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Mundo tem que investir 20 vezes mais em vacina da covid-19, diz Economist

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Publicação britânica afirma foram investido apenas 10 bilhões de dólares para desenvolver uma vacina capaz de encerrar a pandemia

Vacina coronavírus (Taechit Taechamanodom/Getty Images)

Há mais de 20 estudos de vacina contra o novo coronavírus em fases finais de testes e as previsões de quando o produto chegará ao mercado são cada vez mais intensas. O presidente americano Donald Trump prevê vacinação antes das eleições, em novembro. O brasileiro Jair Bolsonaro, que autorizou ontem o investimento de 1,9 bilhão de reais para comprar 100 milhões de doses, prevê a solução do “problema” em dezembro ou janeiro. O governador paulista João Doria, antes do carnaval. A Rússia afirma que terá o produto já em outubro.

Para frear a euforia, a Organização Mundial de Saúde afirmou ontem que o fim da pandemia não está garantido com as vacinas em fases finais de testes. O médico Dráuzio Varella, também ontem, disse que a vacina pode ser eficiente contra novas pandemias do novo coronavírus, mas não contra a atual. Nesta sexta-feira, a nova edição da revista britânica The Economist traz um novo olhar sobre esta corrida. Segundo a publicação, o mundo está gastando pouco, muito pouco, nas pesquisas em vacinas.

A prioridade deveria ser total, destaca a publicação. Já são 700.000 mortes, num número que avança 40.000 por dia. A contração econômica deve ter chegado a 8% no primeiro semestre. Ainda assim, apenas cerca de 10 bilhões de dólares foram investidos nas pesquisas para uma vacina, segundo a Economist. Entre as pesquisas em fase final, vale lembrar, duas estão em teste no Brasil, de Oxford em parceria com a AstraZeneca e da chinesa Coronavac — uma terceira vacina, em parceria com a Rússia, foi anunciada no Paraná.

Outro número que chama a atenção: apenas 4 bilhões de doses foram encomendadas até para serem entregues até o fim do ano. É o suficiente para pouco mais de metade da população mundial. Muitos dos candidatos a vacina não se mostrarão seguro e a taxa de falha pode beirar os 20%, e algumas podem demandar mais de uma dose. “Mesmo aqueles países, como Reino Unido e Estados Unidos, que compraram mais de duas doses para cada cidadão, ainda não compraram o suficiente”, diz a Economist.

“Mesmo ampliando o financiamento às vacinas por 10, para 100 bilhões de dólares ou mais, em linha com os objetivos ambiciosos, é pouco na comparação com os 7 trilhões de dólares que governos ao redor do mundo gastaram ou prometeram desde que a pandemia começar”, afirma a publicação, que defende investimentos de ao menos 200 bilhões de dólares.

Para além do debate sobre as pesquisas, uma questão adicional, que vem sendo apontada por cada vez mais especialistas, é a necessidade de um esforço global para organizar a fabricação e a distribuição das vacinas. Ricardo Hausmann, professor de Harvard, disse recentemente à Exame que esta deveria ser a prioridade da Organização Mundial de Saúde neste momento. Não adianta, relembra Hausmann, vacinar apenas metade do mundo, já que assim o vírus continuará circulando.

O mundo precisa de mais investimentos, e de mais coordenação. O número total de casos está perto dos 20 milhões.

 

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Economia

Impacto da Covid na economia alemã pode ser menor do que o temido

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Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do BCE, parece ter amortecido o impacto da pandemia

Terminal portuário em Haburgo, Alemanha (Fabian Bimmer/Files/Reuters).

 

A Alemanha pode resistir à recessão provocada pela pandemia melhor do que o esperado, sugeriram indicadores do setor privado nesta terça-feira, em um sinal de esperança para a economia que tradicionalmente serve como motor de crescimento da Europa.

Com boa parte da atividade econômica ainda restringida pela Covid-19, o governo da Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do Banco Central Europeu, parece ter amortecido o impacto da pandemia.

A projeção para o Produto Interno Bruto agora é de contração de apenas 5,2% neste ano, disse o instituto Ifo, mais otimista do que sua estimativa anterior de queda de 6,7% e da previsão do banco central de contração de 7,1%.

“O declínio no segundo trimestre e a recuperação estão atualmente se desenvolvendo mais favoravelmente do que esperávamos”, disse o economista-chefe do Ifo, Timo Wollmershaeuser.

Para 2021, o instituto cortou sua previsão de crescimento de 6,4% para 5,1%, mas mesmo isso indica que a economia da Alemanha pode ficar próxima do nível pré-crise ao final do próximo ano. O BCE ainda espera que a zona do euro como um todo precise de mais um ano para compensar o declínio.

Parte da melhoria prevista partiu do consumo inesperadamente resiliente, e a associação de varejo HDE disse que espera que as vendas nominais no varejo cresçam 1,5% este ano, uma revisão para cima acentuada de sua estimativa anterior de queda de 4%.

(Reportagem de Michael Nienaber)

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Precisamos que a dívida seja vista como estável ao longo do tempo. Precisamos de reforma emergencial, no curto prazo, administrativa”, diz ex-chefe do BC

Ex-presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn: “A taxa de juros não ficará em 2%, mas não voltará mais a dois dígitos” (Adriano Machado/Reuters)

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PIB argentino sofre queda histórica de 19,1% no 2º tri

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Bandeira argentina com a frase: “força, Argentina” em rua com comércio fechado em Buenos Aires. 20 de junho de 2020. (Ricardo Ceppi/Getty Images)

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou contração de 19,1% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2019, de acordo com cálculos preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec), divulgados nesta terça-feira, 22.

Em relação ao primeiro trimestre, a atividade econômica teve retração de 16,2%. No semestre como um todo, a queda foi de 12,6%.

Segundo a instituição, o desempenho negativo foi puxado pelos setores de hotéis e restaurantes, que tiveram tombo anualizado de 73,4%, seguido por atividades de serviços comunitários sociais e pessoais (-67,7%).

“As restrições globais à circulação de pessoas com objetivo de mitigar a pandemia de covid-19 afetam a um conjunto significativo de atividades econômicas em todos os países”, destaca o Indec, em relatório.

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Economia

Proposta de reforma administrativa pode ser ampliada, diz secretário

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Segundo o secretário especial de Desburocratização, o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação

Secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade (Leandro Fonseca/Exame)

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, afirmou nesta terça-feira que o governo optou por não encaminhar uma reforma administrativa que afetasse todos os servidores dos demais Poderes (Legislativo e Judiciário) para evitar o que chamou de “judicialização precoce”, mas ele afirmou que o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação.

“Não mandamos uma reforma (administrativa) pronta, mandamos um arcabouço para que aconteça o que chamamos de uma reforma da nova administração pública”, afirmou Paes de Andrade em live promovida pela corretora Necton.

A proposta de reforma apresentada pela equipe econômica no início deste mês poupou parlamentares, magistrados e militares de medidas destinadas a restringir uma série de benefícios, como férias de mais de 30 dias e aposentadoria compulsória como punição.

 

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Economia

Espanha enfrenta problema incomum: como gastar bilhões contra a crise

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Absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio para o país, que não consegue aprovar orçamento anual desde 2016 por causa de uma paralisia política

Madri, Espanha 31/7/2020 (Javier Barbancho/Reuters)

Depois de garantir uma porção generosa dos fundos de recuperação da União Europeia para combate à crise do coronavírus, a Espanha enfrenta um problema inusitado — como fazer uso de todo o dinheiro, disseram fontes do governo à Reuters.

“Esta não é uma crise de dinheiro, é uma crise de ideias”, disse uma das fontes, referindo-se a projetos de investimento concretos para ajudar a economia a sair de uma recessão recorde.

Em um país que não conseguiu aprovar um orçamento anual desde 2016 por causa de uma prolongada paralisia política, a necessidade de absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio, disseram as fontes.

A Espanha foi especialmente atingida pela pandemia. O país registrou mais de 640 mil casos de Covid-19, o maior número de infecções na Europa Ocidental, e a doença matou mais de 30 mil vidas espanholas.

A economia espanhola despencou 18,5% no segundo trimestre, contração superada na Europa apenas pelo Reino Unido.

Para ajudar a Espanha a se recuperar, o país receberá cerca de 140 bilhões de euros em subsídios e empréstimos do pacote de recuperação do coronavírus da UE, de 750 bilhões de euros.

Isso inclui 43 bilhões de euros em subsídios apenas nos próximos dois anos — o equivalente a cerca de 8% das despesas anuais.

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sábado, 26 de setembro de 2020

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