Nossa rede

Mundo

Partidos impõem condições em troca de apoio para coalizão de Netanyahu

Publicado

dia

O primeiro-ministro de Israel já iniciou as negociações com seus “parceiros naturais”, que são os partidos de direita e religiosos

Eleições: com quase 100% das urnas apuradas, Netanyahu já comemora a sua reeleição (Ronen Zvulun/Reuters)

Jerusalém — O primeiro-ministro de Israel,Benjamin Netanyahu, iniciou na noite de terça-feira negociações com os principais partidos de direita e religiosos para tentar estabelecer uma coalizão de governo, informaram nesta quarta-feira membros do Likud.

“O objetivo do primeiro-ministro é estabelecer uma coalizão que atualmente pareça estável e natural”, declarou o presidente do Parlamento e membro do Likud, Yuli Edelstein, à “Rádio do Exército”.

O chefe do governo israelense já entrou em contato com seus “parceiros naturais”, com quem pactuará “se tiverem exigências realistas”, acrescentou Edelstein.

Assim, o presidente do Parlamento descartou a opção de Bibi (como Netanyahu é conhecido) criar um amplo Executivo de união nacional com a coalizão centrista Azul e Branco, liderada por Beni Gantz e que com 97% de votos apurados está ligeiramente atrás do Likud e com o mesmo número de cadeiras: 35, em uma câmara de 120.

Os analistas dão ao bloco “de direita” que o Likud poderia liderar um total de 65 cadeiras, frente às 55 que teriam os partidos de centro, esquerda e árabes.

Gantz apareceu hoje com aspecto cansado diante das câmeras de televisão nos arredores de sua casa e declarou que iria esperar “até a divulgação final dos resultados. Há muito trabalho a fazer”.

“Não evitaremos o nosso dever público de representar mais de um milhão de cidadãos. Podemos ser capazes de desenvolver caminhos políticos de ação de vários tipos”, disse Gantz em mensagem aos seus colegas de partido.

Ontem, após a revelação dos resultados de boca de urna, que davam uma vantagem de entre três e seis cadeiras, o líder da Azul e Branco se apresentou como o próximo chefe do governo, algo que hoje parece extremamente difícil.

Líderes de vários partidos já expressaram a vontade de recomendar Netanyahu ao presidente israelense, Reuven Rivlin, para que o encarregue da formação de governo.

Entre outros, Netanyahu já falou com os líderes dos ultra-ortodoxos Shas e Judaísmo Unido Pela Torá, que com oito cadeiras cada terão um peso mais forte na nova coalizão do que na atual.

O partido de extrema-direita Israel O nosso Lar, do ex-ministro de Defesa Avigdor Lieberman e com cinco cadeiras, não deu publicamente seu apoio ao primeiro-ministro, mas indicou que não pactuará com Gantz.

“As opções existentes são se unir ao governo de Netanyahu ou permanecer na oposição”, declarou Lieberman, segundo o portal de notícias “Times of Israel”.

No entanto, o ex-ministro também deixou claro que seu partido “lutará pelos seus princípios nas negociações com o Likud” e afirmou que “ainda há possibilidades de sermos oposição”.

A União de Partidos de Direita, com outras cinco cadeiras e liderada por Rafi Peretz, declarou à “Rádio do Exército” que sua legenda exigirá os Ministérios da Educação e Justiça, pastas que até agora estavam nas mãos dos dirigentes Naftali Benet e Ayelet Shaked, cujo novo partido, a Nova Direita, não obteve representação.

O outro partido que poderia se unir à coalizão é o Kulanu, do ministro de Finanças, Moshe Khalon, que provavelmente obterá quatro cadeiras e que já mostrou disposição a fazer parte do novo Executivo.

Comentário

Mundo

Não há provas de que Trump tenha obstruído justiça, diz procurador-geral

Publicado

dia

Trump e sua equipe são investigados pelo procurador especial Robert Mueller por uma suposta atuação com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, (Tom Brenner/Getty Images)

Washington — O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta quinta-feira que a investigação do procurador especial Robert Mueller não encontrou qualquer evidência de que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha obstruído o inquérito que apura se ele ou membros de sua campanha atuaram juntos com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016.

“O vice-procurador-geral e eu concluímos que as provas levantadas pelo procurador especial não são suficientes para determinar que o presidente cometeu crime de obstrução de Justiça”, disse Barr em entrevista coletiva.

 

Ver mais

Mundo

Hostilidade contra jornalistas torna a profissão a mais perigosa no mundo

Publicado

dia

Nos 180 países pesquisados, apenas 24% dos jornalistas se consideram em situação boa ou relativamente boa

A hostilidade contra jornalistas aumentou no último ano na América Latina (Francois LOCHON/Getty Images)

O número de países seguros para os jornalistas continua caindo no mundo, devido a uma hostilidade contra o exercício da profissão, segundo o relatório anual da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), que aponta que a maior deterioração ocorreu nas Américas do Norte e do Sul, com o prenúncio de um período sombrio no Brasil.

O País perdeu três posições (105 entre 180 países) no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, e se aproxima da zona vermelha, com quatro jornalistas assassinados. A eleição de Jair Bolsonaro, após uma campanha marcada pelo “discurso de ódio, a desinformação, a violência contra os jornalistas e o desprezo aos direitos humanos, prenuncia um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa”.

“A hostilidade contra os jornalistas e inclusive o ódio do qual fazem eco dirigentes políticos em muitos países, acabou provocando agressões mais graves e frequentes” contra estes profissionais, o que suscita um “clima de medo inédito em alguns lugares”, condenou nesta quinta-feira (18) a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A RSF lembra o papel primordial que o WhatsApp teve na campanha eleitoral brasileira. Pelo aplicativo circularam, por exemplo, informações falsas destinadas, sobretudo, a desacreditar o trabalho de jornalistas críticos ao candidato Bolsonaro.

No ranking dos 180 países avaliados, apenas 24% (26% em 2018) estão em situação boa ou relativamente boa.

A Noruega se mantém pelo terceiro ano consecutivo na primeira posição, seguida de Finlândia e Suécia.

Fecham a lista o Turcomenistão, antecedido da Coreia do Norte. Também na lanterna, a China perdeu uma posição (177), assim como a Rússia (149), onde o Kremlin “acentuou a pressão” sobre os meios independentes e a Internet, “com detenções, revistas arbitrárias e leis liberticidas”.

Ameaças de morte nos EUA

Os Estados Unidos (48) perderam três posições e entram na zona “problemática”. Além das declarações do presidente Donald Trump contra a mídia, “os jornalistas americanos nunca tinham sido alvo de tantas ameaças de morte”, nem recorrido de forma tal à segurança privada para sua proteção pessoal, segundo a RSF.

A ONG, sediada em Paris, destaca ainda que a perseguição de jornalistas que incomodam as autoridades “parece agora não ter limites”. Cita o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado de seu país na Turquia, que “enviou uma mensagem assustadora aos jornalistas para além das fronteiras da Arábia Saudita “.

A Espanha subiu duas posições no ranking (29) e a França, uma (32).

O informe aponta que América do Norte e do Sul registraram a maior deterioração regional.

Desconfiança na América Latina

A melhora sutil registrada em 2018 na América Latina “foi breve”, visto que o ambiente em que trabalham os jornalistas é “cada vez mais hostil”. As eleições em países como México (144), Brasil (105), Venezuela (148) e Colômbia (129) provocou um “recrudescimento dos ataques contra jornalistas, praticados sobretudo pela classe política,funcionários públicos e cibermilitantes”.

Estes incidentes “contribuíram para reforçar um clima de desconfiança generalizada – às vezes de ódio – contra a profissão”.

A Nicarágua registrou uma das quedas mais significativas do mundo (114, perdendo 24 posições), segundo a RSF, que denuncia que os jornalistas que cobrem as manifestações contra o governo do presidente Daniel Ortega, considerados opositores, são frequentemente agredidos. “Muitos se exilaram para evitar ser acusados de terrorismo”, indica o informe.

Embora a chegada ao poder do presidente Andrés Manuel López Obrador “tenha acalmado um pouco” as relações entre o poder e a imprensa, o México continua sendo o país mais perigoso do continente para os jornalistas, com dez assassinatos em 2018.

A Venezuela perdeu cinco posições, aproximando-se da zona negra do ranking. O viés autoritário do governo de Nicolás Maduro provocou um aumento da repressão contra a imprensa independente, enquanto a RSF registrou um número recorde de prisões arbitrárias e atos de violência praticados por forças de ordem e serviços de Inteligência. Muitos jornalistas tiveram que se exilar, enquanto jornalistas estrangeiros foram detidos e, inclusive, expulsos.

Maus exemplos

Cuba se manteve como o pior colocado na região (169), apesar de subir três posições, caminho pelo qual segue a Bolívia (113, perda de três posições). Para a ONG, o presidente boliviano, Evo Morales, segue o “modelo cubano”, controlando a informação e censurando “as vozes demasiadamente críticas “.

“Alvo frequente” de ataques armados à imprensa, vítima ainda de pressões e de tentativas de intimidação de parte da classe política, El Salvador perdeu 15 posições e ficou em 81º lugar.

 

Ver mais

Mundo

Cúpula entre Putin e Kim Jong-un acontecerá este mês, diz governo russo

Publicado

dia

A Rússia informou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda metade de abril

A data e o local da reunião ainda não foram divulgados (KCNA/Maxim Shipenkov/Reuters)

Moscou — O Kremlin confirmou nesta quinta-feira a realização de uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, na segunda metade de abril.

“O presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda quinzena de abril a convite de Vladimir Putin”, indicou o Kremlin em comunicado.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha afirmado nesta semana que a primeira reunião entre ambos os líderes estava sendo “preparada”, sem oferecer detalhes sobre a data e o local do possível encontro.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade