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Previsão do mercado para queda do PIB em 2020 vai a -6,51%

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De acordo com a pesquisa Focus, do Banco Central, mercado também diminuiu projeção para Selic em 2021, de 3,50% para 3%

Economia brasileira: expectativa de crescimento em 2021 de 3,50% foi mantida. (Cris Faga/Getty Images)

A projeção para a contração da economia brasileira neste ano chegou a 6,51% e o mercado passou a ver a taxa básica de juros mais baixa em 2021, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira.

O cenário para o Produto Interno Bruto (PIB) agora é de contração de 6,51% em 2020, contra queda de 6,48% na semana anterior, enquanto a expectativa de crescimento em 2021 de 3,50% foi mantida.

O levantamento semanal mostrou ainda que a Selic deve terminar este ano em 2,25% depois de um corte de 0,75 ponto percentual esta semana. Mas a projeção para o final de 2021 caiu a 3,0%, de 3,50%.

Entretanto o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa básica de juros ainda mais baixa no próximo ano, terminando tanto 2020 quanto 2021 a 2,25%, respectivamente de 2,13% e 2,75% no levantamento anterior.

Para a inflação, o mercado elevou a previsão para a alta do IPCA este ano a 1,60%, de 1,53%, mas para o ano que vem caiu a 3,0%, de 3,10%.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Já a expectativa para o déficit em conta corrente caiu a 13,95 bilhões de dólares em 2020, de um saldo negativo de 20,50 bilhões esperado antes. Para 2021 é esperado um déficit de 20,88 bilhões de dólares, contra saldo negativo de 32,75 bilhões antes.

 

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Economia

Governo vai investir R$ 4,5 bi em obras de infraestrutura no 2º semestre

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Segundo o ministro, estão previstas 33 obras e 14 leilões, sendo 3 concessões e 11 arrendamentos de portos, além de 2 renovações de concessão de ferrovias

Tarcísio de Freitas (Alberto Ruy/MInfra/Flickr)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou nesta quinta-feira que foram investidos 3,5 bilhões de reais na realização de obras no país ao longo do primeiro semestre do ano, e já estão orçados entre 4 bilhões e 4,5 bilhões de reais para novas entregas no segundo semestre.

Em entrevista coletiva pela internet, Freitas também mencionou planos no médio prazo, referindo-se ao setor de licitações.

“Estão previstos 250 bilhões de reais de investimentos a ser contratados em licitações nos próximos dois anos e meio”, afirmou. “Tudo respeitando nossos pilares fiscais e o teto de gastos.”

Segundo dados do ministério, já foram entregues neste ano 39 obras em 27 semanas, sendo 23 delas entre março e junho, período mais afetado pela pandemia do novo coronavírus e sua consequente crise econômica, provocada pelas medidas de isolamento.

A inauguração de obras é parte de uma estratégia do governo federal de implementar uma agenda positiva para recuperar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro.

Mas, apesar dos números otimistas apresentados, vale lembrar que o investimento do governo federal em infraestrutura de transportes em 2019, de 8,3 bilhões de reais, foi o mais baixo da década, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com informações da ONG Contas Abertas, e obtido pelo O Globo. E as perspectivas para este ano se tornaram complicadas com a pandemia.

Foco na logística

Entre as obras destacadas pelo ministro na primeira metade do ano, estão quase 127 quilômetros de rodovias duplicadas e 88,5 quilômetros pavimentados, além da reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e danova sala de embarque do Aeroporto de Navegantes, em Santa Catarina.

Ele também mencionou a inauguração de portos de pequeno porte em Parintins e Coari, no Amazonas, e Turiaçu, no Maranhão.

Segundo Freitas, o maior foco do ministério, desde que começou a pandemia, foi preservar a logística dos transportes para evitar o desabastecimento.

“O presidente Jair Bolsonaro nos orientou a preservar a logística, de modo que nos reunimos com o conselho de secretários dos estados para rever decretos, garantir a estrutura de suporte aos caminhoneiros e criar protocolos de segurança nos terminais aeroportuárrios”, explicou. “Assim, mesmo com a pandemia, tivemos uma vitória silenciosa ao garantir o escoamento de uma safra agrícola recorde e manter o abastecimento.”

Segundo o ministro, também foi determinado no período o início imediato de obras como a de implantação e pavimentação de um trecho de 61,6 quilômetros da BR-367 em Minas Gerais até a divisa com a Bahia, e a ponte do Xambioá, na BR-153, ligando os estados do Pará e de Tocantins.

Dezenas de leilões

Já para o segundo semestre, estão previstas 33 obras e 14 leilões, sendo três concessões e 11 arrendamentos de portos, além de duas renovações de concessão de ferrovias, totalizando até 4,5 bilhões de reais.

“Mas qualquer incremento nesse orçamento será muito bem-vindo”, atalhou Freitas.

Sobre as futuras licitações, está previsto em  agosto o leilão de dois terminais de papel e celulose no Porto de Santos, que deverão receber 420 milhões de reais de investimentos. Na seara ferroviária espera-se a publicação de edital para a concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste até o fim do terceiro trimestre para que o leilão consiga acontecer ainda neste ano.

O ministério também planeja enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU) ainda neste mês a proposta de renovação da concessão da Rodovia Presidente Dutra, para publicar o edital até dezembro.

O projeto, segundo o ministério, deve injetar 32 bilhões de reais na rodovia para a construção e manutenção.

“De 44 leilões planejados originalmente, o TCU está analisando um total de 42 projetos, com 75 bilhões de reais a ser contratados”, disse Freitas.

Também está prevista a entrega em julho ao órgão de estudos da sexta rodada de concessão de 22 aeroportos — Blocos Sul, Norte e Central —, com investimentos futuros previstos de 6,7 bilhões de reais.

Na Rodovia Transamazônica, deverá ser concluída mais uma etapa da pavimentação entre Itupiranga e Novo Repartimento. A BR-163, um dos principais corredores de escoamento da safra de grãos do país, também será pavimentada no trecho que vai do entroncamento com a BR-230, em Campo Verde, no Mato Grosso, até Rurópolis, no Pará.

Ambiente de negócios

Segundo o ministro, o foco do governo com as obras não é politizar nem focar a arrecadação.

“Nosso foco não é a arrecadação em si, mas gerar investimento e aumentar nossa competitividade. E gerar empregos, que é uma obsessão do governo.

Ele garante que haverá players para os futuros leilões, frisando que o governo sonda previamente o interesse dos investidores.

“Num cenário de juros baixos, projetos que remuneram entre 8,5% e 11% atraem os investimentos. Os fundos virão, quem for mais rápido ganhará o coração dos investidores. Quem não quer entrar na concessão dos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont?

O plano de Freitas é transformar o ambiente de negócios “revendo regulações que prejudiquem o setor privado.” Ele cita como exemplo o plano de eliminar que 15% dos investimentos em aeroportos venham obrigatoriamente de operadores do setor.

“Isso abriria a licitação de aeroportos para os fundos de investimento.”

Vertentes do Pró-Brasil

Referindo-se ao programa Pró-Brasil, o ministro o definiu como uma iniciativa importante e uma aposta para a retomada da economia. Freitas explicou que ele tem duas vertentes: a da mudança de regulação, que tem justamente a ver com a transformação do ambiente de negócios, e a legislativa, do Congresso, dos projetos de lei.

“E os parlamentares, com os presidentes das Casas pró-business, têm demonstrado uma grande atenção a essa pauta, de melhorar o ambiente de negócios”, destacou o ministro. “A recente aprovação do marco regulatório do saneamento tem o poder de desencadear uma série de investimentos privados e traz mais segurança jurídica ao setor, ajudando a formatação de parcerias público-privadas (PPPs) e concessões por parte dos estados.”

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Economia

Parlamentares vão ao STF contra venda de refinarias da Petrobras

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Congresso argumenta que a venda das unidades vai contra decisão anterior da própria Corte, que determina que a operação deve ser aprovada pelo Legislativo

Petrobras: o Legislativo questiona a venda de refinarias da estatal (Paulo Whitaker/Reuters)

As Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) liminar para impedir a venda pela Petrobras de suas refinarias, com a petição citando as unidades de refino da Bahia (RLAM) e do Paraná (Repar), segundo documento visto pela Reuters nesta quinta-feira.

No pedido, as Mesas legislativas argumentaram que a eventual venda das unidades iria contra uma decisão anterior da própria corte no ano passado, segundo a qual é necessário aval do Congresso para a venda de ativos de uma empresa-matriz.

A Petrobras recebeu ofertas vinculantes pela RLAM nesta semana. O ativo recebeu propostas pelo menos do fundo de Abu Dhabi, Mubadala Investment Company, e do conglomerado indiano Essar Group, disseram fontes à Reuters.

A Repar será a próxima refinaria da estatal a receber lances, disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, na quarta-feira.

O executivo afirmou que a empresa quer receber ofertas vinculantes por todas as refinarias à venda “nos próximos meses.” A empresa planeja vender oito refinarias, ou cerca de metade de seu parque de refino.

As Mesas do Congresso ainda alegaram que, para vender as refinarias, a Petrobras estaria fatiando ativos estratégicos em subsidiárias, cuja privatização não depende de decisão dos parlamentares, visando “contornar” a decisão da suprema Corte.

“Em tal cenário, a decisão tomada pela suprema Corte será, em sua essência, fraudada, pois, por meio desse expediente de desvio de finalidade, a soberania popular estará privada de influenciar os contornos da venda substancial de ações da empresa-matriz”, diz a petição.

O Legislativo cita na manifestação que a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) deve ser concluída até o final do ano, enquanto está marcada para dia 13 a entrega de propostas vinculantes pela Repar.

O pedido foi distribuído para decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, em razão do início do recesso do Poder Judiciário.

Procurada, a Petrobras não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre o pedido de liminar.

Uma fonte da estatal, no entanto, disse à Reuters ter confiança de que a Corte não atenderá o pedido das Mesas legislativas.

“Esse é um processo que está politizado desde o início e acreditamos que vai [seguir assim] até o fim”, afirmou a fonte, ao ser consultada.

“Temos de lidar com isso e trabalhar para o que seja melhor para companhia”, acrescentou a pessoa, que preferiu ficar no anonimato.

Na avaliação da fonte, “esse tipo de movimento não faz sentido e a companhia acredita que o STF “vai reforçar isso.”

“Estamos cumprindo a decisão anterior do STF e por isso não faz sentido. Temos convicção de que o STF não vai conceder a liminar.”

 

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Economia

Início da recuperação econômica no Brasil foi em “V”, diz Campos Neto

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De acordo com o presidente do BC, as duas últimas semanas de abril foram as piores para a economia e que houve recuperação a partir do começo de maio

Roberto Campos Neto: “parece que nós iniciamos uma recuperação que seria um movimento inicial em ‘V’, mas que a gente acha que deve suavizar um pouco” (André Coelho/Bloomberg)

“Parece que nós iniciamos uma recuperação que seria um movimento inicial em ‘V’, mas que a gente acha que deve suavizar um pouco. Ou seja, a gente consegue ver que a primeira parte da recuperação foi em ‘V’, seguindo alguns outros lugares do mundo, ao contrário de 2008, que a recuperação foi mais lenta”, acrescentou
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Economia

Payroll agrada, mas Ibovespa fecha estável com cautela sobre covid nos EUA

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Aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos contrapõe otimismo com criação de vagas no mercado de trabalho americano

Bolsa: Ibovespa sobe 0,03% e encerra em 96.234,96 pontos (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Depois de superar os 97 mil pontos puxado pela euforia com os dados de desemprego americano, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, perdeu força, devido ao aumento dos casos diários de coronavírus nos Estados Unidos. Com isso, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,03%, em 96.234,96 pontos.

O início do movimento de queda teve início no início da tarde, pouco após o estado da Flórida a apresentar recorde de casos diários de covid-19.  Somente no estado, foram registrados 10.109 novos infectados em 24h. A Flórida, assim como estados do oeste dos Estados Unidos, como Texas e California, ainda atravessam a pior fase da doença, embora locais do nordeste do país, como Nova York, já obtiveram maior controle sobre a doença.

“Aumento de casos de covid-19 gera preocupações, pois aumenta a incerteza em relação ao impacto na atividade econômica. Por mais que não declarem lockdows, a própria população pode reduzir o tráfego e afetar, principalmente, economia de serviços”, explicou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

Pela manhã, quando o Ibovespa chegou tocar os 97.864 pontos na máxima do dia, o tom positivo era impulsionado, principalmente, pelo dado oficial do mercado de trabalho americano, o payroll.

Divulgado nesta manhã, relatório revelou que, em junho, foram criados 4,8 milhões de empregos não-agrícolas no país, superando as expectativas do mercado, que esperava um saldo positivo de 3 milhões de vagas no mês. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Após a divulgação do dado, os índices futuros da bolsa americana, que já vinham em alta, com o otimismo sobre a vacina que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, acentuaram o movimento positivo, assim como ocorreu em outras bolsas estrangeiras, como as da Europa. Nos Estados Unidos, os dados sustentaram o movimento de alta, com o S&P 500 fechando em leve alta de 0,45%.

“O payroll animou muito o mercado. A criação de empregos ficou 60% acima do esperado.”, disse Pablo Spyer, diretor de operações da Miraer Asset.

Além do crescimento do número de casos de covid-19 nos EUA, também pesou no lado negativo os protestos de Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo.

Os investidores temem que os Estados Unidos, contrário à medida, faça duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

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Economia

Renda de trabalhador por conta própria é 30% menor em maio, diz Ipea

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Trabalhadores que tiveram atividades quase paralisadas devido às medidas decretadas para conter a disseminação do coronavírus foram os mais impactados

Motoboys: categoria fez uma manifestação nesta semana pedindo melhor remuneração e condições de trabalho (Roberto Parizotti/Fotos Públicas).

A pandemia de Covid-19 e o impacto das medidas de isolamento social derrubaram a renda média do trabalhador por conta própria no país em maio para 60% do valor recebido habitualmente, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta quinta-feira.

Trabalhadores que tiveram atividades quase paralisadas devido às medidas decretadas para conter a disseminação do coronavírus foram os mais impactados, segundo os cálculos do Ipea. O estudo foi feito com base na Pnad Covid do IBGE, que mostrou na semana passada que mais de 9,7 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em maio.

De acordo com o estudo do Ipea, os idosos foram aqueles que sofreram a maior perda de renda, e quanto maior a escolaridade menor foi a queda no rendimento no mês passado. Na média geral, a renda do trabalhador brasileiro em maio ficou em 82% do valor habitual.

“A renda efetiva em maio foi de cerca de 1.900 reais, mas a renda habitual é de 2.300 reais. A renda recebida foi 82%”, disse o economista Sandro Sacchet, autor do estudo. “Todos os grupos foram impactados, mas os trabalhadores com carteira e servidores púbicos receberam mais de 90% da renda habitual”.

Segundo o Ipea, os trabalhadores ligados a atividades não essenciais, que praticamente foram paralisadas em algumas cidades que adotaram medidas de isolamento mais restritas, foram os que mais sofreram uma redução na renda.

Aparecem na lista dos mais afetados trabalhadores de atividades artísticas, esportivas e recreação (55% da renda habitual), transporte de passageiros (57%), hospedagem (63%) e serviços de alimentação (65%).

No mês de maio, cerca de 32% dos domicílios não apresentaram nenhuma renda no trabalho, e 5,2% dos domicílios brasileiros (cerca de 3,5 milhões) sobreviveram apenas com a renda do auxílio emergencial de 600 reais pago pelo governo federal, segundo o estudo.

“O auxílio foi mais efetivo para as famílias com renda mais baixa. Após receber o benefício, os rendimentos nestes domicílios atingiram 103% do que seriam com as rendas habituais”, disse o autor do estudo.

“A renda efetiva do trabalho dos domicílios de renda muito baixa foi 49% do habitual, mas quando pegamos a renda de outras fontes, a renda foi igual à que essas pessoas recebiam antes da pandemia”, acrescentou.

Apesar de ter sido mais importante para as famílias de baixa renda, pessoas com rendimento mais alto e que não se enquadrariam nas definições do governo para ter direito ao pagamento também receberam o auxílio emergencial, segundo notícias divulgadas nos últimos dias.

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Índice da FGV mostra inflação de 0,36% em junho

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Esta foi a primeira inflação mensal para o IPC-S desde março, quando o índice havia marcado alta de 0,34%

Combustíveis: maior contribuição para cima sobre o índice partiu do grupo Transportes, cuja taxa acelerou de 0,32% para 1,05% puxada pelo comportamento da gasolina (Rickey Rogers/Reuters)

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,36% no fechamento de junho, informou nesta quarta-feira (1) a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acelerou tanto na comparação com a terceira quadrissemana do mês quando avançara 0,09%, quanto frente ao resultado de maio, de deflação de 0,54%.

Foi a primeira inflação mensal para o IPC-S desde março, quando o índice havia marcado alta de 0,34%. Sete das oito classes de despesas pesquisadas pela FGV tiveram aceleração no fechamento de junho. A maior contribuição para cima sobre o índice partiu do grupo Transportes, cuja taxa acelerou de 0,32% para 1,05% puxada pelo comportamento da gasolina (0,69% para 3,28%).

Também houve alta nas taxas de Educação, Leitura e Recreação (-1 16% para -0,40%), com a inversão de sinal de passagem aérea (-8 0% para 1,37%); Habitação (-0,12% para 0,00%), puxada por móveis para residência (-0,56% para 0,02%); Comunicação (0,47% para 0 88%), com combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1 16% para 2,0%); Alimentação (0,52% para 0,57%), por causa de laticínios (0,64% para 1,55%); Vestuário (-0,01% para 0,08%), com calçados (-0,83% para -0,41%); e Saúde e Cuidados Pessoais (0,16% para 0,18%), devido a medicamentos em geral (0,44% para 0 88%).

Na outra ponta, o grupo Despesas Diversas mostrou alívio na taxa de 0,23% para 0,19%, puxado pela desaceleração do item despachante (0,88% para 0,0%).

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