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Cultura

Novo presidente da Ancine terá perfil conservador, diz ministro

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O ministro Osmar Terra, responsável pela Ancine, afirmou que o governo ainda não definiu um nome para a presidência da agência

Ancine: Osmar Terra afirmou que o orçamentária do Fundo Setorial do Audiovisual para 2020 será 43% menor do que o deste ano (Marcos Corrêa/PR/Flickr)

O governo ainda não fechou um nome para a presidência da Agência Nacional de Cinema (Ancine), mas a pessoa terá um perfil conservador como o governo. A afirmação é do ministro da Cidadania, Osmar Terra, ao comentar as declarações do presidente Jair Bolsonaro de que o novo presidente da agência reguladora deveria ser evangélico.

“Esse governo é conservador nos costumes e liberal na economia. Então tem que ter um perfil, já estamos indicando uma pessoa para a Ancine, vai vagar uma diretoria agora em outubro e será indicada outra pessoa e vamos ver quem é o melhor nome pra isso”.

Ele lembrou que a Ancine é formada por quatro diretorias e o presidente é escolhido entre os ocupantes. Terra confirmou que para uma vaga já foi indicada a diplomata de carreira do Itamaraty Paula Alves de Souza.

Sobre a previsão orçamentária do Fundo Setorial do Audiovisual para 2020 ser 43% menor do que o deste ano, o ministro afirmou que uma proposta orçamentária só vai ser definida após reunião do Conselho Superior de Cinema, que deve ocorrer na semana que vem. “Nós estamos reorganizando o setor, por enquanto tem propostas, não tem corte nenhum”.

Osmar Terra conversou com a imprensa após participar da abertura do 25º Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, que acontece no Rio de Janeiro até sexta-feira (13). Na palestra, ele reforçou que a política do governo federal é baseada na ideia de que há uma epidemia de uso de drogas no país e defendeu tratamentos focados em comunidades terapêuticas e na abstinência. Ele se posicionou fortemente contrário à regulamentação, inclusive medicinal, de derivados da maconha.

O Ministro reforçou também que apesar dos contingenciamentos, os programas sociais do governo continuam e que neste ano os beneficiários do Programa Bolsa Família receberão 13ª parcela. Ele anunciou uma parceria com o Sistema S para a oferta de cursos de formação para jovens de famílias beneficiadas pelo programa.

“Nós estamos vendo de que maneira a gente pode trazer esse público do Bolsa Família para o mundo do trabalho, emprego e renda. Estamos começando agora uma grande parceira com o Sistema S, para capacitação profissional, temos R$ 4,7 bilhões no Banco Central, em depósito compulsório, para microcrédito pros jovens. Nós vamos focalizar nos jovens do Bolsa Família, nós temos 4,6 milhões de jovens do incluídos no programa que não trabalham nem estudam”, explicou.

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Brasília

CCBB promove bate-papo com canções de Noel Rosa e Chiquinha Gonzaga

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A iniciativa, Canto das Letras, também terá declamações das poesias de Cora Coralina. A atividade faz parte do evento Tercidade

Para comemorar o mês da terceira idade, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) recebe os escritores José Carlos Vieira e Gracia Cantanhede e o ator e compositor Victor Abrão nesta terça-feira (15/10), às 17h, na Galeria 4. As visitas vão participar de um bate-papo sobre músicas de Noel Rosa e Chiquinha Gonzaga.

O evento, chamado de Canto das Letras, também terá participações do Coletivo Poesia Pulsante e de Vera Mazzaroto, que vão declamar poesias de Cora Coralina. A atividade faz parte do Tercidade, que conta com programação todas as terças-feiras de outubro com o objetivo de oferecer vivências ao público acima de 60 anos e suas respectivas famílias.

Idealizadora do projeto, Michele Milani explica que as ações do Tercidade são multidisciplinares e têm foco em tecnologia, saúde, finanças e aposentadoria, entre outros aspectos. “Nós estamos felizes, porque temos visto o resgate de muitas pessoas por meio do projeto. O nosso objetivo é mostrar que o futuro e que a longevidade são possíveis de uma forma mais amena e caridosa e com empatia”, afirma a responsável pela iniciativa no CCBB.

Até 29 de outubro, o evento reunirá palestras, shows, intervenções artíticas, happy hour, oficinas e terapias orientais. Veja a programação completa.

Tercidade — Canto das Letras

15/10 (terça-feira)

17h

Galeria 4 do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Asa Sul)

Entrada franca
Classificação indicativa livre

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Cultura

Festival Universitário de Cinema de Brasília começa nesta quinta-feira

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A mostra nutre o intuito de fomentar e apresentar obras produzidas por universitários de todo o país

O festival da Universidade de Brasília (UnB) abre espaço para debates acerca dos curtas exibidos
(foto: Acervo FestUni/Divulgação)

As produções audiovisuais são um dos fortes de Brasília, não é a toa que um dos principais eventos de cinema brasileiro é aqui da capital, que também atua como cenário em diversas produções cinematográficas brasileiras. É nesta onda audiovisual que tem início, nesta quinta-feira (10/10), a terceira edição do Festival Universitário de Cinema de Brasília (FestUni). A mostra nutre o intuito de fomentar e apresentar obras produzidas por universitários de todo o país.
O FestiUni nasceu em 2017, no mesmo ano do 50º aniversário da mais importante mostra de cinema da capital, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. As duas primeiras edições do Festival Universitário, inclusive, fizeram parte do grande evento audiovisual candango.
A professora da UnB Dácia Ibiapina destaca o conceito desse novo festival. “A ideia surgiu porque o Festival de Cinema de Brasília começou na UnB, por Paulo Emílio Sales Gomes, e se tornou esse grande e importante festival do país”. Em 2017, a coordenação da 50ª edição do Festival de Brasília convidou a UnB para participar das reuniões prévias e assim nasceu a ideia de criar este outro festival. “Esperamos que essa sementinha também germine ao longo de outros 50 anos”, almeja a professora.

Em meio a esta turbulência política, com cortes de verbas para as universidades públicas e sem o auxílio do Festival de Cinema de Brasília, que acontece na última semana de novembro, o FestUni foi buscar apoio dentro da própria UnB. “O contexto político é desfavorável para as universidades, para a cultura. É uma batalha que a gente resolveu travar para que o festival pudesse acontecer, então buscamos apoio da Faculdade de Comunicação da UnB, do Decanato de Extensão, da ADUnB, por exemplo”, relata Dácia Ibiapina.
Ao todo foram selecionados 21 curtas-metragens de todo o Brasil, que concorrem ao prêmio Jean-Claude Bernardet (ex-professor da UnB), homenageado que dá nome aos troféus de melhor filme, melhor direção e júri popular.
Além da mostra, oficinas também fazem parte do festival universitário e, um dos pontos-chave que a professora Dácia pontua, é a integração entre os estudantes de audiovisual e cinema dos diversos cantos do país. “Essa convivência é muito rica, o intercâmbio entre os alunos de diferentes universidades é muito importante. O festival é um espaço de formação, são muito diversificados. As aulas não são suficientes, a formação fica mais rica quando os alunos vão construindo filmes, ouvindo opiniões, conhecendo outros alunos e professores”.

3º FestUni

Auditório da ADUnB (Universidade de Brasília). De 10 a 13 de outubro. Confira a programação e mais informações no instagram @festuni. Entrada franca.
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Cultura

Paulinho Pedra Azul faz show para celebrar os 30 anos do Feitiço Mineiro

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Nas comemorações dos 30 anos do Feitiço Mineiro, estrela do Jequitinhonha se apresenta com um repertório recheado de sucessos

Paulinho Pedra Azul celebra 35 anos de carreira: “Eu me recordo da primeira vez em que cantei no Feitiço”
(foto: Ludmila Loureiro/Divulgação)

A trajetória artística de Paulinho Pedra Azul está intimamente ligada a Brasília. O cantor e compositor mineiro, originário do Vale do Jequitinhonha, tem se apresentado na cidade desde o começo da década de 1980, logo após lançar Jardim da fantasia, o disco de estreia. Aqui conquistou muitos fãs e fez incontáveis amigos.
O Feitiço Mineiro é o lugar onde ele mais tem se apresentado na cidade. “Eu me recordo da primeira vez em que cantei no Feitiço. Fiz um show na Sala Villa-Lobos e o Jorge Ferreira foi assistir. No encerramento, ele foi falar comigo no camarim e me levou para a casa que ele havia aberto há pouco tempo. Naquela mesma noite, fiz uma apresentação informal no Feitiço”, lembra.
Para se ter ideia, o artista participou das 10 últimas comemorações do aniversário do bar e restaurante da 306 Norte; e é sempre um momento muito aguardado pelos frequentadores do local. Como era de se esperar, ele está de volta, como uma das atrações da celebração dos 30 anos.
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