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segunda-feira, 09/03/2026




Polícia de São Paulo usa fantasias para atuar no carnaval

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Durante o carnaval de rua em São Paulo, a polícia tem usado uma técnica especial: os agentes se vestem com fantasias para se misturar aos foliões e agir contra crimes. Recentemente, policiais disfarçados como personagens da Turma do Chaves e do desenho Scooby-Doo prenderam pessoas envolvidas em furtos, venda de bebidas adulteradas e tráfico de drogas.

Segundo o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que coordena essas ações, as fantasias são escolhidas conforme o tipo de bloco carnavalesco e devem ser confortáveis para facilitar o trabalho dos policiais.

Outras cidades grandes do Brasil também usam essa tática. Em Salvador, por exemplo, os policiais se vestem com roupas normais de foliões, como bermudas e abadás, enquanto no Rio de Janeiro eles também usam fantasias diversas.

Geralmente, as equipes de São Paulo contam com seis a oito policiais disfarçados. O objetivo é que as roupas permitam que eles se integram aos foliões sem chamar atenção.

Os blocos selecionados para essas ações são aqueles que historicamente registram mais casos de roubos e furtos, além de atraírem grandes multidões. Nesses locais, os policiais observam comportamentos suspeitos, como:

  • pessoas que circulam sem participar da festa;
  • pessoas que rapidamente se aproximam de prováveis vítimas;
  • pessoas que focam sua atenção em bolsos, bolsas e pertences dos foliões.

Além de agir diretamente nos blocos, as equipes são acionadas quando o sistema de monitoramento com reconhecimento facial identifica suspeitos. Entre as fantasias usadas estão também extraterrestres e personagens do filme Caça-Fantasmas e da série Round 6.

No domingo, dia 15, policiais fantasiados de figuras da série Chaves prenderam cinco pessoas no distrito República, região central da cidade. Os detidos podem responder por tráfico de drogas e receptação de celulares furtados.

Estadão Conteúdo




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