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Polícia prende avô que abusava sexualmente de netos há 7 anos em BH

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Homem foi preso no Bairro São Salvador, Noroeste de Belo Horizonte, vai responder por estupro de vulnerável

Polícia Civil abriu inquérito na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) para investigar o caso
(foto: Reprodução da internet/Google Maps)

 Está preso preventivamente à disposição da Justiça, um homem de 75 anos investigado por abusos sexuais cometidos contra seus próprios netos, sendo duas meninas e um menino, no Bairro São Salvador, Região Noroeste de BH, limítrofe com o município de Contagem. Uma das vítimas tem 11 anos e há indícios de que as agressões possam ter começado desde quando ela tinha 4 anos de idade, segundo a Polícia Civil.

A corporação informou que as crianças relataram que os crimes eram praticados na casa do suspeito e que em alguns casos a avó presenciou os abusos. Segundo os relatos das vítimas que foram obetidos com a presença de psicólogos, as crianças não entendiam o que acontecia quando eram mais novas, imaginando até que poderiam ser atos de carinho, uma vez que a avó também chegou a presenciar.

Porém, quando cresceram elas teriam ficado incomodadas e aí passaram a ser ameaçadas. De acordo com a Polícia Civil, o avô dizia que se contassem alguma coisa a mãe delas morreria por doença terminal e o pai tiraria a própria vida. Além disso, ele dizia que elas seriam mandadas separadas para orfanatos. A mãe é saudável e não possui nenhuma doença terminal, segundo a polícia. A denúncia foi feita pela mãe dos três.

“Essa mãe então procurou a polícia, as crianças foram ouvidas por meio de escuta qualificada e relataram que sofriam abusos provavelmente desde os 4 anos de idade, mas não tem como a gente precisar essa data porque é difícil para a criança saber determinar um início de quando isso aconteceu ou quantas vezes pode ter acontecido”, diz a delegada Renata Fagundes, responsável pela investigação no âmbito da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Investigação segue para averiguar conteúdo de mídias apreendidas na casa do suspeito dos crimes sexuais contra os próprios netos
(foto: Guilherme Paranaiba/EM/D.A PRESS)

A delegada Renata Fagundes explicou ainda que já havia um inquérito de responsabilidade da Polícia Civil em Contagem relatado à Justiça sobre os abusos praticados contra as duas meninas. Porém, a mãe das crianças procurou há duas semanas a delegacia especializada para informar que os abusos se estendiam também ao garoto de 11 anos.

A partir daí, um novo inquérito foi aberto para apurar o crime de estupro de vulnerável contra o menino, que resultou na prisão, hoje, do avô suspeito dos crimes. No caso do garoto, a delegada explicou que ele sofria ameaças inclusive da avó, dizendo que se ele contasse seria taxado de mentiroso. Não foram informados os motivos do fato do avô responder pelos casos que já foram investigados contra as meninas em liberdade.

Delegadas Elenice Cristine (esquerda) e Renata Fagundes deram esclarecimentos sobre o caso na manhã desta sexta-feira
(foto: Guilherme Paranaiba/EM/D.A PRESS)

Como aconteciam os abusos

De acordo com a delegada Renata Fagundes, os depoimentos das crianças, por meio do acompanhamento de psicólogos, apontaram que os abusos aconteciam por meio de toques e até sexo oral. Ainda não há relatos da prática de conjunção carnal, segundo a Polícia Civil.

As crianças passavam muitos períodos com os avós. Uma das razões seria o fato de os pais trabalharem fora. Apesar de não ter sido presa, a avó das crianças também é investigada, pois há relatos e indícios de “omissão relevante” perante aos crimes, segundo a delegada. Próximos passos da investigação

As investigações seguem para apurar a conduta do abusador. Uma das questões levantadas pela Polícia Civil que criam suspeitas sobre o investigado é o fato de que ele alegou que trabalhou por 40 anos como fotógrafo de crianças a serviço de escolas infantis. Esse fato não comprova nenhum outro crime até o momento, mas para a Polícia Civil não pode ser descartado. Várias mídias foram apreendidas e serão periciadas, além de telefones celulares, que podem conter material para subsidiar o inquérito.

O que diz o investigado

O homem de 75 anos admitiu os abusos praticados contra as duas netas mulheres, segundo a delegada. Ele admite, inclusive, que houve ejaculação durante abusos. Ele chegou a dizer que sofreria influências malignas e também tentou jogar a culpa para as próprias crianças, dizendo que elas agiam com provocação. Sobre os abusos praticados contra o neto homem, a ele nega as acusações.

 

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Motorista é baleado, bate em poste e morre no DF

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Crime ocorreu na noite desta quarta-feira (16), em Taguatinga. Carro da vítima foi atingido por três disparos; polícia investiga.

Vítima de arma de fogo é morto dentro de carro em Taguatinga, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Um homem de 37 anos foi morto na noite desta quarta-feira (16), em Taguatinga, no Distrito Federal. Clebson Nunes dos Santos foi atingido no peito enquanto dirigia. Ele perdeu o controle do veículo, bateu em um poste de energia e morreu no local.

O veículo que ele estava ficou com três marcas de tiro. O crime ocorreu na CSG 14, em frente a uma fábrica de alimentos. A 20ª delegacia, em Taguatinga, investiga o caso.

Clebson Nunes dos Santos, de 37 anos, foi morto com um tiro no peito, em Taguatinga (DF)  — Foto: Arquivo pessoal

Clebson Nunes dos Santos, de 37 anos, foi morto com um tiro no peito, em Taguatinga (DF) — Foto: Arquivo pessoal

Testemunhas contaram à polícia que uma pessoa que estava em um carro branco atirou e fugiu. A Polícia Civil busca por pistas e imagens de câmeras de segurança que levem à identificação do suspeito.

A vítima não tinha passagem pela polícia. Uma das linhas de investigação é de que Cleberson tenha sido vítima de tentativa de roubo. O caso, no entanto, foi registrado como homicídio.

Violência

A quadra CSG 14, próxima ao Pistão Sul, é conhecida pelos pontos de prostituição e de tráfico de drogas. A região fica entre fábricas e moteis.

Em agosto, dois homens agrediram duas travestis no mesmo local. A agressão foi durante o dia. Uma das vítimas ficou caída na grama. Os agressores fugiram.

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Por mês, 2 mil motoristas são flagrados dirigindo alcoolizados no DF

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Apesar da Lei Seca, que reduziu sensivelmente as mortes nas vias do DF, por dia, cerca de 60 condutores são flagrados sob efeito de álcool. De acordo com o Detran, entre janeiro e setembro de 2019, 17.518 motoristas foram autuados

Nos fins de semana, o Detran intensifica as operações para flagrar motoristas que tenham ingerido bebida alcoólica
(foto: Monique Renne/CB/D.A Press)

Por dia, mais de 60 brasilienses são flagrados ao volante sob efeito de álcool. Dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) mostram que ocorreram 17.518 autuações dessa natureza entre janeiro e setembro deste ano. Isso significa que quase 2 mil condutores são multados mensalmente por alcoolemia na capital. No domingo, agentes do órgão e policiais militares montaram uma blitz em Taguatinga e autuaram 41 condutores em apenas duas horas.
Em todo ano de 2018, o Detran registrou 21.469 infrações relativas à alcoolemia, uma média de aproximadamente 1,7 mil infrações mensais — ou seja, as pessoas continuam bebendo e dirigindo, assumindo riscos que podem provocar tragédias. Para o especialista em engenharia de transporte da Universidade de Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales Taco, os mecanismos que existem hoje para coibir esse tipo de direção perigosa, como a Lei Seca, são frágeis. “As pessoas ainda não compreendem as próprias responsabilidades. E isso não se resolver sozinho. Podemos fazer blitz em alguns lugares da cidade, mas essas infrações ainda vão continuar acontecendo”, destaca o professor.
O estudioso ressalta que há uma sensação de impunidade por parte dos motoristas brasilienses e que o quadro precisa ser mudado com campanhas educativas e mudança de cultura. “Vivemos uma grande vulnerabilidade. A população de Brasília é muito jovem e precisa ser alertada sobre as consequências de se dirigir sob efeito do álcool”, comenta. De acordo com ele, deve ser ensinado ainda na infância, dentro dos núcleos familiares, como a prática é perigosa. “Tanto as vítimas quanto os motoristas são afetados quando acontece um acidente”, alerta.
Gonzales Taco aponta que outro aspecto que deve ser observado pelos órgãos de trânsito é a corresponsabilidade dos bares e restaurantes com relação à bebida. “Poderia ser pensado algum tipo de programa, uma mobilização condicional, para que os estabelecimentos ofereçam serviços em que as pessoas não precisem usar o veículo”, explica. De acordo com o estudioso, sindicatos e federações à frente desse tipo de comércio poderiam agir junto aos órgãos de trânsito e entidades ligadas ao transporte para investir nesse tipo de atendimento, evitando infrações de alcoolemia.

Mortes

De janeiro a junho deste ano, 147 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Distrito Federal, segundo levantamento do Detran. Do total de vítimas, 67 (46%) apresentaram resultado positivo para uso de substâncias entorpecentes. Ao todo, 30 consumiram álcool, 22 drogas e 15 ambas as substâncias.
No ano passado, o número de pessoas mortas no trânsito da capital atingiu 280. Ao todo, 139 haviam ingerido algum entorpecente A análise constatou uso de álcool em 53 casos, de drogas em 49 e de ambas as substâncias em 37. A estatística do órgão ainda apontou que, das vítimas mortas, 13 eram pedestres, 34 condutores, nove motociclistas, três ciclistas e um passageiro.
Para o diretor de policiamento e fiscalização de trânsito do Detran, Francisco Saraiva, a atuação dos órgãos se intensificou, afetando as estatísticas. “Hoje, temos um serviço de inteligência, que observa dados estatísticos nos locais típicos de cometimento de infrações. A partir disso, podemos agir para inibir as práticas irregulares”, explica. De acordo com ele, falta efetivo para cobrir simultaneamente diversos pontos da capital, porém, a resposta em ações pontuais se mostra positiva.
“Sempre estamos presentes em grandes eventos. As pessoas que chegam, observam uma equipe de agentes e se sentem inibidas. Quanto mais fiscalização, menos infrações teremos”, reforça. De acordo com ele, durante os fins de semana, entre 14h e 20h, são os horários em que há mais incidência de alcoolemia. Sobre a Lei Seca, Saraiva ressalta que a medida foi de suma importância para reduzir as mortes.

Consciência

O medo de provocar acidentes e de colocar a própria vida e a dos outros em risco, coloca a maioria dos brasilienses em alerta. O auxiliar administrativo Ygor Henrique Santos dos Reis, 23 anos, costuma sair para a balada, principalmente aos fins de semana. Morador de Ceilândia, ele vai a festas e bares no Plano Piloto. “Tenho carro, mas deixo em casa quando vou beber. Uso outras formas para ir embora, como motorista de transporte por aplicativo ou carona”, relata.
Para não dirigir sob efeito de álcool, Ygor e a namorada, a professora Lorena Farias Torres, 27, revezam o volante nas saídas. “Um bebe e o outro dirige. Porém, quando nós dois queremos curtir, a gente não sai de carro”, ressalta. De acordo com o auxiliar administrativo, o problema não é a multa elevada, mas sim as consequências. “Compensa mais pagar um transporte de aplicativo, por exemplo, do que correr o risco de morrer ou tirar a vida de alguém”, afirma.
Na tarde desta quarta-feira (16/10), a estudante Dayanna Santos, 23, foi encontrar o pai, o supervisor comercial Jadir José Ferreira, 44, em um bar da Asa Sul. Como ambos estavam dirigindo, deixaram a bebida de lado. “Hoje em dia, é inviável beber e dirigir. Moro na Asa Sul e quando saio para um lugar onde vou beber um chope, vou e volto com motoristas particulares”, reforça Jadir. De acordo com ele, a fiscalização e os riscos são suficientes para inibir a prática irregular.
Frequentadora de festas e de bares no Plano Piloto, Dayanna também opta por motoristas de transporte por aplicativos para sair de casa. “Uma vez estava dirigindo e um motociclista bêbado sofreu um acidente na minha frente. Só isso já serviu como aviso”, lembra. A estudante destaca que os motoristas devem ter consciência ao sair de casa e não ingerir álcool. “É uma irresponsabilidade”, comenta.

Flagrados

A operação, batizada de Último Gole, aconteceu próximo a um pesque-pague de Taguatinga. Durante a ação dos agentes de trânsito, 11 condutores foram flagrados inabilitados e 18 veículos precisaram ser recolhidos ao depósito do Detran. Além disso, um carro que furou a blitz teria sido roubado ou furtado e foi recuperado pelos policiais. Ao todo, 45 profissionais, 19 veículos, uma aeronave e cinco guinchos do órgão participaram da operação.

O que diz a lei

» O Código de Trânsito Brasileiro prevê que dirigir sob influência de álcool é considerado infração gravíssima. Quem for pego com níveis acima de 0,3 mg/litro pode ser preso, ter o veículo retido e a Carteira Nacional de Habilitação suspensa por um ano. A multa para os motoristas que cometerem a infração é de R$ 2.934,70. Em caso de reincidência em até 12 meses, a multa é dobrada e alcança o valor de R$ 5.869,40. Em 2019, a Lei nº 11.705, conhecida como Lei Seca, completou 11 anos.

Autuações por alcoolemia

2018: 21.469
2019: 17.518*
* Os dados de 2019 são de janeiro a setembro.

Mortes no trânsito

2018: 280
2019: 147*
* Os dados de 2019 são de janeiro a junho.

Mortes no trânsito com uso de substâncias entorpecentes

2018: 139
2019: 67*
*As informações de 2019 são de janeiro a junho.
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MPDFT e Polícia Civil fazem operação conjunta e cumprem 101 mandados

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Foram expedidos 41 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão para desarticular associações criminosas do tráfico de drogas. Operação é considerada a maior do ano no DF

Mandados podem gerar novas provas e outros desdobramentos da operação
(foto: PCDF/Divulgação)

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil deflagraram uma operação conjunta na manhã desta quinta-feira (17/10). A ação colocou nas ruas uma força-tarefa para combater o tráfico de drogas e foi considerada pelo MP a maior do ano no DF. Ao todo, foram cumpridos 101 mandados.
A Justiça expediu 41 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar associações criminosas na capital. Desde a manhã, a Operação Efeito Dominó mobiliza 400 policiais civis, cães farejadores e helicópteros.
“As investigações tiveram início em março de 2019, quando dois homens foram presos e tiveram os celulares apreendidos. A análise dos aparelhos demonstrou uma atividade de comércio de entorpecentes complexa e organizada, com fornecedores, atacadistas e varejistas, uma atuação em rede”, informou o MP, em nota oficial.
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