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sábado, 29/11/2025

O Que Diz o Psiquiatra Sobre o Episódio de Bolsonaro

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Em Brasília

Hewdy Lobo, psiquiatra que já atendeu Flordelis e Carla Zambelli, acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha passado por um quadro psíquico intenso e recomenda que ele cumpra sua pena de 27 anos em prisão domiciliar humanitária.

Segundo o especialista, o possível episódio ocorrido quando Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda indica uma alteração mental, embora não caracterize um delírio, já que o comportamento apresentou certo método e organização.

Hewdy Lobo ressalta que o histórico médico do ex-presidente sustenta essa hipótese, que é plausível e explicável por profissionais que o acompanham há longo prazo.

Além disso, devido à facada sofrida e problemas intestinais enfrentados por Bolsonaro, a absorção de medicamentos pode estar comprometida, favorecendo alterações mentais semelhantes às mencionadas na defesa que solicitou prisão domiciliar.

O especialista explica que idosos com múltiplas doenças e medicamentos têm maior probabilidade de apresentar reações físicas e psíquicas adversas, incluindo distorções temporárias da realidade, condição conhecida como Delirium, embora essa última pareça menos provável devido à elaboração do comportamento observado.

Bolsonaro está cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e alega ter seis doenças que dificultariam o cumprimento da pena no Complexo Penitenciário da Papuda, conforme documentos apresentados ao Supremo Tribunal Federal entre 2019 e 2025, que evidenciam um quadro de alta complexidade envolvendo diversos sistemas do corpo.

A família defende que ele cumpra a prisão em residência no Jardim Botânico (DF), por ser um ambiente mais adequado.

Laudos Médicos

A defesa relata que Bolsonaro apresenta refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão arterial essencial, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios graves e câncer de pele.

Também sofre de soluços persistentes causados pelas cirurgias abdominais realizadas após a facada durante as eleições de 2018, o que já provocou episódios de falta de ar e desmaios, levando-o diversas vezes ao hospital.

Os laudos indicam que o tratamento exige ajustes diários nos medicamentos que agem no sistema nervoso central. O relatório destaca as consequências irreversíveis do atentado e das sucessivas cirurgias, como:

  • atrofia parcial da parede abdominal;
  • hérnias residuais;
  • aderências intestinais extensas;
  • perda significativa do intestino grosso;
  • risco constante de obstrução intestinal;
  • dor abdominal frequente;
  • efeitos psicológicos duradouros.

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