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Morre cantor e compositor João Gilberto

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Um dos criadores da Bossa Nova, ele tinha 88 anos de idade e vivia recluso no Rio de Janeiro

O cantor e compositor João Gilberto, um dos criadores da Bossa Nova, morreu neste sábado, 6, ao 88 anos, segundo uma postagem de seu filho João Marcelo nas redes sociais. A causa da morte ainda não foi confirmada pela família.

Gilberto morreu em casa, no Rio de Janeiro. Ele sofria com problemas de saúde há algum tempo.

“Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter a dignidade à luz da perda da independência. Agradeço minha família por estar aqui por ele”, escreveu o filho do cantor.

Além de Marcelo, o cantor e compositor deixa outros dois filhos, Bebel e Luisa.

Nos últimos anos, uma disputa familiar com a cantora Bebel, 51 anos, perturbou a vida reclusa de João Gilberto. A filha do meio do músico conseguiu junto à Justiça do Rio de Janeiro interditar o pai e obter a tutela provisória de seus contratos e movimentações financeiras no fim de 2017.

A neta do cantor, que também é cantora que possui uma página oficial no Facebook, fez uma homenagem ao avô na rede social. “Vou sempre me sentir deitada no colo dele ouvindo suas músicas e histórias”, escreveu.

Voz e violão

O pai mais perfeccionista da Bossa Nova subiu nos maiores palcos mundo para seus shows de voz e violão.

Entre suas muitas canções antológicas destacam “Desafinado”, “Garota de Ipanema”, “Chega de saudade”, “Rosa Morena”, “Corcovado” e “Aquarela do Brasil”.

O álbum que marcou o início da Bossa Nova em 1959, “Chega de saudade”, traz a música de mesmo nome composta por Tom Jobim e Vinicius de Moraes .

João Gilberto nasceu em Juazeiro, na Bahia, em 10 de junho de 1931. Aos 14 anos, ganhou o primeiro violão do pai e aos 16 abandonou os estudos para se dedicar à música após se mudar para Salvador.

Anos depois, no Rio de Janeiro, criou a batida característica da Bossa Nova. Logo no início, não conseguiu sucesso, mas depois de se dedicar ao estudo da harmonia da música encantou importantes compositores e produtores musicais da época.

Ao perceber seu talento, Tom Jobim apresentou a João a música que havia composto com Vinicius de Moraes.  “Chega de saudade” marcou para sempre a carreira do músico e compositor.

A maioria dos brasileiros o viram pela última vez em um vídeo em 2015, onde apareceu muito magro e de pijama cantando “Garota de Ipanema” para sua neta acompanhado de seu violão.

Conflito familiar

Por anos, João Gilberto se viu envolvido em um conflito entre dois de seus três filhos, João Marcelo e Bebel Gilberto, também músicos, e sua última esposa, Cláudia Faissol, uma jornalista 40 anos mais nova que ele e mãe de sua filha adolescente.

Bebel e João Marcelo acusam Cláudia Faissol de se aproveitar da fraqueza do pai e provocar sua ruína.

No final de 2017, sua filha Bebel obteve sua tutela, quando já não podia cuidar de sua saúde e de suas finanças devido à sua fragilidade física e mental.

Vida de silêncio

João Gilberto era calado para o mundo, ruidoso consigo mesmo, percutia as ideias em sua caixa de ressonância de forma que só quem estivesse próximo o escutasse. Na vida em monastério que adotou por anos, seguia invisível e em total silêncio, abrindo a porta de seu apartamento apenas para poucos, como a filha Bebel Gilberto, a ex-namorada Claudia Faissol e sua filha com ela, Lulu.

João não estava pronto para se tornar um gigante. Nunca entendeu bem o que era isso. Menino de Juazeiro da Bahia, nadou nas águas do São Francisco e beijou garotas da vizinha Petrolina como se fosse normal. E era, até o dia em que avistou um caminhão vindo por uma estrada que cruzada sua cidade. Ao amigo que o acompanhava, disse como se recitasse uma oração: “Veja lá aquele caminhão, que maravilha. As árvores estão acariciando sua cabeça.” Árvores, pássaros, chuva, tudo parecia mais importante a seus olhos e ouvidos do que os próprios homens.

Mas a história estava em suas mãos. Aos 18 anos, em Salvador, já trabalhava com carteira assinada na Rádio Sociedade da Bahia. Não havia ainda desenhado o formato voz e violão, mas seguia os mandamentos de Orlando Silva tentado imitá-lo, por mais que o moderno já fossem Dick Farney e Lúcio Alves. O grupo vocal Garotos da Lua o chamou e lá se foi, ainda sem a obrigação com o violão, gravar dois discos em 78 rotações.

No Rio de Janeiro, apresentou a levada uniforme deslocando acentos fortes para lugares incomuns, a harmonia abrindo picadas onde ainda ninguém havia passado, a mão que fazia acordes fazendo também percussão. E a voz. A voz de João deixava as tentativas da impostação e partia para o que fazia o trompetista Chet Baker quando cantava. Volume baixo e notas de longa duração, limpas, sem vibrato. João, depois de acreditar no violão, passava a ter fé no fio da própria voz.

E, então, fez-se a Bossa Nova. O que ele fez foi pouco e simplesmente tudo. Criou um violão brasileiro e, sobre ele, ajudou a fundar um gênero.

“Em pouquíssimo tempo, (João) influenciou toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores”, escreveu Tom na contracapa do LP Chega de Saudade.

(Com Estadão Conteúdo e AFP)

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Harvey’s Devastation Hits Household As Residents Return To Flooded Neighborhoods

Enlarge this imageScott McKnight (left) rides inside a boat along with his mattre ses inside the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area industrial airline pilot along with a high school mate of McKnight, is volunteering to travel inhabitants for their homes in his boat.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRScott McKnight (remaining) rides inside of a boat together with his mattre ses while in the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area profe sional airline pilot plus a high school mate of McKnight, is volunteering to generate citizens for their households in his boat.Scott Dalton for NPRFlooding from Hurricane Harvey has been popular throughout Houston, Texas, and encompa sing places. Though the storm has di sipated, water stays in several households. Folks are starting to return for the Nottingham Forest subdivision, an upscale area found just north of Buffalo Bayou https://www.chargersglintshop.com/Adrian-Phillips-Jersey , which has been greatly flooded. Homes which have been closer for the bayou had between two to 5 ft of flooded water on Thursday. Loads of that flooding resulted from a controlled launch of h2o from close by reservoirs.Jennifer McKnight was flooded out in New Orleans through Hurricane Katrina. Her Houston house was neverthele s stuffed with about two to 3 toes of water on Thursday.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPR Families are going back to the region to check on their own properties, seeking to salvage around achievable. Folks are in kayaks and boats, even so the drinking water currents could be robust, nearly towards the place of needing a motor boat to navigate. Bret Hinkie, a Houston-area busine s airline pilot is driving boats for individuals in need. He receives calls from men and women throughout Houston who would like to be taken for their properties after which you can picked up immediately after collecting their belongings.Enlarge this imageHinkie can take the McKnights to their flooded household to acquire personal items. “What caught me unexpectedly was that i was bringing folks to their households for the very first time,” Hinkie said. “They lastly see what they experienced recognized, but had not neverthele s noticed it with their own eyes.”Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRHinkie takes the McKnights for their flooded household for getting personalized objects. “What caught me by surprise was which i was bringing people today to their households to the initially time,” Hinkie stated. “They lastly see whatever they had recognized, but had not however found it with their unique eyes.”Scott Dalton for NPR”What caught me abruptly was that i was bringing people to their houses to the 1st time,” Hinkie claimed. “They ultimately see whatever they experienced regarded, but had not however witne sed it with their own eyes. It actually caught them without warning emotionally … That caught me off guard.”Enlarge this imageJared McCurley walks with the flooded streets around his residence inside the Nottingham Forrest subdivision.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRJared McCurley walks through the flooded streets in the vicinity of his residence during the Nottingham Forrest subdivision.Scott Dalton for NPR Hinkie reported plenty of people are looking for valuables and family members heirlooms once they return home, fearing that looters might steal them. Other people get nece sities for instance bedding and clothing which can be over a 2nd floor and haven’t been touched via the h2o, in order that they don’t have to buy them once more. Other items were being additional sentimental. “We experienced a person this morning who was relevant to Walt Disney. He [retrieved] a drawing of Alice in Wonderland signed by Walt Disney,” Hinkie said. A resident tries to avoid wasting of his belongings through the flooded Buffalo Bayou in Houston.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRHinkie were Mike Pouncey Jersey doing work in other locations from the town previously this 7 days but finished up in Nottingham Forrest because his high school buddy, Scott McKnight, asked for his enable. The McKnight family, who was flooded out in New Orleans during Hurricane Katrina, has about virtually 3 feet of drinking water of their dwelling.About the north side of Interstate 10 from Buffalo Bayou, a reservoir that runs along Barker Cypre s highway has flooded. People wait to acquire on boats or Jet Skis to get taken back to their households to test to retrieve points or test the damage.Enlarge this imageEllie Nizamutdinova is comforted by her husband or wife, Arnulfo Moreno, whilst they wait around in line for any boat ride to examine on their own flooded residence along Barker Cypre s street around the west side of Houston.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPREllie Nizamutdinova is comforted by her lover, Arnulfo Moreno, though they wait around in line for any boat journey to examine on their flooded dwelling alongside Barker Cypre s street over the west facet of Houston.Scott Dalton for NPRThe Texas Section of Condition Overall health Services said Monday that h2o contamination from home chemical substances and perhaps industrial chemicals might be an i sue. “Our greatest tips is usually to prevent floodwater just as much as you could,” spokesman Chris Van Deusen reported.”Of training course, persons have needed to be while in the h2o they have not experienced a option.”Enlarge this imageRabon Raulerson stands over the individual watercraft he has long been working with to aid flood victims within the west aspect of Houston test out their residences and salvage what they can.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRRabon Raulerson stands within the private watercraft he is using that will help flood victims about the west aspect of Houston test out their homes and salvage what they can.Scott Dalton for NPRAfter checking in on their own homes, even when the drinking water was waist-deep, inhabitants secured their doors. Some strapped locks on the exterior to stay away from looters.On Tuesday, as lots of as 14 folks accused of looting were arrested, in accordance with Harris County District Attorney Kim Ogg.”We’re a Easton Stick Jersey metropolis that is certainly about range and option and a myriad of justice,” Houston Law enforcement Main Art Acevedo informed reporters in a information conference Tuesday. “But we are not a city that’s likely to tolerate men and women victimizing men and women that are on the lowest i sue within their lifetime.” Enlarge this imageA indication warns in opposition to looting in the Nottingham Forrest subdivision. Regional and state officials have vowed to crack down on any one who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRA indicator warns from looting during the Nottingham Forrest subdivision. Local and state officers have vowed to crack down on anybody who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPR Houston-based photographer Scott Dalton contributed to this reporting.

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Enlarge this imageScott McKnight (left) rides inside a boat along with his mattre ses inside the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area industrial airline pilot along with a high school mate of McKnight, is volunteering to travel inhabitants for their homes in his boat.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRScott McKnight (remaining) rides inside of a boat together with his mattre ses while in the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area profe sional airline pilot plus a high school mate of McKnight, is volunteering to generate citizens for their households in his boat.Scott Dalton for NPRFlooding from Hurricane Harvey has been popular throughout Houston, Texas, and encompa sing places. Though the storm has di sipated, water stays in several households. Folks are starting to return for the Nottingham Forest subdivision, an upscale area found just north of Buffalo Bayou https://www.chargersglintshop.com/Adrian-Phillips-Jersey , which has been greatly flooded. Homes which have been closer for the bayou had between two to 5 ft of flooded water on Thursday. Loads of that flooding resulted from a controlled launch of h2o from close by reservoirs.Jennifer McKnight was flooded out in New Orleans through Hurricane Katrina. Her Houston house was neverthele s stuffed with about two to 3 toes of water on Thursday.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPR Families are going back to the region to check on their own properties, seeking to salvage around achievable. Folks are in kayaks and boats, even so the drinking water currents could be robust, nearly towards the place of needing a motor boat to navigate. Bret Hinkie, a Houston-area busine s airline pilot is driving boats for individuals in need. He receives calls from men and women throughout Houston who would like to be taken for their properties after which you can picked up immediately after collecting their belongings.Enlarge this imageHinkie can take the McKnights to their flooded household to acquire personal items. “What caught me unexpectedly was that i was bringing folks to their households for the very first time,” Hinkie said. “They lastly see what they experienced recognized, but had not neverthele s noticed it with their own eyes.”Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRHinkie takes the McKnights for their flooded household for getting personalized objects. “What caught me by surprise was which i was bringing people today to their households to the initially time,” Hinkie stated. “They lastly see whatever they had recognized, but had not however found it with their unique eyes.”Scott Dalton for NPR”What caught me abruptly was that i was bringing people to their houses to the 1st time,” Hinkie claimed. “They ultimately see whatever they experienced regarded, but had not however witne sed it with their own eyes. It actually caught them without warning emotionally … That caught me off guard.”Enlarge this imageJared McCurley walks with the flooded streets around his residence inside the Nottingham Forrest subdivision.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRJared McCurley walks through the flooded streets in the vicinity of his residence during the Nottingham Forrest subdivision.Scott Dalton for NPR Hinkie reported plenty of people are looking for valuables and family members heirlooms once they return home, fearing that looters might steal them. Other people get nece sities for instance bedding and clothing which can be over a 2nd floor and haven’t been touched via the h2o, in order that they don’t have to buy them once more. Other items were being additional sentimental. “We experienced a person this morning who was relevant to Walt Disney. He [retrieved] a drawing of Alice in Wonderland signed by Walt Disney,” Hinkie said. 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People wait to acquire on boats or Jet Skis to get taken back to their households to test to retrieve points or test the damage.Enlarge this imageEllie Nizamutdinova is comforted by her husband or wife, Arnulfo Moreno, whilst they wait around in line for any boat ride to examine on their own flooded residence along Barker Cypre s street around the west side of Houston.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPREllie Nizamutdinova is comforted by her lover, Arnulfo Moreno, though they wait around in line for any boat journey to examine on their flooded dwelling alongside Barker Cypre s street over the west facet of Houston.Scott Dalton for NPRThe Texas Section of Condition Overall health Services said Monday that h2o contamination from home chemical substances and perhaps industrial chemicals might be an i sue. “Our greatest tips is usually to prevent floodwater just as much as you could,” spokesman Chris Van Deusen reported.”Of training course, persons have needed to be while in the h2o they have not experienced a option.”Enlarge this imageRabon Raulerson stands over the individual watercraft he has long been working with to aid flood victims within the west aspect of Houston test out their residences and salvage what they can.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRRabon Raulerson stands within the private watercraft he is using that will help flood victims about the west aspect of Houston test out their homes and salvage what they can.Scott Dalton for NPRAfter checking in on their own homes, even when the drinking water was waist-deep, inhabitants secured their doors. Some strapped locks on the exterior to stay away from looters.On Tuesday, as lots of as 14 folks accused of looting were arrested, in accordance with Harris County District Attorney Kim Ogg.”We’re a Easton Stick Jersey metropolis that is certainly about range and option and a myriad of justice,” Houston Law enforcement Main Art Acevedo informed reporters in a information conference Tuesday. “But we are not a city that’s likely to tolerate men and women victimizing men and women that are on the lowest i sue within their lifetime.” Enlarge this imageA indication warns in opposition to looting in the Nottingham Forrest subdivision. Regional and state officials have vowed to crack down on any one who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRA indicator warns from looting during the Nottingham Forrest subdivision. Local and state officers have vowed to crack down on anybody who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPR Houston-based photographer Scott Dalton contributed to this reporting.

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A cada 2,5 dias, um motorista de app é vítima de sequestro relâmpago no DF

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A cada dois dias e meio, um condutor desse tipo de serviço é assaltado no Distrito Federal. No último fim de semana, criminosos mataram dois profissionais. O enterro de um deles ocorreu nesta segunda-feira (14/10), no Cemitério de Taguatinga

Entre janeiro e junho deste ano, ocorreram 71 sequestros de motoristas de aplicativos (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Os assaltos que resultaram na morte de dois motoristas de transporte por aplicativo no último fim de semana reforçaram o medo e a insegurança desses profissionais no Distrito Federal. Henrique Fabiano Dias, 25 anos, e Tiego Cavalcante, 28, foram vítimas de latrocínio enquanto trabalhavam — nesta segunda-feira (14/10), Henrique foi enterrado no Cemitério de Taguatinga. Dados da Polícia Civil, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), mostram o aumento no número de roubos com restrição à liberdade que têm como vítima condutores do sistema de transporte por aplicativo. Segundo a pasta, entre janeiro e junho deste ano, ocorreram 71 casos desse tipo, uma média de um a cada dois dias e meio. No mesmo período do ano passado, houve 14 registros, ou seja, 57 a menos.

A SSP estuda o fenômeno e busca diálogo com a Uber e as demais empresas especializadas em transporte por aplicativos. A avaliação do governo é de que é preciso relativizar os dados antes de entender o que vem ocorrendo na capital federal. O número de motoristas e de passageiros tem crescido; por isso, a comparação crua do crescimento desse tipo de crime com outros anos pode levar a conclusões equivocadas.

Além disso, de acordo com a pasta, houve uma mudança importante na cobrança do serviço. Nos primeiros anos de funcionamento, todos os pagamentos ocorriam apenas por meio de cartão de crédito pelo aplicativo. Nova regulamentação permitiu a circulação de dinheiro entre passageiro e motorista, o que pode ter incentivado os criminosos a agirem com mais frequência. Para elaborar uma política de segurança que coíba esses crimes, será preciso analisar detalhadamente o cenário. Segundo especialistas da SSP, o trabalho precisa ser realizado em conjunto com as companhias até para que sejam adotadas novas regras de segurança.

A partir dos dados da Polícia Civil, identificou-se, ainda, os locais mais visados pelos bandidos. Samambaia aparece em primeiro lugar entre as regiões com maior incidência dos roubos com restrição à liberdade dos motoristas de aplicativos, com 32 ocorrências nos seis primeiros meses do ano. Em seguida, vêm Ceilândia, com 8; Taguatinga, com 6; e Gama, com 5.

André Luiz Ferreira, 36 anos, decidiu dirigir para uma empresa de transporte por aplicativo há oito meses, depois que o trabalho como administrador de pousada não deu certo. Ele toma algumas precauções para evitar ser assaltado. “Não atendo clientes que preferem pagar com dinheiro. Quando me aproximo do passageiro e vejo que ele vai efetuar o pagamento em cédulas, cancelo a corrida”, explicou. Para ele, esse é um método capaz de combater possíveis ataques de criminosos. “Uma vez, recebi a mensagem de um cliente perguntando se eu tinha troco para R$ 100. Na minha cabeça, ele queria saber se eu estava com dinheiro em mãos para me assaltar”, relatou.

O motorista não tem preferência de regiões para transportar os passageiros. “Instalei no carro um rastreador. O meu irmão monitora pelo celular dele. É uma medida de segurança a mais”, ressaltou. Ele sugere que, para melhorar a segurança nesse tipo de trabalho, as empresas dos aplicativos deem a opção para os condutores aceitarem ou não a forma de pagamento escolhida pelos clientes.

Karina Luasses, 30, é motorista de transporte por aplicativo há um ano e meio. Ela também administra um grupo de WhatsApp de condutores da Uber e da 99 Pop. “Criei na intenção de ajudar o próximo. A ideia é nos comunicarmos em tempo real uns com os outros para, caso alguém esteja em apuros, ajudarmos”, avaliou. Karina trabalha até as 3h. Segundo ela, uma das queixas em relação à segurança dos condutores é a falta de policiamento. “Geralmente, busco clientes em eventos e festas, mas noto que a ronda policial não é tão ostensiva. É algo que me preocupa, até pelo fato de ser mulher”, argumentou.

Para se prevenir, a condutora circula em um Mobi branco, todo enfeitado. No interior do veículo, há luzes coloridas e enfeites, como se fosse uma balada. “É um meio que tenho para chamar a atenção. Então, onde passo todos reparam, e não fico despercebida”, contou.

Situações de risco

Em nota oficial, a 99 Pop informou que acompanha os casos e lamenta o aumento da violência cometida contras os motoristas vinculados à empresa. Em relação ao caso de Tiego, uma equipe foi mobilizada para conferir a ocorrência, além de buscar contato com familiares para prestar o apoio necessário. A 99 acrescentou que a morte do motorista Henrique não ocorreu durante uma corrida da plataforma.

A 99 Pop esclareceu que, durante as corridas, o motorista pode acionar o kit de segurança, que compartilha a rota em tempo real. “Para depois das viagens, a empresa tem uma central telefônica de emergência 24h, sete dias por semana, que responde prontamente em caso de necessidade. Antes das chamadas, os motoristas também recebem informações sobre o destino, a nota do cliente e se ele é frequente, além de o app pedir ao passageiro que inclua CPF ou cartão de crédito antes da primeira corrida”, informou a nota.

A Uber também lamentou os latrocínios e permanece à disposição para colaborar com as investigações. A empresa acrescentou que passou a adotar no Brasil o recurso de machine learning, que usa a tecnologia para bloquear viagens arriscadas. “Lançamos também outro recurso de segurança para os motoristas parceiros, inclusive um botão para ligar para a polícia em situações de risco ou emergência diretamente do app”, detalhou, em nota.

A Polícia Militar orienta os motoristas que utilizem apenas o aplicativo para se comunicar com o passageiro. Segundo a corporação, é preciso observar a avaliação do usuário no aplicativo. Por fim, alerta que evitem estacionar ou parar por muito tempo em locais ermos.

Colaboraram Thaís Umbelino* e Bruna Lima

*Estagiárias sob supervisão de Guilherme Goulart

Cuidados

Confira as medidas de segurança oferecidas aos motoristas de transporte por aplicativo:
  • Ao receber chamadas, confira informações básicas, como destino, nota do passageiro e frequência
  • Os motoristas têm a opção de aceitar ou não pagamentos em dinheiro
  • É possível se inscrever em cursos presenciais com orientações sobre segurança
  • O sistema bloqueia chamadas de risco e mapeia zonas perigosas, alertando o condutor
  • É possível acionar um kit de segurança que compartilha a rota em tempo real
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Homem é preso com rifle, armas modificadas e mais de 400 munições

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Indivíduo foi preso próximo de Ceilândia após inspeção veicular e foi encaminhado para a 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia)

Equipe do Tático Operacional Rodoviário da Polícia Militar realizou abordagem que resultou na priosão
(foto: Divulgação/PMDF)

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu na manhã desta segunda-feira (14/10) um homem com um rifle e mais de 400 munições. A abordagem foi feita por policiais da equipe do Tático Operacional Rodoviário (TOR) em Ceilândia após identificarem atitudes suspeitas de ocupantes de um veículo Toyola Corolla.

A equipe realiza realizava ponto de bloqueio no km 10, da DF-180, próximo de Ceilândia, quando avistaram o carro. Após busca veicular, foram encontrados um rifle CBC calibre 22 com dois carregadores municiados, duas espingardas 5.5 adaptadas para calibre 22, 446 munições calibre 22 e vários apetrechos para caça.
Segundo a polícia, o veículo era ocupado por duas pessoas. O condutor assumiu a propriedade das armas e foi conduzido à 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) para as devidas providências.
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