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Multas por excesso de velocidade dobram em SP

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Com quase 12 autuações em média por minuto, o número de multas por excesso de velocidade dobrou na capital paulista nos quatro primeiros meses de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 2,07 milhões de infrações do gênero no primeiro quadrimestre, ante 1,07 milhão em igual período de 2015. O aumento de 93% considera somente as infrações de velocidade que superam em até 20% a máxima permitida. Somando todos os tipos de autuações, o volume de multas cresceu 50% no período.

As infrações por transitar em velocidade superior à permitida em até 20% representam quase a metade de todas as penalidades (5,2 milhões) praticadas por motoristas. Isso é explicado, entre outros fatores, pela redução das velocidades máximas no perímetro urbano implementada pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Essa política ganhou força e se tornou polêmica em 2015, quando a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) padronizou em 50 km/h a velocidade máxima na capital e alterou os limites de velocidade nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. A Prefeitura argumenta que o objetivo da redução é melhorar as condições de segurança dos usuários e diminuir o número de feridos e mortos no trânsito.

De acordo com informações da CET, o número de acidentes com vítimas nas Marginais passou de 608, no primeiro semestre de 2015, para 380 no mesmo período deste ano.

Exemplos

O advogado Michel Anderson de Araújo, de 38 anos, perdeu a carteira nacional de habilitação (CNH) nesta semana, após seis autuações em 2016. Esta é a segunda vez que o advogado tem a CNH suspensa. A primeira foi no segundo semestre de 2015, já com a padronização de 50 km/h em vigor.

“A meta imposta de 50 km/h em quase todas as vias é muito baixa, quase parando. O paulistano estava acostumado a um padrão maior de velocidade”, diz o advogado. Ele ainda atribui o elevado número de infrações ao aumento de radares instalados na cidade. Em março deste ano, havia 925 equipamentos em ruas e avenidas da capital, aumento de 57,5% em relação a janeiro de 2013, quando Fernando Haddad assumiu: eram 587 radares.

Também neste ano, o empresário Márcio Luiz Sala, de 62 anos, foi multado sete vezes e teve de pagar mais de R$ 800. “Estou abismado com esse número de multas. Sempre fui corretíssimo. Nunca fui de cometer muitas infrações. Mas, do fim do ano passado para cá, deu uma disparada”, afirma.

Segundo ele, embora a redução nos limites seja importante para frear o número de acidentes de trânsito no Município, a mudança nos limites foi “muito repentina” de uma via para a outra e as melhorias que deveriam ser feitas no viário com a verba arrecadada não são observadas.

Sua mulher, a gerente de recursos humanos Guiomar Pacheco, de 63 anos, não tem multas anotadas na carteira de habilitação. E considera que pagar pelas infrações é “jogar dinheiro fora”. “Eu tomo mais cuidado porque acho duro pagar. Mas ele é mais relapso”, diz.

Arrecadação

A disparada nas multas de trânsito por excesso de velocidade teve, também, impacto no volume total arrecadado pela Prefeitura com as infrações. Nos quatro primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2015, o crescimento foi de 24%, descontada a inflação. O saldo passou de R$ 333 milhões para R$ 413 milhões na comparação dos dois períodos. Comparado com o primeiro ano da gestão Haddad, o porcentual de aumento é um pouco menor, de 19%.

O engenheiro de trânsito Luiz Célio Bottura, ombudsman da CET durante a gestão Gilberto Kassab (PSB), afirma que a opção pelo incremento da fiscalização por meio dos radares é correta do ponto de vista técnico. “Eu mesmo fui contra a política de redução de velocidades, especialmente nas Marginais. Mas o princípio do programa, que é reduzir o número de acidentes e de mortes no trânsito, é válido”, diz.

O especialista não descarta, entretanto, que uma crítica comum de motoristas paulistanos – de que radares poderiam estar instalados em pontos em que é difícil escapar da infração – seja válida. “Se há radares ‘pegadinha’, vamos denunciar, chamar a imprensa. O que não se pode esquecer é que ele dá uma vantagem (na fiscalização)”, diz o engenheiro.

Por outro lado, o consultor de trânsito Flaminio Fichmann destaca o que considera “velocidades incompatíveis” em alguns locais. “Quando se muda determinada regra de trânsito, em um primeiro momento há aumento no registro de infrações, que depois vão caindo. Neste caso, com velocidades incompatíveis com vias como as Marginais, o motorista tem de estar atento o tempo todo ao limite de velocidade, e um descuido qualquer já resulta em aumento de velocidade e multa. Por isso as infrações ainda estão aumentando, mesmo passado um ano da mudança.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadao Conteudo

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Prefeitura de SP autoriza volta às aulas presenciais apenas para o Ensino Médio em 3 de novembro

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Aulas estão suspensas desde março devido a pandemia de Covid-19. Primeira etapa do censo sorológico da Educação apontou que 13,2% dos alunos, professores e funcionários da rede municipal testados tiveram contato com a doença.

Cadeiras serão bloqueadas para uso para ampliar o distanciamento entre os estudantes — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

A Prefeitura de São Paulo autorizou o retorno das aulas regulares presenciais somente para os alunos do Ensino Médio no dia 3 de novembro. Já para os estudantes dos ensinos infantil e fundamental foram mantidas as atividades extracurriculares, segundo informou o prefeito Bruno Covas (PSDB), no início da tarde desta quinta-feira (22).

A autorização é válida para alunos das redes municipal, estadual e privada na capital paulista. E o retorno às aulas é facultativo. As aulas estavam suspensas desde março devido a quarentena provocada pela pandemia de coronavírus.

Veja como fica a volta às aulas:

  • Ensino Infantil: estão permitidas apenas atividades extracurriculares
  • Ensino Fundamental: mantidas atividades extracurriculares
  • Ensino Médio: retorno às aulas presenciais em 3 de novembro

“Seguindo a recomendação da área da saúde, a Prefeitura de São Paulo vai manter apenas as atividades extracurriculares para o ensino infantil e para o ensino fundamental e vai autorizar o retorno às aulas para o ensino médio a partir do dia 3 de novembro aqui na cidade. Lembrando que essa autorização para o retorno é para as três redes: a rede municipal, a rede estadual e a rede privada. Ela é voluntária para os pais, de acordo com a decisão já do Conselho Nacional de Educação, e ela deve seguir os protocolos sanitários já estabelecidos”, afirmou Covas.

Após a divulgação da segunda fase do censo sorológico, em 19 de novembro, será definido a data de retorno dos demais alunos.

“Queria anunciar também que no dia 19 de novembro, com base na segunda fase do censo sorológico e com a evolução da pandemia na cidade de São Paulo, nós teremos uma nova coletiva para anunciar o que acontece e o que fica autorizado na cidade de São Paulo em relação a área da educação a partir do dia 1º de dezembro”, disse o prefeito.

Os alunos do Ensino Médio que decidirem voltar para as escolas farão uma prova para medir o que aprenderam no período de aulas remotas. Com o resultado dessa avaliação, serão definidas estratégias de reforço pedagógico.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa da divulgação da primeira etapa do censo sorológico realizada com alunos, professores e funcionários da rede municipal de ensino. A primeira fase realizou testes em 65.400 mil pessoas até 21 de outubro e foi detectado que 13,2% do público alvo já teve contato com o vírus da Covid-19. Entre os positivos, as crianças e adolescentes são a maioria dos infectados.

De acordo com Covas, somente os docentes que já tiveram a doença retornarão para as escolas. “Nós vamos chamar para voltar para dentro da sala de aula apenas os professores que já estão imunizados de acordo com o censo que está sendo realizado pela Prefeitura de São Paulo.”

Ao todo, a Prefeitura de São Paulo estima realizar testes em 675 mil alunos e 120 mil professores e funcionários. A realização dos testes não é obrigatória.

O censo realiza exames sorológicos que avaliam a presença de anticorpos específicos no sangue e identifica quem já teve a doença. No entanto, a presença de anticorpos no organismo não significa que a pessoa esteja imune.

O retorno às aulas presenciais para os estudantes do ensino superior estavam autorizadas na cidade desde o dia 7 de outubro, além de atividades extracurriculares para os ensinos infantil, fundamental e médio.

Rede municipal

Segundo o secretário municipal da Educação, Bruno Caetano, as escolas da rede estão preparadas para receber os alunos tanto para aulas regulares como para as atividades extracurriculares com o cumprimento de todas as regras sanitárias.

Atividades extracurriculares

Desde o dia 7 de outubro, as escolas do estado de São Paulo estavam autorizadas a receber alunos presencialmente, mas apenas para a realização de atividades extracurriculares nos ensinos infantil, fundamental e médio. O governo do estado deixou a decisão do retorno às aulas presenciais para cada município definir.

Na capital paulista, a retomada para atividades extracurriculares foi autorizada na mesma data, mas a ocupação máxima foi de 20% da capacidade de alunos das escolas e com frequência de, no máximo, duas vezes por semana e pelo período de até duas horas para atividades culturais, cursos de idiomas, atividades esportivas que não sejam coletivas, aulas de música, aulas de reforço e acolhimento (veja as regras aqui).

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Prefeitura assina contrato de mais de R$ 1 milhão com empresa do Maranhão para a construção de boxes no Camelódromo

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Caixa libera R$ 25 bilhões em crédito para micro e pequenas empresas

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Ao todo, cerca de 200 mil empresas fecharam contratos

 

A Caixa atingiu nessa quarta-feira (21) a marca de R$ 25 bilhões disponibilizados para micro e pequenas empresas nas principais linhas de crédito durante a pandemia da covid- 19. Ao todo, cerca de 200 mil empresas fecharam contratos.

No Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), foram contratados R$ 12 bilhões desde 16 de junho, quando o banco começou a operar a linha.

Pelo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), foram emprestados R$ 10,5 bilhões. Essa linha oferece taxa de juros a partir de 0,63% ao mês. O cliente tem até 60 meses para quitar o empréstimo e conta com uma carência nos pagamentos que varia de seis a 12 meses.

No caso do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em parceria com o Sebrae, foram liberados R$ 2,5 bilhões. Essa linha pode garantir, de forma complementar, até 80% de uma operação de crédito contratada, dependendo do porte empresarial do solicitante e da modalidade de financiamento.

Como contratar

Segundo a Caixa, para contratar qualquer uma das linhas, com exceção do Pronampe, que já teve seu limite atingido, os clientes podem acessar o site e preencher um formulário de interesse ao crédito.

O banco entrará em contato se a empresa estiver apta a contratar o financiamento. A solicitação também pode ser feita nas agências da Caixa.

Agência Brasil

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1 em cada 4 paulistanos adultos já foi infectado pelo coronavírus

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Soroprevalência é maior entre os pretos e pardos, menos escolarizados e aqueles que dividem a mesma residência com mais de quatro pessoas

26,2% dos paulistanos adultos já foram infectados pelo coronavírus; pretos e pardos e mais pobres são os mais atingidos (Amanda Perobelli/Reuters)

Um estudo conduzido por cientistas e médicos da Universidade de São Paulo (USP) e da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo concluiu que 26,2% da população adulta da capital paulista já foi infectada pelo coronavírus – o que equivale a 2,2 milhões de pessoas.

A soroprevalência – como os cientistas chamam a taxa de pessoas que já têm anticorpos contra o vírus – é ainda maior nos distritos mais pobres. Nas regiões periféricas da capital, 30,4% dos adultos já foram infectados, contra 21,6% nos distritos mais ricos.

“Apesar de estarmos numa fase de queda no número de mortes, o vírus não se espalhou igualmente pela cidade“, explicou Fernando Reinach na coletiva de imprensa que divulgou os dados do estudo, que tem o apoio do Grupo Fleury, IBOPE Inteligência, Instituto Semeia e Todos pela Saúde.

A cor de pele, o nível de escolaridade e a quantidade de moradores numa mesma residência também são quesitos importantes na medição da prevalência da Covid-19. Indivíduos que estudaram apenas até o ensino fundamental se infectam 2,2 vezes mais que aqueles com ensino superior completo – 16% versus 35,8%, respectivamente.

Pretos e pardos se infectam mais que os brancos – 31,6% versus 20,9%, respectivamente. E as casas com mais de quatro moradores tem 5 pontos percentuais a mais de prevalência do que aquelas com três pessoas ou menos – 28,8 versus 22%, respectivamente.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (22) fazem parte da 4ª fase da pesquisa, que aconteceu entre os dias 1 e 10 de outubro. Em relação a terceira fase, há dois meses, a soroprevalência subiu 8,3 pontos percentuais, de 17,9% para 26,2%.

Alta nos casos, queda nas mortes

Os números oficiais da pandemia na cidade de São Paulo mostram que, apesar do números de casos diários continuarem altos, o número de mortes vem caindo. De acordo com os responsáveis pelo estudo, isso se deve a melhora no padrão de testagem e atendimento na capital, e também à população, que tem se cuidado melhor.

“Sabemos que a melhora no serviço é desigual mas, mesmo nos hospitais públicos, a taxa de letalidade diminuiu bastante“, explicou Pedro Granato, lembrando que o aumento na soroprevalência também contribui para desacelerar o ritmo de contaminação. “Quanto mais gente com anticorpos, mais difícil é para o vírus se espalhar.”

O aumento da soroprevalência, entretanto, não configura ainda a famosa “imunidade de rebanho”. “Isso só acontece quando temos um número suficiente de pessoas com anticorpos para que a disseminação do vírus deixe de acontecer. Ainda não é o caso“, esclareceu Reinach.

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Bolsonaro diz que governo não vai mais comprar vacina chinesa

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Coronavac vem sendo pesquisada pelo Instituto Butantan; nesta terça, Ministério da Saúde tinha firmado acordo com governo de SP para incluir vacina no SUS

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Bolsonaro visita centro militar que desenvolve reator do 1º submarino brasileiro com propulsão nuclear

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Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP) em Iperó (SP) — Foto: Carlos Dias/G1

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visita o Centro Tecnológico Experimental da Marinha (CTMSP), Aramar, em Iperó (SP), na manhã desta quarta-feira (21), para participar da celebração do início da montagem do reator desenvolvido para o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

O reator é desenvolvido em Aramar, no interior de São Paulo e, futuramente, será replicado na construção do “Álvaro Alberto”, o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

A cerimônia ocorrerá no complexo do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (LABGENE), onde o protótipo em terra da planta de propulsão nuclear está sendo construído.

O início da montagem do reator corresponderá ao chamado “batimento de quilha”, tradição naval que representa o início da construção de um navio. No caso da planta nuclear, a tradição será seguida com a instalação de uma sela fixa sobre o inserto metálico do vaso de contenção, que também é chamado de “Bloco 40” no LABGENE.

O presidente também vai conhecer o Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI), que fica no Centro Experimental de Aramar.

Segundo a Marinha, nas próximas etapas do programa, o reator, os turbogeradores, o motor elétrico e outros sistemas aos de um submarino com propulsão nuclear serão testados de forma controlada no LABGENE, com objetivo principal de se validar, de forma segura, a operação do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos a ele integrados, antes de sua instalação a bordo do submarino.

Ao final dos testes, um reator similar ao que começa a ser montado em Iperó será instalado no submarino “Álvaro Alberto”, no Complexo Naval de Itaguaí, Sul do estado do Rio de Janeiro, onde já estão sendo construídos ou testados os quatro submarinos com propulsão dieselelétrica: o “Riachuelo” (S-40), o “Humaitá” (S-41), o “Tonelero” (S-42) e o “Angostura” (S-43).

Após a passagem por Iperó, o presidente faz uma pausa e segue para Campinas. Lá, Bolsonaro visita as instalações do acelerador de partículas de R$ 1,8 bilhão, Sirius, e participa da cerimônia de abertura da Manacá, linha de luz que já funciona em caráter emergencial desde julho na tentativa de ajudar no combate à Covid-19.

Militares se preparam para visita do presidente Bolsonaro ao Centro Experimental da Marinha (Aramar) em Iperó — Foto: Carlos Dias/G1

Militares se preparam para visita do presidente Bolsonaro ao Centro Experimental da Marinha (Aramar) em Iperó — Foto: Carlos Dias/G1

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

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