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Não há provas de que Wuhan foi epicentro da pandemia, diz OMS

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Grupo de pesquisadores estuda três possibilidades para explicar a origem do novo coronavírus

Especialista da investigação, Ben Embarek (HECTOR RETAMAL/AFP/Getty Images)

Representantes da comissão da Organização Mundial de Saúde (OMS) enviados para investigar as origens do novo coronavírus anunciaram, nesta terça-feira (9), que não há provas de que o vírus estava circulando em Wuhan, na China, antes de dezembro de 2019.

Wuhan foi a primeira cidade do mundo a registrar casos do novo coronavírus e, por isso, muitas vezes é vista como o ponto de origem do Sars-Cov-2. A equipe de 40 cientistas visitou a região e o mercado de frutos do mar de Huanan, onde foi registrado o primeiro grupo infectado em 12 de dezembro de 2019.

Liang Wannian, chefe do painel de especialistas na Comissão Nacional de Saúde da China, afirma que estudos posteriores evidenciam que o verdadeiro “primeiro grupo” foi 4 dias antes, no dia 8 de dezembro, em locais e pessoas sem qualquer conexão com o mercado de frutos do mar.

“Não há indicação da transmissão do vírus na população do período anterior a dezembro de 2019”, disse Wannian em entrevista coletiva. Ele considera “improvável” a transmissão do vírus na cidade durante os meses de outubro e novembro e também pontua que o início da circulação ocorreu semanas antes dos primeiros casos, o que explicaria a “falha de detecção em outras regiões”.

Outra hipótese refutada pelo grupo de pesquisadores é que o vírus teria “vazado” (ou até sido disseminado propositalmente) de um laboratório em Wuhan. De acordo com o especialista da investigação, Ben Embarek, não há qualquer evidência que o vírus estivesse sendo estudado em laboratórios da cidade na época e a ideia é “extremamente improvável”.

Para entender como o vírus chegou até a espécie humana, a equipe está investigando três possibilidades: 1) transmissão por alimentos e transporte de congelados; 2) transmissão direta de um animal para um humano e 3) circulação e mutação do vírus em algum hospedeiro intermediário antes de ser transmitido ao homem.

Liang afirma que, apesar de morcegos e pangolins serem vistos como possíveis explicações, suas linhagens não são similares o suficiente ao patógeno para afirmar com certeza que o coronavírus surgiu deles. No momento, a equipe não conseguiu identificar alguma outra possibilidade de espécie.

O integrante e especialista em doenças infecciosas, Dominic Dwyer, acredita que levará anos até entendermos completamente as origens do novo coronavírus.

 

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“Super-Terra” alienígena é descoberta e pode oferecer pistas sobre planetas distantes

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Planeta que orbita uma estrela relativamente próxima ao nosso sistema solar pode oferecer uma grande oportunidade para estudar a atmosfera de um planeta rochoso e semelhante à Terra

Superfície de Gliese 486 b, planeta do tipo “super-Terra” é visto aqui numa representação artística (Renderarea/Divulgação/Reuters)

Cientistas encontraram um planeta que orbita uma estrela relativamente próxima ao nosso sistema solar e que pode oferecer uma grande oportunidade para estudar a atmosfera de um planeta rochoso e semelhante à Terra, o tipo de pesquisa que poderia auxiliar na busca por vida extraterrestre.

Os pesquisadores afirmaram na quinta-feira que o planeta, chamado Gliese 486 b e classificado como uma “super-Terra” não é em si um candidato promissor como um refúgio para a vida. Imagina-se que ele seja inóspito –quente e seco como Vênus, com possíveis rios de lava fluindo em sua superfície.

Mas a proximidade com a Terra e as características físicas o tornam um bom candidato para um estudo de atmosfera com os telescópios espaciais e terrestres de nova geração, começando com o Telescópio Espacial James Webb, que a Nasa deve lançar em outubro.  Esses devem fornecer aos cientistas dados para decifrar as atmosferas de outros exoplanetas –planetas que ficam além do nosso sistema solar– incluindo os que podem abrigar vida.

“Nós dizemos que o Gliese 486 b irá se tornar instantaneamente a Pedra de Rosetta da exoplanetologia –pelo menos para os planetas semelhantes à Terra”, disse o astrofísico e co-autor do estudo José Caballero, do Centro de Astrobiologia da Espanha, em referência à antiga placa de pedra que ajudou pesquisadores a decifrar hieróglifos egípcios.

Cientistas descobriram mais de 4.300 exoplanetas. Alguns deles são gigantes de gás, similares a Júpiter. Outros são menores, rochosos, planetas mais parecidos com a Terra, o tipo que é considerado um potencial mantenedor da vida, mas os instrumentos científicos disponíveis atualmente nos dizem pouco sobre suas atmosferas.

“O exoplaneta precisa ter as configurações físicas e orbitais corretas para que seja elegível para investigação atmosférica”, disse o cientista planetário Trifon Trifonov, do Instituto Max Planck para Astronomia, na Alemanha, principal autor da pesquisa publicada na revista Science.

 

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De onde veio a covid-19? 5 mistérios sobre o novo coronavírus

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Os pesquisadores de todo o planeta ainda lidam com dúvidas sobre o novo coronavírus

Coronavírus: o vírus, detectado em 2019, ainda deixa dúvidas na comunicdade científica global (matejmo/Getty Images)

De onde veio a covid-19? Houve contágio antes de dezembro de 2019? Carne congelada ajudou a espalhar o vírus? Essas e outras perguntas ainda permanecem como mistérios para pesquisadores em tempos de pandemia. A revista científica Nature, uma das mais respeitadas do mundo, elencou algumas dúvidas que ainda existem acerca do novo coronavírus. Confira a seguir.

Qual é a origem?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o primeiro caso de transmissão foi encontrado em 8 de dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan. O indivíduo em questão não tinha histórico recente de viagens. Mas pesquisadores chineses já conduziram estudos que apontam para a transmissão da covid-19 na China entre outubro e dezembro de 2019.

A covid-19 veio do mercado de animais vivos da China?

O papel do mercado de animais vivos de Wuhan, chamado Huanan Seafood Market, foi apontado como crítico na investigação preliminar sobre a origem do coronavírus que passou a infectar humanos. No entanto, outros casos não ligados ao mercado apontaram uma fraqueza na ligação entre o vírus e o local. A OMS indica a necessidade de investigar fazendas para entender se houve infecções do coronavírus em humanos nesses locais.

O contágio já existia fora da China antes de dezembro de 2019?

Ainda não há uma resposta objetiva para isso. Pesquisadores encontraram anticorpos contra a covid-19 em amostras de sangue na Europa em novembro de 2019. No entanto, para a OMS, isso não significa necessariamente que o vírus seja oriundo da Europa e recomendou uma nova rodada de testes nas amostras de sangue no continente.

O vírus estava circulando entre animais antes de afetar humanos?

Uma pesquisa feita com 30 mil animais selvagens, domésticos e de fazendas na China indicou que o vírus não circulava entre animais antes de infectar humanos. Mas a OMS afirma que o estudo não tem a representatividade de toda a fauna da China. Ou seja, são necessários mais testes para responder a esta pergunta.

Carne congelada esteve envolvida na transmissão da covid-19?

A análise da OMS aponta maior probabilidade de transmissão do coronavírus diretamente de animais vivos para seres humanos. No entanto, existe a possibilidade de carne congelada de um animal infectado ter entrado no mercado de Huanan, na China, e começado a infecção em pessoas. Ainda que pesquisadores tenham isolado o RNA do vírus em peixe congelado, a OMS concluiu que eles não foram os responsáveis por levar o vírus para Wuhan. Fonte: Nature

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Vacinas reduzem risco de internação de idosos em mais de 70%

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Cientistas britânicos observaram 434 pacientes com sinais de doença respiratória grave entre meados de dezembro de 2020 e fim de fevereiro

Enfermeira prepara aplicação da vacina da Pfizer BioNTech: armazenamento a 70 graus negativos é um desafio. (Frank Augstein/Reuters)

Pesquisadores britânicos constataram que as vacinas contra covid-19 desenvolvidas pela Pfizer e pela AstraZeneca reduziram o riscos de internação hospitalar pela doença em mais de 70% entre pacientes idosos e frágeis, após uma única dose. Os dados preliminares ainda precisam ser avaliados por outros cientistas. No entanto, trata-se de mais uma evidência de que os imunizantes são altamente eficazes na redução de doenças associadas à covid-19.

Cientistas da Universidade de Bristol e de dois hospitais da região observaram 434 pacientes com sinais de doença respiratória grave entre meados de dezembro de 2020 e fim de fevereiro. Todos os incluídos no estudo estavam prestes a completar 80 anos ou mais no fim de março. A pesquisa foi parcialmente financiada pela Pfizer.

Ao comparar os diagnósticos dos que foram vacinados com os dos que não foram imunizados, os pesquisadores estimaram a eficácia das doses em prevenir sintomas de covid-19 suficientemente graves para exigir internação.

Foi descoberto que uma única dose da Pfizer tem eficiência de 71 4% em evitar internações 14 dias após a aplicação. No caso do imunizante da AstraZeneca, a eficácia foi de 80,4%. A idade média dos que receberam a dose da Pfizer era de 87 anos e da AstraZeneca, de 88 anos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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Marte: rover Perseverance da Nasa envia fotos inéditas do planeta; veja

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A Nasa também já divulgou o primeiro áudio do planeta vermelho e gravação do pouso

Marte: o planeta é foco da Nasa em 2021 (Getty/Getty Images)

Desde sua chegada em Marte em 18 de fevereiro, o rover Perseverance da Nasa registrou momentos únicos de sua trajetória, como a primeira gravação de som do planeta e até um vídeo do pouso. Ontem (2), a agência americana divulgou imagens inéditas capturadas pela espaçonave.

A missão do Perseverance é buscar indícios de que já houve vida no planeta vermelho. O rover busca por rochas marcianas antigas e sinais de que já houve vida microbiana lá. Ele também tenta compreender como era a geologia e clima do planeta há bilhões de anos atrás.

Os penhascos íngremes, dunas de areia e pedregulhos presentes dificultam a exploração do planeta, mas a equipe da Nasa conseguiu soltar seu paraquedas, desacelerar e pousar na cratera de Jezero, bacia no planeta vermelho onde cientistas acreditam que possa existir algum sinal de vida de bilhões de anos atrás.

Veja as fotos inéditas de Marte:

Imagem capturada pelo Mastcam-Z (Nasa/Divulgação)

Imagem capturada pelo “olho esquerdo” do Mastcam-Z (Nasa/Divulgação)

Primeira imagem colorida de alta resolução a ser enviada de volta pelas câmeras de risco (Hazcams) na parte inferior do Perseverance (Nasa/Divulgação)

Imagem colorida e de alta resolução mostra uma das seis rodas a bordo do Perseverance (Nasa/Divulgação)

Estágio de descida do rover capturado pelo Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da Nasa (Nasa/Divulgação)

Primeira imagem do Perseverance na superfície de Marte pelo Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da Nasa. Ela mostra partes do sistema de pouso da missão que colocou o rover com segurança no solo (Nasa/Divulgação)

Mastcam-Z, um par de câmeras com zoom a bordo do rover Perseverance (Nasa/Divulgação)

Panorama de 360 graus obtido pelo Mastcam-Z, um par de câmeras com zoom a bordo do rover Perseverance (Nasa/Divulgação)

 

As câmeras de navegação (Navcams) a bordo do rover capturaram esta visão em 20 de fevereiro (Nasa/Divulgação)

Primeiro panorama de 360 graus obtido pelo Mastcam-Z, um par de câmeras com zoom a bordo do rover Perseverance (Nasa/Divulgação)

O “olho direito” do Mastcam-Z ampliou fotos da região de Jezero (Nasa/Divulgação)

 

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Pesquisadores encontram grupo raro que pode ser chave para cura do HIV

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Estudo identificou grupo raro com HIV controlado na República Democrática do Congo, sugerindo que pesquisas adicionais podem descobrir ligações entre a supressão natural do vírus e tratamentos futuros

Pesquisadora científica da Abbott em laboratório (Abbott/Divulgação)

Desde o início da epidemia global de aids, 76 milhões de pessoas foram infectadas com o HIV e 38 milhões de pessoas vivem atualmente com o vírus. A Abbott, empresa líder global de cuidados para a saúde, anunciou hoje (2) que uma equipe de cientistas encontrou um número excepcionalmente alto de pessoas na República Democrática do Congo (RDC) conhecidas como “controladores de elite do HIV”.

Essas pessoas têm teste positivo para anticorpos do HIV, mas contam com uma contagem de carga viral baixa ou não detectável, e sem o uso de antirretrovirais de tratamento. A descoberta inovadora, publicada na revista científica EBioMedicine, pode ajudar os pesquisadores a descobrir tendências biológicas nesta população, podendo levar a avanços nos tratamentos do HIV e potenciais vacinas.

Pesquisadores da Abbott, da Universidade Johns Hopkins, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas da Universidade de Missouri, no Kansas, e da Universidade Protestante do Congo estimaram que a prevalência de “controladores de elite” do HIV, entre os 10.000 participantes analisados no estudo, é de 2,7% a 4,3%, em comparação com 0,1% a 2% de prevalência em todo o mundo.

A nova pesquisa vai estimular estudos adicionais que procuram compreender esta resposta imunológica única. Os resultados do estudo podem aproximar pesquisadores do objetivo de reduzir a disseminação do HIV, descobrindo ligações entre a supressão natural do vírus e futuros tratamentos.

A descoberta de um grande grupo de controladores de elite do HIV na República Democrática do Congo é significativa, considerando que o HIV é uma condição crônica, de longo prazo e que normalmente avança com o tempo”, diz Tom Quinn, diretor do Centro Johns Hopkins para Saúde Global e um dos autores do estudo.

“Antes deste estudo houve casos raros de infecção não progressiva em indivíduos, mas esta alta frequência encontrada é incomum e sugere que há algo interessante acontecendo em um nível fisiológico na República Democrática do Congo que não é aleatório”, complementa o coautor.

Com as origens da epidemia de HIV rastreadas até a África Subsaariana, especificamente a República Democrática do Congo, esta região é de interesse específico para a comunidade científica. As novas descobertas dos pesquisadores são uma continuidade dos esforços que levaram à identificação de uma nova cepa de HIV em 2019 pela Abbott. Há mais de 30 anos, a empresa também foi a primeira a desenvolver um teste para HIV, aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão norte-americano como a Anvisa.

“O trabalho de vigilância global nos mantém à frente das doenças infecciosas emergentes e, neste caso, percebemos que havíamos encontrado algo que poderia ser mais um passo em direção da cura para o HIV”, diz Michael Berg, pesquisador associado para pesquisa de doenças infecciosas da Abbott, e um dos autores do estudo. “A comunidade global de pesquisa tem mais trabalho a fazer, mas considerar o que aprendemos com este estudo e compartilhá-lo com os demais pesquisadores nos deixa mais próximos de novos tratamentos que podem eliminar o HIV”.

As amostras de plasma coletadas pelos esforços de vigilância em 1987, de 2001 a 2003 e de 2017 a 2019 na República Democrática do Congo – lar das mais antigas cepas de HIV conhecidas – permitiram aos pesquisadores descartar falsos positivos, vieses do local de coleta, alta diversidade genética e tratamento antirretroviral como causa de contagens virais não detectáveis em 10.457 pacientes de 2017 a 2019.

“Cada nova descoberta sobre o HIV é mais uma peça no quebra-cabeça evolucionário que estamos tentando entender”, comenta Carole McArthur, professora do Departamento de Ciências Orais e Craniofaciais da Universidade de Missouri e coautora do estudo. “Cada uma destas peças nos ajuda a ver com um pouco mais de clareza para onde devemos olhar a seguir, além de contribuir para o banco de conhecimento que todos os pesquisadores recorrerão na próxima fase
do nosso trabalho.”

 

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Ciência

De sons a enigmas: veja o que a espaçonave registrou em Marte até agora

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A chegada ao planeta vermelho foi transmitida ao vivo diretamente do centro de controle da missão na agência aeroespacial norte-americana (Nasa)

Marte: a dificuldade de exploração de Marte não é apenas a distância, mas também as diferenças atmosféricas e de gravidade (Getty/Getty Images)

Considerada a sonda mais avançada já lançada pelo homem ao infinito, a Perseverance completou sua primeira semana em Marte na quinta-feira (25) com uma vasta coleção de novos registros da superfície pouco conhecida do planeta.

Lançada no dia 30 de julho de 2020 a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, no estado da Flórida (Estados Unidos), a Perseverance alçou voo acoplada ao foguete interplanetário Atlas V – o mesmo que havia transportado outros veículos exploradores, como a InSight e a Curiosity.

A chegada ao planeta vermelho – apelidado assim por ter a superfície coberta por óxido de ferro vermelho, composto conhecido popularmente como ferrugem – foi transmitida ao vivo diretamente do centro de controle da missão na agência aeroespacial norte-americana (Nasa) no dia 18 de fevereiro e também foi acompanhada em tempo real pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com comentários do ministro Marcos Pontes. A velocidade de cruzeiro até o destino, mais especificamente a cratera de Jezero, foi de 39,6 mil quilômetros por hora (km/h).

Os sons de Marte

Você já se perguntou como seria ouvir os sons da atmosfera gelada de Marte? Como seriam os ventos de dióxido de carbono (95% do volume atmosférico) com nitrogênio e argônio? A Perseverance respondeu a estes questionamentos dos entusiastas da exploração espacial.

Ouça os sons da atmosfera de Marte capturados pelo robô explorador.

Escute o som de Marte:

 

Enigma do outro mundo

A tecnologia necessária para colocar uma sonda do tamanho de um carro popular em Marte é extremamente avançada e meticulosa. Prova disso são as pequenas surpresas espalhadas em diversas partes da Perseverance, que só são percebidas pelos olhos mais atentos.

Durante a descida para a superfície marciana, a Perseverance contou com um paraquedas com círculos concêntricos de padrões brancos e vermelhos – algo que, para os incautos, não significava nada. Apenas algumas horas depois, internautas haviam desvendado o mistério da mensagem secreta: “dare mighty things”, ou “ouse coisas poderosas” (em tradução livre).

O engenheiro chefe da missão Perseverance usou as redes sociais para confirmar a solução do enigma e congratulou os detetives da internet. “Oh, internet. Será que não há nada que você não consiga fazer?”, afirmou o cientista.

Chegada, descida e pouso
A dificuldade de exploração de Marte não é apenas a distância, que varia entre 55 milhões e 400 milhões de quilômetros (dependendo do lugar em que a Terra e Marte estão em suas rotas orbitais em relação ao sol), mas também as diferenças atmosféricas e de gravidade – além, claro, da distância necessária para enviar e receber informações. São 22 minutos de demora para completar um ciclo completo de comunicação.

Essa demora em receber e confirmar comandos fez com que a Perseverance operasse quase todo o procedimento de descida e de pouso por uma sequência controlada por inteligência artificial. A manobra contou com um planador equipado com propulsores e com um sistema de descida gradual, além de um paraquedas para o trecho final.

A primeira imagem em alta resolução da superfície de Marte chegou no mesmo dia.

perseverance

(Nasa/Divulgação/Divulgação)

Após o reconhecimento inicial e a checagem de funcionamento de todos os sistemas, o robô explorador iniciou os trabalhos. Um registro em 360 graus da superfície da cratera de Jezero foi capturado e mostra o horizonte marciano.

Mapa interativo
A Perseverance é um laboratório ambulante. A rota do robô explorador dentro da cratera de Jezero em busca de sinais de vida há bilhões de anos aguça a curiosidade científica de quem torce para achar pistas sobre a origem da vida no universo. Para quem não quer perder a sonda bilionária de vista, a Nasa preparou um mapa interativo que mostra a exata localização do robô atualizada regularmente.

Veja aqui onde está a Perseverance neste momento.

 

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Hoje é

domingo, 7 de março de 2021

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