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Economia

Paulo Guedes quer R$100 bilhões do BNDES já em 2019

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Medida, defende a nova equipe econômica, procura reduzir mais rapidamente o estoque da dívida pública

Paulo Guedes quer a devolução de R$100 bilhões BNDES ao Tesouro Nacional já em 2019 (Pilar Olivares/Reuters)

Brasília – O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, quer a devolução de R$ 100 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro Nacional já em 2019. A medida, defende a nova equipe econômica, vai reduzir mais rapidamente o estoque da dívida pública.

O valor a ser acertado já começou a ser negociado pela equipe de transição com o futuro presidente do BNDES, Joaquim Levy. Foi ele quem deu o pontapé inicial na política de devolução dos empréstimos em 2015, quando ocupou o cargo de ministro da Fazenda. Mas, à frente do BNDES, tem preocupação com o comprometimento que a devolução pode provocar na capacidade do banco de fazer novos desembolsos.

O banco de fomento tem ainda uma dívida de R$ 260 bilhões para pagar ao Tesouro e tinha acertado um cronograma de devolução que prevê uma parcela de R$ 26 bilhões no ano que vem.

O acerto final do montante adicional a ser pago antecipadamente dependerá, porém, da evolução dos desembolsos de empréstimos, na avaliação da área técnica do banco.

A dívida do BNDES com o Tesouro tem origem nos empréstimos de R$ 500 bilhões que o banco recebeu da União durante os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e que foram responsáveis pela explosão da dívida pública.

Segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, técnicos do BNDES já tinham sinalizado que haveria espaço maior para a devolução no ano que vem, mas o volume demandado é maior que o cogitado inicialmente pelo banco.

Empréstimos

No quadro atual, a avaliação é de que o BNDES teria condições de ampliar em mais R$ 50 bilhões a devolução, se o desembolso de empréstimos do banco a empresas não ultrapassar R$ 80 bilhões em 2019. Nesse cenário, a equipe técnica trabalhava com a possibilidade de devolver R$ 76 bilhões.

Para ampliar o pagamento, seria necessário um quadro mais favorável para venda de ações que o banco detém e de pré-pagamento das empresas dos empréstimos atrelados à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que corrige os financiamentos antigos do banco.

Em 2018, as empresas pagaram antecipadamente R$ 25 bilhões ao BNDES por seus financiamentos. Em 2019, a expectativa é de que, com um cenário de queda de juros, o pré-pagamento poderia chegar a R$ 20 bilhões. A perspectiva de melhora da Bolsa no ano que vem também favoreceria uma venda maior das ações do banco. Neste ano, a venda deve fechar em R$ 10 bilhões.

Até agora, o BNDES já devolveu R$ 309 bilhões, o que ajudou a reduzir a dívida bruta do governo, um dos principais indicadores de sustentabilidade da dívida pública.

Pelas projeções do Tesouro Nacional, a dívida bruta do governo vai entrar numa rota de crescimento até chegar ao pico de 81% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. O cenário seria pior se não fossem as devoluções antecipadas dos empréstimos. Os dados mostram que as devoluções já feitas pelo banco e as acertadas com o BNDES para os próximos anos vão permitir uma redução de 9 pontos porcentuais da dívida bruta até 2027.

Sem esse cronograma de pagamento, a dívida chegaria em 2027 ao patamar de 82,2% do PIB, considerado já explosivo, de acordo com os padrões internacionais de avaliação de sustentabilidade para países emergentes, como o Brasil.

Se houver um pagamento adicional no ano que vem, o endividamento poderá cair mais rapidamente do que se fossem consideras as privatizações para abater a dívida – processo bem mais demorado. Procurado, o BNDES não quis comentar o assunto. A equipe de transição não respondeu os questionamentos da reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: Portal Exame

 

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Economia

Petrobras contrata bancos em meio a planos para emissão de títulos nos EUA

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Títulos seriam emitidos pela subsidiária integral Petrobras Global Finance, com garantia total e da estatal

Petrobras: operação será conduzida por BNP Paribas, Bank of America, Itau BBA USA, JPMorgan, Scotia Capital e SMBC Nikko Securities Americas como coordenadores (Sergio Moraes/Reuters)

A Petrobras planeja oferecer uma ou mais séries de títulos no mercado norte-americano em uma nova emissão, em operação para a qual já contratou bancos, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

Os títulos seriam emitidos pela subsidiária integral Petrobras Global Finance, com garantia total e incondicional da estatal, disse a companhia, com a ressalva de que a transação está “sujeita às condições de mercado”.

A operação será conduzida por BNP Paribas, Bank of America, Itau BBA USA, JPMorgan, Scotia Capital e SMBC Nikko Securities Americas como coordenadores, acrescentou a Petrobras, sem mencionar possíveis valores para a captação.

 

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Economia

Japão aprova novo estímulo de US$1,1 tri para conter impacto da pandemia

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Com pacote que representa cerca de 40% do PIB do Japão, governo tenta evitar profunda crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus

Japão: pacote está entre os maiores do mundo para lidar com o coronavírus (Kyodo News / Colaborador/Getty Images)

O gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aprovou nesta quarta-feira um novo pacote de estímulo de 1,1 trilhão de dólares que inclui gastos diretos significativos para impedir a pandemia de coronavírus de levar a terceira maior economia do mundo a uma recessão ainda mais profunda.

O estímulo recorde de 117 trilhões de ienes, que será financiado em parte por um segundo Orçamento extra, seguiu outro pacote de 117 trilhões de ienes lançado no mês passado.

O novo pacote leva os gastos totais do Japão para combater as consequências do vírus para 234 trilhões de ienes (2,18 trilhões de dólares), ou cerca de 40% do Produto Interno Bruto do país.

Os gastos combinados estão entre os maiores pacotes fiscais do mundo para lidar com o coronavírus, aproximando-se do tamanho do programa de ajuda de 2,3 trilhões de dólares dos Estados Unidos.

O pacote mais recente inclui 33 trilhões de ienes em gastos diretos, disse o Ministério das Finanças do Japão.

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Confiança da indústria no Brasil tem leve recuperação em maio, diz FGV

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Índice de Confiança da Indústria teve alta de 3,2 pontos em maio, para 61,4 pontos; em abril, o índice havia tocado a mínima recorde de 58,2 pontos

Indústria: Índice de Expectativas (IE) — que mede a percepção dos empresários sobre o futuro da indústria — teve alta de 5,3 pontos este mês, para 54,9 pontos (Getty Images/Getty Images)

A confiança da indústria no Brasil apresentou leve recuperação em maio, mas a alta nem de longe compensa as fortes perdas registradas entre fevereiro e abril diante das consequências da pandemia de coronavírus, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve alta de 3,2 pontos em maio, para 61,4 pontos, o segundo menor valor da série histórica. Em abril, o índice havia tocado a mínima recorde de 58,2 pontos.

Segundo a FGV, a leitura de maio representa recuperação de apenas 7,4% em relação à queda de 43,2 pontos observada entre fevereiro e abril desse ano.

“A Sondagem da Indústria de maio sinaliza acomodação da situação atual em níveis muito baixos e alguma calibragem das expectativas para os próximos meses”, disse em nota Renata de Mello Franco, economista do FGV-Ibre.

“(…) Ainda é cedo para concluirmos se o pior momento da crise ficou para trás. Para os próximos meses, o elevado nível de incerteza e de pessimismo em relação ao futuro podem colocar em xeque uma recuperação mais consistente da confiança.”

O Índice de Expectativas (IE) — que mede a percepção dos empresários sobre o futuro da indústria — teve alta de 5,3 pontos este mês, para 54,9 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA), por sua vez, subiu apenas 1,2 ponto, para 68,6 pontos. Ambos os índices mostraram leve recuperação ante mínimas históricas.

A maior contribuição para o IE em meio veio da melhora das expectativas dos empresários sobre a produção nos próximos três meses. Já o fraco desempenho do ISA é resultado da combinação de melhores níveis de estoques, da estabilidade do grau de satisfação dos empresários com a situação atual dos negócios e de piora da avaliação sobre a demanda atual.

 

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UE apresenta plano de 750 bi de euros para recuperação após coronavírus

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Maior parte do dinheiro irá para Itália e Espanha, que receberão 313 bilhões de euros dos 750 bi de euros tomados no mercado

Itália: junta da Espanha, país será o que receberá mais ajuda (Alessandro Garofalo/Reuters)

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira um plano para tomar emprestado no mercado e então disponibilizar a países da UE 750 bilhões de euros em subsídios e empréstimos para ajudá-los a se recuperar dos impactos do coronavírus.

A maior parte do dinheiro irá para Itália e Espanha, os mais afetados pela pandemia, que juntos receberão 313 bilhões de euros em subsídios e empréstimos.

O objetivo também é proteger o mercado único da União Europeia de se fragmentar diante de crescimentos econômicos e níveis de riqueza divergentes conforme o bloco de 27 países emerge de sua recessão mais profunda esperada para este ano.

Dos 750 bilhões de euros, dois terços serão em subsídios financiados por tomadas de empréstimos conjuntos e um terço em empréstimos.

Os subsídios, embora controversos, são necessários porque Itália, Espanha, Grécia, França e Portugal já têm dívidas altas e dependem bastante do turismo, que foi interrompido pela pandemia. Seria mais difícil para eles do que para países do norte retomarem suas economias através de empréstimos.

O fundo de recuperação soma-se ao Orçamento de longo prazo da UE para 2021-27, que a Comissão irá propor em 1,1 trilhão de euros.

“No total, o Plano de Recuperação Europeu colocará 1,85 trilhão de euros para ajudar a impulsionar nossa economia e garantir que a Europa avance”, disse o Executivo da UE em documento intitulado “Momento da Europa: Reparo e Preparo para a Próxima Geração”.

Preocupação

Os 500 bilhões de euros em subsídios estão em linha com o desejo das duas maiores economias da UE –França e Alemanha– embora alguns países preferissem ver apenas empréstimos no pacote de recuperação.

A tomada de empréstimos terá que ser saldada, o que significa contribuições nacionais mais altas para o Orçamento da UE no futuro ou novos impostos.

A Comissão propôs novas receitas na forma de um imposto sobre plásticos, algum dinheiro de um esquema de negociação de CO2, imposto sobre serviços digitais, uma parte das taxas corporativas nacionais e um imposto de importação sobre produtos feitos nos países com padrões mais baixos de emissão de CO2 do que a UE.

Também propôs que o Orçamento da UE deveria receber uma fatia maior do Imposto sobre Valor Agregado pago pelos governos à UE.

 

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Dólar recua para abaixo dos R$ 5,40 e caminha para 5ª queda seguida

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Possível vacina e reabertura das principais economias aumentam apetite a risco

Dólar: moeda americana recua com ajuda do cenário externo (Chung Sung-Jun / Equipa/Getty Images)

O dólar recua frente ao real, nesta terça-feira, 26, refletindo o maior apetite a risco por parte dos investidores globais, que repercutem o afrouxamento das quarentenas nas principais economias do mundo e a possibilidade de uma nova potencial vacina se mostrar eficaz contra o coronavírus. No Brasil, a moeda americana caminha para o quinto dia consecutivo de desvalorização. Às 12h20, o dólar comercial caía 1,6% e era vendido por 5,372 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, recuava 1,4%, cotado a 5,59 reais.

Desta vez, o mercado deposita suas expectativas em cima da possível vacina desenvolvida pela Novavax, do estado americano de Maryland. A empresa informou, na véspera, que começou a fase de testes em seres humanos. A corrida pela vacina tem sido uma das principais fontes de otimismo junto com a reabertura das economias.

Nos Estados Unidos, onde foram registrados o maior número de infectados pela doença, todos os estados já deram início ao processo de redução do isolamento social. Em Nova York, epicentro do coronavírus no país, a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) retoma, hoje, o pregão presencial.

“O investidor está menos receoso, então ele deixa o porto seguro, que é o dólar, e vai para ativos de risco”, afirmou Jefferson Ruik, diretor de  câmbio da Correparti.

Com as principais economias do mundo deixando para trás as medidas mais rígidas de quarentena, Ruik acredita que o dólar possa perder ainda mais valor frente ao real. “O dólar ainda está alto. Só está nesses níveis por causa da pandemia”, afirmou.

No exterior, a moeda americana se desvaloriza contra as principais moedas emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, a lira turca e a rúpia indiana. O índice Dxy, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de divisas fortes, como o euro, a libra esterlina e o iene, cai 0,7%.

 

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Economia

PIB do Brasil deve cair 6% em 2020, diz Fitch

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Em relatório, a instituição cita a “deterioração da crise de saúde” provocada pelo coronavírus no Brasil

PIB: economia dos países emergentes deve ter queda de 4,5% neste ano (Cesar Okada/Getty Images)

A Fitch Ratings prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrará contração de 6% em 2020, uma piora em relação à projeção anterior, publicada em abril, quando a estimativa apontava para retração de 4%. Em relatório divulgado nesta terça-feira, 26, a instituição cita a “deterioração da crise de saúde” provocada pelo coronavírus no País.

A revisão nos números brasileiros contribuiu para novo corte na previsão para o PIB dos países emergentes, excluindo China, que agora é de queda de 4,5% neste ano.

Na última atualização, a Fitch projetava contração de 3,9%.

Ainda segundo o documento, a economia da Índia deve encolher 5% no atual ano financeiro, que termina em março de 2021, frente à previsão anterior de crescimento de 0,8%.

 

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