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Prévia de índice da FGV mostra que incerteza da economia diminuiu em julho

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Prévia de índice da FGV mostra que incerteza da economia diminuiu em julho

Reabertura do comércio em São Paulo: se o resultado for confirmado na divulgação final de julho, o IIE-Br terá devolvido em três meses de quedas 46% da alta (PATRICIA BORGES/Estadão Conteúdo)

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) caiu 7,3 pontos na passagem de junho para julho, segundo a prévia do indicador deste mês divulgada em edição extraordinária pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. Se confirmado o índice descerá a 166,3 pontos.

Se o resultado for confirmado na divulgação final de julho, o IIE-Br terá devolvido em três meses de quedas 46% da alta de 95,4 pontos observada nos meses de março e abril, em meio ao agravamento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

“Após a terceira queda consecutiva, o nível do IIE-Br de julho se aproxima do nível de março, de 167,1 pontos, primeiro momento em que o País precisou forçar paralisações e iniciar o isolamento social para conter o avanço da pandemia. As dificuldades de se prever cenários para o futuro da economia continuam muito grandes, como reflete o componente de Expectativas, que, no nível apurado nesta prévia, recuperaria, até julho, apenas 7% da alta ocorrida entre março e maio. Uma queda mais acelerada da Incerteza daqui para a frente dependerá da evolução da pandemia no País e da velocidade de normalização das atividades econômicas e do apaziguamento das tensões políticas, avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O IIE-Br é composto por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.

O componente de Mídia recuou 7 pontos na prévia de julho, para 145,5 pontos. O componente de Expectativa caiu 5,6 pontos, para 222,4 pontos. No entanto, ambos ainda estão em patamares considerados extremamente elevados, com destaque para o de Expectativas, que permanece pelo quarto mês consecutivo acima dos 200 pontos, ressaltou a FGV.

A prévia do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira coletou dados de 30 dias terminados em 9 de julho. O resultado fechado do mês será divulgado no próximo dia 31.

 

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Economia

Pandemia arrasa pequeno produtor da América Latina

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Produtores enfrentam falta de dinheiro para obter insumos, falta de mão de obra e problemas no transporte

Além de problemas, pequenos produtores rurais sofrem também com a falta de compradores (Matt Stroshane/Bloomberg)

Dificuldades para encontrar compradores, falta de dinheiro para obter insumos para a próxima safra, colheitas estragando por falta de mão de obra, problemas no transporte de mercadorias. Esse é o cenário deixado pela pandemia do novo coronavírus para 16 milhões de famílias de pequenos produtores rurais – de produtores de batata no Peru a colhedores de café na América Central.

A pandemia interrompeu as cadeias de fornecimento de alimentos, reduziu o preço dos produtos na região, enfraqueceu mercados compradores como China, Europa e Estados Unidos e agravou a situação já difícil de milhões de agricultores. O tamanho médio das propriedades familiares na América Latina e Caribe é de cerca de 13 hectares – o equivalente a 13 campos de futebol. E elas representam 8 em cada 10 propriedades na região, segundo a ONU.

Uma pesquisa nacional no Peru mostrou que 90% dos agricultores deixaram de consumir algum tipo de alimento durante a pandemia e 30% afirmaram ter mais medo da fome do que do vírus. “O impacto em termos alimentares está sendo muito marcado nas zonas rurais” explica o economista Eduardo Zegarra, doutor em economia agrária e pesquisador do Grupo de Análises para o Desenvolvimento do Peru.

Cerca de 200 mil trabalhadores informais peruanos tiveram de deixar cidades como Lima, Arequipa e Trujillo – que concentram um terço da população – e voltaram para regiões rurais e municípios menores onde vivem suas famílias. O auge do isolamento social coincidiu com a colheita de batatas, um dos alimentos mais importantes do país.

Muitos produtores não puderam vender seus produtos na cidade, outros não encontraram mão de obra para a colheita e o vegetal apodreceu em dezenas de roças. Para piorar, a fronteira com a Bolívia, que adquire parte da batata, fechou.

“O Estado peruano não teve mecanismos concretos de apoio direto à população rural e indígena, o que fez com que houvesse muitas dificuldades. A agricultura foi muito golpeada pela paralisação da economia e a renda, muito afetada”, diz Zegarra.

O especialista defende que o governo passe a comprar alimentos, principalmente de pequenos produtores, assim como ocorre no Brasil.

As cerca de 200 mil famílias que cultivam café no Peru também foram impactadas. “Em alguns casos, o grão estragou na árvore. Em outros, não foi possível vender”, afirma.

Na vizinha Colômbia, a safra de café, um dos principais componentes do agronegócio local, também sofreu. A pandemia atrasou a colheita e dificultou a distribuição, afetando a vida de pelo menos 800 mil famílias que vivem direta e indiretamente do café colombiano.

No país, as propriedades de café têm, em média, 2,5 hectares e milhares de produtores tiveram dificuldades de encontrar compradores, já que não podiam se deslocar até os centros de compra e de beneficiamento. Os trabalhadores informais também não podiam se deslocar conforme a colheita ocorria.

Nas plantações, a colheita manual passou a ocorrer com maior distanciamento e, caso um trabalhador apresentasse sintomas do vírus, não voltava a trabalhar. Como os deslocamentos entre as regiões foram reduzidos, autoridades se mobilizaram para encontrar trabalhadores na própria região.

“Já que não se podia ir de uma região para outra, criamos grupos de empregos regionais para encontrar mão de obra e as pessoas que ficaram sem trabalho se dispuseram a encontrar uma recolocação”, conta Gustavo Gómez, gerente da Associação Nacional de Exportadores de Café da Colômbia, a Asoexport.

E-commerce

Diante da dificuldade de conectar produtores e compradores, países como Peru, Colômbia, Costa Rica e Chile desenvolveram plataformas online para vender o excedente. “O e-commerce será de agora em diante uma via imprescindível de venda e comunicação direta com as pessoas que compram fruta”, afirma Jorge Valenzuela, presidente da Federação de Produtores de Frutas do Chile. “O comércio eletrônico tem exigências muito peculiares de embalagens, apresentação, imagem, marca e os produtores de fruta devem responder a essas demandas, o que vai acelerar o processo de modernização.”

A Vega Central de Santiago, o principal ponto de abastecimento da capital onde vivem cerca de 7 milhões de habitantes, teve uma redução drástica do fluxo de pessoas e mercadorias no pico da pandemia. Algumas entradas foram fechadas e o limite de pessoas, reduzido. “As vendas caíram 70%. Muita gente deixou de vir por causa da quarentena, então é preciso se adaptar”, comenta Arturo Guerrero, um funcionário do local.

Um dos maiores produtores de frutas frescas da América do Sul, o Chile foi inicialmente prejudicado pelas quarentenas na China, que reduziram as compras de produtos importados. As colheitas de frutas como maçãs, kiwis, uva e abacate ocorreram com adaptações e distanciamento social, já que o governo manteve o agronegócio fora da quarentena.

América Central

Nos países produtores de café da América Central e no México, a maior preocupação é a próxima safra, que começa este mês, por causa da dificuldade de encontrar mão de obra para a colheita. Algumas fronteiras como a de Guatemala e México têm todos os anos um grande fluxo de pessoas, o que não deve acontecer agora.

“Na Costa Rica, quem colhe o café são os nicaraguenses ou panamenhos”, diz Erick Quirós, integrante do Programa Cooperativo Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Modernização da Cafeicultura, que reúne dez países responsáveis por 25% da produção mundial de café arábica, um dos mais consumidos.

A estimativa é que sejam gerados 5 milhões de empregos diretos nesses dez países em toda a cadeia do café.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

CNI encabeça manifesto por mais recursos ao fundo de ciência e tecnologia

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Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico tem orçamento de R$ 5,2 bilhões para este ano, mas a previsão de gastos é de R$ 600 milhões

Ciência e tecnologia: segundo entidades, não liberar esses recursos para investimento prejudicam ainda o combate à covid-19 (zoranm/Getty Images)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras três entidades publicarão neste domingo manifesto em apoio a um projeto de lei que libera recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Segundo as organizações, o mecanismo de financiamento tem orçamento de R$ 5,2 bilhões para este ano, mas a previsão de gastos é de R$ 600 milhões.

Além da CNI, assinam a carta a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

“A retenção de parte tão expressiva do FNDCT implicará para a vida dos brasileiros e para a economia do país perdas e danos pelo seu enorme impacto sobre a ciência brasileira e sobre a competitividade da indústria local”, destaca o manifesto.

Segundo as entidades, não liberar esses recursos prejudicam ainda o combate à covid-19, já que parte das atribuições do fundo é financiar a pesquisa científica.

Dinheiro usado para abater dívida

O projeto apoiado pelo manifesto é de autoria do senador Izalci Lucas (PSDB-DF). O texto prevê a proibição do contingenciamento de recursos para ciência e tecnologia e ainda transforma o FNDCT em um fundo de natureza contábil e financeira.

Hoje, o fundo é apenas de natureza contábil. A mudança técnica faria, na prática, com que os recursos autorizados e não utilizados pelo mecanismo de financiamento continuassem à disposição do setor. Sendo apenas contábil, o dinheiro retorna para o Tesouro Nacional quando não é empenhado.

Na justificativa do projeto de lei, o senador afirma que o que ocorre, na prática, é que esses valores acabam sendo destinados a abater a dívida pública.

“A área econômica, embora não expresse isto formalmente, deve esperar usar as receitas futuras dos Fundos Setoriais no seu esforço de ajuste fiscal, como faz com outras Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico ou com outras modalidades de receitas próprias de vários Ministérios”, diz o texto.

A posição das entidades já foi comunicada por uma carta assinada pelo presidente da CNI, Robson Braga, a lideranças do Senado. O documento é subscrito por outras 15 entidades.

“A CNI, assim como diversas outras entidades da comunidade científica e tecnológica, manifesta seu apoio à aprovação do PLP nº 135/2020 e, em virtude da séria crise sanitária e econômica enfrentada pelo país, solicita à Vossa Excelência a subscrição do requerimento de urgência, o que viabilizará a célere apreciação do referido projeto de lei complementar”, destaca na carta o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

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Economia

Governo dá mais um passo na direção de uma nova CPMF

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Pressionado pelo ministro Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro liberou uma discussão pública para a volta do tributo

Paulo Guedes: ministro da Economia defende a volta do tributo, mas rechaça comparações com a CPMF (Patricia Monteiro/Bloomberg)

Crítico histórico à CPMF, o presidente Jair Bolsonaro resolveu “testar” a receptividade no Congresso à criação de um novo tributo como contrapartida à redução dos tributos que as empresas pagam sobre a folha de salários, mas não deu ainda aval ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para o envio de um projeto ao Congresso.

Com o estrago da covid-19 no mercado de trabalho, Guedes convenceu o presidente a liberar a discussão pública da volta do tributo com o argumento de que não se trata da antiga CPMF porque não haverá aumento da carga tributária.

Guedes tenta convencer o presidente a aceitar o envio do projeto com a possibilidade de aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), hoje em R$ 1,9 mil por mês, uma promessa de campanha que o Bolsonaro, e viabilizar o Renda Brasil, o programa social que o governo desenha para substituir o Bolsa Família. Guedes quer enviar o projeto com o novo tributo ainda em agosto.

Como antecipou ontem ao Estadão, o assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, Bolsonaro deu sinal verde ao debate que estava interditado desde o ano passado quando o então secretário da Receita, Marcos Cintra, foi demitido por defender publicamente a criação de uma contribuição nos moldes da CPMF. Na véspera da demissão, Cintra e sua equipe chegaram a divulgar as alíquotas e até mesmo ao alcance da base de tributação. A arrecadação inicial esperada é de R$ 120 bilhões, a mesma prevista agora para uma alíquota de 0,2%.

No Palácio do Planalto, assessores afirmam que o pedido do presidente foi feito no âmbito técnico na economia. A equipe da articulação política, no entanto, ainda não foi acionada. O presidente, segundo fonte do governo, concordou que já que se discute uma reforma tributária não há por que deixar de fora a recriação de um novo imposto no modelo do antigo tributo que existiu até 2007 para cobrir gastos do governo federal com projetos de saúde – a alíquota máxima foi de 0,38% sobre cada operação.

Auxiliares do presidente admitem, no entanto, que, ao dar o aval à discussão do novo imposto e permitir que a equipe econômica dê publicidade a isso, faz um “balão do ensaio”, como costuma fazer em diversos temas, para testar a receptividade do novo tributo. Ou seja, ele libera os técnicos para colocar o imposto na pauta do dia enquanto observa as reações. Estratégia semelhante foi feita na reforma administrativa, que está pronta desde novembro do ano passado e foi “engavetada” por Bolsonaro.

No Congresso, lideranças têm se mostrado contrárias à volta da CPMF, mas a pressão do setor de serviços, que é favorável ao imposto, têm incentivado o debate. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Preço médio da gasolina sobe e atinge décima semana consecutiva de alta

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A gasolina foi comercializada em média por 4,203 reais por litro nos postos de combustível, com avanço semanal de 0,67%, de acordo com a ANP

Gasolina: preço médio teve aumento pela décima semana consecutiva (Sol de Zuasnabar Brebbia/Getty Images)

Os preços médios da gasolina e do diesel nos postos brasileiros encerraram a semana em alta, marcando o décimo aumento semanal consecutivo, mostraram dados da reguladora ANP nesta sexta-feira, enquanto o etanol teve leve baixa.

A elevação dos valores praticados nas bombas tem acompanhado uma série de aumentos praticados pela Petrobras nas refinarias desde meados de abril, embora a estatal tenha anunciado para a partir desta sexta-feira a primeira redução no período, com corte de 4% na gasolina.

O custo médio para o consumidor final do diesel, combustível mais utilizado no Brasil, encerrou a semana em 3,322 reais por litro, com elevação de 1,28% no período, segundo os números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A gasolina foi comercializada em média por 4,203 reais por litro nos postos, com avanço semanal de 0,67%, de acordo com a agência.

Com isso, o valor do diesel nas bombas agora acumula queda de 12% frente à primeira semana do ano, enquanto a gasolina tem retração de 7,8% desde então.

O movimento dos preços finais compara-se com uma queda acumulada de cerca de 13,7% para a gasolina e 25% para o diesel nas refinarias da Petrobras ao longo de 2020.

O repasse de reajustes nas refinarias aos postos não é automático e nem obrigatório e depende de uma série de fatores, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de biodiesel.

Já o etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, encerrou a semana vendido em média por 2,741 reais por litro, com queda de 0,18% ante a semana anterior.

No acumulado do ano, os preços do etanol nos postos têm baixa de 13,6%, segundo os dados da ANP.

(Luciano Costa)

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Economia

Setor público consolidado tem rombo histórico em junho

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O chamado setor público consolidado reúne as contas do governo central, empresas estatais e estados e municípios

Dinheiro: déficit nominal, que inclui o pagamento de juros da dívida pública, somou 576,315 bilhões de reais na primeira metade do ano (Priscila Zambotto/Getty Images)

O setor público consolidado brasileiro teve déficit primário de 188,682 bilhões de reais em junho, maior rombo já atingido num único mês, num reflexo do profundo impacto do coronavírus sobre as contas públicas e que tem feito a dívida bruta renovar seus maiores níveis históricos.

O déficit veio mais alto que a expectativa de 163,5 bilhões de reais em pesquisa da Reuters e é mais de três vezes superior ao rombo atingido em todo o ano de 2019, de 61,872 bilhões de reais.

O déficit do governo central (governo federal, BC e Previdência) foi de 195,180 bilhões de reais em junho, informou o Banco Central nesta sexta-feira.

Enquanto isso, Estados e municípios tiveram superávit de 5,780 bilhões de reais e as empresas estatais apresentaram um dado positivo em 719 milhões de reais.

Na véspera, o Tesouro já havia informado que o déficit de junho havia sido recorde para o governo central, afetado pelos expressivos gastos com o enfrentamento ao surto de Covid-19, pela queda da arrecadação com diferimento de impostos e pelo calendário de pagamento de precatórios, que neste ano foi concentrado em junho. No primeiro semestre, o déficit primário do setor público foi de 402,703 bilhões de reais. Em 12 meses, chegou 458,835 bilhões de reais, equivalente a 6,38% do Produto Interno Bruto (PIB).

O déficit nominal, que inclui o pagamento de juros da dívida pública, somou 576,315 bilhões de reais na primeira metade do ano e 818,617 bilhões de reais (11,38% do PIB) em 12 meses.

Descompasso à frente

Na véspera, o Ministério da Economia atualizou sua projeção de rombo primário para o setor público consolidado a 812,2 bilhões de reais, ou 11,3% do PIB, ilustrando que a trajetória de deterioração fiscal seguirá pelos meses adiante.

Esse desequilíbrio tem feito a dívida bruta renovar patamares recordes. Em junho, ela saltou a 85,5% do PIB, sobre 81,9% em maio, avanço de quase 10 pontos sobre o patamar de 75,8% alcançado no fim do ano passado.

A dívida líquida, por sua vez, subiu a 58,1% do PIB, ante 55,0% no mês anterior, maior nível desde março de 2003 (58,5%).

A expectativa do mercado, segundo pesquisa da Reuters, era de dívida bruta de 83,8% e dívida líquida de 57% do PIB.

Nos cálculos do governo, a dívida bruta fechará o ano em 94,7% e a dívida líquida em 67,2% do PIB.

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Economia

Dólar sobe, mas caminha para fechar em queda pela 2ª semana seguida

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Pacote de 750 bilhões de euros da União Europeia é visto como gatilho para desvalorização global da moeda americana

Dólar: na véspera, o dólar à vista havia registrado queda de 0,26%, a 5,1591 reais na venda (Pixabay/Reprodução)

O dólar avança contra o real, nesta sexta-feira, 31, acompanhando o movimento de alta da moeda americana contra divisas emergentes. Às 9h50, o dólar comercial subia 0,4% e era vendido por 5,181 reais. O dólar turismo, com menor liquidez, avançava 0,6%, vendido a 5,47 reais.

No mercado, é esperado um dia de maior volatilidade e volume no câmbio tendo em vista a “briga da Ptax” de fim de mês, referência para contratos cambiais.

“Hoje é encerramento de contratos futuro de dólar. Então tem a briga da Ptax em que os comprados pressionam a taxa para cima e os vendido para baixo. Costuma ser um dia em que o dólar apresenta algumas distorções de preço”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Apesar de se valorizar nos primeiros negócios do dia, o dólar caminha para fechar em queda pela segunda semana consecutiva. “O pacote da União Europeia de 750 bilhões de euros derrubou o dólar no mundo inteiro, inclusive em países emergentes. Não é o real que está ficando forte, é o dólar que está ficando fraco”, disse Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset.

O índice Dxy, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de divisas fortes, como o euro, a libra esterlina e o iene, cai 0,10% e marca 92,94 pontos, próximo das mínimas desde 2018.  O euro, que fechou, na véspera, acima dos 1,18 dólares pela primeira vez em dois anos, apresenta leve desvalorização perante o dólar.

De modo geral, o clima no mercado é positivo, com os investidores otimistas com a temporada de balanços, após resultados de algumas das maiores empresas de tecnologia dos EUA surpreenderem positivamente. Na agenda econômica, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial de julho da China ficou levemente acima do esperado, em 51,1 pontos, acima dos 50 pontos que delimitam a contração da expansão da atividade. Na Zona do Euro, o PIB do segundo trimestre teve queda de 12,1%, ficando pior do que o consenso de contração de 11,2%. Porém, os efeitos do PIB europeu foram limitados. “O mercado já esperava que viria ruim, até porque ontem o PIB da Alemanha também veio fraco”, comentou Laatus.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

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