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Mortes por covid-19 no Rio crescem 33% em duas semanas

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O infectologista Alberto Chebado, diretor da divisão médica do Hospital do Fundão, precisou abrir ontem mais leitos para pacientes com coronavírus

A prefeitur negou que o Rio esteja em um momento que chamou de “repique de casos da Covid” (Ricardo Moraes/Reuters)

O Estado do Rio ultrapassou a marca de 15 mil mortes em decorrência da covid-19. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, desde o início da pandemia, em março, foram quase 206 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 15.074 óbitos. Na capital, a média móvel registrada ontem foi de 52 mortes por dia, acendendo um alerta. Na comparação com duas semanas atrás, o número subiu 33%, o que indicaria uma tendência de aumento dos óbitos.

A prefeitura, no entanto, negou que o Rio esteja em um momento que chamou de “repique de casos da Covid”. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, uma mudança nos critérios da confirmação de mortes, feita pelo Ministério da Saúde no início do mês, estaria levando ao aumento.

Pelo número atual de internações e de óbitos, a cidade deveria estar, de acordo com o painel de indicadores da própria prefeitura na segunda fase de flexibilização, iniciada em 16 de junho, e não na quinta, como agora.

De acordo com a prefeitura, mortes baseadas no quadro clínico e radiológico passaram a ser confirmadas em data posterior à ocorrência, sem a necessidade de exame laboratorial, causando impacto nas estatísticas. Ainda segundo a prefeitura do Rio, a Vigilância em Saúde “trabalha com a avaliação e monitoramento de vários indicadores e não dados isolados”.

Ainda segundo o município, o quadro de indicadores de retomada quadro é “observado no ato da mudança de fase no Plano de Retomada. No momento do avanço, esses fatores são avaliados e é tomada a decisão pelo avanço ou pelo adiamento.” A prefeitura ainda diz que “os dados são dinâmicos e podem mudar a indicação, sem que haja retrocesso na retomada.”.

Curva no estado é considerada estável, apesar do crescimento

A média móvel no estado do Rio nesta quinta-feira foi de 2.547 casos — a maior desde 26 de julho — e 94 mortes por dia. Isso representa um crescimento de 11,6% no número de vítimas fatais, em comparação com duas semanas atrás. O cenário, no entanto, é tido como de estabilidade na transmissão do vírus, já que especialistas só consideram crescimento quando o percentual ultrapassa os 15%.

A análise dos números foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde. A média móvel é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados, abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando as notificações são mais baixas por causa do menor número de funcionários de plantão. O indicador é uma média das mortes registradas em um dia e nos de seis dias anteriores.

Próximos dias preocupam

Segundo especialistas, ainda são necessárias algumas semanas para uma avaliação mais profunda do quadro no estado e na capital. No entanto, o infectologista Alberto Chebado, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor da divisão médica do Hospital Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundão), já demonstra preocupação. Ele contou que precisou abrir ontem mais leitos para o tratamento de Covid-19 na unidade e atribuiu o aumento de casos à flexibilização.

— Hoje (quinta-feira) já tive que abrir leitos de Covid-19 no hospital. Estamos vendo a demanda aumentar nos últimos dias. Acredito que a tendência é de que surjam novos casos, e o aumento da média móvel de mortes pode ser consequência disso. É um reflexo das taxas de isolamentos das últimas semanas. Os números provocados pela reabertura começam a aparecer — analisa Chebabo.

O professor do Instituto de Medicina Social da Uerj Mario Roberto Dal Poz também diz que é preciso monitorar os próximos dias para se ter uma análise mais precisa do atual comportamento da pandemia:

— Apesar de ser preocupante, precisamos investigar as datas dos óbitos e monitorar para saber se aumentou e quanto — analisa.

Para o infectologista Marcos Junqueira do Lago, coordenador da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Uerj, a falta da estabilidade na queda de números da doença é resultado do isolamento falho feito no auge da pandemia.

— É difícil tirar uma conclusão com a oscilação em apenas um dia. Pode ser indicar apenas uma tendência. Temos que lembrar que no Estado do Rio a incidência de casos foi das mais altas do país. Até mesmo que a de São Paulo, se levarmos em conta o índice populacional. Na prática, apenas as pessoas do grupo de risco fizeram o isolamento e que também começaram a sair. Por não conseguir fazer o isolamento necessário, o Rio não está conseguindo baixar o número de casos — avalia o infectologista.

 

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1,9 milhão de pessoas já tiveram a covid-19 na cidade de SP, diz pesquisa

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De acordo com inquérito sorológico da prefeitura, 1,64 milhão de adultos e mais 244 mil crianças foram infectadas pelo coronavírus

(Eduardo Frazão/Exame)

 

A prefeitura de São Paulo divulgou, nesta quinta-feira, 17, mais etapas do grande inquérito sorológico que realiza, com o objetivo de identificar o tamanho da pandemia de covid-19 na cidade.

De acordo com os últimos dados, quase 1,9 milhão de pessoas já tiveram a doença na capital paulista. Deste total, 1,64 milhão é de adultos, acima de 18 anos, e 244.000 é de crianças, de 4 a 14 anos. Os inquéritos dos adultos e das crianças estão sendo feitos de maneira paralela e complementar.

Para a população com mais de 18 anos, a pesquisa — que está na quinta fase — mostrou que a taxa de prevalência é de 13,9%, levando em conta a população de 12,25 milhões. Desde a primeira etapa, a prevalência foi subindo, de 9,8%, até atingir o mais alto patamar. Menos da metade das pessoas, 38,2%, não apresentou sintomas.

Nesta fase, até o dia 27 de agosto foram testadas 5.760 pessoas, determinadas por sorteio e distribuídas nas 472 Unidades Básicas de Saúde da cidade. A amostragem é a mesma das etapas anteriores.

“Mais uma fase do inquérito que consolida aquilo que outras fases já tinham demonstrado. Uma prevalência maior na faixa de 18 a 34 anos de idade. Mas também uma doença que traz luz à desigualdade social na cidade de São Paulo. A proporção é maior em pessoas menos escolarizadas, pretas e pardas”, explicou o prefeito Bruno Covas (PSDB) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

Crianças

O município ainda realiza um outro inquérito sorológico específico para crianças de 4 a 14 anos. Nesta quinta-feira, foi divulgada a terceira etapa que testou alunos da rede privada e estadual de ensino na cidade. Nas primeiras fases foram testados apenas alunos de escolas municipais.

A pesquisa aponta que 244.242 crianças já tiveram a doença. Levando em conta que toda a rede de ensino tem 1.480.257, a prevalência é de 16,5%. Mas quando se fala apenas de escolas particulares, este número cai para 9,7%. As redes estadual e municipal ficam próximo de 18%.

Outro dado que chama a atenção é que 66% das crianças que foram contaminadas pelo coronavírus não tiveram qualquer sintoma da doença.

Volta às aulas

As aulas presenciais na cidade de São Paulo voltam de maneira parcial a partir do dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 17. A retomada total está prevista para o dia 3 de novembro, mas a prefeitura não descartou que só ocorra em 2021.

A reabertura vale para as redes municipal, estadual e privada de ensino que estão na capital paulista. As atividades que podem funcionar em outubro são aquelas extracurriculares, como reforço, música e línguas estrangeiras. As instituições de ensino superior podem voltar com as atividades a partir de outubro.

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Nuvem negra de queimadas no Pantanal pode fazer dia virar noite em SP

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A previsão é que até sábado, 19, a fuligem dos incêndios se desloque para a capital e pode haver a “chuva negra”

(Paulo Pinto/Fotos Públicas)

A fuligem de queimadas na Floresta Amazônica e no Pantanal segue em direção a São Paulo, ameaçando transformar o dia em noite nos próximos dias.

Uma nuvem escura gigante causada pelos incêndios se aproxima do Paraná, onde pode chegar na sexta-feira, 18, antes que os ventos empurrem a fumaça para São Paulo no sábado, 19, disse Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia.

Quando chegar na capital paulista, pode causar uma chuva negra, fenômeno causado por partículas de fumaça e poeira que não se dissolvem na água, disse. No ano passado, quando os incêndios na Amazônia atraíram críticas da comunidade internacional, uma nuvem negra também envolveu a cidade de São Paulo.

O número de focos de incêndio nos biomas Amazônia e Pantanal em 2020 aumentou 12% e 208%, respectivamente, em relação a 2019, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Temperaturas escaldantes e tempo seco continuarão a provocar incêndios na região central e Norte do país, disse Oliveira. As temperaturas máximas estão mais de 5 graus Celsius acima dos níveis normais na maior parte da Região Centro-Oeste, um padrão que pode continuar nos próximos sete dias.

“Cuiabá pode ter a temperatura mais alta já registrada, de 43 graus”, disse. “Não chove na cidade há 115 dias.”

Os incêndios na Amazônia e no Pantanal, que já afetam a qualidade do ar no Centro-Oeste, agravam a crise no Brasil, que se tornou epicentro da pandemia de coronavírus. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos em número de mortes pela doença e ocupa o terceiro lugar em casos, atrás dos Estados Unidos e da Índia.

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PCDF deflagra Operação Poderoso Chefão

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Nesta quinta-feira (17), policiais da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes

Cibernéticos – DRCC, juntamente com equipes do Departamento de Polícia Especializada e da SPCOM da 15a Delegacia de Polícia, além da participação dos Promotores de Justiça do Núcleo de Combate ao Crime cibernético do MPDFT – NCYBER, deflagraram a Operação Poderoso Chefão em desfavor de suspeitos de integrarem uma organização criminosa armada, especializada na prática de furtos mediante fraude a contas bancárias de vítimas de diversos Estados e do Distrito Federal. Os prejuízos arcados por pessoas físicas e jurídicas ultrapassam R$ 2,5 milhões.

A investigação é decorrente de vestígios obtidos após a prisão, realizada pela DRCC em agosto de 2019, de um dos líderes da organização e que apontaram para um extenso esquema de lavagem de capitais, envolvendo empresas de fachada, incluindo bancas na Feira dos Importados do DF, uma empresa de materiais de construção e um bar de narguilé.

Nesse sentido, após autorização judicial, nesta quinta-feira, os policiais cumpriram 23 mandados de prisão preventiva, 36 mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, Goiás, São Paulo e Bahia, além do sequestro de 22 veículos e bloqueio de ativos financeiros que poderão totalizar R$ 10 milhões, a fim de garantir eventual ressarcimento das vítimas e pagamento de custas e multas processuais.

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Governo de São Paulo autoriza a reabertura de parques temáticos

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Medida é válida somente para aqueles ao ar livre. Para abrir, os estabelecimentos precisam ter capacidade máxima de 40%

Montanha russa do Hopi Hari. (Hopi Hari/Divulgação)

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Míssil brasileiro de longo alcance está em fase final

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Armamento tem alcance de 300 quilômetros de distância e será utilizado para dissuadir eventuais ameaças externas

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva participa da abertura da 1ª edição da Conferência Internacional de Segurança do Forte de Copacabana, na Escola de Guerra Naval. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse hoje, 15, em Manaus, que o projeto de criação de um míssil brasileiro capaz de percorrer 300 quilômetros de distância até seu alvo final está “em fase final de desenvolvimento”.

“Falta muito pouco para ele complementar a artilharia de foguetes do Exército brasileiro, dando-nos um poder dissuasório muito grande”, respondeu o ministro ao ser perguntado sobre o atual estágio de produção do míssil tático de cruzeiro AV-TM 300 — cujo desenvolvimento, junto com o foguete guiado SS-40, faz parte do Projeto Estratégico Astros 2020, lançado em 2011, durante o governo Dilma Rousseff, que, na época, concedeu 45 milhões de reais de crédito para aquisição de todo um novo sistema com alta mobilidade e capaz de lançar mísseis e foguetes a longas distâncias.

Com alcance de até 300 quilômetros de distância e uma precisão de até 30 metros, o armamento desenvolvido pela companhia nacional Avibrás ampliará o poderio bélico brasileiro, podendo ultrapassar os limites do território nacional e atingir alvos estratégicos muito além da capacidade dos foguetes hoje em uso no Brasil. Atualmente, a família de foguetes Astros compreende quatro modelos com menor alcance que variam entre 30, 40, 60 e 80 quilômetros.

O principal objetivo do AV-TM 300, conforme sugere o ministro ao mencionar o “poder dissuasório” do armamento, é desencorajar eventuais ameaças externas. Além disso, o projeto Astros 2020 prevê outras iniciativas para dotar o país de “meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade”. Entre estas iniciativas está a implantação de unidades militares de mísseis e foguetes, de um centro de instrução e de bases administrativas.

A previsão inicial era de que as primeiras unidades do AV-TM 300 fossem entregues ao Exército ainda neste ano, mas, ao ser questionado sobre os prazos, Silva respondeu acreditar na “possibilidade” de serem entregues entre 2021 e 2022.

Exercício

Uma bateria do sistema de lançadores múltiplos de foguetes Astros 2020, já em uso pelo Exército, foi deslocada de Formosa, em Goiás, a cerca de 90 quilômetros do centro de Brasília, até a região de Manaus, onde, até o próximo dia 23, efetivos das Forças Armadas participam de um exercício militar coordenado pelo Exército.

Batizado de Operação Amazônia, o treinamento envolve cerca de 3.600 militares, e simula um ataque externo à região amazônica. “Fiquei impressionado com a concentração estratégica dos meios, particularmente do Exército brasileiro”, comentou o ministro da Defesa, que chegou ontem, 14, à região para acompanhar o exercício militar.

De acordo com Silva, foram necessários dois meses para transportar a bateria do sistema de lançadores de foguetes pertencente ao 6º Grupo de Mísseis e Foguetes de Formosa até próximo a capital amazonense. “Foram dois meses de deslocamento até ele ser posicionado nos pontos para treinamento. O que demonstra a mobilidade dos meios do Exército.”

Presente no exercício, o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, destacou a importância dos militares brasileiros estarem aptos a atuar na região. “A preparação para estarmos aptos a defender este rincão da Nação é extremamente importante. É um esforço muito grande, mas é nosso dever para com a sociedade brasileira nos prepararmos e treinarmos para se, um dia, houver a necessidade de defendermos nossa Amazônia. Por tudo que ela representa em termos de riquezas minerais, biodiversidade, para a economia e para a vida dos brasileiros”, disse Pujol.

 

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Pela 1ª vez, todo o estado de SP pode abrir comércio, bares e restaurantes

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O governo do estado atualizou a quarentena nesta sexta-feira, 11, e as regiões de Franca e Ribeirão Preto progrediram para a fase 3 amarela

Rua 25 de março: estabelecimentos podem abrir por 8 horas por dia. (Eduardo Frazão/Exame)

O governo de São Paulo fez uma atualização extraordinária da quarentena nesta sexta-feira, 11, e pela primeira vez, desde o início da pandemia, todo o estado está na fase 3 amarela, considerada intermediária. As duas únicas regiões que estavam na fase 2 laranja, Franca e Ribeirão Preto, progrediram para uma etapa mais branda

Com esta mudança, todo o estado pode abrir comércio, restaurantes, bares, academias e salões de beleza. O funcionamento dos estabelecimentos é permitido com horário reduzido de 8 horas e com 40% de capacidade. Regras sanitárias, como o uso de máscara e álcool em gel, devem ser respeitadas.

Todas as regiões do estado de São Paulo estão na fase 2 amarela. (Governo de São Paulo/Reprodução)

Por ter chegado nesta etapa da quarentena, o Centro de Contingência da covid-19 decidiu mudar a regra de atualizações. Antes quinzenais, elas passam a ser mensais, com a próxima reclassificação no dia 9 de outubro. Até lá, todo o estado fica na fase 3 amarela do Plano São Paulo, a diretriz para controle da pandemia, que tem uma escala de 1 a 5.

Apesar de as alterações serem mensais, o governador João Doria (PSDB) deixou claro que, se os números ficarem ruins em alguma região, haverá a mudança direto para a fase 1 vermelha, em que somente os serviços essenciais podem funcionar.

“Entramos em um novo momento do monitoramento da pandemia. Por recomendação do Centro de Contingência fizemos esta alteração para garantir estabilidade. Se houver piora significativa, manteremos a regra de rebaixamento imediato para a fase vermelha, em qualquer região. Não haverá retorno para a fase 2 laranja”, disse Doria em entrevista coletiva nesta sexta-feira no Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, o que permitiu entrar nesta fase foi a diminuição no número de óbitos e da taxa de ocupação de leitos de UTI. O estado chegou a ter uma média móvel diária de mortes de 289, no começo de agosto, e agora ela está em 178, a mais baixa desde maio. Este número é calculado levando em conta os últimos sete dias.

A ocupação de leitos atingiu um dos menores índices nesta sexta-feira: 52,5% no estado e de 52,2% na Grande São Paulo. São Paulo tem um total de 882.809 casos confirmados e 32.338 mortes causadas pela covid-19.

“Apesar dos bons números, não podemos esquecer que ainda estamos em quarentena. As regras de segurança precisam ser feitas mesmo nos momentos de lazer”, reforçou o secretário Jean Gorinchteyn.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

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