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‘Não há razão nenhuma para hoje ter escola invadida’, diz Alckmin

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Secretaria informou que 188 escolas seguiam ocupadas nesta segunda. Suspensão da reestruturação do ensino ocorreu na sexta-feira.

Alckmin e o secretário da Saúde, David Uip, em evento nesta segunda (Foto: Márcio Pinho/G1)

Alckmin e o secretário da Saúde, David Uip, em evento nesta segunda (Foto: Márcio Pinho/G1)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse acreditar que não há motivo para a manutenção das ocupações de escolas estaduais no estado. Em evento na sede da Secretaria da Saúde nesta segunda-feira (7), o tucano afirmou que a revogação do projeto de reorganização do ensino é motivo suficiente para a saída dos estudantes dos edifícios.

“Não há razão nenhuma para hoje ter escola invadida”, disse. “Se a causa era essa [a revogação da reorganização da rede], agora é retomarmos as aulas para poder, o mais rápido possível, concluir o ano letivo.”

Nesta segunda (7), a Secretaria da Educação informou que passou de 196 para 188 o número de escolas ocupadas Já a Apeoesp, sindicato que representa a categoria de ensino, tinha 205 escolas ocupadas e o número passou para 189. Veja a lista das escolas que permanecem ocupadas segundo a Apeoesp. De acordo com o sindicato, as Diretorias de Ensino de Sorocaba e Santo André permanecem ocupadas.

A reestruturação, que afetaria mais de 300 mil alunos, foi suspensa na sexta-feira (5), dia em que foi divulgado, pelo instituto Datafolha, que o governador teve seu índice de popularidade mais baixo, com 28% de aprovação.

Na sexta, o tucano disse que irá dialogar com pais e alunos no ano que vem a respeito da reorganização da rede de ensino estadual e que os estudantes permanecerão em suas unidades em 2016.

 Após a suspensão da reforma da rede, o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Herman Voorwald, pediu para deixar o cargo. A carta com o pedido de demissão foi entregue ao governador, que aceitou a decisão de Voorwald. Questionado nesta segunda, Alckmin disse que, até agora, não foi definido o nome do novo secretário. “Não há pressa para isso.”

O governo defende que a reorganização vai melhorar o ensino. Os alunos, porém, contestam e reclamam que não foram ouvidos pelo governo sobre as mudanças e sobre o fechamento de 93 unidades.

Novos protestos
Um grupo de estudantes realizou um protesto na manhã desta segunda-feira (7) na Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo. Os manifestantes de cinco escolas da Zona Oeste, entre elas a Escola Estadual Fernão Dias Paes, pediam a suspensão da reorganização escolar em definitivo.

O protesto ocorreu na altura do km 12 da rodovia no sentido São Paulo. Duas faixas direita foram bloqueadas e os veículos trafegam apenas por uma faixa, provocando congestionamento na região.

Os estudantes chegaram a interditar totalmente a pista no sentido São Paulo. De acordo com a Polícia Rodoviária, as pistas da estrada foram liberadas por volta das 12h20.

Outro protesto ocorreu no sábado (5), quando alunos percorreram a Av. Paulista e ruas do Centro da capital.

 Ocupações

Um grupo de estudantes afirmou neste domingo (6), na Escola Estadual Diadema, que as ocupações e os protestos de rua continuarão acontecendo. O pronunciamento foi feito por quatro adolescentes, que disseram ainda exigir um pronunciamento “concreto” do governador Geraldo Alckmin sobre o cancelamento da reorganização em uma audiência pública “amplamente convocada”.

O grupo leu um manifesto na Escola Estadual Diadema, ocupada desde 9 de novembro, e disseram representar os estudantes secundaristas. “Nós, estudantes secundaristas, após o encontro estadual das escolas ocupadas do dia 6 de dezembro, anunciamos que continuaremos na luta, seja ocupando as escolas ou as ruas”, disse um deles.

Eles também cobraram punições a policiais que tenham “agredido ou ameaçado” os estudantes e o fim dos processos contra alunos, funcionários e professores.

O governo de São Paulo não se manifestou sobre as afirmações feitas pelos estudantes neste domingo.

Virada
Na frente de outra escola na Zona Oeste de São Paulo, outro evento chamado Virada Ocupação comemorou os atos dos estudantes e a suspensão da reorganização escolar. A Virada Ocupação acontece em uma praça no Sumaré, que fica em frente à Escola Professor Antônio Alves Cruz, uma das escolas ocupadas.

A virada foi convocada pela Rede Minha Sampa, que se define como uma rede de alerta e mobilização independente e “em prol de São Paulo”.

As apresentações começaram às 15h45 com o cantor Criolo. “Estou aqui por cidadania, por uma escola pública de qualidade. Não tem nada a ver com partido político, não tem nada a ver com guerra por poder. São crianças ensinando a nós, adultos, como a gente pode melhorar”, diz.

Estudantes durante Virada Ocupação (Foto: Fabio Tito/G1)

Estudantes durante Virada Ocupação (Foto: Fabio Tito/G1)

 

Criolo se apresenta na Virada Ocupação (Foto: Fabio Tito/G1)

Criolo se apresenta na Virada Ocupação (Foto: Fabio Tito/G1)

Protestos
Ao iniciarem os protestos dos alunos interditando importantes vias da capital, a Polícia Militar foi instruída a não permitir que as avenidas fossem ocupadas. Para isso, a corporação utilizou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, como ocorreu nesta sexta na Rua da Consolação. A PM foi criticada por agir com truculência com os estudantes.

Segundo levantamento da TV Globo, 33 pessoas foram detidas nos atos. Os alunos afirmam que a PM foi truculenta. Entre os detidos, a maioria é de alunos. Os adultos são presos e os adolescentes apreendidos. Policiais disseram que tentaram negociar a liberação das vias com os estudantes, mas, como eles se recusaram, foi preciso agir, inclusive com o “uso progressivo da força”.

Na quarta (2), o governador criticou os protestos e disse que havia motivação política por trás do movimento. “Há uma nítida ação política”, disse.

“A SSP permanecerá atuando para impedir que haja dano ao patrimônio, seja público ou privado, incitação de crime ou tumultos e badernas nas ruas, que prejudicam o acesso de milhões de paulistas ao trabalho”, afirmou a Secretaria de Segurança em nota.

Polícia usa gás lacrimogêneo para tentar dispersar um protesto de estudantes e apoiadores contra o fechamento de escolas previsto pelo governo do estado de São Paulo, na Zona Oeste da capital (Foto: Taba Benedicto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar protesto de estudantes contra o fechamento de escolas em São Paulo (Foto: Taba Benedicto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

 

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Bolsonaro isenta moradores do Amapá do pagamento da conta de luz

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“Com isso, busca-se proteger os consumidores do estado, sem causar prejuízo que inviabilize a companhia”, disse o governo federal

Amapá: medida havia sido prometida por Bolsonaro em visita recente ao estado (Rudja Santos/Amazônia Real/Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta quarta-feira duas medidas provisórias (MPs) referentes ao apagão ocorrido no Amapá, nas quais isenta consumidores de energia do estado do pagamento da conta de luz e abre crédito de 80 milhões de reais ao Ministério de Minas e Energia no processo de compensação da companhia de eletricidade local.

A isenção do pagamento da tarifa de eletricidade pelos consumidores de municípios amapaenses vale para os 30 dias anteriores à publicação da MP e decorre do estado de calamidade pública reconhecido pelo governo.

A medida havia sido prometida por Bolsonaro em visita recente ao Amapá, onde a energia foi completamente restabelecida apenas na terça-feira, após um blecaute iniciado no dia 3 de novembro.

Em comunicado, o governo afirmou que a isenção das tarifas não causará prejuízo à Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que receberá compensação de um fundo do setor elétrico, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

“Com isso, busca-se proteger os consumidores do estado, sem causar prejuízo que inviabilize a companhia”, disse o governo federal.

Por causa da operação relacionada à CDE, uma segunda MP abriu crédito extraordinário de 80 milhões de reais ao Ministério de Minas e Energia para permitir a transferência de recursos para o fundo.

“A proposta tem por objetivo viabilizar a medida emergencial que isenta a tarifa de energia elétrica para os consumidores do Amapá, assim como o ressarcimento à prestadora de serviço de distribuição local”, afirmou a nota divulgada pela Secretaria-Geral da Presidência.

Visando abrir espaço para o crédito extraordinário ao ministério, Bolsonaro também editou um decreto que põe fim à isenção do imposto sobre operações financeiras (IOF) a partir de quinta-feira —originalmente, a redução da alíquota iria até o final deste ano.

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PF faz 219 buscas em 4 Estados atrás de arquivos de pedofilia na Deepweb

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Segundo a PF, a ofensiva tem como objetivo localizar arquivos digitais compartilhados na Deepweb

PF: “[o nome] foi escolhido em razão dos investigados afirmarem que as leis brasileiras são ridículas e que não haveria prisão, no Brasil, capaz de segurá-los” (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Formando uma força-tarefa para combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a Polícia Federal e Polícia Civil de São Paulo deflagraram na manhã desta quarta-feira, 25, a Operação Black Dolphin. Agentes cumprem 219 mandados de busca e apreensão em quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Segundo a PF, a ofensiva tem como objetivo localizar arquivos digitais compartilhados na Deepweb , “palco de atividades ilegais, onde os criminosos se valem do anonimato para exibir, acessar e compartilhar imagens de abuso sexual infantil de forma a evitar a ação policial”.

A corporação indicou ainda que o nome da operação, Black Dolphin em referência a uma prisão localizada na fronteira com o Casaquistão conhecida por abrigar presos condenados à prisão perpétua e “pelo rigor no tratamento dos detentos”.

“[O nome] foi escolhido em razão dos investigados afirmarem que as leis brasileiras são ridículas e que não haveria prisão, no Brasil, capaz de segurá-los; e que em razão de suas habilidades, somente a Colônia 6 Russa, conhecida como Black Dolphin, seria capaz de detê-los”, registrou a PF em nota

 

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Ocupação de leitos públicos de UTI para covid-19 no Rio chega a 93%

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Se forem considerados também os municípios da Baixada Fluminense ao todo 146 pacientes aguardavam transferência para leitos especializados

Rio: Ao todo, a rede SUS da capital tinha na manhã dessa quarta 1.087 pessoas internadas em leitos voltados ao combate à covid-19 (Silvio AVILA/AFP)

O Rio voltou a ter um patamar preocupante de ocupação de leitos de UTI para o combate à covid-19. Nesta quarta-feira, 25, a taxa de ocupação para tratamento intensivo da doença chegou a 93% na rede SUS. Os números englobam os leitos de unidades municipais, estaduais e federais

Se forem considerados também os municípios da Baixada Fluminense ao todo 146 pacientes aguardavam transferência para leitos especializados. Deste total, 73 eram para UTIs.

Além dos níveis alarmantes nas UTIs, a taxa de ocupação de leitos de enfermaria para tratamento do novo coronavírus na capital estão em 70%. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Ao todo, a rede SUS da capital tinha na manhã dessa quarta 1.087 pessoas internadas em leitos voltados ao combate à covid-19, sendo 513 em UTI. Desse total, 541 pacientes estão em unidades de saúde do município, sendo 264 em UTIs.

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3,4 milhões podem sacar o auxílio emergencial a partir desta terça-feira

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Desse total, R$ 1,3 bilhão são referentes às parcelas do auxílio emergencial e o restante às parcelas do auxílio emergencial extensão

Caixa: podem sacar ou transferir o dinheiro da poupança social os beneficiários nascidos em junho que fazem parte do ciclo 3 e 4 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A partir desta terça-feira, 24, 3,6 milhões de beneficiários do programa auxílio emergencial nascidos em junho podem sacar ou transferir os recursos da poupança social. A Caixa afirma que foram creditados R$ 3 bilhões para esse público nos ciclos 3 e 4 de pagamentos do auxílio emergencial.

Desse total, R$ 1,3 bilhão são referentes às parcelas do auxílio emergencial e o restante, R$ 1,7 bilhão, às parcelas do auxílio emergencial extensão.

Para realizar o saque do dinheiro é preciso fazer o login no App Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

Os saques em dinheiro podem ser feitos nas Lotéricas, Correspondentes Caixa Aqui ou mesmo nas agências.

Continua disponível aos beneficiários a opção de utilização dos recursos creditados na Poupança Social Digital para a realização de compras, por meio do cartão de débito virtual e QR Code, pagamento de boletos, contas de água, luz, telefone, entre outros serviços. Com o aplicativo Caixa Tem, também está disponível a funcionalidade para pagamentos sem cartão nas cerca de 13 mil unidades lotéricas do banco.

 

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100% do fornecimento de energia no Amapá foi restabelecido, diz ministério

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A informação foi divulgada nesta terça-feira, (24/11), pelo Ministério de Minas e Energia (MME)

(crédito: Ministério de Minas e Energia)

O fornecimento de energia elétrica no Estado do Amapá foi 100% restabelecido nesta terça-feira, 24, com a energização do segundo transformador na subestação Macapá, informou na manhã desta terça o Ministério de Minas e Energia (MME).
A energização do equipamento, essencial para a normalização do fornecimento de energia ao Estado, estava prevista para ocorrer até quinta-feira, 26, mas na segunda-feira, 23, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, sinalizou que essa operação poderia ser antecipada.
Já o MME indicou, na noite de segunda, que o equipamento seria submetido a testes.
A Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LTME) também divulgou comunicado informando que restabeleceu a carga de energia em dois transformadores na sua subestação na madrugada desta terça-feira.
“A LMTE está integralmente mobilizada desde o acidente e trabalhou incansavelmente em conjunto com os demais órgãos governamentais para que a carga voltasse a 100% antes do prazo máximo estabelecido (26/11). A companhia reforça que se solidariza com todos os amapaenses e informa que seguirá empenhada a minimizar os impactos e em transportar energia segura para o estado do Amapá”, afirmou a empresa, em nota.
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ONU condena racismo estrutural no Brasil após assassinato de João Alberto

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Porta-voz da ONU disse que a morte foi “um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no Brasil”

ONU: “o racismo estrutural, a discriminação e a violência que os afrodescendentes enfrentam no Brasil estão documentadas por dados oficiais” (Guilherme Gonçalves/Fotos Públicas)

A ONU declarou nesta terça-feira (24) que o espancamento mortal de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, por parte de seguranças brancos no supermercado Carrefour de Porto Alegre é um exemplo do “racismo estrutural“ do país e pediu uma investigação independente e reformas urgentes.

Porto Alegre, no sul do país, enfrenta vários dias de protesto após a publicação de um vídeo na semana passada em que João Alberto, de 40 anos, era agredido no rosto e na cabeça por um segurança de supermercado enquanto outro guarda o segurava.

Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, disse à imprensa em Genebra que a morte foi “um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no Brasil”.

“Oferece uma clara ilustração da persistente discriminação estrutural e do racismo enfrentados pelas pessoas de ascendência africana”, afirmou, destacando que os funcionários do governo têm a responsabilidade de reconhecer o problema do racismo persistente para conseguir resolvê-lo.

O presidente Jair Bolsonaro minimizou o racismo estrutural no Brasil, um país em que cerca de 55% de uma população de 212 milhões de pessoas se identifica como negra ou parda.

Bolsonaro disse que ele mesmo é “daltônico” nesta questão, enquanto seu vice-presidente Hamilton Mourão gerou indignação na sexta-feira quando afirmou que “não existe racismo” no Brasil.

Segundo a porta-voz do Alto Comissariado da ONU, “o racismo estrutural, a discriminação e a violência que os afrodescendentes enfrentam no Brasil estão documentadas por dados oficiais”.

Ravina Shamdasani citou estatísticas que mostram que “o número de vítimas afrobrasileiras de homicídio é desproporcionalmente mais alto do que outros grupos”.

“Os brasileiros negros sofrem racismo estrutural e institucional, exclusão, marginalização e violência com, em muitos casos, consequências mortais”, destacou.

Embora o Brasil tenha aberto uma investigação sobre a morte de Freitas, Shamdasani pediu que seja “rápida, exaustiva, independente, imparcial e transparente” e insistiu que deve-se analisar se “os preconceitos raciais desempenharam um papel” em sua morte.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

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