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Prefeitura mostra plano para mudar linhas de ônibus em audiência pública

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A Prefeitura de São Paulo espera lançar entre abril e maio o edital da licitação do sistema de ônibus municipais com a meta de reorganizar completamente a distribuição das linhas pela cidade. Os empresários que aceitarem participar da licitação devem estar preparados para uma taxa de retorno menor, para oferecer ônibus atuando quatro tipos de linhas e até mesmo para administrar terminais.

O plano foi apresentado nesta segunda-feira (23) em audiência pública pelo secretário municipal de transportes Jilmar Tatto. A apresentação ocorre três meses depois de concluída a auditoria da empresa Ernst Young, que apontou falhas no atual modelo de concessão e que o sistema de transporte pode ser mais eficiente.

O encontro foi marcado por um protesto de cobradores na porta do auditório. Eles temem desemprego com a modernização do setor. Sobre um eventual risco de demissão de cobradores, o secretário negou que haverá dispensa da categoria em São Paulo.

“O cobrador é uma profissão em extinção no mundo todo porque o dinheiro está em menor circulação. Mas você pode pegar esse profissional para ficar no pré-embarque, ou como assistente do motorista, tem que analisar caso a caso, mas não vai ter desemprego nessa área”, afirmou Tatto.

A Prefeitura estima o valor dos total da operação do sistema some R$ 120 bilhões em 20 anos. Em 2013, após protestos contra o aumento da passagem, Haddad cancelou a licitação que tinha custo previsto de R$ 46 bilhões por 15 anos. No ano passado, para manter a operação do sistema, o subsídio da administração foi de R$ 1,7 bilhão.

10 milhões de passageiros
A audiência pública é uma etapa preparatória do chamado “procedimento de licitação da outorga de execução dos serviços de transporte”. Segundo a SPTuris, a proposta da nova licitação é reorganizar o atendimento 10 milhões de passageiros por dia com base na infraestrutura já instalada.

A licitação será aberta para empresas de fora do país. Jilmar Tatto diz que a medida foi  recomendação do Ministério Público (MP) e dos tribunais de conta da União e do Município. O prazo contratual deve ser de no máximo 20 anos.

Atualmente, o prazo é de 10 anos (com possibilidade de renovação de mais 5 anos) para concessão e 7 anos, prorrogável por mais três anos, para permissão. Após os protestos de 2013, a Prefeitura decidiu renovar os contratos para que fosse feita a auditoria nas empresas e posteriormente definir o novo modelo de licitação para o sistema de transporte.

Outra mudança é em relação à forma de contratação, que só será feita por concessão, e não mais por permissão. A contratação deverá ser por Sociedade de Propósito Específica (SPE), que não poderá operar em outros contratos ou cidade. De acordo com Tatto, o modelo foi uma recomendação do MP e as cooperativas vão precisar se adequar às mudanças.

Quem vencer a licitação vai precisar ampliar os serviços oferecidos na operação, controle e administração de terminais. Caso o contrato previsto na licitação chegue ao prazo de 20 anos, os empresários deverão investir em obras de corredores e terminais, mas os detalhes serão afinados no edital.

Tipos de linhas
Veja abaixo os modelos de atuação das novas empresas:

1) Linha local de distribuição (ex: ruas menores de bairros): farão o atendimento nos bairros. Poderão ter traçado bidirecional (sai e volta para o terminal), ou com traçado circular. O objetivo é atender as pessoas que as vezes querem sair de um bairro e ir para o outro, sem a necessidade de irem para o centro.

2) Linhas estruturais radiais (ex. corredores de ônibus/faixa exclusiva): elas devem interligar regiões da cidade, ter trajeto mais simples e atender maior demanda, com intervalos menores e apresentar veículos com mais capacidade.

3) Linhas estruturais perimetrais (ex: avenidas com faixas exclusivas ou não): devem ter articulação entre regiões, ligação com corredores radiais e ligação entre centralidades urbanas.

4) Linhas de articulação (ex: ruas largas de articulação locais): serão linhas para ajudar aquele passageiro que tem dificuldade para se deslocar a pé entre um ponto de parada ou outro. Essas linhas devem ligar regiões da cidade, ter uma maior cobertura de território, atender média ou baixas demandas, com intervalos maiores e apresentar veículos de menor capacidade.

Rede Madrugada
A Rede da Madrugada, implantada há poucas semanas, será usada como laboratório para a operação e controle da frota para as mudanças nas redes de domingo, sábado, dia útil e depois período de pico. A ideia é que a operação da rede de domingo já seja alterada até julho.

Segundo o secretário de Transportes, a insatisfação do passageiro está relacionada com as falhas na organização do sistema, e não no viário. “Nós precisamos de mais transporte de massa, como Metrô, para resolver os problemas no horário de pico”, afirmou.

Prefeitura de São Paulo mostra plano para mudar linhas de ônibus em audiência pública (Foto: Isabela Leite/G1)
Fonte: G1

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Ministro da Economia volta a defender reforma tributária ampla

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Segundo Guedes, proposta em tramitação é um primeiro capítulo

© Washington Costa/Ascom/ME

O ministro da Economia Paulo Guedes voltou a defender uma reforma tributária ampla. Durante debate sobre a reforma do Imposto de Renda (IR), realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ministro disse que a proposta atualmente em discussão no Congresso Nacional é o “primeiro capítulo”. Guedes ressaltou que, embora a versão inicial apresentada pelo governo para a reforma tenha sido “mais conservadora”, o momento agora é de arriscar para o “outro lado”.

Segundo o ministro, a proposta inicial do governo sempre foi de uma reforma ampla que mexesse, inclusive, com os encargos trabalhistas, mas o debate “foi interditado”. O ministro disse ainda que a reforma tributária terá como vetores tributar lucros e dividendos e reduzir a tributação sobre as empresas, que ele classificou como “máquinas de investimentos e de geração de emprego e renda”.

“Quem vamos tributar e onde vamos tributar para poder desonerar a Previdência?” questionou Guedes. “Então, uma reforma tem que ser feita aos poucos até para as pessoas refletirem. Então vamos fazer primeiro uma reforma para imposto de valor adicionado, vamos acabar com 100 regimes [de tributação] diferentes, com o IVA [Imposto de Valor Agregado]. Está no Congresso, é a CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços]”, acrescentou.

O ministro disse ainda que as reformas caminham em um ritmo “satisfatório” e que o parlamento tem um viés reformista e que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também “está comprometido com a implementação das reformas”.

Na semana passada, o relator da proposta, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), apresentou um relatório preliminar. A aprovação do texto deverá gerar uma perda líquida de arrecadação de cerca de R$ 27 bilhões em 2022 e de R$ 30 bilhões em 2023.

O relatório também manteve a previsão de tributação dos dividendos a 20% na fonte. Por outro lado, reduziu de 15% para 2,5% a alíquota base do Imposto de Renda da Pessoas Jurídicas (IRPJ), a partir de 2023.

“O segundo capítulo é sobre a renda. Vamos fazer a reforma de todos os tempos? Não, uma longa caminhada começa com um passo. Vamos tributar sobre lucros e dividendos e vamos desonerar as empresas, a máquina de acumulação de capital, inovação e tecnologia que cria empregos”, disse. Se o dinheiro ficar dentro da empresa paga só 20% de imposto, mas se quiser tirar o lucro todo aí paga 36%, mas aí a decisão é sua: se quiser tirar paga no acumulado 36% se não quiser tirar, paga 20%”, exemplificou Guedes.

Encargos

Na visão do ministro, os encargos trabalhistas representam “uma arma de destruição em massa dos empregos”, por onerar as empresas e que o governo vai “encarar” o debate.

“Você cria um emprego e para criar um emprego de R$ 1.100, custa R$ 2000. Não a toa que cada trabalhador para ser empregado você tem que jogar outro no mar”, disse.

Ao abordar a antiga intenção da equipe econômica de recriar um imposto sobre transações financeiras, Guedes disse ainda que “a hipocrisia de se esconder atrás do pobre é uma prática no Brasil”.

Segundo ele, a cobrança não seria regressiva e teria um menor impacto para as pessoas mais pobres. O ministro citou como exemplo a cobrança de uma alíquota de 0,1% sobre as transações, o que resultaria em R$ 1 de cobrança de carga tributária e uma movimentação de R$ 1 mil e que o valor seria maior para quem ganha mais.

Guedes disse ainda que a reforma deve ajudar a diminuir as disputas judiciais e as isenções fiscais aplicadas a diferentes setores. Segundo o ministro, o sistema tributário brasileiro é um “manicômio”, que privilegia quem tem mais dinheiro e maior poder de pressão sobre o governo.

“Estamos de acordo com a reforma ampla, mas tínhamos que realmente acabar com esse manicômio tributário que temos e todo esse contencioso de um lado e as isenções de outro lado. Quem tem poder político, vem a Brasília e consegue a desoneração: R$ 300 bi anuais e quem tem o poder econômico vai para o contencioso: prefiro pagar R$ 100 milhões para um escritório de advocacia do que pagar R$ 1 bilhão para a Receita Federal e fica 10, 15 anos empurrando essa disputa”, afirmou. Agência Brasil

 

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Infestação de piolhos de pombo é controlada, e Hmib volta a fazer cirurgias

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Centro Cirúrgico Infantil do hospital foi interditado na quarta-feira (21/7), um dia depois de uma superbactéria acometer recém-nascidos. Secretaria de Saúde informou que normalizou atendimentos

(crédito: Vinícius de Melo / Agência Brasília)

O Centro Cirúrgico Infantil do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) está livre da infestação de piolhos de pombos que tomou conta do local na quarta-feira (21/7). A informação foi divulgada pela Secretaria da Saúde, em nota, na noite desta quinta-feira (22/7).

Segundo a pasta, o local passou por reparos, com finalização dos trabalhos de limpeza e desinfecção no dia seguinte à detecção do problema. As cirurgias eletivas programadas para esta sexta-feira (23/7) estão confirmadas, e o centro cirúrgico voltará ao funcionamento normal.

Superbactéria

Depois de confirmar a infestação de piolhos de pombo no Centro Cirúrgico Infantil, a direção do Hmib interditou o espaço e cancelou cirurgias eletivas. O local passou por dedetização na quarta-feira (21/7).

No dia anterior, a equipe do hospital haviaidentificado o surto de uma superbactéria na unidade de terapia intensiva neonatal (Utin). Seis recém-nascidos contraíram o micro-organismo. Uma comissão que atua no local restringiu parcialmente a internação de bebês e de grávidas.

Identificada como Acinetobacter baumannii, o organismo é multirresistente a diversos antibióticos. Segundo a Secretaria de Saúde, o surto começou em 8 de julho. A pasta comunicou que as equipes montaram um sistema de vigilância regular e, por isso, não houve registro de novos casos.

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Governo anuncia recursos para ampliação de equipes de saúde

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Profissionais trabalharão na atenção primária

 © Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou hoje (21) a disponibilização de recursos para a ampliação de equipes e de profissionais de saúde vinculados à atenção primária. O nome é dado à rede de acompanhamento e atendimento formada, por exemplo, pelos postos de saúde e pelas equipes de saúde da família.

De acordo com o ministério, serão liberadas verbas para contratação de 13.415 agentes comunitários de saúde, 1.791 equipes de saúde bucal, 3.374 equipes de saúde da família e 2.477 equipes de atenção primária.

A entrada em atuação dos profissionais, contudo, depende dos municípios. Esses precisam atender às exigências do ministério para receber os recursos e viabilizar a contratação dos novos profissionais.

“O Ministério da Saúde está se comprometendo a custear, mas o município precisa implantar. Os recursos começam a ser repassados a partir do momento que as equipes são de fato implantadas. Em alguns casos, os municípios já estavam fazendo e agora entramos com os recursos”, declarou o secretário de Atenção Primária a Saúde do Ministério, Raphael Câmara.

Pandemia

Na entrevista coletiva de anúncio da ampliação das equipes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi questionado sobre a situação das vacinas contra a covid-19 Covaxin e Sputnik V.

A vacina indiana (Covaxin) teve sua contratação pelo ministério suspensa após denúncias, feitas pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, chefe de importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, de superfaturamento e de pressões atípicas para contratação.

Já o imunizante russo (Sputinik V) foi adquirido por uma série de governos estaduais do Nordeste. Nos dois casos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação em caráter excepcional, mas impôs condicionantes.

Queiroga lembrou que a compra da Covaxin está suspensa para análise por recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) e disse que a inclusão desse imunizante e da Sputnik V no Programa Nacional de Imunizações (PNI) será analisada.

“É preciso fazer análise de conveniência e oportunidade no momento em que temos mais de 600 milhões de doses de vacinas [compradas]. Se for do desejo dos governadores [do Nordeste] importar, pode importar. Mas para incluir no PNI é necessário que tenhamos os registros da Anvisa”, destacou Queiroga.

Variante delta

O ministro também foi perguntado sobre novas medidas diante do crescimento da variante delta do coronavírus no país. Até semana passada, foram confirmados mais de 100 casos. Hoje o Distrito Federal informou que a variante foi detectada na capital.

“A campanha de vacinação está sendo realizada. Temos adotado estratégias como reforçar vacinas nas regiões de fronteira. O cenário epidemiológico aponta melhora, com diminuição do número de casos e óbitos e internações. Se teve uma variante diagnosticada, resta saber se ela é de importância”, respondeu.

Adolescentes

Questionado sobre o início da vacinação de adolescentes em alguns estados, Marcelo Queiroga disse que a equipe do PNI está estudando a possibilidade e que irá se pronunciar após uma avaliação.

“É importante que estados e municípios não se adiantem com a inclusão de públicos que não foram incluídos no PNI”, recomendou.

Agência Brasil

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Agências do trabalhador têm vagas para primeiro emprego nesta quarta (21/7)

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Há vagas também para trabalhadores nas áreas de atendente balconista, caseiro, costureira, funileiro e telemarketing

(crédito: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil)

As Agências do Trabalhador do Distrito Federal estão oferecendo 45 oportunidades para o primeiro emprego nesta quarta-feira (21/7). Não é exigido nenhum tipo de experiência profissional. Com carteira assinada e mais benefícios, os salários variam entre R$ 1.100, para acabador de mármore e granito, a R$ 2.500, para pintores de veículos.

E para aqueles que não têm nenhum tipo de escolaridade, as agências têm vagas para alinhador de direção, atendente balconista, caseiro, costureira e funileiro. Para postos que necessitam de comprovação de experiência profissional, há vagas de telemarketing, auxiliar financeiro e vendedor pracista.

Para candidatos com ensino médio completo, há 22 postos de trabalho disponibilizados nas Agências do Trabalhador. A maior remuneração é destinada ao cargo de gerente de captação, fundos e investimentos institucionais. O salário para essa vaga é de R$ 3 mil, mais benefícios. Porém, os candidatos devem comprovar atuação na área.

Profissionais formados em Engenharia de Software e Secretariado Executivo também têm possibilidade de inserção no mercado. Nas agências, há oferta de uma vaga para programador de sistemas de computador e seis para secretário executivo, com remuneração de R$ 4.655,99 e R$ 4.622, respectivamente, mais os benefícios. Nestas duas, os candidatos devem ter experiência comprovada.

Os interessados por alguma destas vagas e que querem se candidatar podem ir a uma das agências do trabalhador em funcionamento no DF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A Secretaria de Trabalho também disponibiliza o número de telefone para atendimento em caso de dúvidas referentes a qualquer um dos serviços prestados pela pasta: (61) 99209- 1135.

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Veja onde se vacinar contra gripe e outras 18 doenças no DF; capital está abaixo da meta na maioria das campanhas

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Situação é mais grave no caso da vacina tetra viral, com cobertura de 1,3%; e da segunda dose da tríplice viral, com 56,4%. Imunizante contra gripe está liberado para todos os públicos.

Vacinação contra a gripe no Distrito Federal — Foto: André Borges/Agência Brasília

Gripe, sarampo, febre amarela e hepatite são algumas das doenças que podem ser evitadas com vacinas – todas disponíveis, de graça, no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso, a cobertura vacinal, ou seja, a quantidade de pessoas que receberam os imunizantes oferecidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), está abaixo do esperado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

Segundo a pasta, pelo menos 12 campanhas de imunização infantil estão com procura abaixo da meta. Dados referentes ao primeiro quadrimestre do ano indicam que, no caso da tetra viral, a cobertura está em 1,3%. Já da tríplice viral, 56,4%. O objetivo é imunizar 95% do público-alvo.

Os imunizantes contra 19 doenças (veja lista abaixo) estão disponíveis em dezenas de salas de vacinação na capital. Os endereços podem ser conferidos no link.

A SES-DF também liberou a aplicação da proteção contra a gripe em todos os públicos, por conta da pouca procura. Ao todo, 99 postos oferecem as doses (veja aqui os endereços).

Baixa cobertura

Outra campanha que está abaixo do esperado é a de vacinação contra a poliomielite, doença que causa paralisia infantil. Nos primeiros quatro meses deste ano, apenas 78,2% dos nascidos no DF receberam a vacina. A meta é imunizar, com duas doses, 95% do público-alvo, formado por bebês com dois e quatro meses de vida.

Já a vacina contra a gripe alcançou apenas 64,1% dos idosos e 62,1% das gestantes, de 12 de abril, quando a campanha teve início, até 5 de julho. O objetivo da Secretária de Saúde (SES-DF) era vacinar, pelo menos, 90% das pessoas que fazem parte do grupo prioritário.

“Existe uma corrida em busca da vacina contra a Covid-19, mas as pessoas não podem esquecer que outras doenças que são prevenidas com vacinas também possuem potencial de levar a complicações, internações e óbito, como já levaram no passado e muitas inclusive já foram causa de epidemias e pandemias”, lembra a enfermeira Fernanda Ledes, da área de imunização da SES-DF.

 

Veja abaixo a cobertura vacinal do calendário infantil no DF:

Cobertura vacinal no DF, no 1º quadrimestre de 2021

BCG 95,7%
Rotavírus 78,2%
Meningo C 80,8%
Poliomielite 78,2%
Pentavalente 78,3%
Pneumo 10-V 81,4%
Tríplice viral 88,3%
Tetra viral 1,3%
Hepatite A 78,6%
Hepatite B 78,7%
Febre amarela 79,9%
Hep B < 31 dias 77,4%
Tríplice viral D2 56,4%
Varicela 76,1%

Quais vacinas estão disponíveis?

 

A orientação é que, do bebê ao adulto, todas as pessoas tomem as vacinas necessárias na idade e com as doses recomendadas. Para receber um imunizante, basta ir a uma UBS e apresentar um documento de identificação e o cartão de vacinação.

Caso não tenha o documento com as vacinas já tomadas, um outro cartão será fornecido após a atualização.

Veja a lista de vacinas disponíveis na rede pública do DF e quem pode tomar:

  1. Vacina BCG: administrar o mais precocemente possível, a partir de 2 Kg. Na rotina dos serviços administrar até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
  2. Vacina hepatite B: administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de nascimento, ou na primeira visita ao serviço de saúde. Crianças menores de 7 anos, ver recomendação da vacina penta. A partir de 7 anos, administrar 3 doses (0, 1 e 6 meses) considerando situação vacinal. Gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional, administrar 03 doses (0, 1 e 6 meses) considerando situação vacinal.
  3. Vacina penta (DTP/Hib/Hepatite B): administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. Pode ser administrada até 6 anos 11 meses e 29 dias. Intervalo entre as doses é de 60 dias e mínimo de 30 dias. Reforços: 15 meses (1º) e 4 anos (2º) com a vacina DTP.
  4. Vacina poliomielite (VIP): administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. Intervalo entre as doses de 60 dias e mínimo de 30 dias.
  5. Vacina rotavírus: administrar 2 doses (2 e 4 meses). Primeira dose a partir de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. Segunda dose a partir de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Não administrar 2ª dose sem ter administrado a 1ª dose. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação não repetir a dose.
  6. Vacina pneumocócica 10: administrar 2 doses, aos 2 e 4 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias. Reforço: 12 meses de idade, podendo ser administrado até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças de 12 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias não vacinadas, administrar dose única.
  7. Vacina meningocócica C: administrar 2 doses aos 3 e 5 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias. Reforço: 12 meses; pode ser administrado até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças de 12 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias não vacinadas, administrar dose única.
  8. Vacina febre amarela: administrar uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovação vacinal, administrar dose única. Contraindicada para gestantes e deve ser adiada em mulheres que estão amamentando até o 6º mês de vida da criança. Indivíduos a partir de 60 anos: avaliar o risco da doença e benefício da vacina.
  9. Vacina tríplice viral: administrar 1 dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral. Indivíduos de 1 a 29 anos devem ter 2 doses; indivíduos de 30 a 59 anos de idade devem ter 1 dose; profissionais de saúde independentemente da idade devem ter 2 doses. Contraindicada para gestantes. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.
  10. Vacina poliomielite oral: administrar 2 gotas aos 15 meses (1º reforço) e aos 4 anos de idade (2º reforço). Administrar o 1º reforço a partir de 6 meses da conclusão do esquema básico. O intervalo mínimo entre os reforços é de 6 meses. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação não está mais indicado repetir a dose, considerar vacinado.
  11. Vacina tetra viral: administrar 1 dose aos 15 meses de idade em crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. Pode ser administrada até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
  12. Vacina hepatite A: administrar dose única aos 15 meses de idade. Pode ser administrada até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
  13. Vacina varicela: administrar 1 dose de 4 a 6 anos, 11 meses e 29 dias. Toda criança até 6 anos, 11 meses e 29 dias deve ter 2 doses de vacina com o componente varicela, sendo o intervalo mínimo entre as doses de 30 dias. Profissionais de saúde não vacinados e que trabalham na área assistencial, especialmente em contato com pessoas imunodeprimidas e os da área de pediatria devem receber uma ou duas doses de vacina varicela (atenuada), a depender do laboratório produtor.
  14. Vacina HPV: administrar 2 doses (0 e 6 meses) em meninas de 9 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias E meninos de 11 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias. Intervalo mínimo entre as doses é de 6 meses. O prazo máximo para conclusão do esquema iniciado é de 12 meses.
  15. Vacina Meningocócica ACWY: administrar 1 dose nos adolescentes de 11 e 12 anos, mesmo que já tenham recebido a vacina meningocócica C anteriormente (intervalo mínimo 30 dias entre as doses).
  16. Vacina dupla adulto (dT): a partir de 7 anos, administrar 3 doses (0, 2 e 4 meses) considerando situação vacinal. O intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias. Vacinados anteriormente com 3 doses de vacina com componentes difteria e tétano: administrar reforço a cada 10 anos, após a data da última dose.
  17. Vacina dTpa (adulto): administrar 1 dose a partir da 20ª semana de gestação. Deve ser administrada a cada gestação. Mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gravidez devem receber 1 dose da vacina dTpa no puerpério (até 45 dias após o parto). Administrar uma dose de dTpa para todos os profissionais de saúde, considerando o histórico vacinal de difteria/tétano.
  18. Vacina influenza: administrar dose anual por ocasião da Campanha Nacional de Vacinação para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
  19. Vacina pneumocócica 23: administrar 1 dose nos indivíduos a partir de 60 anos acamados e/ou que vivem em instituições fechadas (asilos, hospitais e casas de repouso). Administrar 1 dose adicional a partir de 5 anos da dose inicial.

 

 

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Município paranaense lança projeto inspirado no Guardião Rural da PMDF

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Programa leva policiamento para regiões de terra e de difícil acesso desde 2018

(crédito: PCDF/Divulgação)

O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do município de Pinhão, no Paraná, lançou um projeto-piloto de segurança rural inspirado no Guardião Rural da Polícia Militar do Distrito Federal. A ideia teve início após um encontro dos conselhos de todo Brasil — evento promovido pela Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Feconseg).

Na ocasião, a presidente do Conseg Rural de Brazlândia, Maria do Carmo Viana de Godoy, madrinha do Batalhão Rural da PMDF, explicou como funcionava o programa da PMDF que nasceu na região, em 2018.

Interessados nos moldes, o conselho de Pinhão (PR), convidou o Batalhão de Policiamento Rural da Polícia Militar (BP Rural) da PMDF para uma palestra que foi ministrada para a Polícia Militar do Estado do Paraná e outros convidados.

Guardião Rural

Criado em 2018, o programa Guardião Rural tem o objetivo de levar segurança para áreas acessadas por estradas de terra e que, muitas vezes, apresentam sinal de celular precário. No DF, já são cerca de 400 propriedades rurais atendidas pelos militares.

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