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sábado, 29/11/2025

Prefeito suspeito de matar policial em confusão no MA

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JOSUÉ SEIXAS
MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) – Um prefeito de uma pequena cidade do Maranhão é suspeito de ter matado um policial militar que estava de folga durante uma vaquejada no último domingo (6). A Polícia Civil informou que o político admitiu ter atirado e alegou que agiu para se defender.

João Vitor Xavier (PDT), 27 anos, é prefeito de Igarapé Grande (MA), mas o ocorrido foi em Trizidela do Vale, a cerca de 280 km de São Luís. Testemunhas disseram que ele discutiu com o policial militar Geidson Thiago da Silva Dos Santos durante o evento e efetuou disparos contra ele.

A Polícia Civil informou que Xavier se apresentou espontaneamente e por isso não foi preso no momento. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão declarou que o delegado encarregado do caso solicitou a prisão do prefeito na terça-feira (8).

A defesa de Xavier emitiu uma nota afirmando que a investigação ainda está no começo, sendo cedo para tirar conclusões. Afirmam ainda que ele tem um histórico sem problemas legais, que se entregou à polícia e está colaborando com as investigações.

“Confiamos totalmente nas instituições que estão atuando normalmente para esclarecer os fatos, respeitando os direitos legais de defesa, contraditório e o devido processo legal”, diz a nota.

Testemunhas relataram que durante a confusão, o prefeito pegou a arma e atirou contra o policial militar, que foi atendido, mas não resistiu aos ferimentos.

O delegado Diego Maciel, de Pedreiras, contou que a confusão começou porque o policial pediu ao prefeito para diminuir a intensidade dos faróis do carro dele, pois estavam incomodando as pessoas que assistiam à vaquejada.

O delegado também informou que a arma usada no crime não foi encontrada e que o prefeito não tinha autorização para portar arma.

A ação foi registrada por câmeras de segurança e as imagens já estão com os investigadores.

“O prefeito foi até o carro, o policial pensou que ele iria embora, mas ele pegou uma arma, voltou e atirou várias vezes. É possível ver as pessoas se dispersando no momento do ataque”, explicou o delegado.

O corpo do policial militar foi enterrado na terça-feira em Pedreiras.

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