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segunda-feira, 13/04/2026

Mistérios sobre a morte da bebê deixada com o padrasto no Rio

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Maya Costa Cypriano, uma bebê de 1 ano e 9 meses, faleceu na última quinta-feira, dia 2, após ser agredida em sua casa em Vila Valqueire, zona oeste do Rio de Janeiro. O padrasto da criança foi preso depois de admitir o crime e será investigado por feminicídio. No momento do ocorrido, a mãe da criança estava em uma entrevista de emprego.

Estadão não conseguiu contato com a defesa do acusado, que permanece disponível para manifestação.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e identificar se há envolvimento de outras pessoas no crime.

O que a mãe relata?

Emanuele Costa, mãe da menina, contou que saiu de madrugada para uma entrevista de emprego, deixando a filha sob os cuidados do companheiro, Lukas Pereira do Espírito Santo.

Emanuele relatou que durante a manhã recebeu mensagens do padrasto informando que a criança estava passando mal, sem citar qualquer agressão. Ao retornar para casa por volta do meio-dia, encontrou a filha em estado crítico. “Ela estava semiacordada e com o corpo frio”, afirmou em vídeo nas redes sociais.

O que motivou as agressões?

Conforme investigação inicial da Polícia Civil, enquanto estava sozinho com a criança, Lukas teria ficado irritado com o choro da menina e agrediu a região abdominal dela, causando a morte. Depois do ocorrido, ele não buscou ajuda imediata e apenas comunicou a situação à mãe da criança por mensagem.

Inicialmente, a mãe e o padrasto prestaram depoimento na 29ª DP (Madureira) e foram liberados. Após a confirmação das agressões, o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Na sexta-feira, dia 3, policiais civis cumpriram o mandado de prisão contra Lukas. Em depoimento, ele admitiu as agressões contra a criança.

Emanuele afirmou que o padrasto não demonstrou arrependimento pelo ocorrido. O corpo da bebê foi enterrado no domingo, dia 5, no Cemitério do Caju, na região portuária do Rio, em meio à comoção de familiares e amigos que cobravam justiça. “Queremos que esse covarde cumpra 30 anos de prisão. Só isso”, declarou o avô de Maya em coletiva.

Estadão Conteúdo

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