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Payroll agrada, mas Ibovespa fecha estável com cautela sobre covid nos EUA

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Aumento do número de casos de coronavírus nos Estados Unidos contrapõe otimismo com criação de vagas no mercado de trabalho americano

Bolsa: Ibovespa sobe 0,03% e encerra em 96.234,96 pontos (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Depois de superar os 97 mil pontos puxado pela euforia com os dados de desemprego americano, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, perdeu força, devido ao aumento dos casos diários de coronavírus nos Estados Unidos. Com isso, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,03%, em 96.234,96 pontos.

O início do movimento de queda teve início no início da tarde, pouco após o estado da Flórida a apresentar recorde de casos diários de covid-19.  Somente no estado, foram registrados 10.109 novos infectados em 24h. A Flórida, assim como estados do oeste dos Estados Unidos, como Texas e California, ainda atravessam a pior fase da doença, embora locais do nordeste do país, como Nova York, já obtiveram maior controle sobre a doença.

“Aumento de casos de covid-19 gera preocupações, pois aumenta a incerteza em relação ao impacto na atividade econômica. Por mais que não declarem lockdows, a própria população pode reduzir o tráfego e afetar, principalmente, economia de serviços”, explicou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

Pela manhã, quando o Ibovespa chegou tocar os 97.864 pontos na máxima do dia, o tom positivo era impulsionado, principalmente, pelo dado oficial do mercado de trabalho americano, o payroll.

Divulgado nesta manhã, relatório revelou que, em junho, foram criados 4,8 milhões de empregos não-agrícolas no país, superando as expectativas do mercado, que esperava um saldo positivo de 3 milhões de vagas no mês. Também foi revisado para cima o payroll de maio, de criação de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos. Com isso, a taxa de desemprego americana caiu de 13,3% para 11,1%.

“Se não tivessem dados positivos, o mercado teria reagido de forma muito pior. Eles amenizaram a preocupação com a recuperação econômica, mas não tiraram. Até porque o que derrubou a economia foi o coronavírus e a gente está voltando a ver aumento de casos até maiores do que antes”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Após a divulgação do dado, os índices futuros da bolsa americana, que já vinham em alta, com o otimismo sobre a vacina que vem sendo desenvolvida pela Pfizer, acentuaram o movimento positivo, assim como ocorreu em outras bolsas estrangeiras, como as da Europa. Nos Estados Unidos, os dados sustentaram o movimento de alta, com o S&P 500 fechando em leve alta de 0,45%.

“O payroll animou muito o mercado. A criação de empregos ficou 60% acima do esperado.”, disse Pablo Spyer, diretor de operações da Miraer Asset.

Além do crescimento do número de casos de covid-19 nos EUA, também pesou no lado negativo os protestos de Hong Kong, desencadeados após a China aprovar a lei de segurança nacional sobre o território autônomo.

Os investidores temem que os Estados Unidos, contrário à medida, faça duras retaliações comerciais. Na véspera, a Câmara americana aprovou um projeto de lei que penaliza bancos que façam negócios com autoridades chinesas que apoiaram a lei de segurança nacional.

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Copom decidiu aguardar dados sobre pandemia para definir alta dos juros

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É o que mostra a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira, quando foi definida a manutenção da taxa básica de juros no patamar de 2%, mínima recorde

Copom: desde agosto do ano passado, o Copom usava este instrumento para se comprometer a não elevar os juros desde que três condições fossem satisfeitas (Adriano Machado/Reuters)

Alguns membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central defenderam na semana passada que já fosse dado início à elevação da taxa básica de juros, mas a o entendimento predominante no colegiado foi de que, diante das incertezas, seria preferível aguardar a divulgação de mais informações sobre o cenário econômico e a pandemia do coronavírus.

É o que mostra a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira, quando foi definida a manutenção da taxa básica de juros no patamar de 2%, mínima recorde.

“As próximas divulgações serão muito informativas sobre a evolução da pandemia, da atividade econômica e da política fiscal. Sendo assim, os benefícios de se aguardar essas divulgações para decidir os próximos passos da política monetária se sobrepõem aos custos”, diz a ata.

O documento detalha a avaliação dos membros do Copom sobre o caráter heterogêneo da recuperação doméstica. Sobre o cenário internacional, a avaliação é de que, apesar dos riscos relacionados ao surgimento de novas variantes do vírus e do processo de “reflação” nos Estados Unidos, o ambiente ainda é favorável às economias emergentes.

Fim do forward guidance não implica em alta da Selic, diz BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou nesta terça-feira, 26, na ata de seu último encontro, que a retirada do forward guidance (prescrição futura, no jargão inglês) de sua comunicação não implicará em uma elevação mecânica da taxa de juros. Na semana passada, o colegiado manteve a Selic (a taxa básica da economia) em 2,00% ao ano, mas deu fim ao forward guidance.

Desde agosto do ano passado, o Copom usava este instrumento para se comprometer a não elevar os juros desde que três condições fossem satisfeitas: projeções de inflação abaixo da meta no horizonte relevante; manutenção do regime fiscal; e expectativas de longo prazo ancoradas. Na reunião de dezembro, o Copom já havia sinalizado que o forward guidance seria abandonado “em breve”. Foi o que ocorreu no encontro do Copom da semana passada.

“Em vista das novas informações, o Copom avalia que essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária. Como consequência, o forward guidance deixa de existir e a condução da política monetária seguirá, doravante, a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva”, justificou o Copom na ata desta terça, repetindo ideia já contida no comunicado da semana passada.

Mais uma vez, o colegiado ressaltou que a retirada do forward guidance não implica uma elevação mecânica da Selic, já que as incertezas quanto à evolução da atividade econômica continuam demandando um estímulo monetário “extraordinariamente elevado”.

Mais explicações

O Copom alertou também, por meio da ata, que a retirada do forward guidance adotado desde a reunião de agosto ocorreu devido à queda de apenas uma das suas três condicionantes. “As expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária”, reiterou o colegiado.

As demais condições que faziam parte do forward guidance seguem satisfeitas, já que, segundo o Copom, o regime fiscal não foi alterado e as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas.

Mais uma vez, o BC explicou que, com a interrupção do forward guidance, a condução da política monetária passa a seguir a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva.

A ata lembra ainda que, no cenário básico, as projeções de inflação estão ao redor da meta no horizonte relevante, mas repete que os riscos fiscais geram um “viés de alta” nessas estimativas, “potencialmente justificando trajetória com elevação dos juros anterior à assumida sob esse cenário”.

 

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Esperamos “conservadoramente” que Brasil cresça 3,5% neste ano, diz Guedes

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O ministro fez um apelo ao setor privado para que invista no país e afirmou que medidas para abrir a economia

Paulo Guedes: Ele ponderou que haverá um preço se “apertar esse botão” (André Borges/Getty Images)

Temos esperança de que, “conservadoramente”, a economia brasileira possa crescer 3,5% neste ano, disse nesta terça-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que, na hipótese mais promissora, a expansão pode bater os 5%.

O ministro fez um apelo ao setor privado para que invista no país e afirmou que medidas para abrir a economia, como privatizações e concessões, ganharão fôlego em 2021.

País tem protocolo de crise aperfeiçoado agora, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 26, que o governo saberá agir com os estímulos necessários caso uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus, com registros de óbitos superior a 1,3 mil, atingir o Brasil. De acordo com Guedes, o governo apresentou na PEC do pacto federativo um “protocolo de crise” a ser acionado em caso de necessidade.

“Se a pandemia faz a segunda onda, com mais de 1,5 mil, 1,6 mil, 1,3 mil mortes, saberemos agir com o mesmo tom decisivo, mas temos que observar se é o caso ou não”, disse Guedes, após lembrar do auxílio emergencial concedido pelo governo na crise sanitária, durante congresso virtual promovido pelo Credit Suisse.

“Se a doença volta, temos um protocolo de crise, que foi aperfeiçoado”, acrescentou o comandante da equipe econômica, explicando que o protocolo estaria previsto numa cláusula de calamidade pública na PEC do pacto federativo, travando todas as despesas e dedicando recursos a um auxílio emergencial.

Ele ponderou que haverá um preço se “apertar esse botão”.

O ministro manifestou, contudo, uma visão positiva sobre a vacinação – citando a capacidade do Brasil de produzir 300 milhões de doses de imunizantes por ano – e seu potencial de trazer a economia de volta à normalidade para o País priorizar a agenda de reformas que, conforme observou, são “fundamentais” para recuperar a dinâmica de crescimento perdida nas últimas décadas.

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Confiança do consumidor cai para menor valor desde junho de 2020, diz FGV

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O Índice de Confiança do Consumidor foi a 75,8 pontos, no menor nível desde junho, quando começou a recuperação após o pior momento do indicador

FGV: a Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.712 domicílios com entrevistas entre 2 e 23 de janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

A confiança do consumidor recuou 2,7 pontos em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) foi a 75,8 pontos, no menor nível desde junho, quando começou a recuperação após o pior momento do indicador, causado pela pandemia de covid-19. Em médias móveis trimestrais, o ICC caiu 2,2 pontos.

Foi a quarta queda seguida no ICC, segundo a FGV, na esteira da segunda onda da pandemia e do fim do auxílio emergencial para trabalhadores informais. “O recrudescimento da pandemia e a necessidade de adoção de medidas mais restritivas por algumas cidades geram grande preocupação com os rumos da situação econômica do país e das famílias.

Sem o suporte dos benefícios emergenciais, as famílias continuam postergando consumo e dependendo da recuperação do mercado de trabalho, que tende a ser lenta diante do cenário atual”, diz a nota divulgada pela FGV.

Em janeiro, houve piora tanto da percepção dos consumidores em relação ao momento atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 1,6 ponto para 68,1 pontos, o menor nível desde maio passado (65,0 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou pelo quarto mês consecutivo, desta vez em 3,5 pontos, para 82,1 pontos.

Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral caiu 1,5 ponto em janeiro, para 72,6 pontos, terceira queda consecutiva. “A percepção de piora da situação corrente é ainda mais evidente na satisfação com as finanças familiares, cujo indicador recuou 1,8 ponto para 64,1 pontos, menor nível desde maio de 2020 (58,8 pontos)”, diz a nota da FGV.

Já entre os componentes do IE, o indicador que mede as perspectivas sobre a economia foi o que mais contribuiu para a queda do ICC no mês. O recuo foi de 5,1 pontos, para 102,3 pontos, a maior variação negativa num mês desde abril passado, quando a queda foi de 18,0 pontos, e o ICC atingiu o mínimo histórico.

“Em relação às perspectivas sobre a situação financeira das famílias, após três meses de quedas consecutivas, o indicador acomodou em janeiro, ao variar apenas 0,2 ponto e passar a 87,6 pontos. Com perspectivas mais pessimistas, consumidores sinalizam também um menor ímpeto de compras, cujo indicador registrou queda de 4,8 pontos, para 58,9 pontos, menor patamar desde julho de 2020 (56 pontos)”, diz a nota da FGV.

Na análise desagregada por faixas de renda, só não houve recuo da confiança para as famílias com renda de até R$ 2,1 mil, cujo ICC aumentou 3,2 pontos. Segundo a FGV, isso pode ser explicado pelo fato de, em dezembro, o ICC das famílias de menor renda ter caído 8,7 pontos. Além disso, o ICC das famílias com renda até R$ 2,1 mil seguem registrando o menor nível entre todas as faixas de renda.

Já entre as famílias de maior poder aquisitivo, o ICC diminuiu 3 1 pontos, “influenciado pela piora nas expectativas em relação à situação econômica e ao mercado de trabalho”, diz a nota da FGV.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.712 domicílios com entrevistas entre 2 e 23 de janeiro.

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Nomeação de Janet Yellen passa por mais um teste no Senado americano nesta sexta

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Comissão de Finanças do Senado se reúne pela segunda vez para avaliar a nomeação de Yellen para a Secretaria do Tesouro

Janet Yellen: ela defende a aprovação de mais medidas de estímulo econômico para enfrentar a pandemia (Demetrius Freeman/The Washington Post/Getty Images)

A Comissão de Finanças do Senado americano se reúne nesta sexta-feira para avaliar a nomeação de Janet Yellen como secretária do Tesouro, cargo-chave para a condução da política econômica do novo governo Biden e equivalente ao de ministra da Economia.

A reunião, a partir do meio-dia (horário de Brasília), acontece três dias depois de Yellen participar de outra audiência na mesma comissão, em que respondeu questionamentos dos senadores americanos. Na ocasião, ela defendeu as políticas de estímulo econômico para auxiliar os trabalhadores americanos que sofrem com a crise econômica causada pela pandemia.

“Sem outras medidas, corremos o risco de enfrentar uma recessão mais longa e dolorosa agora e de ter cicatrizes de longo prazo na economia mais tarde”, disse ela durante a audiência.

O governo de Joe Biden defende a aprovação de mais um megapacote de estímulos econômicos de 1,9 trilhão de dólares, que inclui o pagamento de um auxílio emergencial de 1.400 dólares, além de um aumento do seguro-desemprego e do salário mínimo.

O pacote é uma das prioridades do novo presidente dos Estados Unidos em seus primeiros 100 dias de governo. Ontem, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que a casa legislativa estará preparada para aprovar o projeto no dia 1º de fevereiro.

Mas as novas medidas de estímulo têm a resistência do Partido Republicano. Senadores contrários ao aumento de gastos públicos pressionaram Janet Yellen sobre o assunto na audiência da terça-feira.

Apesar da oposição, a expectativa é de que a economista e ex-presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, seja confirmada para o cargo.

Se a Comissão de Finanças aprovar a nomeação de Yellen nesta sexta-feira, o processo será votado no plenário do Senado — o que pode ocorrer ainda nesta sexta-feira ou na segunda-feira, de acordo com a agência Reuters.

Depois da posse de Biden, na quarta-feira, o Congresso americano precisa aprovar a nomeação para diversos cargos próximos do novo presidente que são fundamentais para pleno funcionamento da nova administração. A primeira a ser confirmada pelo Senado foi Avril Haines, diretora de Inteligência Nacional, na quarta-feira.

Os próximos nomes a serem confirmados são os de Anthony Blinken (secretário de Estado), Lloyd Austin (secretário de Defesa) e Alejandro Mayorkas (secretário de Segurança Interna) — que também já começaram a participar de audiências no Senado —, além de Yellen.

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Setor de serviços desacelera no mundo com alta de novos casos de covid-19

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PMIs (termômetros da economia) serão divulgados hoje e devem indicar desaceleração na Europa e redução do ritmo de crescimento nos EUA, em especial no setor de serviços

(Christinne Muschi/Reuters)

O PMI da zona do euro divulgado nesta madrugada caiu de 49,1 em dezembro para 47,5 em janeiro. O número composto inclui serviços e indústria, e é medido pela IHS Markit. Um patamar abaixo de 50 indica contração da atividade e acima de 50, expansão.

No índice separado, o setor de serviços já vinha tendo as piores perdas ao longo de 2020, mesmo nos meses de recuperação. No valor divulgado em janeiro, teve nova queda, de 46,4 para 45. Em dezembro, o setor havia apresentado alta (de 41,7 pontos para 46,4, ainda assim abaixo da expectativa).

Mesmo a indústria, que foi uma das estrelas da retomada europeia em 2020, sente o baque da pandemia, com o PMI caindo para seu pior nível em sete meses, de 56,3 para 54,5 em janeiro.

“Uma recessão nas duas frentes para a zona do euro parece cada vez mais inevitável à medida que restrições mais fotes contra a covid-19 prejudicaram os negócios em janeiros”, disse o economista chefe da IHS Markit, Chris Williamson.

Os dados dos Estados Unidos também devem ser divulgados nesta sexta-feira, indicando um movimento de expansão no setor de serviços, com expectativa de índice em 53,6, segundo a Bloomberg. Ainda assim, o número deve ficar abaixo do registrado no mês anterior, que ficou em 54,8 pontos, indicando redução no ritmo de crescimento.

No Brasil, o aumento no número de novos casos de covid-19 também deve afetar o setor de serviços, em especial nos segmentos de turismo, alimentação fora de casa e transporte aéreo. Ainda assim, o PMI de dezembro indicava expansão da atividade. No último mês do ano, o PMI de serviços subiu para 51,1, de 50,9 em novembro, ficando acima dos 50 pontos.

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Confiança da indústria deve ter em janeiro 1ª queda desde abril, mostra FGV

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Dados preliminares apontam queda de 3,5 pontos no Índice de Confiança da Indústria (ICI) em janeiro, a 111,4 pontos

Indústria: Fábrica de paneis de energia solar em Campinas, São Paulo (/Amanda Perobelli/Reuters)

A confiança da indústria do Brasil deve interromper em janeiro série de oito altas seguidas diante da menor satisfação sobre o momento atual junto com piora das expectativas, segundo a prévia da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta sexta-feira.

Os dados preliminares da Sondagem da Indústria apontam queda de 3,5 pontos no Índice de Confiança da Indústria (ICI) em janeiro, a 111,4 pontos.

Se o resultado for confirmado, será a primeira queda desde abril de 2020.

De acordo com a FGV, o Índice de Situação Atual indica recuo de 3,2 pontos, para 116,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas cairia 3,6 pontos, para 106,0 pontos.

A recuperação da indústria diante da pandemia de Covid-19 encontrou base nas medidas de auxílio do governo e na flexibilização das quarentenas, mas ainda depende amplamente de uma retomada do mercado de trabalho, que vem mostrando mais dificuldades.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

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