos naturais são chamados de fitoterápicos e estão disponíveis, de graça, em 22 UBSs (veja lista ao final da reportagem) e na farmácia do Instituto de Saúde Mental. Para ter acesso aos produtos, é preciso apresentar uma receita, em duas vias, da prescrição feita por um profissional de saúde.

Farmácias Vivas da capital

Além dos medicamentos, o projeto produz material didático sobre o uso correto de plantas medicinais. A cada semestre, também são distribuídas mudas nas unidades básicas de saúde cadastradas.

Brasília tem duas ‘Farmácias Vivas’:

  1. No Riacho Fundo I
  2. Em Planaltina

Os locais são responsáveis pelo cultivo, colheita, manipulação e envio dos produtos para as outras UBSs – tudo seguindo os protocolos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nas “Farmácias Vivas”, plantas como o Guaco, também conhecido como Erva de Bruxa, viram xarope e tintura. O medicamento tem ação expectorante, que alivia a tosse, a rouquidão e outros sintomas comuns em gripes e resfriados.

Porém, o remédio precisa ter uma prescrição. “O uso de forma incorreta pode causar diarreia, vômitos e taquicardia”, explicam os médicos.

Remédios naturais produzidos pelas ‘Farmácias Vivas’ do DF:

  • Chá medicinal de guaco: expectorante
  • Tintura de boldo nacional: antidispéptico, ajuda na má digestão
  • Tintura de funcho: antiflatulento, antidispéptico e antiespasmódico
  • Gel de erva baleeira: anti-inflamatório em dores associadas a músculos e tendões
  • Gel de confrei: cicatrizante, funciona para equimoses, hematomas e contusões
  • Gel de babosa: cicatrizante
  • Gel de alecrim pimenta: antisséptico, antimicótico, escabicida

Saiba onde retirar o medicamento

  • UBS 1 da Candangolândia
  • UBS 1 da Estrutural
  • UBS 1 do Guará 1
  • UBS 3 do Guará 2
  • UBS 1 do Núcleo Bandeirante
  • UBS 1 do Riacho Fundo I
  • UBS 1 do Riacho Fundo II
  • UBS 3 do Riacho Fundo II
  • UBS 1 do Lago Norte
  • UBS 2 do Cruzeiro
  • UBS 2 do Gama
  • UBS 5 do Gama
  • UBS 2 do Recanto das Emas
  • UBS 4 do Recanto das Emas
  • UBS 2 de Samambaia
  • UBS 3 de Samambaia
  • UBS 4 de Samambaia
  • UBS 5 de Taguatinga
  • UBS 8 de Taguatinga
  • UBS 2 de Santa Maria
  • UBS 2 de São Sebastião
  • UBS 1 de Sobradinho II
  • Farmácia do Instituto de Saúde Mental

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Terceira saída de Águas Claras beneficiará 150 mil moradores

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Com investimento de R$ 14 milhões, obra vai gerar aproximadamente 300 empregos e atender uma antiga demanda dos moradores da região

“Fico feliz em ver uma cidade tão nova como Águas Claras recebendo essa quantidade de obras. Isso mostra o crescimento da cidade, das famílias”Governador Ibaneis Rocha

Sonhada há décadas pelos moradores, a terceira saída de Águas Claras começou a ser construída nesta quarta-feira (1º). A obra vai beneficiar 150 mil moradores e gerar 300 empregos, aliviando o trânsito na cidade e criando uma nova ligação entre a rua das Carnaúbas e a Estrada Parque Taguatinga (EPTG). A ordem de serviço para início dos trabalhos foi assinada pelo governador Ibaneis Rocha, em evento que ocorreu na própria cidade.

“Fico feliz em ver uma cidade tão nova como Águas Claras recebendo essa quantidade de obras”, declarou o governador. “Isso mostra o crescimento da cidade, das famílias. Está aí mais uma obra para colocarmos no nosso caderninho das 1.400 obras realizadas no DF. Divido essas 1.400 obras realizadas ou em andamento com a minha equipe”.

Ampliação das pistas de acesso levará mais fluidez ao trânsito da cidade | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Ibaneis Rocha definiu os gestores do governo atual como um time de soluções, lembrando que a construção dessa via era um pedido antigo que não havia sido atendido por outros governos.

Serão duas faixas de rolamento em cada sentido da pista e ciclovia ao longo de 1,8 km de via, além de uma ponte de 50 m de extensão. Com execução a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), os trabalhos começam pela topografia, marcação, terraplenagem e a construção da ponte.

Mais qualidade

O diretor-geral do DER, Fauzi Nacfur Júnior, lembra que Águas Claras foi projetada para ter prédios e construções de um tamanho e acabou tomando uma proporção maior, o que reforça ainda mais a necessidade de uma terceira saída. “[A cidade] foi prevista para ter prédios de seis a oito andares, e temos prédios aqui de até 30 andares”, explicou. “Com essa saída, vamos aumentar em 50% a viabilidade de entrada e saída da cidade. Será um grande alívio para Águas Claras, um ‘obrão’ para uma cidade grande que merece uma obra de qualidade”.

Para o administrador de Águas Claras, André Queiroz, o início das obras em dezembro é um presente de fim de ano e para a mobilidade da cidade. “Muda praticamente tudo em questão de mobilidade”, apontou. “Uma das grandes demandas da cidade é a mobilidade urbana. É uma cidade com densidade demográfica muito grande, e, com a terceira saída, tende a ter um fluxo melhorado”.

Autor da emenda parlamentar de R$ 6 milhões com recursos a serem empregados na obra, o deputado federal Luis Miranda elogiou o esforço do governo em tirar a terceira saída de Águas Claras do papel. “Parabenizo o governador Ibaneis Rocha por demonstrar que o importante para uma cidade é reformulá-la”, disse. “A população não para de crescer, de querer investir e crescer como pessoa, e a sua cidade tem que

 

Visita à Caesb

Após autorizar o início das obras da terceira saída de Águas Claras, o governador Ibaneis Rocha visitou a sede da Caesb, que fica na cidade. Ele conversou e tomou café da manhã com os funcionários, acompanhado pelo presidente da companhia, Pedro Cardoso.

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GDF lança campanha de conscientização sobre assédio no transporte coletivo

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Peças publicitárias aparecerão em painéis eletrônicos na Rodoviária do Plano Piloto, nas tevês de ônibus e nas mídias sociais da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob)

Imagem de divulgação com slogan da campanha lançada pela pasta – (crédito: Semob/Divulgação)

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) iniciou, nesta quarta-feira (1º/12), uma campanha contra o assédio e a importunação sexual no transporte público. A ação tem objetivo de conscientizar a população sobre esses crimes, além de como inibi-los.

Para vítimas ou testemunhas, há a recomendação de que procurem ajuda junto à Polícia Militar, pelo telefone 190, ou à Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Ligue 180. As peças publicitárias produzidas ficarão em painéis eletrônicos na Rodoviária do Plano Piloto, nas tevês de ônibus e nas mídias sociais da Semob.

A campanha tem como slogan a frase “Embarque com o respeito”. Nos casos de importunação ou assédio, os passageiros devem alertar motoristas e cobradores, bem como acionar unidades de atendimento especializado.

A ação coincide com o período da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, projeto internacional criado em 1991 pelo Instituto de Liderança Global das Mulheres. Com início em 25 de novembro, a campanha ocorre simultaneamente em cerca de 150 países, com objetivo de conscientizar diversos públicos sobre os tipos de agressão sofridos por elas.

Em 2018, a importunação sexual se tornou crime, classificado como delito contra a liberdade sexual pelo Código Penal, com pena prevista de um a cinco anos de prisão. No Distrito Federal, de janeiro a outubro deste ano, foram registradas 410 ocorrências desse tipo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). No mesmo período do ano passado, a quantidade  de registros foi igual a 338.

Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob)

 

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Casos de infecções sexualmente transmissíveis aumentam entre jovens do DF

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Os dados foram apresentados na pesquisa Panorama das notificações de infecções sexualmente transmissíveis entre jovens do DF, da Codeplan. Boletim avalia as ocorrências de HIV, Aids, hepatites virais, sífilis adquirida, sífilis congênita e sífilis da gestação

Dia Mundial de Luta contra a Aids. Em 2020, 690 moradores do DF receberam o diagnóstico positivos para infecção pelo HIV – (crédito: Getty Images)

A maior prevalência de infecção de HIV e Aids no Distrito Federal é entre jovens de 19 a 29 anos. Nos últimos anos, a número de novos casos de soropositivos e pessoas que desenvolveram a doença tem apresentado queda no DF, segundo dados apresentados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Em 2020, foram 690 ocorrências registrados na capital do país. No entanto, houve 96 óbitos. Em 2021, até novembro, a pasta listou 581 infecções pelo vírus e 76 mortes de pacientes com Aids. De 2016 a 2020, foram diagnosticados, em média, 701 ocorrências por ano e 306 novos casos de Aids. Já os óbitos,, a média nesses cinco anos foi de 105.

Em contrapartida, o número de casos de infecção pelo HIV aumentou entre jovens de 20 a 29. No estudo, foi observado um crescimento de 25,5%, em 2019, para 28,2%, em 2020. Entre os diagnósticos de Aids notificados no mesmo período, pessoas de 20 a 29 anos (26,2%) são maioria, seguidas pela população de de 30 a 39 anos (24,7%) e de 40 a 49 anos (26,1%).

A pesquisa “Panorama das notificações de infecções sexualmente transmissíveis entre jovens do DF”, feita pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), a pedido da Secretaria de Juventude do Distrito Federal (Sejuv), reúne dados sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST) entre jovens de 12 a 29 anos e revela a evolução de casos no Distrito Federal, colocando em alerta as autoridades de saúde.

A pesquisa fez uma análise do perfil sociodemográfico e epidemiológico das notificações de HIV, Aids, hepatites virais, sífilis adquirida, sífilis congênita e sífilis da gestação, entre 2007 e 2017. O estudo, dividido entre as faixas etárias de 12 a 18 anos, 19 a 24 anos e 25 a 29 anos, apontou que a maioria dos casos de HIV são entre os jovens de 19 a 24 anos, registrando 1.819 casos entre 2007 e 2017. Já no caso da Aids, a maior prevalência é entre jovens de 25 e 29 anos, com 2.155 casos da doença dentro do mesmo período.

Em relação a hepatites virais 39,4% dos casos são entre pessoas de 25 a 29 anos. Já a sífilis adquirida teve prevalência entre aqueles que tem de 19 a 24 anos (45,3%). Em gestantes, o número foi de 47,4% entre mulheres de 19 a 24 anos. A maior prevalência é de sífilis congênita entre bebês de mães de 19 a 24 anos (47,7%).

As regiões administrativas que apresentaram maior proporção de notificações de ISTs no período analisado foram a Cidade Estrutural e Sobradinho. A quantidade de notificações representa mais de 2% da população entre 12 e 29 anos em ambos os locais com alguma infecção sexualmente transmissível. As menores proporções de notificações ocorreram em Sobradinho II e Jardim Botânico (menor que 0,1% da população estudada).

De acordo com os dados apresentados, a maior parte das notificações refere-se a pessoas menos escolarizadas, indicando que a educação e a escola possuem papel significativo na disseminação da informação sobre infecções sexualmente transmissíveis e sobre a prevenção.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também foram apresentados pela Codeplan. Segundo as informações, aproximadamente um em cada três jovens escolares do 9º ano do DF iniciou a vida sexual, o que reforça a indicação por ações de educação sexual pelo poder público, pela sociedade e pela famílias.

Segundo a Secretaria de Saúde, os dados auxiliarão a pasta a desenvolver políticas para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e redução do aumento de casos entre jovens do Distrito Federal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Doentes crônicos têm tratamento especializado

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Unidade no Paranoá é referência no atendimento de diabéticos, hipertensos e pacientes com problemas cardiovasculares

Valneilde Carvalho Fontenele levou a filha de 10 anos até o ambulatório do HRL em um atendimento de rotina. A criança é acompanhada pelo Cadh há dois anos | Foto: Luiz Fernando Cândido/Região de Saúde Leste

 

O Distrito Federal conta com unidades especializadas no tratamento de doenças crônicas não transmissíveis na rede pública de saúde. Doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão são as mais recorrentes e os pacientes enfermos precisam de cuidados médicos constantemente.

O Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (Cadh), localizado no ambulatório do Hospital da Região Leste, no Paranoá, é uma das unidades de referência que atende adultos, crianças e adolescentes.

De junho até novembro deste ano, foram realizados 4.177 atendimentos pela equipe multidisciplinar do Centro de Atenção ao Hipertenso e Diabético

O morador do Paranoá Richard Saul, de 18 anos, recebe assistência na unidade já faz algum tempo. “Antes, a glicemia estava muito alta e eles ( os profissionais) me ajudaram a controlar tudo. Estão me ensinando agora a contagem de carboidrato, o que vai me ajudar”, diz. O paciente foi à unidade acompanhado da mãe e relata que já teve casos de diabetes na família.

Valneilde Carvalho Fontenele levou a filha de 10 anos até o ambulatório do HRL em um atendimento de rotina. A criança é acompanhada pelo Cadh há dois anos. “Aqui recebemos tratamento e somos bem atendidas e assistidas por todos. O Cadh é muito bom”, ressalta.

Atendimento

A endocrinologista pediatra da unidade, Emanuella Vital Campos Fernandes, detalha como é realizada a abordagem ao paciente. “Geralmente começa com a consulta. Em seguida, informamos detalhadamente o que é a doença, a sua fisiopatologia. Explicamos porque aconteceu, o seu tratamento e como vai ser a assistência”, explica.

De junho até novembro deste ano, foram realizados 4.177 atendimentos pela equipe multidisciplinar do Centro de Atenção ao Hipertenso e Diabético. Para ser atendido no local, é necessário procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. Havendo necessidade, o paciente é encaminhado ao ambulatório do HRL.

“Os usuários têm suas demandas de saúde mapeadas ou totalmente resolvidas dentro do serviço, por uma equipe multidisciplinar, até a estabilização clínica e compartilhamento do cuidado com a equipe da atenção primária correspondente à área”Mayara de Souza Correia Paixão, gerente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação da Dirase, Região de Saúde Leste

De modo geral, nas UBSs os pacientes são avaliados e direcionados aos serviços especializados da atenção secundária nos casos de alto ou muito alto risco. Além do Cadh, há serviços em outras regiões de saúde, como o Cedoh, na Asa Norte, o Cedhic, no Guará, e outros ambulatórios.

Esse atendimento acontece nos ambulatórios e policlínicas que funcionam em todas as regiões de saúde. Com o modelo de atendimento integrado, a expectativa é de maior adesão e continuidade no tratamento dos doentes crônicos e de acesso à rede de atenção especializada.

“Os usuários possuem suas demandas de saúde mapeadas ou totalmente resolvidas dentro do serviço, por uma equipe multidisciplinar, até a estabilização clínica e compartilhamento do cuidado com a equipe da atenção primária correspondente à área”, frisa a gerente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação da Diretoria de Atenção Secundária (Dirase), Região de Saúde Leste, Mayara de Souza Correia Paixão.

O morador do Paranoá Richard Saul, de 18 anos, recebe assistência na unidade já faz algum tempo. Ele teve casos de diabetes na família | Foto: Luiz Fernando Cândido/Região de Saúde Leste

Equipe multidisciplinar

O Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (Cadh) conta com uma equipe de atendimento multidisciplinar com endocrinologista, cardiologista, nutricionista, psicólogo, assistente social, oftalmologista, neurologista, enfermeiro e técnico de enfermagem.

O Cadh é um serviço ambulatorial que dispõe a Atenção à Saúde da Pessoa com Doenças Crônicas Não Transmissíveis: hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus. É um dos centros no DF que atendem ao público adulto e infantil.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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Hospitais públicos guardam ciência e pesquisa em bibliotecas próprias

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Acervo está disponível para servidores, residentes e estudantes de medicina e enfermagem. Hoje, DF conta com quatro unidades em funcionamento

Cada biblioteca tem um acervo especializado em uma área da saúde. No caso do Hmib, o conteúdo é focado em obras de pediatria, ginecologia e obstetrícia | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Quando os estudantes de enfermagem Ana Aparecida Santos, 23 anos, e Thyago Pereira Decena, 27 anos, que fazem estágio no Hospital Materno Infantil Dr. Antonio Lisboa (Hmib), na Asa Sul, têm dúvidas durante um atendimento, eles sabem exatamente onde buscar o conhecimento: na biblioteca localizada na unidade de saúde.

“É uma biblioteca bem completa. Quando estamos [atuando] na prática e fica uma dúvida, usamos a biblioteca para buscar as informações”, conta Ana Aparecida. O ato faz parte do período de “internato” (último ano do curso) dos estudantes, quando eles precisam entregar uma devolutiva sobre os atendimentos para serem avaliados.

Servidores da Secretaria de Saúde, residentes e alunos dos cursos de medicina e enfermagem da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde (Fepecs), da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), da Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb) e das entidades vinculadas têm acesso à informação especializada de saúde no acervo disponível nas bibliotecas mantidas em alguns hospitais da rede pública.

Estanis Martinele, bibliotecária do Hmib

A função é nutrir a categoria com bibliografia nacional e internacional em ciências da saúde. As bibliotecas disponibilizam aos usuários os serviços de empréstimo de publicações, computação bibliográfica, normalização de documentos e pesquisa em bases de dados, mediante a apresentação do crachá ou documento de identidade e comprovante de vínculo funcional.

De acordo com a Secretaria de Saúde, outros três hospitais, além do Hmib, contam com bibliotecas abertas para visitação. São eles: o Hospital Regional do Gama (HRG), o Hospital da Região Leste (HRL) e o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Conteúdo

Cada biblioteca tem um acervo especializado em uma área da saúde. No caso do Hmib, o conteúdo é focado em obras de pediatria, ginecologia e obstetrícia. “O objetivo da biblioteca é promover acesso à informação. Como o Hmib é especializado nessas três áreas, o nosso acervo tem livros com esse foco para ajudar os servidores e os estudantes”, explica a bibliotecária Estanis Martineli, que trabalha há dois anos na unidade.

Em média, o local no Hmib atende 240 pessoas por mês. Ao todo são cerca de 400 títulos disponíveis no local, mas o acervo sempre sofre alterações devido à possibilidade que as unidades têm de trocar entre si as obras, de acordo com a demanda dos usuários. Livros, artigos, trabalhos de conclusão de curso e CDs e DVDs integram a rede de bibliotecas da Secretaria de Saúde (SES). O conteúdo disponível pode ser conferido no site oficial (acesse aqui).

Além das publicações, o espaço tem três computadores com acesso à internet e uma sala reservada. O local é o preferido do estudante Thyago Pereira Decena para as discussões temáticas com os demais colegas de curso. “Eu gosto muito do espaço reservado, porque podemos debater em grupo. Também considero o acervo completo, com livros brasileiros e internacionais”, afirma Thyago.

Thyago Pereira Decena, estudante de enfermagem

Durante a pandemia, a bibliotecária Lucimar Menezes, também do Hmib, notou uma mudança no perfil de pesquisa dos usuários. “Tivemos mais demanda sobre bibliografias ligadas à covid-19. Recebemos pedidos de levantamento bibliográfico sobre o tema”, revela.

Uma das demandas foram estudos sobre o atendimento de pacientes com diabetes diagnosticados com coronavírus. “Essa foi uma novidade. Os staffs [compostos pelos médicos da SES que dão aula] nos procuraram mais nesse período de pandemia. O nosso público, em geral, são os estudantes”, completa Estanis.

A crise sanitária também mudou a rotina. Os usuários podem ficar mais tempo com os livros. Cada publicação passa por 40 dias de isolamento e higiene antes de retornar para as prateleiras. O limite de pessoas dentro dos espaços também sofreu mudanças para evitar aglomerações.

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Doentes crônicos têm tratamento especializado

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Unidade no Paranoá é referência no atendimento de diabéticos, hipertensos e pacientes com problemas cardiovasculares

O Distrito Federal conta com unidades especializadas no tratamento de doenças crônicas não transmissíveis na rede pública de saúde. Doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão são as mais recorrentes e os pacientes enfermos precisam de cuidados médicos constantemente.

O Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (Cadh), localizado no ambulatório do Hospital da Região Leste, no Paranoá, é uma das unidades de referência que atende adultos, crianças e adolescentes.

O morador do Paranoá Richard Saul, de 18 anos, recebe assistência na unidade já faz algum tempo. “Antes, a glicemia estava muito alta e eles ( os profissionais) me ajudaram a controlar tudo. Estão me ensinando agora a contagem de carboidrato, o que vai me ajudar”, diz. O paciente foi à unidade acompanhado da mãe e relata que já teve casos de diabetes na família.

Valneilde Carvalho Fontenele levou a filha de 10 anos até o ambulatório do HRL em um atendimento de rotina. A criança é acompanhada pelo Cadh há dois anos. “Aqui recebemos tratamento e somos bem atendidas e assistidas por todos. O Cadh é muito bom”, ressalta.

Atendimento

A endocrinologista pediatra da unidade, Emanuella Vital Campos Fernandes, detalha como é realizada a abordagem ao paciente. “Geralmente começa com a consulta. Em seguida, informamos detalhadamente o que é a doença, a sua fisiopatologia. Explicamos porque aconteceu, o seu tratamento e como vai ser a assistência”, explica.

De junho até novembro deste ano, foram realizados 4.177 atendimentos pela equipe multidisciplinar do Centro de Atenção ao Hipertenso e Diabético. Para ser atendido no local, é necessário procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. Havendo necessidade, o paciente é encaminhado ao ambulatório do HRL.

De modo geral, nas UBSs os pacientes são avaliados e direcionados aos serviços especializados da atenção secundária nos casos de alto ou muito alto risco. Além do Cadh, há serviços em outras regiões de saúde, como o Cedoh, na Asa Norte, o Cedhic, no Guará, e outros ambulatórios.

Esse atendimento acontece nos ambulatórios e policlínicas que funcionam em todas as regiões de saúde. Com o modelo de atendimento integrado, a expectativa é de maior adesão e continuidade no tratamento dos doentes crônicos e de acesso à rede de atenção especializada.

“Os usuários possuem suas demandas de saúde mapeadas ou totalmente resolvidas dentro do serviço, por uma equipe multidisciplinar, até a estabilização clínica e compartilhamento do cuidado com a equipe da atenção primária correspondente à área”, frisa a gerente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação da Diretoria de Atenção Secundária (Dirase), Região de Saúde Leste, Mayara de Souza Correia Paixão.

O morador do Paranoá Richard Saul, de 18 anos, recebe assistência na unidade já faz algum tempo. Ele teve casos de diabetes na família | Foto: Luiz Fernando Cândido/Região de Saúde Leste

Equipe multidisciplinar

O Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (Cadh) conta com uma equipe de atendimento multidisciplinar com endocrinologista, cardiologista, nutricionista, psicólogo, assistente social, oftalmologista, neurologista, enfermeiro e técnico de enfermagem.

O Cadh é um serviço ambulatorial que dispõe a Atenção à Saúde da Pessoa com Doenças Crônicas Não Transmissíveis: hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus. É um dos centros no DF que atendem ao público adulto e infantil.

 

 

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