NICOLA PAMPLONA
FOLHAPRESS
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou nesta terça-feira (12) que a empresa está focando sua expansão internacional nos países México e Venezuela, além da tradicional atenção à costa oeste da África.
A Petrobras já iniciou diálogos com o governo mexicano para explorar oportunidades no setor de petróleo e gás, especialmente para fortalecer a colaboração com a indústria local, incluindo a parceira petroquímica Braskem no México.
“Assim como fazemos na África, pretendemos ampliar nosso alcance para o México e provavelmente para a Venezuela também”, afirmou Magda durante uma teleconferência com analistas ao apresentar os resultados do primeiro trimestre de 2026.
Embora não tenha aprofundado os detalhes dos planos para a Venezuela, Magda ressaltou o interesse devido aos muitos recursos petrolíferos do país e à sua proximidade geográfica. No entanto, a Venezuela ainda está em uma fase inicial dessa avaliação devido a restrições históricas a investimentos estrangeiros e à complexidade da situação política local.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump busca abrir o setor petrolífero venezuelano para investidores internacionais, mas especialistas apontam incertezas no processo.
Em relação ao México, a Petrobras busca oportunidades para extrair petróleo em áreas profundas e em campos já existentes, que podem aumentar sua produção com investimentos e tecnologia. Além disso, há interesse em descobrir gás natural para abastecer a unidade mexicana da Braskem.
“Usar o gás do México para apoiar a Braskem seria um grande avanço para o nosso trabalho”, destacou a presidente. Novas equipes da Petrobras serão enviadas ao México para aprofundar as negociações.
A Braskem Idesa, parceira da Petrobras no México, enfrenta desafios financeiros e pode buscar recuperação judicial. A produção depende do gás natural importado dos Estados Unidos para fabricar plásticos.
A Petrobras, junto com sua nova sócia na Braskem, a gestora IG4, está implementando um plano para fortalecer a petroquímica no Brasil, incluindo o uso de gás natural da Petrobras para diminuir custos das unidades brasileiras.
Recentemente, as sócias modificaram a gestão da empresa em assembleias realizadas entre abril e maio, com o objetivo de aumentar a participação da Petrobras nas atividades da Braskem.

