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Pernambucanas volta ao Rio após mais de 20 anos

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Pernambucanas começou a fazer mudanças em seu negócio, para uma gestão profissional com mais autonomia

Loja Pernambucanas – SP Market – 2007 (./Divulgação)

Depois de mais de 20 anos de ausência e três décadas após uma briga que separou dois ramos da família Lundgren, dona do negócio fundado há 111 anos, a Pernambucanas está de volta ao Rio de Janeiro. A primeira unidade foi inaugurada no fim de abril, no município de Itaperuna, e outras nove estão previstas até o fim do ano, afirma o presidente da varejista, Sérgio Borriello, inclusive com lojas previstas para o centro da capital e o bairro de Copacabana. A marca, que chegou a ter mais de 700 lojas no Brasil e era conhecida pela forte presença no interior, perdeu boa parte de seu domínio após essa briga societária.

A empresa era formada originalmente por duas companhias, que dividiam a marca: a Arthur Lundgren Tecidos, responsável pelas operações do Sul, Centro-Oeste e São Paulo e a Lundgren Irmãos Tecidos, sediada no Rio de Janeiro e que cuidava das lojas fluminenses e da operação no Nordeste. Após brigas que começaram nos anos 1970 e atingiram o ápice nos anos 1980, a segunda empresa foi à falência em 1997. De lá para cá, a marca deixou de existir no Rio de Janeiro.

Disputa familiar

Agora, a companhia retorna sob o comando da parte da varejista que sobreviveu. Apesar de ter permanecido ativa, a Arthur Lundgren Tecidos também teve seus percalços nos últimos tempos. Os herdeiros se envolveram numa briga da qual fez parte a bisneta do fundador – Anita Harley, até hoje a maior acionista individual do negócio – e os sobrinhos, pelo direito relativo a 25% do negócio. A questão foi pacificada após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 2017, em favor dos sobrinhos.

A sentença abriu a porta para a Pernambucanas fazer mudanças em seu modelo de negócio – como a saída do setor de eletrodomésticos e o estabelecimento de uma gestão profissional com mais autonomia.

Em 2018, a receita líquida da Pernambucanas teve crescimento de 17,6%, totalizando R$ 4,2 bilhões. O lucro foi de R$ 549 milhões, dado inflado pelo resultado de uma ação judicial relativa a uma briga tributária. A expansão de vendas, porém, veio depois de varejista ter perdido 25% do faturamento entre 2014 e 2017.

Há dois anos e meio à frente da Pernambucanas, Borriello traçou a meta de abrir cem lojas até 2021, incluindo 32 pontos de venda neste ano, para um total de 368. “Apesar de abril ter sido um mês ruim, não vamos voltar atrás nos nossos planos”, diz ele. A expansão da rede, que seria a maior das últimas décadas, inclui também o retorno da marca para o Espírito Santo.

Estratégia. Apesar de o varejo ter perdido o fôlego no País e todos os indicadores estarem sendo revistos para baixo – com a previsão média para o crescimento do PIB agora em 1,45% para 2019 -, o consultor Alberto Serrentino, da consultoria Varese, diz que é um bom momento para que a Pernambucanas volte ao Rio de Janeiro. Primeiro porque ainda existe uma memória residual da marca – o que é uma vantagem em relação a começar uma operação do zero. Depois, porque a Leader, principal rival da Pernambucanas no Rio, teve várias dificuldades nos últimos tempos.

Serrrentino também afirma que a estratégia de Borriello – de ocupar espaços rapidamente, antes de uma recuperação mais firme da economia – também faz sentido.

“A Pernambucanas, por causa de seus problemas societários, de administração e posicionamento, não conseguiu aproveitar o ‘boom’ do crescimento dos shoppings, em 2012 e 2013”, afirma ele. “Agora, no entanto, tem a vantagem de poder se expandir com os preços de locação de imóveis em níveis bem mais baixos.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentário

Economia

Impacto com reforma da Previdência é de R$933,5 bi em 10 anos, diz Marinho

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Secretário especial de Previdência e Trabalho tinha previsto uma economia de R$ 900 bilhões após a votação do primeiro turno

Rogerio Marinho: secretário não confirmou valor oficial, mas está à espera da autorização de Paulo Guedes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 18, que a economia esperada agora com a reforma da Previdência é de um total de despesas economizadas em dez anos de R$ 914,3 bilhões. Com adição do CSLL, há acréscimo de R$ 19,2 bilhões. Com isso, o total geral da economia da reforma da Previdência em dez anos chega a R$ 933,5 bilhões.

“Sem entrar na questão do direito adquirido, essa reforma tem o maior impacto paramétrico no mundo”, disse. “Estamos apresentando ao País a maior e mais abrangente reestruturação previdenciária”, afirmou. “Não tenho dúvidas de que a votação do 1º turno impactou todos nós, País amadureceu o tema”, afirmou.

A previsão é baseada no texto que foi aprovado em primeiro turno pela Câmara dos Deputados no último dia 12 de julho. No final, foram aprovadas mudanças que suavizaram as regras para homens, mulheres, professores e policiais.

A Câmara desidratou a reforma em 24,5%. Tal qual enviado ao Congresso, o texto previa um impacto positivo de R$ 1,237 trilhão de em uma década.

Na semana passada, mesmo com as mudanças, Marinho tinha afirmado que a economia com a reforma nas regras de aposentadoria e pensão ficaria em torno de R$ 900 bilhões em dez anos. No entanto, a equipe econômica refez as contas e divulgou nesta quinta nova previsão.

O texto aprovado no primeiro turno propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição de 15 anos (homens e mulheres). A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está. Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

A reforma pode sofrer novas alterações ainda. O segundo turno da proposta deve ser votado na segunda semana de agosto na Câmara. Nesta fase, deputados podem retirar trechos da proposta.

 

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Economia

Aplicativos ajudaram financiamento de veículos a crescer 9,1%

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Uber, 99 e Cabify são serviços que costumam ser adotados por desempregados

Uber, 99 e Cabify: de acordo com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, a influência dos aplicativos é “notória” (Victor J. Blue/Getty Images)

Os aplicativos de transporte estão impactando o mercado de crédito para veículos. Os financiamentos para compra de carros, motos e caminhões cresceu 9,1% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018.

Segundo levantamento da B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), os financiamentos possibilitaram a compra de 2,87 milhões de unidades, sendo que 1,06 milhão são veículos novos – aumento de 9,7%. Os usados totalizaram 1,81 milhão de unidades, uma alta de 8,7%.

Entre os fatores que explicam o aumento das vendas está o mercado criado pelos aplicativos como Uber, 99 e Cabify. “Muita gente que fica desempregada enxerga no setor de transportes uma alternativa de renda e para isso precisa de um automóvel”, ressalta a coordenadora da graduação em Economia do Instituto de Ensino e Pesquisa, Juliana Inhasz.

Esse crescimento promovido pelos investimentos em automóveis, seja comprados ou alugados, para fazer o transporte de passageiro já vem sendo observado desde o ano passado, de acordo com o economista chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, Nicola Tingas. “Tem um impacto importante. Desde o ano passado isso é notório”.

Mercado ainda fraco

Tingas destaca que esse crescimento não significa um aquecimento do mercado de consumo, mas um investimento dos que pretendem trabalhar nesse sistema. “Para mim, esse tipo de financiamento indireto via Uber não é um consumo. Ele não comprou um carro para uso pessoal ou para lazer”.

Nesse sentido, de compras de veículos como ferramenta de trabalho, também vai o aumento das compras de caminhões, que representaram a maior expansão percentual no período.

Nos primeiros seis meses de 2019 foram financiadas 128,8 mil unidades de veículos pesados, uma alta de 23,47% em relação ao primeiro semestre de 2018.

Juliana Inhasz disse que há uma recuperação do mercado após quatro anos recessivos devido a melhora da renda e das condições de crédito, com juros mais baixos.“Apesar da alta ser significativa, a gente está falando de uma base muito ruim. Parece uma bruta de uma alta, mas, na verdade, é uma recomposição, a gente está tentando recuperar um setor que tinha sofrido muito com a crise”.

Entre os fatores que indicam condições mais favoráveis na economia está, segundo a professora, a queda no desemprego. “Tem uma melhora do mercado, porque a taxa de desemprego tem caído, devagar, mas tem caído”.

Apesar das boas notícias, a economista acredita que há um longo caminho pela frente antes da indústria automobilística voltar ao mesmo patamar que teve antes da crise. “Pelo menos 6 anos de trabalho para voltar ao que era em 2012, 2013. Em um cenário otimista”, disse.

 

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Economia

FGTS: Adiamento de saque dá mais tempo para que Caixa organize atendimento

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Em 2017, a Caixa preparou um esquema de atendimento que previu a abertura das agências mais cedo e nos fins de semana no período

Caixa: Banco pede tempo para se preparar para atender clientes em busca do saque do FGTS (Pilar Olivares/Reuters)

Brasília — Além do impasse sobre a parcela que poderá ser retirada das contas do FGTS, a Caixa também foi responsável pelo adiamento da liberação dos recursos do fundo. O Estadão/Broadcast apurou que representantes do banco estatal reclamaram que estava muito em cima da hora para colocar de pé um plano de atendimento aos trabalhadores para o saque do FGTS.

Em 2017, para que 25,9 milhões de trabalhadores retirassem R$ 44 bilhões das contas inativas (de contratos anteriores) do FGTS, a Caixa preparou um esquema de atendimento que previu a abertura das agências mais cedo e nos fins de semana no período, que foi de 10 de março a 31 de julho.

Como o Estadão/Broadcast revelou, a ideia defendida no Ministério da Economia é permitir que os trabalhadores saquem entre 10% e 35% dos recursos das contas ativas do FGTS dependendo do tamanho do saldo que possuem no fundo. A equipe econômica também defende que a mesma proporção seja aplicada às contas inativas (de contratos de trabalhos anteriores).

V pelo Estadão/Broadcast, é limitar os saques para os demitidos sem justa causa. Hoje, é possível resgatar tudo o que tem no fundo nessa situação. A equipe econômica defende pôr um limite e, para compensar, permitir que, todo ano, seja possível sacar uma parcela no mês de aniversário. As propostas foram entregues ao presidente Jair Bolsonaro quarta à noite. Ele seria o responsável por bater o martelo.
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