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Quase 50 municípios de Goiás enfrentam risco de desabastecimento de água

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Entre eles, há oito vizinhos do DF e três que são destinos muito procurados por turistas brasilienses

Gado magro em pasto seco e queimado, durante período de estiagem em Alto Paraíso: município da Chapada dos Veadeiros é um dos que correm risco de ficar sem água este ano (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

 

Um ano após o fim da maior crise hídrica da história do Distrito Federal, municípios do Entorno enfrentam risco de desabastecimento de água. O alerta foi emitido pela Companhia Saneamento de Goiás (Saneago). O órgão elaborou uma lista das 46 cidades ameaçadas e apresentou ações para manter a regularidade do serviço. Entre elas, oito são vizinhas de Brasília e três, destinos muito procurados por turistas brasilienses em feriados e fins de semana.
O risco de desabastecimento tem relação com a redução do nível de capacidade dos mananciais e do período da estiagem. Para evitar impacto, o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (CAO) do Ministério Público de Goiás (MPGO) enviou um ofício aos promotores das cidades pedindo que eles acompanhem e investiguem o caso.
Coordenador do CAO, o promotor Delson Leone Júnior cobra medidas de segurança, de emergência e de contingência por parte dos municípios, inclusive quanto a eventual racionamento. “O escopo da nossa ação foi levantar essas informações junto à Saneago e alertar os promotores para um cenário de desabastecimento. Sugerimos algumas providências, além de contar com a consciência da população para buscar alternativas”, contou Delson Júnior, em entrevista ao Correio.
O promotor aponta três medidas como urgentes: conscientizar a população para o uso racional da água, fiscalizar os mananciais para combater os usos irregulares e começar um processo de recuperação das bacias. “Temos recursos hídricos bastante degradados e isso impacta na qualidade e na quantidade de água. Fizemos sugestões para minimizar os impactos, e a expectativa é para que isso aconteça”, destacou Delson Júnior.
O promotor também alertou que o crescimento desordenado do Entorno aumenta a demanda por água e ultrapassa a disponibilidade. “Não se fala ainda em crise hídrica, mas de uma melhor gestão do recurso, em especial nesses municípios, cujos mananciais estão com redução da vazão. Existem medidas sendo adotadas, inclusive com apoio do Ministério Público, e verificaremos se elas serão suficientes ou não com o passar dos dias.”

Histórico de redução

Para elaborar a lista das cidades com risco de desabastecimento, a Saneago considerou o histórico do baixo nível dos mananciais. Mas só há monitoramento digital disponível para ser acessado pela população do manancial da Região Metropolitana de Goiânia. As outras bacias, principalmente as do Entorno, não têm dados on-line.
Diretor de Produção da Saneago, Wanir José de Medeiros Júnior garantiu providenciar a disponibilidade dos dados. “Desde 2015 os mananciais apresentam redução da vazão e temos feito ações para minimizar a escassez hídrica”, confirmou. O governo estadual tem investido em campanhas educativas e começou a fazer perfurações e interligação de poços artesianos, além de abastecer asilos, unidades de saúde e escolas com caminhão pipa e investir em melhorias nas estações de tratamento, segundo a Saneago.
“Assim como no Distrito Federal, em 2017 tivemos uma crise difícil com redução das vazões dos mananciais. Em 2018, essa situação foi minimizada e não houve problema de desabastecimento, mas, desta vez, o relatório demonstra risco com relação ao recurso hídrico”, reforçou Wanir Júnior.
Segundo o diretor de Produção da Saneago, servidores atuam para não haver racionamento nem rodízio de água. “Essa possibilidade sempre existe, mas, pela nossa expectativa, não deve acontecer. A probabilidade seria fazer uma manobra no sistema para reduzir a pressão (da água), o que não deve ocorrer por causa do histórico de 2018 e pelo índice pluviométrico”, explicou.
Entre as cidades do Entorno, o Novo Gama conta com apoio de abastecimento da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). “Quando necessário, importamos água da adutora da Caesb que fica na região, mas revertemos a perda de água e reduzimos o volume importado. Com essa diminuição no prejuízo, praticamente não estamos mais contando com o recurso do Distrito Federal”, disse Wanir.
“Não se fala ainda em crise hídrica, mas de uma melhor gestão do recurso, em especial nesses municípios, cujos mananciais estão com redução da vazão. Existem medidas sendo adotadas, inclusive com apoio do Ministério Público, e verificaremos se elas serão suficientes ou não com o passar dos dias”, Delson Leone Júnior, promotor de Justiça.

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Motorista é baleado, bate em poste e morre no DF

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Crime ocorreu na noite desta quarta-feira (16), em Taguatinga. Carro da vítima foi atingido por três disparos; polícia investiga.

Vítima de arma de fogo é morto dentro de carro em Taguatinga, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Um homem de 37 anos foi morto na noite desta quarta-feira (16), em Taguatinga, no Distrito Federal. Clebson Nunes dos Santos foi atingido no peito enquanto dirigia. Ele perdeu o controle do veículo, bateu em um poste de energia e morreu no local.

O veículo que ele estava ficou com três marcas de tiro. O crime ocorreu na CSG 14, em frente a uma fábrica de alimentos. A 20ª delegacia, em Taguatinga, investiga o caso.

Clebson Nunes dos Santos, de 37 anos, foi morto com um tiro no peito, em Taguatinga (DF)  — Foto: Arquivo pessoal

Clebson Nunes dos Santos, de 37 anos, foi morto com um tiro no peito, em Taguatinga (DF) — Foto: Arquivo pessoal

Testemunhas contaram à polícia que uma pessoa que estava em um carro branco atirou e fugiu. A Polícia Civil busca por pistas e imagens de câmeras de segurança que levem à identificação do suspeito.

A vítima não tinha passagem pela polícia. Uma das linhas de investigação é de que Cleberson tenha sido vítima de tentativa de roubo. O caso, no entanto, foi registrado como homicídio.

Violência

A quadra CSG 14, próxima ao Pistão Sul, é conhecida pelos pontos de prostituição e de tráfico de drogas. A região fica entre fábricas e moteis.

Em agosto, dois homens agrediram duas travestis no mesmo local. A agressão foi durante o dia. Uma das vítimas ficou caída na grama. Os agressores fugiram.

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Por mês, 2 mil motoristas são flagrados dirigindo alcoolizados no DF

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Apesar da Lei Seca, que reduziu sensivelmente as mortes nas vias do DF, por dia, cerca de 60 condutores são flagrados sob efeito de álcool. De acordo com o Detran, entre janeiro e setembro de 2019, 17.518 motoristas foram autuados

Nos fins de semana, o Detran intensifica as operações para flagrar motoristas que tenham ingerido bebida alcoólica
(foto: Monique Renne/CB/D.A Press)

Por dia, mais de 60 brasilienses são flagrados ao volante sob efeito de álcool. Dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) mostram que ocorreram 17.518 autuações dessa natureza entre janeiro e setembro deste ano. Isso significa que quase 2 mil condutores são multados mensalmente por alcoolemia na capital. No domingo, agentes do órgão e policiais militares montaram uma blitz em Taguatinga e autuaram 41 condutores em apenas duas horas.
Em todo ano de 2018, o Detran registrou 21.469 infrações relativas à alcoolemia, uma média de aproximadamente 1,7 mil infrações mensais — ou seja, as pessoas continuam bebendo e dirigindo, assumindo riscos que podem provocar tragédias. Para o especialista em engenharia de transporte da Universidade de Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales Taco, os mecanismos que existem hoje para coibir esse tipo de direção perigosa, como a Lei Seca, são frágeis. “As pessoas ainda não compreendem as próprias responsabilidades. E isso não se resolver sozinho. Podemos fazer blitz em alguns lugares da cidade, mas essas infrações ainda vão continuar acontecendo”, destaca o professor.
O estudioso ressalta que há uma sensação de impunidade por parte dos motoristas brasilienses e que o quadro precisa ser mudado com campanhas educativas e mudança de cultura. “Vivemos uma grande vulnerabilidade. A população de Brasília é muito jovem e precisa ser alertada sobre as consequências de se dirigir sob efeito do álcool”, comenta. De acordo com ele, deve ser ensinado ainda na infância, dentro dos núcleos familiares, como a prática é perigosa. “Tanto as vítimas quanto os motoristas são afetados quando acontece um acidente”, alerta.
Gonzales Taco aponta que outro aspecto que deve ser observado pelos órgãos de trânsito é a corresponsabilidade dos bares e restaurantes com relação à bebida. “Poderia ser pensado algum tipo de programa, uma mobilização condicional, para que os estabelecimentos ofereçam serviços em que as pessoas não precisem usar o veículo”, explica. De acordo com o estudioso, sindicatos e federações à frente desse tipo de comércio poderiam agir junto aos órgãos de trânsito e entidades ligadas ao transporte para investir nesse tipo de atendimento, evitando infrações de alcoolemia.

Mortes

De janeiro a junho deste ano, 147 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Distrito Federal, segundo levantamento do Detran. Do total de vítimas, 67 (46%) apresentaram resultado positivo para uso de substâncias entorpecentes. Ao todo, 30 consumiram álcool, 22 drogas e 15 ambas as substâncias.
No ano passado, o número de pessoas mortas no trânsito da capital atingiu 280. Ao todo, 139 haviam ingerido algum entorpecente A análise constatou uso de álcool em 53 casos, de drogas em 49 e de ambas as substâncias em 37. A estatística do órgão ainda apontou que, das vítimas mortas, 13 eram pedestres, 34 condutores, nove motociclistas, três ciclistas e um passageiro.
Para o diretor de policiamento e fiscalização de trânsito do Detran, Francisco Saraiva, a atuação dos órgãos se intensificou, afetando as estatísticas. “Hoje, temos um serviço de inteligência, que observa dados estatísticos nos locais típicos de cometimento de infrações. A partir disso, podemos agir para inibir as práticas irregulares”, explica. De acordo com ele, falta efetivo para cobrir simultaneamente diversos pontos da capital, porém, a resposta em ações pontuais se mostra positiva.
“Sempre estamos presentes em grandes eventos. As pessoas que chegam, observam uma equipe de agentes e se sentem inibidas. Quanto mais fiscalização, menos infrações teremos”, reforça. De acordo com ele, durante os fins de semana, entre 14h e 20h, são os horários em que há mais incidência de alcoolemia. Sobre a Lei Seca, Saraiva ressalta que a medida foi de suma importância para reduzir as mortes.

Consciência

O medo de provocar acidentes e de colocar a própria vida e a dos outros em risco, coloca a maioria dos brasilienses em alerta. O auxiliar administrativo Ygor Henrique Santos dos Reis, 23 anos, costuma sair para a balada, principalmente aos fins de semana. Morador de Ceilândia, ele vai a festas e bares no Plano Piloto. “Tenho carro, mas deixo em casa quando vou beber. Uso outras formas para ir embora, como motorista de transporte por aplicativo ou carona”, relata.
Para não dirigir sob efeito de álcool, Ygor e a namorada, a professora Lorena Farias Torres, 27, revezam o volante nas saídas. “Um bebe e o outro dirige. Porém, quando nós dois queremos curtir, a gente não sai de carro”, ressalta. De acordo com o auxiliar administrativo, o problema não é a multa elevada, mas sim as consequências. “Compensa mais pagar um transporte de aplicativo, por exemplo, do que correr o risco de morrer ou tirar a vida de alguém”, afirma.
Na tarde desta quarta-feira (16/10), a estudante Dayanna Santos, 23, foi encontrar o pai, o supervisor comercial Jadir José Ferreira, 44, em um bar da Asa Sul. Como ambos estavam dirigindo, deixaram a bebida de lado. “Hoje em dia, é inviável beber e dirigir. Moro na Asa Sul e quando saio para um lugar onde vou beber um chope, vou e volto com motoristas particulares”, reforça Jadir. De acordo com ele, a fiscalização e os riscos são suficientes para inibir a prática irregular.
Frequentadora de festas e de bares no Plano Piloto, Dayanna também opta por motoristas de transporte por aplicativos para sair de casa. “Uma vez estava dirigindo e um motociclista bêbado sofreu um acidente na minha frente. Só isso já serviu como aviso”, lembra. A estudante destaca que os motoristas devem ter consciência ao sair de casa e não ingerir álcool. “É uma irresponsabilidade”, comenta.

Flagrados

A operação, batizada de Último Gole, aconteceu próximo a um pesque-pague de Taguatinga. Durante a ação dos agentes de trânsito, 11 condutores foram flagrados inabilitados e 18 veículos precisaram ser recolhidos ao depósito do Detran. Além disso, um carro que furou a blitz teria sido roubado ou furtado e foi recuperado pelos policiais. Ao todo, 45 profissionais, 19 veículos, uma aeronave e cinco guinchos do órgão participaram da operação.

O que diz a lei

» O Código de Trânsito Brasileiro prevê que dirigir sob influência de álcool é considerado infração gravíssima. Quem for pego com níveis acima de 0,3 mg/litro pode ser preso, ter o veículo retido e a Carteira Nacional de Habilitação suspensa por um ano. A multa para os motoristas que cometerem a infração é de R$ 2.934,70. Em caso de reincidência em até 12 meses, a multa é dobrada e alcança o valor de R$ 5.869,40. Em 2019, a Lei nº 11.705, conhecida como Lei Seca, completou 11 anos.

Autuações por alcoolemia

2018: 21.469
2019: 17.518*
* Os dados de 2019 são de janeiro a setembro.

Mortes no trânsito

2018: 280
2019: 147*
* Os dados de 2019 são de janeiro a junho.

Mortes no trânsito com uso de substâncias entorpecentes

2018: 139
2019: 67*
*As informações de 2019 são de janeiro a junho.
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MPDFT e Polícia Civil fazem operação conjunta e cumprem 101 mandados

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Foram expedidos 41 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão para desarticular associações criminosas do tráfico de drogas. Operação é considerada a maior do ano no DF

Mandados podem gerar novas provas e outros desdobramentos da operação
(foto: PCDF/Divulgação)

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil deflagraram uma operação conjunta na manhã desta quinta-feira (17/10). A ação colocou nas ruas uma força-tarefa para combater o tráfico de drogas e foi considerada pelo MP a maior do ano no DF. Ao todo, foram cumpridos 101 mandados.
A Justiça expediu 41 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar associações criminosas na capital. Desde a manhã, a Operação Efeito Dominó mobiliza 400 policiais civis, cães farejadores e helicópteros.
“As investigações tiveram início em março de 2019, quando dois homens foram presos e tiveram os celulares apreendidos. A análise dos aparelhos demonstrou uma atividade de comércio de entorpecentes complexa e organizada, com fornecedores, atacadistas e varejistas, uma atuação em rede”, informou o MP, em nota oficial.
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