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Pílula anticoncepcional masculina significa liberdade para as mulheres?

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A previsão de comercialização da pílula é para daqui dez anos, em 2029

As mulheres são as que mais sentem as consequências dos métodos contraceptivos. São elas que normalmente põem a própria saúde em risco ingerindo pílulas, levando injeções ou instalando chips anticoncepcionais no corpo. Essa realidade pode mudar em um futuro não tão distante.

No final do mês de março, a Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos informou que uma nova pílula anticoncepcional passou por testes e obteve resultados positivos. Dessa vez, o público alvo não são as mulheres, mas os homens!

O novo medicamento oral, chamado 11-beta-MNTDC, foi divulgado durante reunião anual. A pílula é composta de testosterona modificada com uma combinação entre hormônio masculino, o andrógeno, e feminino, a progesterona.

Apesar de serem desenvolvidas para sistemas reprodutivos diferentes, a pílula masculina e a feminina funcionam de formas semelhantes. Priscila Lima, ginecologista da Clínica Vivitá, explicou à CLAUDIA que em ambos os medicamentos há o uso de hormônios que bloqueiam a hipófise, inibindo nas mulheres a ovulação e nos homens a espermatogênese.

As tentativas anteriores de desenvolver uma pílula para homens foram barradas por apresentarem efeitos colaterais graves. Então por que, afinal, a pílula feminina, que também pode acarretar problemas de saúde como a trombose, foi aprovada e ainda circula comercialmente?

Priscila conta que, durante a fase de testes da pílula feminina, 5 mil pessoas foram submetidas à experimentação e o risco de trombose não foi tão grande a ponto de barrar a liberação do anticoncepcional.

“Em pacientes saudáveis, há o risco de trombose, mas não é um risco tão alto a ponto de contra-indicar a pílula”, aponta a ginecologista. “Quando há a pressão alta, diabetes ou no caso de pacientes com mais de 40 anos, aumenta-se um pouco o risco de problemas cardiovasculares e trombose.”

O estudo

Christina Wang, principal pesquisadora e uma das diretoras do Centro de Ciência Clínica do Instituto de Pesquisa Biomédica de Los Angeles (LA BioMed), explica que a pílula é feita com o hormônio feminino para inibir a produção de espermatozoide. A combinação com o hormônio masculino serve para não diminuir a libido.

Nos testes, 40 homens tomaram o medicamento. Dez homens tomaram placebos (pílulas sem efeito); 14 tomaram pílulas com 200mg e 16 tomaram pílulas com 400mg da substância; todos fizeram uso de um comprimido ao dia, por 28 dias contínuos.

Ao final do estudo, os exames de sangue mostraram que o nível de testosterona de quem tomou o anticoncepcional diminuiu a níveis que não permitiam a produção de espermatozoide, mas sem causar insuficiência androgênica.

Entretanto, ainda são necessários pesquisas mais longas para confirmar a efetividade do medicamento. Provando-se eficaz, a droga é finalmente submetida a testes com casais sexualmente ativos. A previsão de comercialização da pílula é para daqui dez anos, em 2029.

 (Robert Kneschke / EyeEm/Getty Images)

Como funciona a pílula anticoncepcional masculina?

Flávio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, afirma que, toda vez que se toma essa combinação de hormônio masculino, existe uma inibição da produção do espermatozoide.

O médico explica que a hipófise, glândula localizada na base do cérebro que tem a função de regular o trabalho dos testículos, nos homens, libera o LH – hormônio relacionado à fertilidade – e estimula a produção da testosterona.

“Quando eu dou alguma substância que inibe a produção do LH, eu não consigo inibir só a sua produção, eu também diminuo a produção de SSH, responsável pelos espermatozoides”, detalha o urologista. “Então, eu mexo em um sistema em que a pessoa se torna temporariamente infértil”.

Tentativas anteriores: alto risco à saúde

Não é a primeira vez que se tenta desenvolver um medicamento contraceptivo para os homens. Nas tentativas anteriores, os estudos foram barrados por terem apresentado níveis colaterais graves.

Alex Meller, urologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que, anteriormente, os contraceptivos eram criados à base de progesterona. “Por se tratar de um hormônio feminino, havia a perda de libido”, explica. “Ela inibe a produção de espermatozoide, atingindo o seu objetivo; mas, consequentemente, prejudica a libido e a virilidade em um todo. Então estes estudos foram abandonados.”

Como saída, a testosterona começou a ser combinada com o hormônio feminino para tentar diminuir os efeitos colaterais. Porém, os testes continuaram mostrando riscos à saúde. “Além das questões sexuais, apareceram sintomas como aumento de peso e aumento de colesterol”, explica o urologista. “Então, o problema de aprovação destes métodos para o uso comercial foram as altas taxas de efeitos colaterais.”

 (Paul Bradbury/Getty Images)

Nova tentativa, menos efeitos colaterais

Na nova pílula desenvolvida nos Estados Unidos, a combinação de testosterona modificada (a nandrolona) para ter efeitos de hormônio masculino e de progesterona foi a solução para atenuar as decorrências do uso dos anticoncepcionais masculinos. Com isso, é esperado que a droga, que combina duas ações hormonais em uma, diminua a produção de espermatozoides sem afetar a libido.

Durante o teste realizado no LA BioMed, alguns participantes perceberam efeitos colaterais leves, como acne e dor de cabeça. Já cinco tiveram uma tênue diminuição no desejo sexual e outros dois descreveram disfunção erétil leve, mas sem diminuir a atividade sexual.

Há o perigo de infertilidade irreversível?

 (Carol Yepes/Getty Images)

Para ambas as pílulas, a masculina e a feminina, Priscila Lima afirma que não há risco de infertilidade. “A vantagem da pílula é que ela é reversível”, argumenta. “Ela produz infertilidade no tempo de uso, ou seja, é temporário. Depois de parar de usar ainda demora alguns meses para o organismo voltar ao normal, mas volta”, garante.

“Neste último estudo eles viram que a produção de espermatozoides foi diminuída, mas seu uso é seguro e reversível, interfere na infertilidade do homem temporariamente”, completa a ginecologista.

E no futuro? Será que as mulheres vão poder parar de tomar o anticoncepcional e os homens é que vão adotar o método contraceptivo?

Segundo a ginecologista, em uma pesquisa feita com 9 mil homens, dos que mantinham uma relação estável, mais da metade concordou que adotaria métodos contraceptivos caso fosse desejo da parceira parar de tomar pílula. “Dessa forma, acredito que a pílula masculina vai ser um método utilizado, mas em maior quantidade entre homens em relacionamento estável”, opina.

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Cisteamina e microagulhamento: o que há de novo no tratamento para melasma

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Além deles, o combate a estas manchas na pele pode ganhar o reforço de um ácido tradicionalmente usado em hemorragias.

(evgenyatamanenko/Getty Images)

Caracterizado por manchas castanhas que aparecem principalmente no rosto de mulheres em idade fértil – embora possam acometer outras partes do corpo e também mulheres de outras idades e homens –, o melasma não chega a causar nenhum problema físico de saúde, mas pode comprometer bastante a autoestima das pessoas. E, como sabemos, saúde mental é importante e deve ser preservada e tratada.

Pode ser que o fator desencadeante seja o uso de pílula anticoncepcional, a gravidez, a exposição ao sol e mesmo às luzes ultravioletas e visíveis ou uma predisposição genética. Não importa: procurar um tratamento para se livrar das manchas e ficar em paz ao se olhar no espelho é sempre uma boa ideia.

A abordagem tradicional contra essas marcas da pele é com creme de fórmula tríplice (à base de ácido retinoico, hidroquinona e corticoide), mas o cenário começa a mudar com alternativas mais eficazes e menos controversas de tratamentos – quando usada por períodos muito contínuos, a hidroquinona pode causar dermatite de contato e manchas irreversíveis na pele, como as branco-azuladas da ocronose.

As dermatologistas Denise Steiner e Monica Fialho (diretora da Clínica BarraSkin-RJ) contaram ao MdeMulher o que há de mais moderno para o tratamento de melasma.

Antes de irmos a eles, cabe um aviso: todos os tratamentos para pele sempre devem ser realizados por médico ou médica dermatologista, em consultório ou ambiente hospitalar adequado.

Cisteamina: a revolução no tratamento de melasma

Assim como a hidroquinona, a cisteamina é uma substância clareadora. Sua grande vantagem é não apresentar os efeitos colaterais de sua sucessora.

Ela já vinha sendo estudada havia cerca de cinco anos, mas a dificuldade para neutralizar seu odor forte dificultava sua aplicação comercial. Em 2019, na Suíça, finalmente conseguiram torná-la viável e iniciar tratamentos com ela.

Sua ação é antioxidante e aumenta a quantidade de glutadiona dentro da célula provocando o clareamento da região.
Apesar de não ter efeitos colaterais, a cisteamina é forte, por assim dizer, e requer alguns cuidados. Para começar, a pele não deve ser lavada imediatamente antes de sua aplicação – a proteção da oleosidade natural é muito bem-vinda para que ela não agrida a pele.

Uma vez passada na pele, a cisteamina deve ser retirada depois de cerca de uma hora com água corrente am abundância. Dormir com ela, nem pensar! O clareamento da mancha do melasma começa a ser notado depois de 30 dias de tratamento.

Microagulhamento contra o melasma

Além de estimular a formação de colágeno, a técnica que perfura camadas de pele com agulhas pequeninas melhora sua vascularização e a ação dos melanócitos (células produtoras de melanina, responsáveis pela pigmentação cutânea), diminuindo gradativamente as manchas do melasma.

Ácido tranexâmico: uma potencial novidade contra o melasma

Tradicionalmente usado no tratamento de hemorragias, o ácido tranexâmico surge como uma potencial alternativa para o tratamento via oral do melasma. Desde 2006, sua aplicação para este fim vem sendo estudada na Coreia do Sul – e os resultados são animadores.

Denise explica que a substância gera uma reação química em relação aos estímulos que levam ao melasma e consegue neutralizar e cortar o primeiro estímulo causador das manchas, seja ele hormonal ou de luz. “É um remédio fora da curva. Por mexer na consistência do sangue, é preciso um cuidado de pesquisa de histórico de trombose e de condição cardíaca da pessoa e de seu histórico familiar”, alerta a dermatologista.

Por enquanto, não há previsão de quando o uso comercial do ácido tranexâmico será considerado ok para o tratamento do melasma.

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O brinco de pérola é um clássico para nunca deixar de lado

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O modelo de brinco é daqueles acessórios que dá um ‘up’ em qualquer look

Não importa qual seja a sua idade, você com certeza já teve ou tem algum brinco de pérola. Esse clássico sempre fez o maior sucesso no mundo da moda, mas agora voltam com tudo e são o destaque da estação.

Os brincos de pérola estão disponíveis em vários modelos. Desde o mais tradicional, como aqueles com uma pedra única, até os mais modernos. Tudo para agradar a todos os gostos.

O modelo de brinco é perfeito para quem quer trazer um ar mais clássico ao look, deixando-o mais estiloso. Confira 8 modelos de brincos de pérolas para se inspirar:

Brincos de pérolas

 (Divulgação/Divulgação)

1. Brincos de pérolas, Zara, R$ 29*

2. Brinco ouro amarelo pérolas, Vivara, R$ 320*

3. Brinco ear cuff pérolas, Amaro, R$ 29,90*

4. Brinco de ouro 18k pérola pendurado BR14074, Jóias Gold, R$ 394,50*

5. Brinco Pérola com Zircônia, Monte Carlo, R$ 290*

6. Brinco duplo pérola, Amaro, R$ 39,90*

7. Brincos de pérolas, Zara, R$ 29*

8. Brinco assimétrico argola e pérolas, Amaro, R$ 29,90*

*Preços consultados em julho de 2019. Sujeitos a alteração.

 

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Nail art com transparência é tendência no Instagram

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O modelo é uma boa pedida para quem gosta de praticidade ao fazer as unhas

Depois de tantas tendências de unhas exageradas, como as encapsuladas e também as unhas de gel, a pedida da vez são as unhas minimalistas e “transparente”. A nail art valoriza a unha natural e chega até a deixar grande parte da unha sem esmalte; ela está bombando no Instagram.

As unhas minimalistas consistem em fazer desenhos ou aplicações nas unhas naturais sem usar coloração por completo. O resultado fica superdelicado e moderninho.

O melhor de tudo é que por não apresentarem uma cor predominante, fica mais fácil de combinar com o look e também de fazer a manutenção! Confira algumas unhas minimalistas para se inspirar:

Unhas minimalistas

 (@betina_goldstein/Instagram)

Unhas minimalistas

 (@betina_goldstein/Instagram)

Unhas minimalistas

 (@betina_goldstein/Instagram)

Unhas minimalistas

 (@heymichellelee/Instagram)

Unhas minimalistas

 (@ heymichellelee/Instagram)

Unhas minimalistas

 (@betina_goldstein/Instagram)

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