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sábado, 29/11/2025

PT anula liminar que incluía deputada em eleição interna em Minas

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Brasília, 07 – O Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu reverter, nesta segunda-feira, 7, a decisão judicial provisória que obrigava a inclusão da deputada federal Dandara Tonantzin na disputa interna do partido em Minas Gerais. Essa ordem havia interrompido o processo eleitoral no estado e poderia impactar o andamento da escolha da liderança da legenda.

Dandara recorreu à Justiça para garantir sua candidatura à presidência do diretório mineiro, a qual foi rejeitada pelo PT. O partido informou que o nome da parlamentar foi excluído da votação porque a pendência financeira relativa a uma dívida partidária de aproximadamente R$ 130 mil não foi quitada dentro do prazo estipulado, que se encerrou em 29 de maio.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), antigo líder do PT na Câmara e responsável pela vitória de Lula em Minas na eleição presidencial de 2022, apoia Dandara. Lopes comparou a exclusão da deputada à ausência de Lula no pleito de 2018, e aliados chegaram a qualificar a situação como um “golpe” dentro do partido.

A decisão judicial de primeira instância, decretada pouco antes da votação, havia determinado que o PT garantisse condições iguais para que Dandara participasse da eleição interna, como os demais candidatos.

O diretório nacional do PT optou por adiar a votação do processo de eleição direta em Minas para cumprir a ordem judicial, citando dificuldades logísticas para incluir o nome da deputada nas cédulas enviadas a cerca de 700 municípios.

Segundo o PT, o adiamento visa assegurar igualdade entre os concorrentes, sem prejuízo da defesa do partido no processo judicial que comprovará a regularidade das decisões internas.

Na segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reverveu a liminar, desfazendo a decisão anterior. Enquanto isso, os dados nacionais da eleição do partido continuam sendo apurados.

Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, deve ser eleito presidente nacional do PT, substituindo Gleisi Hoffmann, que atualmente é ministra da Secretaria-Geral da Presidência da República e esteve à frente do partido por quase dez anos. No início deste ano, o senador Humberto Costa (PE) assumiu temporariamente a liderança do partido durante a nomeação de Gleisi para o ministério do presidente Lula.

Edinho representa a continuidade do grupo de Lula no comando do PT, embora tenha enfrentado resistência de Gleisi e seus apoiadores. Contudo, a vontade do ex-presidente prevaleceu, e a corrente majoritária do partido apoiou a candidatura de Edinho.

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