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Mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem 1.611% no DF durante pandemia do coronavírus

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Óbitos passaram de 26 no ano passado para 445 em 2020; números incluem mortes por Covid-19. Casos cresceram 127%.

Testagens de amostras para vírus respiratórios pela Secretaria de Saúde do DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

As mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceram 1.611% no Distrito Federal durante a pandemia do novo coronavírus. Até 8 de junho de 2019, 26 casos haviam sido registrados. Já neste ano, até 6 de junho, o total chegava a 445.

A SRAG é um diagnóstico clínico que reúne sintomas graves de infecções virais – incluindo febre, dor de garganta e falta de ar. Por isso, entram nas estatísticas pacientes que morreram ou tiveram que ser hospitalizados devido a infecções por vírus, como o da gripe ou pela Covid-19.

O número de casos da síndrome também cresceu na capital: passou de 1.266 no ano passado para 2.886 neste ano, aumento de 127%.

No portal oficial, o governo informa que até esta terça-feira (16) foram realizados 14.970 testes do tipo PCR – que têm o objetivo de identificar o vírus no período em que está no organismo – e 5.840 testes rápidos, que verificam a resposta do sistema imunológico ao vírus.

Diagnóstico

As 445 mortes na capital até 6 de junho foram registradas com as seguintes causas:

  • SRAG não especificada: 210 mortes
  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 191 mortes
  • Em investigação: 22 mortes
  • Outros vírus respiratórios: 12 mortes
  • Outros agentes causadores de doenças: 7
  • Influenza: 3 mortes

As mortes por SRAG não especificada são aquelas em que a vítima faleceu devido a uma infecção respiratória, mas não houve diagnóstico sobre o vírus que causou o problema. Desse total, 205 deram negativo para o coronavírus. Outras cinco não tiveram material colhido para exame.

De acordo com o boletim, a maioria das 206 vítimas (56%) que tiveram as mortes confirmadas por Covid-19, Influenza ou outros vírus respiratórios era homem e tinha mais de 80 anos. Veja casos por faixa etária abaixo:

Perfil epidemiológico dos Óbitos positivos para vírus respiratórios no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Perfil epidemiológico dos Óbitos positivos para vírus respiratórios no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos

Das 2.886 notificações de SRAG neste ano, 1.066 não tiveram o vírus especificado, o que representa 42% dos registros. Já entre com infecção diagnosticada, os vírus mais frequentes são:

  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 854
  • Em investigação: 339
  • Outros vírus respiratórios: 237
  • SRAG por influenza: 36
  • Outros agentes etiológicos: 18

Há ainda os casos em que não houve amostra coletada para análise. Neste ano, foram 119 registros, ou seja 11% do total dos casos sem especificação.

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Saúde

Coronavírus causa sérios problemas neurológicos em pacientes, diz estudo

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Pesquisa aponta que alguns problemas neurológicos têm sido desencadeados pela covid-19, como inflamação cerebral, delírios e até AVCs

Pessoas com trajes de proteção em Melbourne 06/07/2020 AAP Image/James Ross/via REUTERS (James Ross/Reuters)

Um estudo publicado na revista científica Brain, especializada em neurologia, sugeriu que os médicos do mundo todo devem ficar atentos a mais uma complicação que pode ser fatal em infecções causadas pelo novo coronavírus. Segundo eles, alguns problemas neurológicos têm sido desencadeados pelo vírus, como inflamação cerebral, delírios, problemas no sistema nervoso e até AVCs.

43 pacientes com sintomas leves ou graves da doença foram analisados pelos cientistas no Reino Unido. Em alguns casos, de acordo com a observação dos profissionais, os sintomas neurológicos foram os primeiros ou os principais a serem apresentados nos casos de covid-19.

Uma das pacientes observada pelo estudo tem 55 anos e não tinha nenhum histórico prévio de doenças psiquiátricas. Ela chegou ao hospital apresentando febre, tosse, dores musculares, falta de ar e também falta de olfato e paladar.

Com um caso mais leve, ela quase não precisou de oxigenação mecânica e teve alta três dias depois. No dia seguinte a sua saída no hospital, o marido dela começou a reparar que ela havia adotado um comportamento esquisito, como colocar e tirar repetidamente o casaco, bem como ter alucinações e ver leões nas paredes.

Outra paciente, de 47 anos e também sem histórico de doenças neurológicas, sentiu o lado esquerdo de seu corpo formigando e apresentou forte dor de cabeça antes de ser internada — o que pode significar que os efeitos acontecem antes e depois da internação.

Com essa análise, eles foram capazes de observar que uma condição ameaçadora chamada de doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central (SNC), ou Acute Disseminated Encephalomyelitis (Adem, na sigla em inglês) aumentou durante a primeira onda de infecções no país britânico. Antes da pandemia, os casos de Adem eram dois ou quatro por semana nos meses de abril e maio.

O estudo ainda é preliminar e, de acordo com os próprios cientistas, ainda precisa ser mais aprofundado para entender melhor como o SARS-CoV-2 é realmente capaz de afetar o cérebro humano e quais serão os tratamentos adotados para lidar com a complicação.

O efeito neurológico do coronavírus

No final de junho, outro estudo feito por cientistas das universidades britânicas de Liverpool, Southampton, New Castle e a College London apontou que os pacientes mais graves do novo coronavírus podem desenvolver problemas cerebrais e correm mais risco de ter derrames.

Segundo a pesquisa, feita com 125 pacientes hospitalizados no ápice da crise do vírus no Reino Unido em abril, seis a cada dez corriam o risco. Desses, 62% sofreram derrames durante a hospitalização e quase um terço desenvolveu sintomas parecidos com demência ou psicose.

No entanto, os pesquisadores admitem que o estudo é ainda muito preliminar para ter conclusões 100% assertivas, mas que isso pode jogar luz nos problemas neurológicos menos conhecidos que a doença respiratória pode engatilhar em determinados casos.

Um dos motivos que pode levar um infectado a ter derrames é o desenvolvimento de coágulos sanguíneos, efeito colateral bastante conhecido e estudo em casos de covid-19, o que pode levar a um derrame fatal caso eles migrem para o cérebro e cortem o fornecimento de sangue ao restante do corpo. Ainda não há nenhum estudo que confirme exatamente o por que de os coágulos se formarem em quadros mais severos da doença e causarem inflamações.

Essas inflamações nas principais artérias podem estar, inclusive, por trás dos efeitos psiquiátricos do vírus em alguns casos.

Dos pacientes estudados pelas universidades acima que apresentaram casos cerebrovasculares, 74% tiveram acidente vascular cerebral isquêmico, 12% uma hemorragia intracerebral e 1% vasculite, que é uma doença capaz de inflamar os vasos sanguíneos.

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Recuperados da covid-19 mantêm cuidados mesmo após infecção

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Ainda não há evidências de que quem contraiu o novo coronavírus não se contamina novamente

Coronavírus: “Depois de ter passado, não quero vivenciar isso de novo”, diz paciente recuperada (Wolfgang Rattay/Reuters)

Na casa da artista plástica e produtora cultural Leticia Tandeta, 59 anos, no Rio de Janeiro, quase todos foram infectados em meados de maio. Ela, o marido, o filho e o irmão. “Ficamos praticamente todos doentes ao mesmo tempo. A sorte foi que todos tivemos sintomas brandos, ninguém teve falta de ar ou uma febre absurdamente alta”, diz. A única que não adoeceu foi a mãe de Leticia, que tem 93 anos. A família tomou o cuidado de isolá-la e de separar tudo que era usado por ela.

“Hoje é estranho porque não sabemos se estamos imunizados ou não”, diz Leticia. “Os médicos dizem que provavelmente temos algum tipo de imunização, talvez de um mês, dois meses, três”. Por causa das incertezas, ela diz que a família continua tomando cuidados como sair de casa o mínimo possível, apenas quando necessário, usando sempre máscara. Já ter contraído a doença, no entanto, traz um certo tipo de relaxamento: “Não é que a gente relaxe nos cuidados, mas há um certo relaxamento interno sim”.

De acordo com o infectologista Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, mesmo quem já teve a doença deve continuar tomando cuidado. “Não temos certeza, por enquanto, de que quem teve covid-19 uma vez não terá novamente. É importante que quem já teve a doença continue se prevenindo. Continue com as medidas preventivas, usando máscaras, higienizando as mãos e evitando aglomeração”.

As pessoas que já foram infectadas, de acordo com Weissmann, assim como as demais, podem ajudar a propagar o vírus caso não tomem os devidos cuidados. “Mesmo a pessoa que não estiver infectada, se ela puser a mão em um lugar contaminado, ela pode carregar o vírus. Por isso é importante estar sempre higienizando as mãos, lavando com água e sabão ou com álcool 70%”, orienta.

Síndrome da Fadiga Crônica

Em março, a psicóloga Joanna Franco, 37 anos, teve dores no corpo, tosse seca, dor de cabeça, febre alta, dificuldade de respirar, perda de olfato e paladar, diarreia e vômito. Na época que recebeu o diagnóstico clínico de covid-19, o Brasil começava a adotar medidas de isolamento social. Morando sozinha em Niterói, ela cumpriu todas as regras de quarentena e de isolamento social. Os sintomas passaram. Para garantir que não transmitiria o vírus para ninguém, ela ainda permaneceu em isolamento por cerca de 40 dias. Foi então que percebeu que não estava totalmente recuperada, estava muito cansada. “Vinha um cansaço, parecendo que eu tinha subido ladeiras, uma sensação de que isso nunca ia acabar, que não ia sair de mim. Fiquei bem prostrada”.

Quase três meses depois, ela diz que se sente melhor, que está conseguindo retomar uma rotina de exercícios físicos, que antes eram impossíveis. Depois de passar pelo que passou, ela redobrou todos os cuidados que já vinha tendo. “Depois de ter passado, não quero vivenciar isso de novo e não quero que outras pessoas vivenciem”, diz.

O cansaço que Joanna sentiu após se recuperar da doença pode ter sido a chamada Síndrome da Fadiga Crônica, que tem sido relatada por pessoas que foram contaminadas pela covid-19, segundo o neurologista, pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gabriel de Freitas. O principal sintoma é o cansaço, mas pode haver alteração na pressão, na frequência cardíaca e insônia. “O que predomina é a  fadiga, o cansaço. A pessoa não consegue trabalhar, não consegue voltar à atividade”, afirma.

A síndrome não é exclusiva do novo coronavírus, mas ocorre também por causa de outros vírus. Ela pode durar até cerca de um ano, é mais frequente em mulheres entre 40 e 50 anos e que tiveram covid-19 pelo menos de forma moderada. Mas, de acordo com Freitas, ainda há muitas dúvidas pelo fato de ser uma doença recente. Para o tratamento, geralmente é recomendada psicoterapia, atividades físicas, antivirais e antidepressivos.

“Essa síndrome traz uma angústia muito grande para as pessoas porque fadiga não é um sintoma mensurável. Não se consegue mensurar por exame. Muitas vezes é mal compreendido”.

Gabriel diz que a pandemia pode ser mais complexa do que se pensa e defende que todos os cuidados possíveis sejam adotados. “Parece que não é estar recuperado e ponto final. Talvez essas pessoas tenham mais sintomas. A Síndrome da Fadiga Crônica pode ser apenas um deles. Acho que a gente não tem essa informação. É possível que existam complicações a médio e a longo prazo. O que alguns autores colocam é que as medidas de isolamento social são importantes não só para evitar a morte. A gente tem que levar em consideração e colocar nessa equação as complicações a médio e longo prazos”.

Medo e ansiedade

Além de lidar com os sintomas da covid-19 e com as consequências da doença, muitas pessoas estão lidando com sintomas de ansiedade, de acordo com a psicóloga da equipe de coordenação de saúde do trabalhador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marta Montenegro. “A covid-19 é uma doença muito nova, recente, um vírus cujas informações foram se construindo nesse processo de pandemia. Os próprios profissionais de saúde estavam tentando entender as formas de cuidado e isso deixa as pessoas muito inseguras. O ser humano se sente mais seguro se tiver previsibilidade do que vai acontecer. Essa incerteza sobre formas de contaminação, se pode ou não se contaminar de novo, deixa as pessoas vulneráveis”, explica.

De acordo com a psicóloga, buscar informações confiáveis ajuda a lidar melhor com a pandemia. “Buscar informação válida, de fontes confiáveis. Isso alivia sintomas emocionais. Às vezes, as pessoas estão em casa recebendo informações que nem sempre são as melhores e  acabam ficando muito confusas. Depois de três meses, acham que só estão protegidas dessa forma. Isso acaba gerando um medo de sair de casa. No outro extremo, há pessoas saindo como se não tivessem o vírus, em um processo de negação por dificuldade de lidar com a situação. São dois extremos. Existe o vírus. É necessário manter medidas de biossegurança, mas isso não pode paralisar as pessoas”, acrescenta.

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Saúde

Estudo com 55 mil pacientes mostra que cloroquina não previne covid-19

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Pesquisa francesa não recomenda o “uso preventivo” da cloroquina ou hidroxicloroquina em casos de covid-19

Estudo sugere que o uso do remédio não tenha papel preventivo contra a covid-19 (Foto/AFP)

Os pacientes tratados com cloroquina ou hidroxicloroquina, especialmente por doenças autoimunes, não foram menos afetados pelas formas graves da covid-19 durante a pandemia, aponta um estudo francês publicado nesta terça-feira.

O estudo, que contou com quase 55.000 pacientes, “não sugere que o uso de antimaláricos sintéticos (APS) a longo prazo tenha um papel preventivo quanto ao risco de hospitalização, intubação ou morte relacionada com a COVID-19”, afirmam os autores.

Embora este trabalho de observação “não permita concluir formalmente na ausência de benefícios” deste tratamento na prevenção de uma forma grave da COVID-19, seus resultados não levam a recomendar o “uso preventivo” da hidroxicloroquina entre a população.

Os autores estudaram os casos de pacientes que receberam a prescrição de pelo menos seis tratamentos de hidroxicloroquina ou cloroquina entre 1 de janeiro de 2019 e 15 de fevereiro de 2020.

A hidroxicloroquina, derivado do antimalárico cloroquina, é receita em particular para tratar doenças autoimunes como o lúpus e a artrite reumatoide.

Os resultados apontam inclusive um “risco maior de hospitalização, intubação e morte devido à COVID-19 entre os pacientes sob APS a longo prazo na comparação com o restante da população francesa”.

Mas as análises sugerem que isto se deve às “características associadas à patologia crônica subjacente”, sobretudo ao tratamento associado com “corticoides orais, mais do que à exposição aos APS”, segundo o estudo realizado pelo instituto francês Epi-phare.

A maioria dos testes clínicos com hidroxicloroquina foi interrompida no fim de maio, depois que vários estudos apontaram a falta de benefícios ante a COVID-19, como foi o caso do amplo estudo britânico Recovery.

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Saúde

Estados Unidos pagam US$ 1,6 bilhão por vacina contra covid-19

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A decisão faz parte da ação governamental chamada de Warp Speed, voltada para identificar rapidamente o desenvolvimento de vacinas contra o vírus

Vacina: os Estados Unidos aceleraram corrida para reservar remédios contra o novo coronavírus (SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, deu mais um passo em direção ao domínio dos tratamentos contra o novo coronavírus. Além de o governo americano ter reservado 90% do estoque do remdesivir, primeiro tratamento promissor contra o vírus, agora pagará 1,6 bilhão de dólares para que a empresa de biotecnologia Novavax desenvolva 100 milhões de doses de sua potencial vacina até o começo de 2021.

A decisão faz parte da ação governamental chamada de Warp Speed (Velocidade de Dobra, em tradução literal), voltada para identificar rapidamente o desenvolvimento de vacinas para a covid-19. Em junho deste ano, os Estados Unidos anunciaram que estavam avaliando 14 candidatas para a produção delas. Dessas, apenas cinco chegaram a final, sendo elas as opções da Johnson & Johnson, da Moderna, Merck, Pfizer e a da parceria entre a farmacêutica anglo-sueca AztraZeneca e a Universidade de Oxford, que também será testada no Brasil em 5.000 voluntários.

A vacina Novavax está na fase 1/2 de testes clínicos e a expectativa da empresa é usar uma opção de duas doses, dadas com uma diferença de três semanas entre elas. No entanto, a companhia americana está estudando a possibilidade de uma vacina de apenas uma dose.

Mais de 200 medicamentos e cerca de 165 vacinas contra o vírus estão sendo desenvolvidos ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 delas já estão na fase de testes clínicos.

Os projetos mais promissores, no momento, além do de Oxford, são os criados pela Sinovac e pela farmacêutica Moderna. O projeto da universidade britânica é o único que está na fase 3 de testes. A Moderna anunciou em junho a liberação para a terceira etapa, que começará já neste mês. Em primeiro de julho, a vacina da farmacêutica Pfizer demonstrou bons resultados em seres humanos em um teste preliminar com 45 pessoas.

A reserva do remdesivir

A Gilead, fabricante do medicamento, concordou em vender mais de 500.000 tratamentos para os Estados Unidos até setembro, o que é quase toda a capacidade de produção da empresa. Em um comunicado publicado no site oficial do Serviço de Saúde e Humanidades (HHS, na sigla em inglês) americano, o diretor do órgão, Alex Azar, afirmou que “o presidente Donald Trump conseguiu um acordo incrível para assegurar que os americanos tenham acesso à primeira terapia para covid-19” — o que pode fazer com que os demais países, inclusive o Brasil, receba menos doses da medicação, pelo menos nos próximos três meses.

Quando teremos uma vacina contra a covid-19?

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. O doutor em microbiologia e divulgador científico, Atila Iamarino, acredita que as vacinas da Coronavac, a americana Novavax e a de Oxford são, também, as mais promissoras. Iamarino também acredita que, caso as vacinas não deem certo, outras que estão sendo produzidas pelas farmacêuticas Johnson & Johnson e pela MSD podem solucionar o problema.

Apesar disso, as expectativas de uma prevenção ser criada ainda em 2020 são baixas e a maioria das companhias aponta que, se tudo der certo, teremos uma até o ano que vem.

Por aqui, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal vão participar dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. Nove mil voluntários serão testados. O acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac prevê a transferência de tecnologia para a produção da vacina e distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que esteja disponível para a população em abril ou maio de 2021.

De acordo com o monitoramento em tempo real da universidade Johns Hopkins, mais de 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 511.909 morreram. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com mais de 2,6 milhões de doentes e mais de 127.000 mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.402.041 de infectados e mais de 59.000 óbitos.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

Segundo o relatório A Corrida pela Vida, produzido, unidade de análises de investimentos e pesquisas da , as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina já contam com o financiamento de pelo menos 20 bilhões de dólares no mundo. Desse valor, 10 bilhões foram liberados por um programa do Congresso dos Estados Unidos.

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Saúde

Histórico de atleta não ameniza covid-19, mas atividade física pode ajudar

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Pesquisa indica benefícios da atividade física à saúde respiratória, mas passado de atleta não está ligado à proteção no presente

Exercícios: estudo mostra que atividade física pode ajudar a amenizar covid-19 (Freeletics/Divulgação)

Pessoas que praticam ou praticaram exercícios físicos não estão imunes ao novo coronavírus. Como é um vírus para o qual o corpo humano não possui anticorpos, ele pode causar danos sérios à saúde e levar à morte mesmo pessoas jovens e previamente saudáveis. No entanto, quem pratica exercícios físicos de intensidade moderada pode ter uma proteção adicional contra o desenvolvimento de complicações da covid-19. É o que mostra um estudo feito na Universidade de Virginia, nos Estados Unidos.

A pesquisa indica que as pessoas que fazem exercícios físicos têm uma elevação da enzima superóxido dismutase, que é produzida pelos músculos. Essa enzima está ligada com a proteção do sistema cardiorrespiratório em humanos.

Com isso, o organismo dessas pessoas pode – não é uma garantia – impedir o desenvolvimento de sintomas como falta de ar, respiração acelerada, fraqueza muscular e tosse da Síndrome da Angústia Respiratória Aguda, uma complicação da infecção pelo novo coronavírus.

“O exercício regular tem mais benefícios do que conhecemos. A proteção contra doenças respiratórias severas é um dos muitos exemplos”, diz Zhen Yan, médico que liderou a pesquisa da Universidade de Virginia.

Vale notar que tudo que se sabe sobre o novo coronavírus ainda é recente. No tempo da ciência, que investiga, por exemplo, há mais de 30 anos vírus como o HIV, os sete meses que conhecemos a covid-19 ainda representam muito pouco tempo para tirar grandes conclusões a respeito da doença.

O exercício físico regular é uma prática importante para a saúde e recomendada pela Organização Mundial da Saúde por estar ligada a uma série de benefícios ao organismo humano. Caso não seja possível exercitar-se dentro de casa, caminhadas ou corridas devem ser realizadas sempre de máscara, e as aglomerações devem ser evitadas.

E sobre histórico de atleta, não há evidência de que isso ofereça algum tipo de proteção contra a covid-19 no presente.

 

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Saúde

OMS reconhece evidências sobre transmissão da covid-19 pelo ar

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Nesta segunda, mais de 230 cientistas assinaram uma carta aberta endereçada a OMS por ter minimizado os riscos de uma contaminação do coronavírus pelo ar

Tratamento coronavírus: os riscos da dexametasona, remédio que pode salvar contra covid-19 (Radoslav Zilinsky/Getty Images)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu nesta terça-feira “evidências emergentes” de transmissão pelo ar do novo coronavírus, depois que um grupo de cientistas cobrou o organismo global a atualizar suas orientações sobre como a doença respiratória se espalha.

“Temos conversado sobre a possibilidade de transmissão pelo ar e transmissão por aerossol como uma das modalidades de transmissão da Covid-19”, disse Maria Van Kerkhove, principal autoridade técnica da OMS para a pandemia de Covid-19, em uma coletiva de imprensa.

A OMS havia dito anteriormente que o vírus que causa a doença respiratória Covid-19 se dissemina principalmente através de pequenas gotículas expelidas pelo nariz e pela boca de uma pessoa infectada que logo caem no chão.

Mas em uma carta aberta enviada à agência sediada em Genebra e publicada na segunda-feira no periódico científico Clinical Infectious Diseases, 239 especialistas de 32 países delinearam indícios que, dizem, mostram que partículas flutuantes do vírus podem infectar pessoas que as inalam.

Como estas partículas menores que são exaladas podem permanecer no ar, os cientistas exortaram a OMS a atualizar suas diretrizes.

Falando em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira em Genebra, Benedetta Allegranzi, principal autoridade técnica de prevenção e controle de infecções da OMS, disse que há evidências emergentes de transmissão do coronavírus pelo ar, mas que estas não são definitivas.

“… A possibilidade de transmissão pelo ar em locais públicos –especialmente em condições muito específicas, locais cheios, fechados, mal ventilados que foram descritos– não pode ser descartada”, disse.

“Entretanto, os indícios precisam ser reunidos e interpretados, e continuamos a apoiar isso.”

Qualquer alteração na avaliação de risco de transmissão pela OMS pode afetar seus conselhos atuais sobre manter o distanciamento físico de 1 metro. Governos, que também contam com a agência para definir suas políticas de orientação, também podem precisar ajustar as medidas de saúde pública destinadas a conter a propagação do vírus.

Mais de 230 cientistas no mundo todo assinaram uma carta aberta nesta segunda-feira (6) endereçada a Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter minimizado os riscos de uma contaminação do novo coronavírus pelo ar. A OMS acredita que a covid-19 é espalhada principalmente por gotículas de saliva expelidas quando as pessoas tossem, falam ou espirram, por exemplo. Mas, de acordo com os cientistas, isso não é verdade — e o vírus pode sim ser espalhado via ar.

Segundo os 239 profissionais de 32 países diferentes, existem evidências que apontam que partículas menores do SARS-CoV-2 podem infectar as pessoas e pediram para que a organização revise as suas recomendações. A última versão, publicada pela OMS no dia 29 de junho, afirma que a transmissão por ar é somente possível “depois de procedimentos medicos que produzem aerosol” e a principal orientação é que as pessoas lavem as mãos e fiquem pelo menos a um metro de distância de outras pessoas.

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