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Mourão: Se BPC e capitalização ficarem fora, economia cairá pela metade

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De acordo com vice, se os temas polêmicos forem retirados da PEC, ganho para os cofres públicos será de R$ 500 bilhões e não R$ 1 trilhão

Mourão espera que texto seja aprovado em agosto (Mauro Pimentel/AFP)

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse que caso as propostas relativas à capitalização, ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) e à aposentadoria rural sejam retiradas da reforma da Previdência, a economia com as mudanças em dez anos podem cair de 1 trilhão de reais para 500 bilhões de reais.

“Na minha visão, são temas que não deveriam cair, mas pelo que eu tenho visto, são coisas que não estão sendo bem digeridas pelo Congresso. Se esses temas forem expurgados da reforma, a economia cai para um número na casa dos 500, 600 bilhões de reais”, afirmou em entrevista à Rádio CBN nesta sexta-feira, 12.

Na Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o governo propõe que o trabalhador do campo poderá se aposentar aos 60 anos de idade e 20 anos de contribuição. Hoje, a idade é de 60 para homens e 55 para mulheres, com 15 anos de trabalho. Será necessário pagar 600 reais ao ano para a Previdência. Atualmente, não há essa exigência. Já o BPC, que hoje paga um salário mínimo (998 reais) a idosos de baixa renda a partir dos 65 anos, seria alterado: o benefício partiria de 400 reais para pessoas a partir dos 60 anos. O salário mínimo só seria pago a partir dos 70 anos.

Já a capitalização é o regime em que o trabalhador faz uma poupança própria para bancar sua própria aposentadoria, que está prevista para quem entrar no mercado de trabalho depois da aprovação da PEC. Hoje, o regime é de repartição simples: o recolhimento para quem está na ativa custeia os benefícios de quem já está aposentado.

Articulação

Segundo o vice-presidente, é preciso que o governo assuma a frente na articulação do texto para a aprovação e, na avaliação de Mourão quem deve ser a cara dessa articulação é o próprio presidente, Jair Bolsonaro. “O presidente deve liderar por ser uma pessoa oriunda do congresso. Conhece os meandros, a forma de atuar”.

Segundo Mourão, de duas semanas para cá, Bolsonaro está mais ativo na articulação, recebendo presidentes de partidos para costurar apoios sobre o tema.

Sobre uma data para a aprovação do texto, o vice acredita que a aprovação se dê já no segundo semestre, em agosto, e brincou que esse será seu presente de aniversário. “Faço aniversário em 15 de agosto. Quem sabe eles não me dão esse presente e aprovam nesse dia?”.

O texto da Reforma da Previdência está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, e deve ter o parecer pela admissibilidade do texto na casa. A votação deve acontecer entre terça e quarta-feira. Após essa fase, a PEC da Previdência vai para uma nova comissão, a especial, onde será discutido seu mérito e só depois disso segue para plenário. O texto precisa de 308 votos favoráveis de 531 deputados para seguir ao Senado Federal.

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Economia

Trump critica BCE por querer cortar juros — mas o Fed pode, claro

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Presidente dos EUA costuma pressionar publicamente o banco central americano por cortes de juros, mas não tem a mesma postura quando o assunto são os outros

Trump: presidente americano pressiona o Fed por cortes de juros (Shawn Thew/Bloomberg)

O Banco Central Europeu considera recorrer a um corte da taxa de juros como primeira medida de estímulo caso precise agir novamente para elevar a inflação, segundo três autoridades do BCE.

Reduzir o custo dos empréstimos para um nível ainda mais negativo seria o primeiro passo mais provável em vez de retomar as compras de ativos, disseram as autoridades, alarmadas com a queda das expectativas de inflação do mercado para um recorde de baixa, o que pressiona o BCE a entrar em ação.

As pessoas não quiseram ser identificadas devido à confidencialidade das discussões. Um porta-voz do BCE não quis dar entrevista.

Na terça-feira, o presidente do BCE, Mario Draghi, pareceu indicar que não precisaria de um motivo drástico para agir, quando disse que serão necessários estímulos adicionais “na ausência de qualquer melhora” das perspectivas de crescimento e inflação. Ele citou especificamente as reduções das taxas como opção.

Depois da informação divulgada pela Bloomberg, investidores anteciparam um corte das taxas para setembro. O Commerzbank agora projeta uma redução em julho.

“Draghi vai terminar seu mandato com um corte”, disse Claus Vistesen, economista-chefe para a zona do euro da Pantheon Macroeconomics. “A porta agora está aberta e não vejo como não passariam por ela.”

Uma redução dos juros pelo BCE poderia aumentar as tensões comerciais com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente americano tuitou na terça-feira que tal medida do BCE, que enfraqueceria o euro, é injusta.

 

Draghi, que falou no fórum anual do BCE em Sintra, Portugal, também disse que a instituição poderia retomar a flexibilização quantitativa, mesmo que precise aumentar seus próprios limites para adotar tal medida.

Embora essas regras tenham sido colocadas em prática para evitar pressionar os mercados e cruzar a linha entre as políticas monetária e fiscal, Draghi disse que são “específicas para as contingências que enfrentamos”.

O BCE enfrenta uma desaceleração econômica e inflação que permanece abaixo da meta. Draghi disse que os riscos de fatores geopolíticos, protecionismo e vulnerabilidades nos mercados emergentes não se dissiparam e estão pesando especialmente sobre o setor de manufatura.

Draghi também fez referência à possível necessidade de “medidas de mitigação” para suavizar o efeito da taxa do BCE, atualmente negativa em 0,4%.

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Economia

Exoneração de diretor do Banco Central é publicada

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Saída de Tiago Couto Berriel após três anos no cargo ocorre “por razões pessoais”, segundo informou o BC no início do mês passado

Para ocupar a vaga de Berriel, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou a economista Fernanda Feitosa Nechio (Gustavo Gomes/Bloomberg)

Brasília — O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 21, publica a exoneração, a pedido, de Tiago Couto Berriel do cargo de diretor do Banco Central do Brasil. Berriel estava à frente da Diretoria de Assuntos Internacionais e Riscos Corporativos do BC. A saída do diretor após três anos no cargo ocorre “por razões pessoais”, segundo informou o BC no início do mês passado.

Para ocupar a vaga de Berriel, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou a economista Fernanda Feitosa Nechio. Fernanda trabalha há dez anos no Federal Reserve Bank de São Francisco (EUA), onde atua como “research advisor”, e é mestre em Economia pela PUC-Rio e PhD em Economia pela Universidade de Princeton. A indicação da economista está em tramitação no Senado Federal.

 

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Dólar recua repercutindo decisão do Copom e exterior

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Às 9:05, o dólar recuava 0,39%, a 3,8351 reais na venda

Macro full frame American one dollar bill (Adrienne Bresnahan/Getty Images)

O dólar caía ante o real na abertura dos negócios desta sexta-feira, com volume reduzido em função do feriado de Corpus Christi na véspera, observando decisão do Copom, de quarta-feira, e de olho no movimento externo de maior apetite a risco.

Às 9:05, o dólar recuava 0,39%, a 3,8351 reais na venda

Na quarta-feira, o dólar caiu 0,25%, a 3,8501 reais, menor patamar em mais de dois meses.

Neste pregão, o dólar futuro tinha variação negativa de 0,1%.

O BC realiza nesta sessão leilão de até 5,05 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho, no total de 10,089 bilhões de dólares.

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