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Presídios do DF chegam a 901 infectados pelo coronavírus; 675 são detentos

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 226 policiais penais também foram infectados. Um preso e um servidor morreram.

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Os presídios do Distrito Federal registraram oito novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas. Assim, chega a 901 o número de infectados no sistema penitenciário da capital, entre detentos e servidores. Os dados foram divulgados pelas secretarias de Saúde e de Segurança Pública nesta terça-feira (26).

De acordo com as pastas, os contaminados são:

  • 226 policiais penais
  • 675 presos

Até esta terça, um detento e um policial penal haviam morrido por conta da Covid-19 na capital. Além dos casos nos presídios administrados pelo governo do DF, a Penitenciária Federal de Brasília também registrou um infectado na unidade.

Casos entre detentos

De acordo com a Secretaria de Saúde, entre os detentos com coronavírus, 578 estão recuperados. Outros 95 ainda são casos ativos, divididos entre:

  • Casos leves: 88
  • Casos moderados: 3
  • Casos graves: 1
  • Em análise: 3

Ainda segundo a pasta, todos os infectados são homens. A maioria tem entre 20 e 29 anos, mas 121 são idosos. O boletim aponta ainda que 37 pacientes têm comorbidades – doenças que podem agravar o quadro.

Casos entre servidores

Já quanto aos servidores infectados, a Secretaria de Segurança Pública afirma que 82 policiais ainda são casos ativos e 144 estão recuperados. Até a última segunda-feira (25), quatro estava internados: um no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e três em unidades de saúde privadas.

Os servidores infectados trabalham nas seguintes unidades:

  • Centro de Detenção Provisória (CDP): 36 policiais penais
  • Centro de Internamento e Reeducação (CIR): 39 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I): 49 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal II (PDF-II): 52 policiais penais
  • Centro de Progressão Penitenciária (CPP): 23 policiais penais
  • Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE): 21 policiais penais
  • Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF): 1 policial
  • Área administrativa da Sesipe: 5 servidores

Medidas de contenção

Militares da Marinha e Exército fazem limpeza do Centro Penitenciário da Papuda — Foto: Comando Conjunto do Planalto

Militares da Marinha e Exército fazem limpeza do Centro Penitenciário da Papuda — Foto: Comando Conjunto do Planalto.

Segundo a Sesipe, uma série de medidas têm sido tomadas para evitar a proliferação do coronavírus nos presídios da capital. Entre elas estão:

  • Suspensão das visitas aos detentos até o dia 29 de maio;
  • Policiais penais participaram de videoconferência com uma infectologista, sobre estratégias de prevenção, detecção e controle do coronavírus;
  • Detentas da Penitenciária Feminina produziram 20 mil máscaras que serão divididas entre a Secretaria de Saúde e a Sesipe;
  • A Sesipe passou a fazer a limpeza de celas, viaturas e prédios da administração e da parte externa dos presídios; a mesma ação havia sido realizada com apoio do Exército Brasileiro e da Vigilância Ambiental;
  • Duzentas máscaras laváveis foram doadas e serão repassadas às unidades prisionais;
  • A Secretaria de Turismo (Setur) abriu processo para selecionar hotéis para policiais penais ficarem em isolamento;
  • Sistema de drive-thru, no Complexo da Papuda, para testagem rápida de servidores da SSP e da SES que atuam em unidades prisionais;
  • Dois novos blocos dos novos CDPs, com 200 vagas cada, estão sendo utilizados para tratamento e quarentena de presos durante a pandemia, 311 internos já ocupam os blocos.

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Pronampe, linha de crédito a PMEs, deve ganhar R$ 16 bi, diz Afif Domingos

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Assessor do Ministério da Economia diz que governo deve aportar mais recursos do Tesouro e do BNDES na linha de crédito, que está perto do limite

Pronampe: O diagnóstico de Afif Domingos é de que a injeção de recursos para pequenas e médias empresas pode ser mais rápida e desburocratizada (Juliano703/Getty Images)

O governo federal pretende injetar mais 16 bilhões de reais no Pronampe, programa de crédito a pequenas e médias empresas criado em maio em meio à aversão dos bancos para financiamentos ao setor produtivo por causa da pandemia. Inicialmente com 15,9 bilhões em caixa, o programa chegou perto do limite de financiamentos em pouco mais de dois meses. Nos últimos dias, empreendedores Brasil afora têm enfrentado filas nos bancos para acessar os recursos.

A ideia do Ministério da Economia é colocar mais 6 bilhões de reais em recursos do Tesouro Nacional no programa, explica Guilherme Afif Domingos, assessor especial do ministro Paulo Guedes para a agenda de empreendedorismo. Além disso, o governo estuda remanejar 10 bilhões de reais de uma linha de crédito operada pelo BNDES para concessão de crédito via maquininhas, criada com a medida provisória 975, de junho.

O diagnóstico de Afif Domingos é de que a injeção de recursos para pequenas e médias empresas pode ser mais rápida e desburocratizada do que na linha de crédito via maquininhas gerida pelo BNDES. “O dinheiro à disposição no mercado não pode ficar empoçado nos bancos. Tem que ir rápido para as empresas, que estão sofrendo com a crise”, diz Afif Domingos.

A expectativa é que o novo aporte de recursos no Pronampe ocorra via uma medida provisória a ser editada até a semana que vem. O novo crédito deve ter taxas de juros entre 5% a 8% ao ano. É uma taxa acima do cobrado até agora – ao redor de 4% ao ano – mas ainda assim bastante competitiva em relação às linhas para pessoas jurídicas nos bancos privados, que não raro passam de 10% ao ano.

As mudanças também devem mudar a estrutura de risco dos empréstimos do Pronampe. O objetivo é aumentar a participação dos bancos em eventuais perdas com esses empréstimos. Hoje, o governo cobre 85% das perdas e os bancos, 15%. O plano é que governo e bancos cubram, cada um, até 50% dos calotes tomados no programa.

Em dois meses de Pronampe, o programa já emprestou recursos a 117 mil empresas, de acordo com Afif Domingos. “Ainda é pouco se consideramos um universo de 3,5 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil”, diz. “Teremos que fazer uma multiplicação dos pães e garantir mais recursos para o programa nos próximos meses para atenuar os efeitos da crise entre os empreendedores.”

A busca por crédito

Os três grandes bancos que começaram a operar a linha do Pronampe já atingiram o limite de crédito estabelecido pelo Ministério da Economia. A Caixa, que na última segunda-feira, 13, havia conseguido um um acréscimo de 1,66 bilhão de reais, atingiu o novo teto de 5,9 bilhões de reais em menos de 24 horas, segundo informou o banco.

Situação similar aconteceu com o Banco do Brasil, que também havia conseguido expandir sua participação no programa na semana passada. Após ter atingido a cota de 3,74 bilhões de reais na quarta-feira, 8, o banco conseguiu do Tesouro Nacional um novo limite de 1,24 bilhão na última quinta-feira, 9. Em um dia, liberou todo o crédito a cerca de 20.000 micro e pequenas empresas.

O Itaú, que começou a operacionalizar o programa na quinta-feira, 9, também já emprestou toda a sua cota de 3,7 bilhões de reais pelo aplicativo Itaú Empresas. Na sexta-feira, por conta de instabilidade nos sistemas devido à alta demanda, o banco suspendeu o serviço até a segunda-feira. Até então, tinha concedido 70% dos 3 bilhões disponíveis.

No começo desta semana, milhares de empreendedores desesperados por uma chance de conseguir a cota final do banco, formaram uma fila virtual no app desde as 4h da manhã. Em meia hora, a partir das 8h, o banco já havia disponibilizado os 30% restantes e mais 700 milhões adicionais obtidos durante o final de semana junto ao BB, que opera o Fundo Garantidor de Operações (FGO) da linha.

Os dois outros grandes bancos privados, Bradesco e Santander, devem começar a trabalhar com a linha somente no final de julho e no começo de agosto.

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AL: quase 21 mil servidores públicos receberam R$ 13 milhões de auxílio emergencial indevidamente

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Foto: Metrópoles

Exatos 20.970 servidores públicos – municipais e estaduais – efetivos e comissionados  em Alagoas receberam indevidamente o auxílio emergencial pago pelo Governo Federal em socorro às famílias mais carentes durante a pandemia do novo coronavírus.

Foram mais de 13,6 milhões recebidos indevidamente e que terão de ser devolvidos. E esse valor pode ser maior, considerando que o levantamento da CGU levou em  consideração o recebimento de 1 cota por servidor, podendo ter acontecido de uma mesma pessoa ter recebido mais de uma parcela.

A informação foi divulgada nesta terça-feira, pelo superintendente da Controladoria Geral da União em Alagoas, Moacir Rodrigues de Oliveira,  em entrevista ao à da TV Cidadã, emissora do Tribunal de Contas de Alagoas.

Moacir Rodrigues/CGU-AL: valor pago pode ser ainda maior

Prefeituras

Moacir disse ainda que até agora 70 municípios alagoanos disponibilizaram os dados para o cruzamento da CGU, em parceria com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas e o Ministério Público de Contas de Alagoas. O superintendente afirmou também que este trabalho continua, para identificar pessoas que não se enquadram nos critérios pré-estabelecidos, mas estejam recebendo ou receberam o benefício.

O presidente do TCE-AL já determinou à diretoria de RH notificar os 10 servidores identificados para se justificarem com urgência, sob pena de demissão após processo administrativo.

Veja a relação, atualizada, até hoje (14), dos municípios que já disponibilizaram os dados para o cruzamento da CGU:

https://www.tceal.tc.br/view/documentos/doc140720201620250000005f0ddb49b5539.pdf

https://www.tceal.tc.br/view/documentos/doc140720201524450000005f0dce3d51bac.pdf

Confira a entrevista concedida ao jornalista Valtenor Leôncio. https://www.youtube.com/watch?v=3yntjHGB5hc

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Em meio ao desespero das PMEs por crédito, Pronampe é pauta na Câmara

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Deputados devem definir a urgência de projeto de lei que quer incluir profissionais liberais no programa de crédito

Pronampe: programa facilita acesso de micro e pequenas empresas ao crédito durante a pandemia de coronavírus (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

Em meio a corrida das micro, pequenas e médias empresas (PMEs) por crédito, a Câmera dos Deputados vai definir nesta terça-feira, 14, se tramita em urgência o projeto de lei 2.424, de 2020, que altera a lei que instituiu o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Para amenizar as perdas financeiras causadas pela pandemia do novo coronavírus, o PL 2.424/20, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), prevê a criação de uma linha de crédito de até 100.000 reais para profissionais liberais. O texto foi aprovado no Senado no dia 28 de maio e aguarda tramitação na Câmara.

Se aprovada, a lei permitirá a profissionais liberais acesso a linhas de financiamento de três anos e com oito meses de carência, além de juros de 5% ao ano + a taxa Selic (atualmente em 2,25%). Poderão solicitar crédito pessoas físicas que exercem, por conta própria, atividade econômica com fins lucrativos, mas que não tenham participação societária ou possuam vínculo empregatício.

A ideia do PL é que a linha seja incluída dentro do Pronampe, que atende só microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais hoje. Para poder atender ao novo público, o Tesouro Nacional teria que aportar uma nova quantia no Fundo Garantidor de Operações (FGO), operacionalizado pelo Banco do Brasil, que garante até 85% da carteira emprestada pelos bancos.

Ampliação do Pronampe?

Até hoje, no Pronampe, Banco do Brasil, Caixa e Itaú emprestaram mais de 13 bilhões de reais dos 15,9 disponíveis para uso pelos bancos. Na última segunda-feira, 13, a Caixa atingiu o limite de 4,24 bilhões de reais em créditos contratados pelo Pronampe. Com isso, o ministério da Economia permitiu um acréscimo de 1,66 bilhão de reais, e agora o novo limite da instituição é de 5,9 bilhões de reais.

Na semana passada, o Banco do Brasil também havia conseguido expandir sua participação no programa. Após ter atingido o teto de 3,74 bilhões de reais na quarta-feira, 8, o banco conseguiu do Tesouro Nacional um novo limite de 1,24 bilhão na última quinta-feira. E, em cerca de 24h, liberou todo o crédito a cerca de 20.000 micro e pequenas empresas.

O Itaú, que começou a operacionalizar o programa na quinta-feira, 9, também já emprestou toda a sua cota de 3,7 bilhões de reais. Enquanto isso, os dois outros grandes bancos privados, Bradesco e Santander, devem começar a trabalhar com a linha somente no final de julho e no começo de agosto.

Preocupado com a continuidade do programa, o governo busca formas de ampliá-lo. A senadora Kátia Abreu (PP-TO) por meio de emenda à MP 944/20, propõe a transferência de 17 bilhões de reais do Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (PESE) ao Pronampe. A movimentação faria sentido, segundo a senadora, porque, do dia 8 de abril ao dia 30 de junho, o PESE concedeu somente 4,5 bilhões de reais, enquanto o Pronampe emprestou mais que o dobro, tendo começado a operar no dia 17 de junho.

Caso a emenda seja aprovada no Senado, precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

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Santa Maria: GDF investe em obras nas escolas da cidade

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Sem o vaivém de alunos, por causa da pandemia de coronavírus, colégios da rede pública ganham reforço de manutenção e reparos 

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

O maior investimento é justamente no CED 310, a partir de uma junção de verbas de Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (PDAF) da escola e da Coordenação Regional de Ensino (CRE) – além de emendas parlamentares. Ao todo, mais de 900 alunos serão beneficiados diretamente pelas mudanças realizadas durante a pandemia.

A lista de melhorias na sede do colégio é grande. Inclui instalação de mobiliário em MDF na sala de recursos que acolhe alunos com deficiências, nas áreas administrativas e pedagógicas, e na biblioteca. Foram comprados três televisores, painéis e suportes. Armários foram revitalizados e remanejados – alguns, inclusive, doados – e 32 novas câmeras de monitoramento, instaladas.

Em fase final está a construção de uma praça, numa homenagem a uma servidora que faleceu recentemente, e a instalação de redes de proteção na quadra de esportes. “O tempo parou e resolvemos correr com as coisas. A gente lamenta a pandemia, mas conseguimos achar maneiras de tornar positivo, com recurso que chegou no tempo certo”, diz o diretor Wagner Lemos de Oliveira.

O montante direcionado ao colégio também é usado para melhorias na Unidade de Internação de Santa Maria (UISM), onde o CED 310 é escola vinculante e atende 108 estudantes em cumprimento de medidas socioeducativas, de 13 a 19 anos. A gestão instalou armários nas salas de aula, onde os estudantes conseguem deixar todo o material e evitar revistas. “É um modo de humanizar a relação, impedindo constrangimento desnecessário.”

Estrutura e segurança
Na Escola Classe 203, são R$ 44.950 em investimentos para melhorar a estrutura, a segurança e a experiência dos 1.380 alunos – que têm entre seis e 14 anos. A primeira mudança está logo na entrada: o espaço para realização das horas cívicas semanais ganhou paisagismo com grama novinha, assim como a proximidade da quadra.

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

O espaço vazio em função da pandemia também permitiu um reparo urgente sem precisar interferir no funcionamento da escola. Um vazamento no banheiro e bebedouro acima da cantina acabou interditando o espaço para o conserto, instalação do novo forro e pintura do refeitório. Com alunos ali, a iniciativa geraria transtornos, explica a diretora, Simone de Jesus Campos.

Outra novidade é que, quando voltarem, os pequenos terão nova modalidade de recreação, com instalação de oito chuveiros para serem aproveitados em dias secos. Os equipamentos vão substituir os tradicionais banhos de mangueira.

Para a gestora do colégio, a intervenção de maior destaque envolve segurança, com instalação de grades nas janelas das áreas administrativa e pedagógica. Foram R$ 12 mil só nisso. “Era prioridade havia cinco anos”, garante.

Conforto para crianças
No Centro de Educação Infantil 203 de Santa Maria, as salas vazias permitiram a troca do piso das oito salas de aula onde são alfabetizadas 352 crianças, de quatro e cinco anos. As placas adesivas desgastadas foram substituídas por uma cerâmica nova. A obra durou duas semanas – mas seriam necessários meses caso houvesse aulas presenciais.

“Estava perigoso porque vira uma lâmina, vai quebrando aos pedaços e há risco de tropeços e quedas”, conta a diretora, Catarina Soares Ferreira. “Agora está mais seguro, confortável e fácil de ser limpo. Nessa modalidade de ensino, é muito comum sentar no chão para atividades diárias, contação de histórias, brincadeiras”, ressalta.

A mesma mudança ocorreu na sala dos professores, que também terá ar-condicionado instalado. O equipamento também dará mais conforto para os alunos na sala multimídia.

Além disso, um novo bebedouro para encher garrafas foi adquirido e será instalado. Vice-diretora, Fernanda Freitas explica que esta já é preparação para prevenção do coronavírus com eventual retorno dos alunos.

Todas as intervenções representam um investimento de R$ 35.460 no colégio, com verbas de Pdaf, emendas parlamentares e Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Enfim, internet
O problema constante com conexão no Centro de Educação Infantil 210 estão perto do fim. Ali, onde há  411 alunos, de quatro e cinco anos, a escola conseguiu instalar toda a estrutura para garantir uma internet cabeada com R$ 7.098. Até agora, a rede wi-fi se limitava a uma única sala e prejudicava a rotina diária das áreas administrativa e pedagógica.

“Colocar uma rede cabeada é caro. Pedimos socorro à regional e juntamos recursos para conseguir”, diz a diretora, Maria Célia Mendes da Rocha. “Hoje em dia, internet é necessária para tudo. E os professores, claro, reclamavam. Quando as aulas presenciais voltarem, a conexão será possível até na última sala, a 33 metros de distância do modem”, ressalta.

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Ibaneis amplia horário de funcionamento de shoppings e autoriza reabertura de bares e restaurantes em clubes

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Funcionamento desse tipo de comércio nas ruas será a partir desta quarta-feira (15). Estabelecimentos devem seguir série de medidas sanitárias.

Fila para loja de telefonia celular, em shopping no DF — Foto: G1 DF

Um novo decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), nesta terça-feira (14), amplia o horário de funcionamento de shoppings centers da capital. Os estabelecimento passam a funcionar das 11h às 21h – antes, a abertura era a partir das 13h.

Em outra determinação, também publicada nesta terça (14), o GDF autoriza a reabertura de bares e restaurantes em clubes recreativos. A nova regra foi publicada na véspera do prazo que prevê a retomada das atividades desses mesmos estabelecimentos nas ruas da capital. Foram de clubes, bares e restaurantes só podem reabrir a partir de quarta (15).

As autorizações, no entanto, não valem para as regiões de Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol, que estão limitadas à atividades essenciais devido ao aumento de casos da Covid-19 (saiba mais abaixo).

Segundo o texto, os comércios devem seguir uma série de regras sanitárias para evitar a disseminação do novo coronavírus. No início do mês, o governo federal reconheceu a situação de calamidade pública decretada pelo GDF. Até esta terça-feira (14), a capital registra 916 óbitos pela doença.

Shoppings

A partir desta terça (14), shoppings podem funcionar de 11h às 21h. Antes disso, o funcionamento era de 13h às 21h.

Para receber os clientes, as lojas devem seguir as seguintes regras:

  • Fornecimento de equipamentos de proteção individual e álcool em gel 70% a todos os empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço
  • Realização de testes de Covid-19, a cada 15 dias, em todos os empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço
  • Interdição das áreas de recreação e lojas como brinquedotecas, de jogos eletrônicos, cinemas, teatros e congêneres
  • Interdição das praças e quiosques de alimentação, autorizando-se exclusivamente os serviços de entrega em domicílio e retirada do produto, sendo proibido o consumo no local
  • Medição de temperatura de todos os clientes antes de entrarem no shopping
  • Proibição do uso de provadores de roupas
  • Limitação de 50% da capacidade para uso do estacionamento

Clubes recreativos

Os clubes estão autorizados a funcionar desde o dia 26 de junho. A retomada foi permitida devido à volta dos treinamentos de times de futebol.

No decreto desta terça-feira (14), uma nova norma deixa expressa a autorização do funcionamento de bares e restaurantes nesses estabelecimentos, além de detalhar regras sanitárias. O texto proíbe atividades coletivas, exceto os treinamentos profissionais. Veja:

Está proibido:

  • Prática de “quaisquer esportes coletivos, bem como a utilização de áreas coletivas, tais como piscinas, churrasqueiras, saunas e afins”

É obrigatório:

  • Disponibilização de álcool em gel 70% a todos os clientes e frequentadores
  • Manutenção dos banheiros e demais locais do estabelecimento higienizados e com suprimentos suficientes para possibilitar a higiene pessoal dos funcionários e frequentadores
  • Utilização de máscaras de proteção facial
  • Aferição da temperatura dos frequentadores
  • Frequente higienização das mesas e cadeiras de uso coletivo, que devem ser dispostas a uma distância de dois metros umas das outras;
  • Manutenção do distanciamento mínimo de 2 metros entre as pessoas
  • Disponibilização por parte dos empregadores de equipamentos de proteção aos funcionários

Bares e restaurantes em clubes

Estabelecimentos dentro dos clubes devem seguir as mesmas regras daqueles abertos em área comercial nas ruas, com funcionamento autorizado a partir desta quarta (15):

  • As mesas devem ser mantidas a uma distância de dois metros umas das outras, com limite de seis pessoas por mesa
  • Os locais deverão funcionar com 50% da capacidade autorizada no alvará de regulamentação
  • Está proibida a apresentação de shows ao vivo e, no caso de self-service, o restaurante deve oferecer luvas descartáveis de plástico ou guardanapos de papel para que os clientes se sirvam
  • Atendentes devem evitar abrir latas e garrafas que possam ser abertas pelo próprio cliente, priorizando e orientando que sirvam as próprias bebidas no copo a ser utilizado
  • Não dispor talheres e pratos nas mesas antes da chegada do cliente
  • Estão proibidos itens para uso coletivo como cafezinho e outros itens de degustação de uso comum
  • Evitar uso compartilhado de embalagens de condimentos, priorizando uso de sachês individuais
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Hospital de Ceilândia, no DF, inaugura nova ala para pacientes com Covid-19

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Região é mais afetada pela doença na capital. Segundo Secretaria de Saúde, unidade tem 73 leitos de enfermaria; transferência de internados deve começar nesta segunda (13).

Nova ala para tratar pacientes com Covid-19 no Hospital Regional de Ceilândia — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

O governo do Distrito Federal inaugurou, nesta segunda-feira (13), uma unidade modular anexa ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para tratar pacientes com o novo coronavírus. Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), a ala tem 73 leitos de enfermaria.

As novas vagas tem o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento aos moradores da região, a mais afetada pela Covid-19 na capital. Até o início da tarde desta segunda, Ceilândia havia registrado 8,9 mil infectados e 181 mortos pela doença.

Segundo a SES-DF, 30 pacientes devem ser transferidos ao hospital modular no primeiro dia. Ao todo, 148 funcionários temporários vão atuar na unidade, sendo 18 clínicos gerais, 30 enfermeiros e 100 técnicos de enfermagem.

Leitos de enfermaria no Hospital Regional de Ceilândia — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Leitos de enfermaria no Hospital Regional de Ceilândia — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde.

Dos 73 leitos disponíveis, três são de isolamento, para pacientes com sintomas de gripe ou que tenham sintomas gripais e apresentem comorbidades – doenças capazes de agravar o quadro.

Não há, no entanto, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo dados do GDF, o HRC tinha, até a tarde desta segunda, 10 leitos de UTI e 22 de Unidade de Cuidado Intermediário (UCI) para pacientes com Covid-19. Apenas dois de cada tipo estavam vagos.

Hospital de campanha

Nesta segunda, o governador Ibaneis Rocha (MDB) também assinou uma ordem de serviço para a construção de um hospital de campanha em Ceilândia. Segundo o governo local, a previsão é de que sejam instaladas 60 vagas, sendo 40 de enfermaria e 20 com suporte respiratório.

O hospital de campanha foi anunciado no início de junho e deveria ser entregue neste mês. No entanto, essa data foi adiada para setembro. A expectativa é de que, após a pandemia, ele seja transformado em um hospital materno-infantil.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

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