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Prêmios FAC: GDF divulga lista de 500 projetos culturais contemplados; benefício é de R$ 4 mil

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Iniciativa pretende diminuir impacto econômico no setor durante pandemia. Investimento total é de R$ 2 milhões.

Agente da cultura fazem protesto no DF pela garantia e manutenção do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) — Foto: Luiza Garonce/G1

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) divulgou, nesta segunda-feira (13), a lista dos 500 projetos culturais vencedores do edital “Prêmios FAC – Brasília 60”. O resultado foi publicado no Diário Oficial do DF.

A iniciativa contempla artistas e agentes culturais da capital. De acordo com o governo local, cada projeto contemplado vai receber cerca de R$ 4 mil. O investimento total é R$ 2 milhões, viabilizados pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). Confira os vencedores no link abaixo:

Os vencedores foram selecionados em diversas vertentes, desde música e literatura até design e moda. De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, o prêmio pretende “atenuar os danos ao setor, por causa da pandemia do novo coronavírus”.

“Essa iniciativa tem, antes de tudo, a marca da solidariedade. O setor cultural foi, na prática, a primeira vítima da Covid-19 e, por isso, outras ações desse tipo estão em curso, pois sabemos que será o último a se recuperar”, explica Rodrigues.

Prazo para recurso
Os inscritos que não foram selecionados no prêmio ainda podem apresentar recurso a partir desta segunda-feira. Ao todo, o prazo é de 10 dias.A Secretaria explica que as fichas com a avaliação das candidaturas, elaboradas pela comissão de seleção da iniciativa, poderão ser solicitadas pelo e-mail premiosfac@cultura.df.gov.br

 

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Transplantes de medula óssea estão suspensos no DF por falta de medicamento

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Instituto de Cardiologia confirma falta de insumos e diz que procedimentos devem ser retomados em agosto. Unidade é única do Centro-Oeste a atender pelo SUS.

Fachada do Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) suspendeu a realização de transplantes de medula óssea em pacientes com câncer devido à falta de medicamentos. O hospital é o único a realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em toda região Centro-Oeste.

De acordo com o ICDF, o serviço está mantido apenas para procedimentos que não envolvem doadores, no caso de transplantes “autólogos”. Já os “alogênicos” – quando o paciente recebe células de familiares – e os “não aparentados”, células do banco de doadores de medula, estão suspensos desde abril.

“[Os transplantes] foram interrompidos temporariamente […] para adequação de insumos específicos para sua realização”, disse a direção do instituto em nota . O ICDF é administrado pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC). A estimativa de retorno é para o “final de agosto de 2020”.

Já a Secretaria de Saúde afirmou que, em janeiro, foi informada pelo ICDF de que o instituto “estava com dificuldades em adquirir alguns insumos e custear alguns procedimentos necessários ao transplante de medula óssea (TMO) alogênico”.

Falta remédio

O GDF também informou que a ala que seria usada para receber pacientes com leucemia, linfomas e mielomas foi destinada para o tratamento de pessoas com a Covid-19 durante a pandemia.

A secretaria disse ainda que os procedimentos de transplante são pagos pelo Ministério da Saúde e, após o faturamento, a secretaria do DF repassa o valor do serviço executado ao Instituto de Cardiologia. A reportagem aguarda um posicionamento da pasta federal sobre a falta da Filgrastima.

Longa espera

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

Com o procedimento suspenso, os pacientes com câncer e que necessitam de um transplante de medula óssea no Distrito Federal enfrentam a incerteza da espera. Já quem entrou na Justiça devido à urgência do procedimento foi encaminhado para a realização do transplante em São Paulo.

De acordo com fontes ouvidas , até este sábado (1º), cerca de 20 pessoas aguardavam por um transplante de medula óssea no DF. Se o procedimento clínico não for feito em tempo hábil, o paciente pode ir a óbito.

O ICDF não informou, no entanto, o total de pessoas à espera do transplante. De acordo com médicos hematologistas, o paciente pode ser curado caso tenha a possibilidade de receber células do próprio corpo. Já para pacientes que necessitam de doadores, a substituição das células do sangue, feita por meio do transplante, é a única chance de cura.

ICDF em crise

Em outubro de 2018 o Instituto do Coração do Distrito Federal suspendeu a marcação e a execução de procedimentos eletivos – aquele sem urgência, agendados previamente. À época, o hospital disse enfrentar instabilidade financeira e um “sério desabastecimento de insumos”.

Ao G1, o ICDF responsabilizou o governo do DF. Em um ofício enviado à Secretaria de Saúde, o hospital acusa a pasta de não realizar os pagamentos dos dois contratos vigentes. Já o GDF negou essa falha nos repasses.

Outros transplantes

O Instituto de Cardiologia do DF é uma instituição sem fins lucrativos que realiza atendimentos de alta complexidade cardiovascular e transplantes desde 2009.

Apesar da interrupção do atendimento a pacientes com câncer, o ambulatório e a enfermaria do ICDF seguem funcionando.

De janeiro a julho deste ano, o instituto realizou 90 procedimentos de transplantes. Neste período, 38 passaram por cirurgia de fígado, outros 24 de medula óssea, 14 de rim, 9 de coração e 5 de córneas.

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Enem 2020: pré-vestibular no DF abre 180 vagas gratuitas para estudantes de baixa renda

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Aulas serão pela internet. Oportunidade é para alunos de todo país; inscrições vão até dia 12 de agosto.

Caderno de provas do Enem 2019 – 1º dia — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

Um curso pré-vestibular do Distrito Federal está com 180 vagas abertas para estudantes de baixa renda estudarem de maneira gratuita. Desta vez, a preparação dos alunos será para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para os meses de janeiro e fevereiro de 2020.

As aulas do Galt Vestibulares serão online, nos períodos matutino, vespertino e noturno, por conta da pandemia do novo coronavírus. Candidatos de todo o país podem se inscrever pela internet, até o dia 12 de agosto. O processo seletivo é limitado a até 1 mil inscritos, segundo a organização.

O curso preparatório atua no DF desde 2015. As aulas são voltada para alunos da rede pública e para bolsistas de escolas particulares (veja abaixo como participar). As aulas começam no dia 29 de agosto.

Pré-requisitos

Para participar da seleção, os candidatos devem pagar a quantia de R$ 15 para cobrir os custos operacionais. Depois disso, o aluno não precisará pagar mais nenhuma taxa.

Para concorrer a uma vaga no cursinho é preciso atender aos seguintes critérios:

  • Ter concluído ou estar matriculado no último ano do ensino médio em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral, e ter cursado os dois primeiros anos em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral.
  • Ter finalizado ou estar matriculado no último ano do ensino médio, tendo estudado em escola particular sem bolsa integral durante o ensino médio, desde que esteja inscrito no Cadastro Único.
  • Possuir celular, tablet ou computador com acesso à internet para acompanhar as aulas na modalidade a distância, realizar simulados e outras atividades.

Processo seletivo

O processo seletivo para escolha dos novos alunos será composto por duas etapas: avaliação e entrevista – ambos acontecerão pela internet. Os candidatos classificados na avaliação, ou seja, que estiverem entre os 360 primeiros classificados, passarão por uma entrevista social.

As entrevistas ocorrem no dia 23 de agosto, e os horários de cada candidato serão disponibilizados no site e nas redes sociais, bem como enviados por e-mail.

Após a seleção, os estudantes aprovados terão acesso, de graça, às aulas de todas as disciplinas, atendimento com psicólogos, simulados, monitorias e acesso a plataformas de ensino de instituições parcerias do cursinho.

Vagas para todo país

Segundo um dos fundadores do Galt, Rubenilson Cerqueira, a ideia de expandir o processo seletivo para todo país surgiu depois que a pandemia do coronavírus exigiu que o cursinho adotasse o ensino à distância.

“Acreditamos que podemos ajudar outros brasileiros que não têm condições de preparo. Além do fato de estarmos na modalidade EAD desde o início da pandemia”, explica.

Serviço:

Curso preparatório para o Enem

  • Inscrições: até 12 de agosto pelo site do Galt Vestibulares
  • Taxa: R$15
  • Entrevista para seleção: 23 de agosto
  • Total de vagas: 180
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Síndrome rara que acomete crianças com covid-19 é registrada no Brasil

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Pelo menos dois hospitais do Rio de Janeiro trataram crianças com a recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica causada pelo coronavírus

Síndrome rara: a medicina vem registrando uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2 (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

No último 2 de julho, uma quinta-feira, Alice, de 3 anos, acordou cheia de manchas pelo corpo e com febre. Os pais, preocupados, ligaram imediatamente para a pediatra que, pelos sintomas descritos, excluiu a possibilidade de ser covid-19.

“Nem me passou pela cabeça que pudesse ser o novo coronavírus por conta de todos os cuidados que estávamos tomando”, diz a mãe da menina, que preferiu não se identificar. “E a própria médica também não achou que fosse. Mesmo assim, resolveu pedir um exame PCR, que deu negativo.”

Pelas particularidades de sua profissão, a mãe da Alice continuava indo ao trabalho diariamente. Seguia, porém, todas as medidas de segurança preconizadas, como uso de máscara e de álcool gel. “Eu só entrava em casa depois de tirar o sapato, não tocava em nada”, conta. “Minha roupa ia para a máquina de lavar e eu, para o banho.”

O pai da Alice ficou em home office, isolado com a filha. E até para pedir comida em casa a família foi parcimoniosa. Eles receberam poucas refeições por delivery. Mesmo assim, seguindo todos os cuidados recomendados. “Realmente, seguimos a quarentena.”

De fato, nenhum dos dois apresentou sintoma da doença. Por isso mesmo, eles não se surpreenderam quando o PCR da filha deu negativo. Mas o estado de saúde da menina começou a se agravar, sem que ninguém conseguisse chegar a um diagnóstico.

Também surgiram outros sintomas incomuns, como olhos vermelhos, barriga inchada, pés e mãos descamando e febre intermitente.

No sétimo dia consecutivo de febre, um exame de sangue revelou uma inflamação generalizada e Alice foi internada na UTI pediátrica de um hospital particular da zona oeste do Rio. Ela tinha uma síndrome inflamatória rara ligada à infecção pelo novo coronavírus.

Gravidade

Os casos confirmados de covid-19 em crianças e adolescentes chegam, no máximo, a 3,5% do total de registros. Essa faixa etária é a menos afetada e a grande maioria das ocorrências é muito branda.

Ainda assim, um pequeno número tem problemas sérios relacionados à infecção. Esses casos muito graves que, invariavelmente, acabam nas UTIs são provocados pela recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP).

Trata-se de uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2. Até agora, foram descritos pouco mais de 200 casos no mundo. A OMS e o CDC já emitiram alertas sobre esses episódios.

“A síndrome não ocorre na fase aguda da covid-19. Em geral, aparece depois e pode ocorrer mesmo em crianças que apresentaram um quadro brando da doença”, explicou a pediatra Tania Petraglia presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj).

Primeiros relatos

As manifestações raras da doença em crianças não foram observadas na China, onde a epidemia surgiu, no fim do no passado. Foi só em abril que médicos do Reino Unido relataram os primeiros casos. Em maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu nota de alerta sobre a síndrome e seus riscos.

No Brasil, ainda não há números oficiais sobre a doença, mas os pediatras confirmam a ocorrência de casos como o de Alice. Somente na UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, no Rio, referência para o tratamento da covid-19, já foram atendidas oito crianças. O hospital onde Alice ficou internada registrou outros dois casos.

Os relatos indicam a apresentação de um quadro muito parecido com o da raríssima Síndrome de Kawasaki, uma inflamação sistêmica de causa desconhecida, mais comum na Ásia.

Entre os sintomas mais frequentes, febre, conjuntivite, manchas no corpo, vermelhidão na sola dos pés e na palma das mãos. A principal complicação é a ocorrência de aneurismas na artéria coronária. Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar à morte.

Dúvidas

Os especialistas não sabem por que a síndrome só ocorre em crianças, nem por que acomete algumas e poupa outras. Um grande estudo do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA está no início e vai acompanhar 6 mil crianças para tentar chegar a algumas respostas.

“Ela costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico do coronavírus”, disse a chefe da UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, Raquel Zeitel, presidente do Departamento de Emergências da Soperj.

“Trata-se de uma resposta imunológica exacerbada, com febre persistente, sintomas abdominais, diarreia vômito, lesões cutâneas, conjuntivite. E pode evoluir para quadro semelhante a um choque, com aumento dos marcadores inflamatórios, anomalias coronarianas e disfunções cardíacas.”

Alice ficou quatro dias internada. “Como não sabíamos o estágio da evolução da doença e havia preocupação com a parte cardíaca, achamos melhor interná-la”, contou a mãe da menina.

“Por 24 horas ininterruptas, ela recebeu infusão de imunoglobulina (anticorpos que agem neutralizando o patógeno). E teve os sinais vitais monitorados a cada 15 minutos.”

A infusão, que previne aneurismas coronarianos, é o tratamento padrão para a síndrome de Kawasaki. Ele vem sendo usado também nessas complicações em crianças pós-covid, juntamente com corticoides (anti-inflamatórios).

“Como se trata de uma doença que resulta em manifestações inflamatórias intensas, o tratamento inclui medicamentos para controlar esse processo e evitar comprometimento do coração”, explicou o médico Leonardo Campos, integrante do Comitê de Reumatologia da Soperj e do Hospital Antonio Pedro, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Alice chegou a ter febre de 40 graus, mas, depois, a inflamação cedeu, sem comprometer o coração. “Mesmo assim, nos próximos dois meses, ela vai fazer exames frequentes e, depois, uma vez por ano”, disse a mãe da menina. “Foi um susto, mas acho importante falar para que as pessoas fiquem atentas.

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400 PMs do Rio são suspeitos de pedir auxílio emergencial indevidamente

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Levantamento constatou que foram pagos de R$ 600 a R$ 1,2 mil para 401 PMs; investigação do comando militar indica que solicitações podem ser maiores

Auxílio emergencial: a secretaria de Polícia Militar iniciou uma apuração interna que revela que o número de solicitações indevidas feitas pelos agentes pode ser ainda maior (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Centenas de policiais militares do Rio de Janeiro estão sob suspeita de terem dado entrada indevidamente em pedidos para receberem o auxílio emergencial do governo federal em razão da pandemia do novo coronavírus.

Um cruzamento de dados feito pela Corregedoria-Geral da União e o Tribunal de Contas do estado do Rio constatou que foram pagos benefícios de R$ 600 e R$ 1,2 mil para 401 PMs.

A partir do levantamento, a secretaria de Polícia Militar iniciou uma apuração interna que revela que o número de solicitações indevidas feitas pelos agentes pode ser ainda maior.

O GLOBO teve acesso a parte dos relatórios elaborados por unidades da PM por determinação do secretário, coronel Rogério Figueredo. A apuração já confirmou que pelo menos 29 policiais receberam o auxílio e outros 291 tiveram a solicitação negada.

Os relatórios estão sendo elaborados por comissões criadas em cada unidade da Polícia Militar, seja ela operacional ou administrativa. Há documentos que ainda estão em fase de preparo.

Os dados sobre os recebimentos indevidos dos auxílios foram enviados no dia 23 de junho pela presidente do Tribunal de Contas do Rio, Marianna Montebello Willeman, para o coronel Figueredo.

No documento, Marianna solicita que os servidores sejam alertados individualmente sobre as regras para recebimento do benefício e ressalta que “as condutas de solicitação e de recebimento do auxílio emergencial, mediante inserção ou declaração de informações falsas em sistemas de solicitação do benefício, podem caracterizar os crimes de falsidade ideológica e estelionato”.

Pela regra, aqueles que possuem emprego formal ativo não têm direito ao auxílio. Também há restrições para quem recebe benefícios previdenciários e para determinadas faixas de renda familiar.

As comissões ouviram alguns policiais que receberam ou solicitaram o benefício. O GLOBO teve acesso a algumas dessas declarações.

Há casos como os do soldado Vinícius Cerqueira Louvera e Renan Leite Santos, lotados no 2º BPM (Botafogo), que alegaram ter solicitado o auxílio por acharem que estavam enquadrado nas hipóteses de recebimento.

Na época em que entraram com o pedido, ambos ainda eram alunos do Curso de Formação da PM. Os dois receberam R$ 600 cada e se colocaram à disposição para devolver os valores.

A comissão do 2º BPM entendeu que há indícios de que os dois cometeram crime de improbidade administrativa e sugeriu a remessa dos casos para a Polícia Federal.

Na UPP da Chatuba, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, sete policiais cujos CPFs foram usados para pedir o auxílio colocaram a culpa em suas mulheres.

Todos alegaram que foram suas esposas que fizeram as solicitações sem o aval deles, de acordo com o relatório feito pela comissão criada na UPP. Nesses casos, os benefícios foram negados.

Em diversas unidades, há também casos em que os policiais negam terem pedido o benefício e afirmam que foram vítimas de fraude. O cabo Jorge Romero, do 2º BPM, alegou que em abril deste ano teve seus dados pessoais e bancários vazados em um site de compras. A solicitação dele também não foi aceita.

O relatório produzido pela Diretoria de Veteranos e Pensionistas revela ainda que foram feitas solicitações com os CPFs de três policiais mortos. O documento, no entanto, não deixa claro se o pedido foi aceito e se os valores foram pagos.

De acordo com a assessoria da imprensa da PM, todos os relatórios que estão sendo elaborados serão encaminhados para uma comissão na Diretoria-Geral de Pessoal. Se for o caso, novas diligências poderão ser solicitadas.

Em seguida, todo o material será remetido para a Corregedoria-Geral da PM, que vai apurar os casos individualmente “para dar sustentação às medidas subsequentes que serão adotadas na área correcional da corporação”.

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Projeto Bike em Dia leva informação e segurança para ciclistas na W3 Sul

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Iniciativa do Detran tem como objetivo orientar e ensinar os cuidados essenciais que ciclistas devem ter nas vias do DF

Foto: Paulo H carvalho / Agência Brasília

Os ciclistas e pedestres que aproveitaram a manhã de sol deste domingo (2) para caminhar na W3 Sul tiveram uma atração diferente: na altura da 506/507 Sul, o Projeto Bike em Dia levou, por meio de ações educativas, orientações e cuidados essenciais que os ciclistas devem ter em todos os tipos de vias.

A iniciativa do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) já havia passado por outros locais nas últimas semanas e, com o sucesso do projeto Viva W3, também marcou presença na nova via de lazer dominical dos brasilienses. Nas duas estruturas amarelas, cor característica do Detran-DF, agentes do Núcleo de Ações Educativas abordavam ciclistas para participarem da iniciativa.

Enquanto as bicicletas dos participantes recebiam manutenção preventiva e gratuita dos funcionários de uma empresa parceira do projeto, como calibragem de pneus e lubrificação de correntes, os agentes do Detran-DF transmitiam as informações sobre as normas que os ciclistas devem respeitar nas ruas e ciclovias e quais são os itens obrigatórios de segurança.

Praticante de ciclismo há cinco anos, o servidor público Espedito Henrique de Souza aprovou a realização do Projeto Bike em Dia: “Essa ação educativa é muito importante porque a gente acha que sabe tudo, mas a gente sempre aprende alguma coisa quando escuta. Hoje aprendi algumas coisas que eu não sabia”.

Até mesmo quem está começando a praticar o esporte há pouco tempo também aproveitou a iniciativa para saber um pouco mais sobre o universo do ciclismo: o pequeno Vinícius, de quatro anos de idade, já sabe andar de bicicleta sem o auxílio das rodinhas de equilíbrio.

O pai dele, Ricardo Souza, fez questão de parar no stand do Detran-DF para que ambos participassem da ação educativa: “Essa conscientização tem que começar desde cedo. Achei muito bacana a ação, principalmente por também abordar esses temas com as crianças. Ele vai crescer já sabendo as regras corretas”.

A harmonia entre ciclistas e motoristas pelas ruas do DF é um dos motivos principais da iniciativa do Detran-DF, como explica o diretor-geral do órgão, Zélio Maia: “Brasília não pode ser vista como a cidade só dos automóveis, Brasília é a cidade dos brasilienses. Com essa campanha, queremos contribuir com a divulgação dos espaços públicos destinados aos cidadãos, tanto pedestres quanto ciclistas. O carro começa a ser figurante, e essa é a nossa ideia para as campanhas educativas”.

“O Detran não administra apenas veículos, mas também vidas. Estamos preparando campanhas publicitárias direcionadas aos ciclistas, pedestres e corredores de rua, e vamos executar ainda mais ações educativas”, finaliza o diretor-geral.

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DF Legal, com apoio da PM, fiscaliza feiras em Samambaia

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O grupo de trabalho também esteve na Estrutural, no Eixão, na Feira dos Goianos, na W3 Sul e no Paranoá

Equipes da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), com apoio da Polícia Militar, realizaram neste domingo (3) ações de fiscalização e orientação aos consumidores e trabalhadores de feiras em Samambaia.

A operação segue a rotina da força-tarefa, que conta com a participação de órgãos da área da segurança e verificação do GDF, para vistoriar o uso de máscaras e o cumprimento das medidas sanitárias de combate ao novo coronavírus (Covid-19), concentrado-se, também, na proibição do comércio irregular nos arredores das feiras.

O grupo de trabalho percorreu as quadras 313 e 419 e 421 de Samambaia. Ambulantes que não tinham autorização foram orientados a saírem das proximidades e os consumidores que não estavam respeitando o decreto em vigor, que obriga o uso de máscaras em espaços públicos, foram instruídos a usarem o item de proteção individual. Quem não usar, pode ser multado em 2 mil reais.

Houve supervisionamento também na Estrutural, no Eixão, na Feira dos Goianos, na W3 Sul e no Paranoá. Além das ações de orientação, também foi realizado o combate à venda de produtos de procedência irregular.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

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