A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Entorno do Distrito Federal para investigar um possível planejamento de atos que poderiam ameaçar as instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil.
A ação ocorreu após o governo do presidente Donald Trump suspender os serviços consulares na Embaixada dos EUA em Brasília e nos consulados em várias cidades brasileiras, por motivos de segurança.
Até o momento, não foram encontrados indícios que confirmem os riscos mencionados pelas autoridades americanas. A Polícia Federal afirmou que as medidas foram preventivas e que a investigação continua com a análise dos materiais apreendidos.
Essa operação decorre de uma cooperação entre agências de inteligência brasileiras e estrangeiras. O aviso do governo dos EUA veio logo após uma ameaça recebida pela Embaixada na capital do país, que resultou na liberação dos funcionários do trabalho presencial.
Os consulados nos estados do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo também tiveram seus atendimentos suspensos temporariamente. Cidadãos americanos foram orientados a não comparecer presencialmente para solicitações de assistência emergencial durante este período, e ainda não há previsão para a retomada dos serviços presenciais.
A Embaixada dos EUA comunicou a Polícia Federal antes de suspender os atendimentos. Em seguida, as autoridades brasileiras foram informadas e a investigação foi iniciada. Outros países também tomaram medidas semelhantes: a Austrália fechou sua embaixada em Brasília e o Reino Unido emitiu um alerta de viagem recomendando cautela durante as próximas eleições brasileiras.
O governo do Canadá atualizou seu alerta para viagens ao Brasil, destacando a importância de evitar manifestações e grandes aglomerações, além de seguir as orientações das autoridades locais. O período eleitoral no Brasil, marcado para outubro, tem motivado diversos governos a adotarem medidas preventivas para garantir a segurança de seus cidadãos e das missões diplomáticas.
