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Parceria entre Brasil e Ucrânia para lançar foguetes enfrenta atraso

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Dez anos depois, o projeto da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) ainda não decolou. Assinado em 21 de outubro de 2003, o acordo de cooperação a longo prazo entre Brasil e Ucrânia apresenta não apenas atraso no cronograma divulgado inicialmente, mas também elevação dos custos previstos e ceticismo quanto a seu modelo de ingresso no mercado internacional de lançamentos espaciais.

 É difícil encontrar, no mundo, local melhor para uma base de lançamentos espaciais do que o município de Alcântara, no Maranhão. Como fica a apenas 2° ao sul da Linha do Equador – onde a velocidade de rotação da Terra é maior e, assim, o impulso natural para o voo do foguete também – oferece a possibilidade de realizar lançamentos para qualquer direção a partir de um único ponto. A economia de combustível é bastante significativa em comparação a outros centros de lançamento (com condições mais próximas há o de Kourou, na Guiana Francesa, 5° ao norte do Equador, utilizada pelas agências espaciais europeia e francesa, além da companhia Arianespace SA, da França).

Além disso, Alcântara é privilegiada com um vasto oceano à sua frente, o que diminui o valor do seguro, já que não há risco de o nariz do foguete, ejetado antes de atingir o espaço, cair em regiões habitadas. “Outra vantagem é a possibilidade de voos todo ano, sem estações preferenciais. Alcântara oferece todas as condições para um lançamento seguro”, garante José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB).

 A localização geográfica é, portanto, o que o Brasil oferece de mais valioso. Da parte ucraniana, a contribuição é a tecnologia da família Cyclone. Em Alcântara, deverá ser lançado o Cyclone-4, sucessor do Cyclone-3, um bem sucedido foguete que funcionou de 1977 a 2009. Apesar de ser elogiado pela sua eficiência, o foguete ucraniano foi aposentado nos lançamentos espaciais europeus por utilizar como combustível propelentes hipergólicos, de alto potencial tóxico. No Cyclone-4, os combustíveis são tetróxido de nitrogênio e dimetil hidrazina, classificados pela União Europeia como altamente tóxicos e perigosos ao meio ambiente

O possível dano ambiental causado pelo foguete é um dos pontos que motivou a criação de um abaixo-assinado propondo mudanças no acordo ou o seu destrato. O criador, Duda Falcão, que mantém o blog Brazilian Space, sugere que, além da utilização de propelentes menos danosos ao meio ambiente, a ACS seja transformada em uma empresa de capital misto (público e privado), com poder de veto a ambos países; que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e universidades parceiras participem no desenvolvimento do novo sistema de propulsão; que sejam criados mais convênios entre os dois países, com intercâmbios universitários e profissionais; e a ratificação de um acordo de salvaguardas tecnológicas com o governo norte-americano.

André Mileski, editor do blog Panorama Espacial e editor-adjunto da revista Tecnologia & Defesa, é outro crítico do acordo nos moldes atuais. Ele defende a exploração comercial de Alcântara, mas sua opinião é de que o grande investimento do governo brasileiro na Alcântara Cyclone Space não terá o retorno desejado. “O problema é que a ACS, como foi criada, hoje acaba retirando recursos de outros projetos do Programa Espacial Brasileiro. Isto é, o orçamento está tendo que pagar uma iniciativa comercial que jamais vai se pagar”, opina.

Para ser competitivo em relação às demais alternativas, segundo Mileski, o preço de uma missão com o Cyclone-4 teria de ser incrivelmente baixo, o que não compensaria o dinheiro investido. Ele vê o foguete como grande demais para a maior parte dos satélites que integram o plano espacial brasileiro e pequeno demais para missões mais específicas. “Para compensar, a ACS diz que o foguete poderá lançar mais de um satélite em uma missão. Mas primeiro precisa encontrar outros passageiros, e para isso o preço tem que ser muito competitivo, algo muito abaixo de US$ 50 milhões, pois atualmente há opções mais confiáveis e baratas na China e Rússia.”

Monserrat, da AEB, não vê o Cyclone-4 como conflitante em relação a outros projetos como o Veículo Lançador de Satélites (VLS), projeto de desenvolvimento de um foguete brasileiro. “A base do projeto Cyclone não é cientifica nem de transferência de tecnologia, mas sim comercial. As duas partes chegaram à conclusão de que se você utilizar o Cyclone-4, que vem de uma família muito eficiente, a partir de uma base como Alcântara, essa é uma forma de entrar no mercado comercial de lançamentos de maneira segura, econômica e competitiva”, garante. Já o VLS engloba o desenvolvimento de toda a tecnologia exigida para um lançamento. “É fruto ainda do primeiro programa espacial brasileiro. Inclui o foguete VLS-1 e quatro satélites, dois por funcionamento remoto. É uma missão composta por todas as atividades necessárias para uma missão espacial”, conclui.

Nas duas primeiras tentativas de lançamento, em 1997 e 1999, falhas exigiram que o comando acionasse a autodestruição do VLS-1 logo após iniciar o voo. Na terceira tentativa, em 2003, uma ignição prematura fez com que o foguete explodisse dias antes do lançamento, matando 21 técnicos que estavam na plataforma. O projeto foi reestruturado, passando a contar com consultoria russa, e o próximo lançamento do foguete, na sua quarta versão, está previsto para meados de 2014, embora ainda não conte com os recursos necessários e sofra de sucessivos atrasos no cronograma .

De acordo com Sergiy Guchenkov, diretor comercial da Alcântara Cyclone Space, o projeto é desenvolvido em três frentes. De responsabilidade total da Ucrânia é o foguete Cyclone-4, o qual, segundo Guchenkov, está 78% pronto. De responsabilidade da empresa, está a construção do sítio de lançamento, cujas obras civis encontram-se 48% acabadas. Da parte do Brasil, está a infraestrutura geral do Centro de Lançamento de Alcântara.

Esses números não correspondem à previsão original. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente na época em que o acordo foi firmado, esperava ver o primeiro lançamento do Cyclone-4 ainda como chefe do executivo – o prazo inicial para o voo era até o final de 2010. Imprevistos e percalços orçamentários fizeram com que as obras paralisassem em alguns momentos. Entre 2008 e 2009, o impasse ficou por conta de uma disputa judicial entre a ACS, que pretendia transformar toda a península de Alcântara em um parque tecnológico, e comunidades quilombolas, representadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que reivindicaram parte da área. A empresa binacional teve de abrir mão desse território. “Houve também dificuldade para conseguir uma licença para iniciar as obras, porque a região faz parte da Amazônia Legal, com regras muito rígidas”, completa Guchenkov.

Mais recentemente, as paralisações ocorreram em decorrência de atraso no envio de recursos e em homologações. “Existe o compromisso dos dois países de fornecer recursos financeiros, e, devido a burocracias, às vezes o dinheiro atrasa. Tudo isso impactou de maneira bastante considerável”, explica o diretor comercial da ACS. Segundo ele, o prazo oficial de lançamento do foguete, para o final de 2014, é bastante otimista. “O prazo mais provável é que o Cyclone-4 seja lançado em 2015, já em caráter comercial. Temos dois contratos, com uma empresa japonesa e uma italiana, para esse primeiro voo. O foguete já tem uma história e deve levar ao espaço muitos satélites”, conta Guchenkov.

Investimento

 Ainda segundo informações de Sergiy Guchenkov, cada país já investiu mais de US$ 200 milhões na ACS. Em meados deste ano, a assembleia geral da empresa resolveu aumentar o capital de US$ 487 milhões para US$ 918 milhões – injeção monetária que será dividida igualitariamente entre Brasil e Ucrânia. Motivo suficiente para deixar André Mileski ainda mais cético quanto ao retorno financeiro. “As margens de lucro de cada missão de lançamento são muito pequenas, na casa de um dígito, então você pode imaginar quantos lançamentos seriam necessários para ter algum retorno. Eu acompanho esse projeto há mais de dez anos e lembro-me bem que, no início da década de 2000, falava-se em um investimento de US$ 180 milhões”, recorda.

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Empresa fundada por ex de Wassef ganha licitação de R$ 9 milhões

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A Globalweb Outsourcing, fundada por Cristina Boner, venceu licitação de R$ 8,999 milhões na Postal Saúde, subsidiária dos Correios que opera planos privados de saúde.

A empresa, hoje em nome da filha de Cristina, Bruna Boner Leo Silva, será contratada para serviços de computação em nuvem por três anos.

A Globalweb ficou em segundo lugar no pregão eletrônico da licitação, mas a primeira colocada, com preço 1 centavo mais barato, foi desclassificada por critérios técnicos.

A empresa é investigada no Tribunal de Contas da União por contratos e aditivos de R$ 218 milhões firmados durante o governo de Jair Bolsonaro.

Cristina Boner é ex-mulher de Frederick Wassef, ex-advogado de Flávio e Jair Bolsonaro.

Fonte: O Antagonista

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Polícia prende foragido condenado por estupro de vulnerável

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Homem de 42 anos abusou sexualmente da enteada durante quatro anos. Na época, a menina tinha apenas 8 anos. Ele estava foragido há três anos

Homem de 42 anos vai cumprir a pena de mais de 10 anos de reclusão por estupro de vulnerável – (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Foragido há três anos, após condenação pelo crime de estupro de vulnerável, homem de 42 anos foi preso pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (19/10). Ele foi abordado pelos policiais da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) no momento em que deixava a casa onde estava escondido, localizada no Gama.

De acordo com a investigação realizada na época dos fatos, o homem aproveitava da confiança da companheira, com quem mantinha um relacionamento há 10 anos, para abusar sexualmente da enteada, de apenas 8 anos.

Com medo das ameaças que o agressor fazia, a criança sofreu em silêncio durante quatro anos. Quando entrou na adolescência, o homem parou com os abusos e a criança conseguiu relatar os fatos ao pai, que procurou a polícia.

Após investigação, o homem foi processado e condenado a uma pena de mais de 10 anos de reclusão, e, a partir de então, estava foragido da Justiça.

Nesta segunda-feira (19/10), ele foi preso e encaminhado à carceragem da Polícia Civil.

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Dois carros capotam e duas pessoas ficam feridas em acidentes no DF

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Duas pessoas foram atendidas com protocolo de trauma e encaminhadas ao Hospital de Base. Os acidentes ocorreram na noite deste domingo (18/10)

 

 

A caminhonete capotou e uma passageira foi transportada ao hospital – (crédito: CBMDF)

Em um intervalo de 30 minutos, houve dois capotamentos nas pistas do Distrito Federal neste domingo (18/10). O primeiro acidente aconteceu por volta das 23h02 na EPTG, próximo ao viaduto de acesso ao Guará I. O capotamento envolveu um Toyota Hillux prata, que atravessou a via de um sentido para o outro e capotou, parando com o teto para baixo na faixa central da rodovia sentido Guará/SIA.

O condutor, Gildo Francisco de Souza, 54 anos, não apresentou lesões e não precisou ser transportado ao hospital. A passageira Giovana Carlos Gonçalves de Souza, 51 anos, foi atendida no protocolo de trauma e apresentava escoriações no cotovelo direito e sentia dores por todo o corpo. Ela estava consciente, orientada e estável. Foi transportada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) para o Instituto Hospital de Base (IHBDF). O local ficou aos cuidados do Departamento de Estradas e Rodagem (DER).

Por volta das 23h35, outro veículo capotou na BR 020, na via embaixo do viaduto do Posto Colorado. O motorista, Caio Rodrigues de Abreu, 28 anos, dirigia um celta prata. Ele foi atendido no protocolo de trauma e estava em estado de choque. No entanto, estava consciente e orientado. O condutor apresentava suspeita de trauma da coluna vertebral e foi transportado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital de Base (IHBDF). O Corpo de Bombeiros não fez imagens deste acidente. A polícia foi acionada para o local.

 

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Três pessoas se afogaram no Lago Paranoá entre sábado e o feriado; duas seguem desaparecidas

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Três pessoas se afogaram, uma no sábado e duas ontem, na Prainha do Lago Norte e perto da Ponte JK. Banhista chegou a ser socorrido com vida, nesta segunda-feira, mas teve parada cardiorrespiratória e morreu. Demais vítimas seguem desaparecidas

(crédito: Roberta Pinheiro / CB/D.A Press)

Um homem morreu afogado e outra pessoa segue desaparecida após entrarem no Lago Paranoá, na tarde de ontem. O óbito ocorreu próximo à Ponte JK, sendo que a vítima chegou a ser socorrida com vida, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Outro caso ocorreu na Prainha do Lago Norte e, até o fechamento desta edição, o banhista não havia sido localizado pelo Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF). As buscas pelo corpo de Luiz Gabriel da Silva Oliveira, de 27 anos, desaparecido no sábado, precisaram ser interrompidas por conta das ocorrências desta segunda-feira.

De acordo com o tenente Fábio Bohle, do CBMDF, a vítima de afogamento na Prainha entrou na água juntamente com outros banhistas. “No local, não havia nenhum familiar do jovem, e o relato que tivemos foi de testemunhas. Elas falaram que viram o garoto entrar no Lago e, após algum tempo, não retornou”, explica.

A equipe chegou ao local por volta das 16h, quando a vítima havia submergido há cerca de 6 minutos. “Depois de 1h30 de buscas pela área, os mergulhadores não tiveram êxito em localizar a vítima. Por conta do horário e da luminosidade, a procura será retomada hoje, assim como a de Luiz Gabriel (desaparecido no sábado)”, garante o tenente. Até o fechamento desta edição, a vítima não tinha sido identificada.

Na Ponte JK, um homem, com idade entre 40 e 50 anos, foi socorrido pelos bombeiros após se afogar no local. Apesar de ter sido resgatado com vida, a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória. Os militares tentaram reanimá-la por cerca de 30 minutos, mas foi em vão. O banhista também não foi identificado.

Buscas

As buscas pelo corpo Luiz Gabriel Oliveira iniciaram-se às 6h30 de ontem, com 18 militares empenhados na missão. De acordo com o coronel Deusdete Vieira, que comanda a operação, a maior dificuldade encontrada pelos bombeiros durante a buscas são os restos de obras da ponte, que se encontram no fundo do Lago Paranoá.Os militares seguiram na procura do jovem até precisarem ser realocados para atenderem aos casos de afogamento na Prainha e na área da Ponte JK. As buscas serão retomadas hoje, pela manhã

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PCDF prende suspeito de assassinar pastor; crime seria uma encomenda

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Homem de 18 anos confessou o crime ao ser preso na última sexta-feira (9/10), mas informou que recebeu arma e pagamento de um outro indivíduo, que teria tido o filho assassinado pelo pastor, no Piauí

O suspeito foi preso pela Polícia Civil e confessou o crime – (crédito: ED ALVES/CB/D.A Press)

A Polícia Civil prendeu o acusado de matar o pastor Francisco Antônio dos Santos Marques, 35 anos. O jovem de 18 anos confessou o crime cometido no dia 4 de outubro, dentro da Igreja Assembleia de Deus Voz do Calvário, e relatou que o homicídio foi encomendado por outra pessoa.

A prisão aconteceu na última sexta-feira (9/10), quando policiais faziam campana na frente da casa do suspeito e o encontraram, junto a um conhecido, entrando em um veículo. Os dois foram abordados e a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do acusado do assassinato.

Na residência do jovem, os agentes encontraram um revólver calibre 38 em cima do guarda-roupas, dentro de uma meia, além de munições, maconha e uma balança de precisão. Ele confessou a posse dos objetos.

Em depoimento, o acusado contou que a arma teria sido utilizada para matar o pastor e ainda afirmou que a usaria para cometer mais dois crimes neste último fim de semana. Segundo ele, no fim de setembro um homem no Itapoã deu a arma e uma quantia em dinheiro para que o pastor fosse morto, informando que Francisco teria matado o filho dele no Piauí.

O jovem foi preso por tráfico de drogas e posse de arma de fogo de uso restrito. A investigação segue em curso.

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Homem é preso após manter família refém no Recanto das Emas

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Ele trancou a ex-esposa e os cinco filhos em casa, ameaçando a família com uma arma de fogo, e ainda fugiu com uma das crianças

(crédito: Divulgação/PMDF)

A Polícia Militar prendeu um homem que fez a família de refém no Recanto das Emas. Os militares receberam o chamado da ex-esposa do acusado, que contou que havia sido ameaçada com uma arma de fogo e trancada em casa com os cinco filhos.

O caso aconteceu na tarde do último domingo (11/10), na Quadra 803. A mulher que acionou a PM relatou ter ficado o sábado inteiro presa no local, sob intimidação do homem. No fim, ele ainda fugiu com um dos filhos, uma criança de cinco anos.

A polícia colheu as características do veículo usado pelo acusado, uma Kombi branca, e localizaram o carro em uma chácara no Núcleo Rural Monjolo. O homem não resistiu à prisão, mas não estava com o revólver.

Os militares encontraram seis munições calibre 38 dentro de uma mochila na Kombi e um certificado de registro de um revólver do mesmo calibre. O acusado acabou confessando onde estava a arma, encontrada em frente à uma chácara da região.

Ele foi detido e encaminhado à 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), onde foi autuado por ameaça, porte ilegal de arma de fogo e pela Lei Maria da Penha.

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Hoje é

terça-feira, 20 de outubro de 2020

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