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Quase 5 meses após megaoperação na Cracolândia, unidades de atendimento para usuários estão fechadas

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Locais foram inaugurados como pilares da política de tratamento de drogas da Prefeitura. Entre justificativas estão a construção de prédios habitacionais e danos no telhado de uma unidade após forte chuva.

Tenda do projeto Redenção, quando foi inaugurada, e, quase cinco meses depois, um terreno baldio (Foto: Paulo Toledo Piza e Paula Paiva Paulo/G1)

Tenda do projeto Redenção, quando foi inaugurada, e, quase cinco meses depois, um terreno baldio (Foto: Paulo Toledo Piza e Paula Paiva Paulo/G1)

Quase cinco meses após a Prefeitura e o governo do estado realizarem uma megaoperação na Cracolândia, parte das unidades de atendimento aos usuários de drogas mantidas pelo município no local estão fechadas ou operando parcialmente.

Algumas foram inauguradas como pilares da política de tratamento de drogas da gestão do prefeito João Doria (PSDB) -que, na ocasião da operação, afirmou que a Cracolândia tinha acabado. Entre elas estão as unidades do Atende (Atendimento Diário Emergencial) e a tenda do Redenção, na Rua Helvétia, responsável pela recepção e triagem de dependentes para internação.

Entre as justificativas para o fechamento estão a necessidade de construir prédios habitacionais e danos no telhado de uma unidade após forte chuva.

A poucos metros do fluxo (como é chamada a principal concentração de usuários, localizada na Alameda Cleveland com a Rua Helvétia), as unidades de atendimento mais próximas dos dependentes estão fechadas. A Prefeitura de São Paulo diz que o terreno pertence à Parceria Público Privada (PPP) de Habitação e que “serviços estão temporariamente suspensos”.

Também na Rua Helvétia, a tenda do projeto Recomeço, da gestão Geraldo Alckmin, do governo do estado, está fechada com um tapume. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, “houve redução na demanda da tenda, o que evidencia a reorganização dos fluxos”. “Comparando-se o balanço de atendimentos de maio e setembro, houve uma queda de 30% no mês passado – de 953 para 642 triagens na tenda”, diz a nota (leia mais abaixo).

Tenda do projeto Recomeço, do governo do estado, está fechada com tapume. Local foi inaugurado em 2014 (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Tenda do projeto Recomeço, do governo do estado, está fechada com tapume. Local foi inaugurado em 2014 (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

O fechamento destes locais mudou a cara da região, onde antes se via a presença maior de profissionais da saúde e da assistência social.

Pequenos grupos de usuários também passaram a se concentrar no entorno, como na Rua Barão de Piracicaba e na Avenida Júlio Prestes.

Após a intensificação das revistas pessoais e das operações rotineiras de limpeza, feitas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) com apoio da Polícia Militar, funcionários da assistência social relatam uma maior dificuldade ao abordar os usuários, que estão mais arredios.

Na manhã desta terça-feira (10), a reportagem do G1 flagrou um conflito entre usuários e a Polícia Militar após a operação de limpeza. Bombas de gás foram lançadas contra usuários, que, na fuga, roubaram pedestres que estavam na Praça Júlio Prestes.

Procurada, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) disse que duas pessoas foram presas em flagrante. “Um homem foi detido com drogas na Alameda Barão de Piracicaba, após a PM ser chamada para prestar apoio durante um confronto entre Guardas Municipais e usuários. Foi necessário uso moderado da força para conter o tumulto. Ninguém ficou ferido,” diz a nota. A PM disse ainda que uma mulher também foi presa na praça por suspeita de tráfico e encaminhada ao Denarc.

A Secretaria de Segurança Urbana, pasta vinculada à Prefeitura e responsável pela GCM, disse que durante a ação desta terça não houve registro de confronto envolvendo guardas e usuários.

Atende 2, serviço mais próximo ao atual fluxo de usuários, está fechado (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Atende 2, serviço mais próximo ao atual fluxo de usuários, está fechado (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Veja a situação de cada equipamento de assistência social da Cracolândia:

– ATENDE 1:

Com as chuvas da semana passada, o local teve a cobertura danificada após uma ventania e o espaço de convivência foi interditado. A entrega de almoço e o pernoite funcionam normalmente.

O Atende 1 foi a primeira unidade de Atendimento Diário Emergencial a ser inaugurado, no dia 9 de junho, no estacionamento da sede da Guarda Civil Metropolitana, na Rua General Couto de Magalhães.

Estrutura foi danificada após chuvas da semana passada. Pernoite e almoço funcionam normalmente (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Estrutura foi danificada após chuvas da semana passada. Pernoite e almoço funcionam normalmente (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

– ATENDE 2:

Serviço que funcionava mais próximo ao atual fluxo de usuários, na Rua Helvétia, está fechado. A prefeitura disse que o local foi fechado porque o terreno pertence à Parceria Público Privada (PPP) de Habitação e o equipamento “está sendo realocado” e os “serviços estão temporariamente suspensos para reforma da estrutura, que será reaberto nos próximos dias”. No entanto, não detalha o dia nem onde será o novo Atende 2.

Segundo relatos de funcionários, o equipamento está fechado há pelo menos duas semanas após o roubo de fiações e canos. A prefeitura não confirma o roubo.

O local foi inaugurado no dia 29 de junho. O espaço era equipado com 68 jogos de beliches e quatro camas de solteiro. Havia oito banheiros, divididos em masculinos e femininos e duas baterias de chuveiros elétricos, também divididos por gênero, no total de 20 cabines para banho. Eram servidas 500 refeições diariamente: 200 cafés da manhã, 100 almoços e 200 jantares.

– ATENDE 3:

O último a ser inaugurado, dia 13 de julho, na Rua General Rondon, é o único que funciona normalmente. Foi aberto após a prefeitura se comprometer com os moradores da região de que a duração neste endereço seria de no máximo de 120 dias.

– CAPS Redenção:

A tenda do projeto Redenção foi um dos primeiros equipamentos de saúde a ser instalado após a megaoperação policial na Cracolândia. Inaugurada dia 26 de maio, a tenda abrigava o contêiner intitulado de “Unidade Avançada” CAPSADIII, um Centro de Atenção Psicossocial, com a promessa de receber os usuários que queriam voluntariamente se internar. A estrutura contava com uma equipe multidisciplinar, com dois psiquiatras de plantão 24 horas.

Caps funcionava com uma equipe multidisciplinar, com dois psiquiatras de plantão 24 horas (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Caps funcionava com uma equipe multidisciplinar, com dois psiquiatras de plantão 24 horas (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Agora, o local abriga um terreno baldio e sujo. A prefeitura disse que o atendimento do CAPS passou a funcionar em frente ao local anterior, “sem prejuízo dos atendimentos”, no espaço que antes funcionava o programa Braços Abertos, da gestão Hadad. A prefeitura disse ainda que a tenda foi desmontada porque também pertencia ao terreno da PPP de Habitação.

Terreno onde ficava tenda do Redenção agora está vazio e sujo (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Terreno onde ficava tenda do Redenção agora está vazio e sujo (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Prefeitura disse que CAPS passou a funcionar, 'sem prejuízo dos atendimentos', em antiga tenda do programa Braços Abertos (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Prefeitura disse que CAPS passou a funcionar, ‘sem prejuízo dos atendimentos’, em antiga tenda do programa Braços Abertos (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

– Projeto Recomeço:

A tenda do projeto Recomeço foi fechada, segundo funcionários que preferem não se identificar, após ação da GCM no local, no dia 28 de setembro. Segundo relatos dos profissionais, usuários invadiram a tenda para se abrigar da ação da polícia, e guardas-civis lançaram bombas de gás no local, com os profissionais de saúde dentro.

A Secretaria Estadual da Saúde não confirma e disse que a tenda “foi implantada como estrutura temporária para dar suporte ao Cratod e à Unidade Recomeço, durante a implantação desta última”. Informou ainda que “houve redução na demanda da tenda, o que evidencia a reorganização dos fluxos”.

O serviço de atendimento do Recomeço está sendo realizado no prédio do projeto, ao lado da tenda fechada com tapume.

– Centro Emergencial Prates:

À época da megaoperação, o Centro Emergencial Prates foi um dos escolhidos para receber os acolhidos da região da Cracolândia. Vans levavam ao menos duas vezes ao dia, da tenda na Rua Helvétia para o Centro emergencial, usuários que buscavam almoço ou pernoite. Em uma ocasião, a comida estava estragada.

O Centro Emergencial oferecia 300 vagas extras, além das 300 fixas. A Prefeitura informou que as vagas extras foram abertas para a Operação Baixas Temperaturas e “funcionou durante a vigência do plano – 17 de maio a 17 de setembro”.

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Brasil tem 809 mortes por covid-19 em 24h; total passa de 138 mil

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De acordo com dados do consórcio de imprensa, o país tem 4.595.335 casos confirmados da doença, sendo mais de 35 mil registrados no período de um dia

(Mauricio Bazilio/Getty Images)

O Brasil tem 138.159 óbitos e 4.595.335 casos confirmados de covid-19, segundo levantamento dos veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgado nesta terça-feira, 22.

O balanço, atualizado às 20 horas, mostra que no período de um dia foram registradas 809 vítimas e 35.252 testes reagentes para o coronavírus.

Os dados são compilados pelo consórcio de imprensa que reúne UOL, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra.

A média móvel, que contabiliza o número de óbitos da última semana, é de 707, um aumento de 4% em relação a 14 dias atrás.

Relaxamento da quarentena motiva aumento de mortes em SP

A flexibilização da quarentena teve efeito direto na interrupção do cenário de queda de mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo, mas há outros fatores que influenciam no aumento das mortes, afirma Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.

“Essa queda se deu em um mês que teve cinco semanas seguidas de um feriado. Com esse excesso de fins de semana (em que geralmente o número de casos e óbitos é menor), o número diminui. É um retorno ao patamar em que se encontrava”, afirma.

De acordo com dados apurados pelo Estadão, a média diária de mortes na última semana epidemiológica no estado de São Paulo, encerrada no dia 19, foi de 194, alta de 8% em relação à semana anterior. No entanto, na comparação com os últimos 14 dias, ainda há ligeira queda, de 1%.

Nas últimas semanas, o governo do estado vinha divulgando os dados e o cenário mostrava uma redução ao longo do tempo na média diária de mortes nas semanas epidemiológicas: 252 óbitos na semana 33, depois 230 (semana 34), 222 (semana 35), 196 (semana 36) e 179 (semana 37).

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São Silvestre é adiada pela primeira vez em 95 anos de provas; corrida deve acontecer em julho de 2021

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Por conta da pandemia do coronavírus, organizadores decidiram realizar duas edições do evento apenas em 2021.

Participantes da corrida de São Silvestre, na Avenida Paulista, em foto de 2017 — Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

Os organizadores da corrida internacional de São Silvestre decidiram nesta terça-feira (22) adiar o evento para 11 de julho de 2021 por conta da pandemia do coronavírus. Este é o primeiro ano em que a prova não acontecerá desde que o evento foi criado, em 1925. Tradicionalmente, a corrida acontece na cidade de São Paulo todo dia 31 de dezembro e reúne milhares de corredores profissionais e amadores.

“A decisão pela transferência leva em consideração a instabilidade do cenário atual, onde os decretos de quarentena estão sendo postergados, não havendo ainda uma definição de retorno das corridas de rua deste porte até o mês de dezembro”, disse a comissão em nota.

Com a decisão, a previsão é que o ano de 2021 conte com duas edições do evento: uma no dia 11 de julho e outra na tradicional data de 31 de dezembro.

Em julho, a Prefeitura de São Paulo já havia anunciado o cancelamento em 2020 de grandes eventos que reúnem multidões como a Parada LGBT e a Marcha para Jesus, além do adiamento da data do carnaval por conta da pandemia. A gestão municipal, no entanto, ainda não havia anunciado a definição sobre a São Silvestre, pois aguardava posicionamento dos organizadores.

De acordo com a comissão da corrida, a decisão desta terça-feira foi tomada com aprovação da Secretaria Municipal da Casa Civil.

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Chuva forte no RJ causa alagamentos e transtornos; sirenes são acionadas e ruas da capital são interditadas

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Só no Rio, choveu mais nas últimas 24 horas do que o previsto para setembro. Cidade está em estágio de atenção desde as 8h15 desta terça (22). Várias ruas estão alagadas e houve interrupção nos transportes. Tetos de unidades de saúde caíram.

Árvore cai na Rua Jardim Botânico — Foto: Reprodução

A chuva no Rio causa transtornos para moradores da Região Metropolitana.

Chove forte desde a madrugada desta terça-feira (22) em vários pontos da capital, Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense. Desde 8h15, o município do Rio está em estágio de atenção devido ao temporal.

No início da tarde, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que só na capital, já choveu mais nas últimas 24 horas do que o esperado para todo o mês.

Alto da Boa Vista foi fechado por volta das 14h após atingir 265,0mm, o equivalente a 178% a mais de chuva em relação à média histórica para setembro (148,3 mm), de acordo com o Centro de Operações.

Na Zona Oeste, na Grota Funda, a média histórica é de 107,3mm e, nas últimas 24 horas, já choveu 188,4mm.

Um dos núcleos de chuva está estacionado na altura do Maciço da Tijuca,, região do Alto e da Zona Sul.

No final da tarde, por volta das 17h30, o sistema Alerta Rio da prefeitura informou que a chuva perdia força na região e a previsão era de chuva fraca a moderada nas próximas horas..

Seis ruas e avenidas tinham bloqueio total ao trânsito. Por volta das 16h, a queda de uma árvore interditou nos dois sentidos a Rua Jardim Botânico, uma das principais ruas da Zona Sul da cidade. Bombeiros trabalhavam no local para fazer a liberação do trânsito.

Confira quais são as outras interdições mais abaixo na reportagem.

As sirenes de alerta de 17 comunidades foram acionadas. O teto de três unidades de saúde caíram com a intensidade da chuva.

Desde as 10h30, os aeroportos Santos Dumont, no Centro, e o Internacional do Galeão, na Zona Norte, operam com a ajuda de instrumentos.

Por volta do mesmo horário, um trecho do corredor Transoeste do BRT foi fechado.

Também chove forte em outras regiões do estado do Rio. Na Região dos Lagos, foram registrados alagamentos e famílias estão desalojadas. Veja mais informações abaixo na reportagem.

Sirenes acionadas

A Defesa Civil municipal informou que, até as 15h50, foram acionadas as sirenes nas seguintes comunidades:

  • – Rocinha (7 sirenes) – 08:10;
  • – Formiga (3 sirenes) – 10:40;
  • – Sitio Pai João (1 sirene) – 10:53;
  • – Guararapes (1 sirene) – 11:48;
  • – Salgueiro (2 sirenes) – 12:49;
  • – Sumaré (2 sirenes) – 12:49;
  • – Borel (4 sirenes) – 13:56;
  • – Santa Marta (2 sirenes) – 13:57;
  • – Ladeira dos Tabajaras (1 sirene) – 14:10;
  • – Cabritos (2 sirenes) – 14:10;
  • – Escondidinho (1 sirene) – 14:10;
  • – Prazeres (1 sirene) – 14:10;
  • – Vila Elza (1 sirene) – 14:10;
  • – Babilônia (1 sirene) – 14:51.
  • – Chapéu Mangueira (2 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;
  • – Cantagalo (2 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;
  • – Pavão-Pavãozinho (3 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;

O Sistema de Alerta e Alarme Comunitário para Chuvas Fortes da Prefeitura do Rio monitora, ao todo, 103 comunidades de alto risco geológico, acionando as sirenes em caso de atingimento dos índices pluviométricos necessários para a desocupação preventiva.

Às 14h40, várias vias tinham grande acúmulo de água. Pelo menos 6 estavam interditadas.

  • Alto da Boa Vista (alagamento);
  • Rua Jardim Botânico (alagamento);
  • Rua do Catete (alagamento);
  • Av. Borges de Medeiros (alagamento);
  • Av. Mem de Sá; (queda de árvore);
  • Estrada da Gávea Pequena (deslizamento de terra).

Na Avenida Armando Lombardi, na Zona Oeste, a pista sentido Zona Sul ficou alagada. Motoristas encontravam dificuldade para passar pela Rua Paulo Mazzucchelli. A calçada foi completamente oculta pela água. Confira abaixo outras interdições.

Alagamentos e interdições

No Rio, várias alagamentos foram registrados e em alguns bairros, as ruas foram interditadas e isso torna o trânsito difícil. Às 13h, várias vias tinham grande acúmulo de água. Pelo menos 4 estavam interditadas. Confira abaixo os principais pontos:

Zona Oeste

  • Av. Ministro Ivan Lins, altura do Hotel IBIS, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. Ministro Ivan Lins, altura da Praça Euvaldo Lodi, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. Armando Lombardi, altura do Barra Point, na Barra da Tijuca, sentido Recreio
  • Av. Armando Lombardi, altura da R. Aldo Bonadei, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. das Américas, altura do Downtown, na Barra da Tijuca, sentido S. Conrado (pista central)
  • Av. das Américas, altura do Barra Garden, na Barra da Tijuca, Sent. S. Conrado (pista lateral)
  • Estrada da Barra da Tijuca, nº1.020, no Itanhangá, sentido Alto
  • Estrada da Pedra, em Guaratiba, próximo do número 5.000
  • Estrada dos Bandeirantes, em Varges Grande
  • Estrada do Catonho, nº 17, sentido Sulacap
  • Av. Lúcio Costa, altura da Ponte Lúcio Costa

Zona Sul

  • Av. Epitácio Pessoa, sentido Rebouças, altura da R Fonte da Saudade
  • Av. Borges de Medeiros, altura da Praça Marcos Tamoyo
  • R. Humaitá – Alt. R. da Saudade – Humaitá – sentido Lagoa
  • Rua do Catete, altura da R Silveira Martins, no Catete – INTERDITADA
  • Rua do Catete, altura da R Pedro Américo, no Catete – INTERDITADA
  • Rua Prof. Saldanha, altura da R. Jardim Botânico – INTERDITADA
  • Rua Jardim Botânico, altura da R. Pacheco Leão, no Jardim Botânico – INTERDITADA
  • Lagoa-Barra, entrada do túnel Zuzu Angel, em São Conrado, sentido Lagoa
Localização dos principais pontos de alagamento no Rio do começo da tarde desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Localização dos principais pontos de alagamento no Rio do começo da tarde desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo..

Ruas do Catete viram um rio

No Catete, na Zona Sul, um rio se formou na esquina das ruas do Catete com Silveira Martins.

O ponto, próximo ao Museu da República, é conhecido pelos alagamentos. O trânsito não foi interrompido, mas poucos motoristas se arriscam a passar no meio da água. Alguns carros foram abandonados.

Poucos motoristas se arriscavam a passar pela esquina das ruas do Catete com Silveira Martins, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Poucos motoristas se arriscavam a passar pela esquina das ruas do Catete com Silveira Martins, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

 

Rio das Pedras

Em Rio das Pedras, na Zona Oeste, um colchão foi arrastado para o meio da rua. Chove forte desde a noite de segunda (21) e os moradores fizeram um esforço para tentar desentupir os bueiros.

Comerciantes colocaram tapumes na tentativa de evitar que a água dos alagamentos entrasse nas lojas.

Poucos motoristas se arriscam a passar por alagamento no Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Poucos motoristas se arriscam a passar por alagamento no Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Centros de saúde

A chuva também causou estragos nos centros de saúde da cidade. No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento.

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu.

Na Clínica Vila do João, na Maré, parte do teto de gesso já tinha caído por causa de outra chuva, mas não houve reparo e o problema piorou. A Rio Saúde informou que acionou a empresa de manutenção para fazer o conserto.

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu — Foto: Reprodução/ TV Globo

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu — Foto: Reprodução/ TV Globo.

No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Chuva na manhã

Pela manhã, as vias com maior acúmulo de água eram as avenidas Ministro Ivan Lins e Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Porém, ao longo da manhã foram registrados bolsões d’água nas avenidas Niemeyer, das Américas e Ayrton Senna.

Equipes da prefeitura trabalhavam também para limpar a Rua Humaitá e as avenidas Borges de Medeiros e Francisco Bicalho, onde bolsões d’água se formaram.

Quedas de árvores, galhos e poste

Entre a noite de segunda e a madrugada desta terça-feira (21 e 22/09), foram registradas nove quedas de árvores no município do Rio, sendo cinco em andamento e quatro já finalizadas.

Em andamento:

  • Curva Anísio, sentido Av. Ayrton Senna/Linha Amarela
  • R. Capitão Salomão, no Humaitá
  • Lagoa-Barra, no acesso para o Túnel Zuzu Angel, sentido Lagoa
  • Rua José Higino, altura da Av. Maracanã (próximo ao Extra), na Tijuca
  • Av. Mem de Sá, altura da R. do Rezende

Há também uma queda de poste na Estrada Roberto Burle Marx, altura do nº 4181, em Barra de Guaratiba. A via está parcialmente ocupada.

Rio tem bolsões d'água e pontos com acúmulo de água no começo da manhã desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Rio tem bolsões d’água e pontos com acúmulo de água no começo da manhã desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Niterói e São Gonçalo

Devido a núcleos de chuva, de intensidade moderada a forte, que avançam no Rio de Janeiro para a cidade de Niterói, o município está em estágio de atenção desde as 10h25.

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Toda a população de SP será vacinada até fevereiro de 2021, diz Doria

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De acordo com o governo do estado, a previsão é de que a vacinação contra a covid-19 comece em dezembro deste ano

(Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

 

Os 46 milhões de habitantes do estado de São Paulo serão vacinados contra a covid-19 até fevereiro de 2021. A afirmação foi feita pelo governador João Doria em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 21.

O estado, por meio do Instituto Butantan, desenvolve um imunizante junto com o laboratório chinês Sinovac. Os testes estão na fase 3, a última antes de comprovar a eficácia, e a expectativa é que este processo vá até outubro. Com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a imunização poderia começar já em dezembro.

“Aos brasileiros de São Paulo garanto que teremos a vacina para atender a totalidade da população já no final deste ano e ao longo dos dois primeiros meses de 2021. Temos  que, evidentemente, terminar esta terceira fase de testagem e esperamos que tudo ocorra bem.”

disse Doria em entrevista no Palácio dos Bandeirantes

Nos próximos dias, o Butantan vai receber as primeiras 5 milhões de doses da vacina e a expectativa é de que até dezembro o total importado chegue a 46 milhões de doses. Em 2021, um total de 100 milhões.

Além da importação, o governo de São Paulo vai construir uma fábrica com capacidade de produzir 120 milhões de doses da vacina . De acordo com a previsão feita pelo governo de São Paulo, as obras serão iniciadas em novembro deste ano e o projeto executivo já foi contratado.

Parte do investimento — 160 milhões de reais — vem da iniciativa privada. Outra parte do dinheiro — perto de 2 bilhões de reais — ainda depende do Ministério da Saúde. O governo federal ainda não respondeu se vai investir na vacina desenvolvida pelo Butantan.

Para captar todo o recurso necessário para concluir a obra, o governo do estado está fazendo a interlocução com a iniciativa privada. Este processo é feito pelo vice-governador Rodrigo Garcia e por Wilson Mello, presidente da InvestSP, braço de investimentos do governo paulista.

 

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Mato Grosso pede Força Nacional contra queimadas no Pantanal

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Segundo o governo estadual, a União já sinalizou que vai enviar o reforço para conter as queimadas que já destruíram cerca de 15% do Pantanal

Defesa Civil informou que houve redução de 20% dos focos de incêndios de sábado para domingo (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), formalizará nesta segunda-feira, 20, pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para envio da Força Nacional para atuar no combate às queimadas no Pantanal e em outras regiões do Estado. Segundo o governo estadual, a União já sinalizou que vai enviar o reforço. No fim de semana, as chuvas ajudaram a reduzir os focos de incêndio, que já destruíram cerca de 15% do bioma.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil do Mato Grosso, Mauro Carvalho, a informação do envio da Força Nacional foi confirmada pelo secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Júlio Alexandre. Procurada, a pasta da Justiça não respondeu até 20h30 de ontem.

“O governador vai solicitar já de manhã todo o apoio de estrutura e de pessoas para contribuir com o combate aos incêndios em todo o Estado do Mato Grosso. Já temos o apoio do Exército, que está na região do Araguaia, temos o apoio da Marinha, que está no Pantanal, mas a Força Nacional vem somar mais esforços no combate aos focos de incêndios”, disse Carvalho ao Estadão.

Segundo ele, a Defesa Civil informou que houve redução de 20% dos focos de incêndios de sábado para domingo graças às chuvas na região. A precipitação, ainda fraca, foi registrada na região de Poconé, a 100 quilômetros de Cuiabá. Segundo o Corpo de Bombeiros, só em 72 horas será possível avaliação mais precisa sobre a evolução dos incêndios. O intervalo coincide com a previsão de mais chuvas no Pantanal, que devem atingir a região até amanhã.

Carvalho afirmou que ainda não há dados sobre a estrutura e o número de efetivo federal a ser deslocado para o Estado. “Vamos priorizar as áreas que têm mais necessidade hoje. Em função das chuvas, tem áreas que já não tem tanta necessidade como na semana passada. Uma reunião estratégica vai definir os locais onde a Força Nacional vai atuar”, disse.

Na semana passada, o governo mandou o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, a Mato Grosso, anunciar recursos. Ao todo, a pasta liberou R$ 13,9 milhões para o enfrentamento das queimadas. Segundo o Ministério da Defesa, as Forças Armadas coordenam operação de combate aos incêndios que emprega, neste momento, 542 profissionais.

Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes usou sua conta no Twitter para criticar os incêndios na região. “As queimadas no Pantanal representam um risco crítico ao bioma. Animais estão morrendo. Milhares de famílias que sobrevivem do Rio Paraguai, que já atingiu seu menor nível em 50 anos, estão em risco”, escreveu.

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Chegou o dia: greve dos Correios é julgada nesta segunda

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Sindicatos se reúnem no final da tarde para deliberar se continuam a paralisação, diante da decisão tomada pelo tribunal do trabalho

Categoria promove manifestação: greve será julgada nesta segunda pelo tribunal do trabalho (Alex de Jesus /O Tempo/Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta segunda-feira, dia 21, a greve dos Correios. O julgamento começa às 13h30 e deverá ser transmitido ao vivo. A paralisação já dura mais de um mês.

No último dia 11, não houve acordo entre a categoria e a empresa durante a audiência de conciliação. Na ocasião, a ministra Kátia Arruda, relatora do processo, disse que os representantes de ambos os lados poderiam ter apresentado contrapropostas, o que não aconteceu.

Uma das principais demandas da categoria é a manuntenção do acordo coletivo definido no ano passado, com cláusulas como a licença-maternidade de seis meses, o bônus de Natal e creche para crianças de até sete anos. Esses benefícios foram suprimidos com a suspensão do acordo — a estatal alega que a crise econômica causada pela pandemia não permite gastos extras.

Outro motivo da paralisação é a privatização da empresa. Os funcionários são contra a venda da estatal. “Somos 98.000 pais e mães de famílias que podem ficar sem emprego se os Correios forem privatizados”, diz José Aparecido Gandara, presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect). “Além disso, há o risco de entregar um patrimônio nacional a uma empresa estrangeira.

O presidente dos Correios, Floriano Peixoto, disse que a privatização já começou. Os estudos que vão servir de base para as condições da venda da estatal devem ser finalizados até novembro, quando o projeto de lei da desestatização deverá ser enviado ao Congresso, segundo os Correios.

O Findect e os sindicatos que representam a categoria devem se reunir nesta segunda no final do dia para deliberar sobre a decisão tomada pelo TST. “Vamos consultar as bases para resolver quais serão os passos seguintes”, diz Gandara. “Ainda é cedo para qualquer suposição, mas existe uma possibilidade de que a greve possa continuar se o tribunal der total razão à empresa”.

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sábado, 26 de setembro de 2020

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