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Mais estudantes relatam supostos casos de assédio em escola militarizada

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Sargento de 54 anos é afastado após denúncias de importunar estudante em escola militarizada. Ele teria mandado a mensagem ”beijos no cantinho da boca” a celular de aluna de 17 anos. Outras relatam mais casos contra policiais que trabalham no colégio

Alunos exibem cartazes em protesto no interior do colégio público
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

“Beijos no cantinho da boca”. A mensagem enviada por um sargento da Polícia Militar ao telefone celular de uma aluna de 17 anos do Centro Educacional 3 (CED 3), em Sobradinho, levou os alunos da instituição a se manifestarem contra um possível série de assédios sexuais. A unidade é uma das quatro escolas com gestão compartilhada entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). Estudantes fizeram uma manifestação e cobraram medidas da direção. O caso, que veio à tona nesta terça-feira (4/6), é investigado pela Polícia Civil.
A receptora da mensagem que desencadeou a revolta é aluna do terceiro ano do ensino médio. Estuda no turno matutino, em seu primeiro ano no Centro Educacional 3. “Eu vim para cá quando fiquei sabendo que a escola iria ser militarizada. Mas esperava uma espécie de segurança aqui dentro, e não foi isso que aconteceu”, contou a menina ao Correio. Ela relatou o caso à direção do colégio na segunda-feira. No mesmo dia, o militar, de 54 anos, foi afastado da função. “Não vamos tolerar qualquer tipo de violência em nossas escolas, muito menos vinda de profissionais”, manifestou-se o secretário de Educação, Rafael Parente, no Twitter.

Também pela internet, outras alunas do CED 3 de Sobradinho divulgaram casos de assédio na escola. Apresentado-se como alunas do 6º e do 3º ano, três adolescentes afirmaram terem sido “assediadas por policiais”. “A militarização nas escolas públicas era para melhoria e até nossa segurança, até onde esperávamos. Porém, o que está acontecendo não é bem isso”, diz um dos relatos publicados. “Uma aluna foi assediada por um sargento, e a outra levou um tapa na bunda. O mesmo pegou seu número e o de sua irmã em arquivos escolares e, por meio do WhatsApp, incomodou-a com frases do tipo ‘Beijinhos no canto da boca’”, escreveu outra.

A vítima da mensagem disse que o texto não foi o primeiro ato de assédio do sargento. “Um dia, eu estava passando mal e ele disse que o único remédio que poderia me dar era uma respiração boca a boca. Depois disso, foi essa mensagem do beijo. Então, tudo isso me deixou indignada e com medo”, comentou a adolescente. Aos superiores da PM, o acusado tentou se defender alegando que queria escrever aquela frase para a esposa, mas cometeu um erro no celular.

A corporação informou que o afastamento é um procedimento padrão quando há abertura de inquérito de investigação de conduta. “O caso está sendo apurado pela Corregedoria e, até que se chegue a uma conclusão, o militar seguirá afastado”, comunicou a PM, por meio de nota.  “Sempre que há algo a ser investigado, distanciamos o envolvido para não prejudicar a apuração. Vamos colher novas provas e depoimentos para verificar se houve mesmo o assédio”, explicou o responsável pela diretoria disciplinar da instituição, major Gislando Alves. A apuração deve durar 30 dias.

Protestos

Cópia da imagem da conversa entre a garota e o sargento foi divulgada por meio das redes sociais e provocou indignação entre os alunos. Os estudantes expuseram, dentro do colégio,  cartazes com dizeres como “Basta!” e “Não ao assédio”. Para ouvir e orientar os alunos, representantes da Secretaria de Educação estiveram no CED 3 na manhã desta terça-feira (4/6). “A partir do momento em que ficamos sabendo que poderia ter tido um suposto assédio, começamos a verificar e tomar as providências”, afirmou Vanessa Garcez, secretária executiva de relações institucionais da pasta.

Um dos protestos foi marcado para o intervalo da aula, e a direção aproveitou o momento para dialogar com os estudantes. “Reunimos todas as turmas e deixamos claro que estamos abertos a receber qualquer tipo de reclamação. Em um primeiro momento, eles nos passaram que têm medo de realizar denúncias, mas dissemos que não devem se sentir coagidos ou amedrontados”, comentou a representante da educação.

Uma aluna do CED 3 relatou ao Correio ter presenciado mais de um assédio. “Eu mesma, a cada dia, fico mais desconfortável em ir para a escola. Uns policiais ficam olhando para a bunda (sic) das garotas e até fazem comentários machistas”, disse. Segundo ela, o problema acontece desde o começo do ano letivo. “A diretora falou que esse acusado que mandou as mensagens era um ótimo policial, só isso”, destacou a garota.

Responsável pela direção pedagógica da instituição, Andreia Martins garantiu ter feito todos os procedimentos necessários quando ouviu a denúncia da mensagem de assédio. “Falei à aluna envolvida que iríamos verificar tudo, conversar com as partes envolvidas e averiguar. Não consegui contato com os pais nem com a irmã responsável dela, então, pedi para ela aguardar. Até perguntei se poderia ser assim e ela concordou.” A garota afirmou que a direção só passou a dar importância ao depoimento após ver a proporção que o caso foi tomando nas redes sociais.

Mais uma manifestação está marcada para o intervalo de quarta-feira (5/6), no CED 3. “Estamos apoiando os manifestos deles, até pelo índice que temos no DF de violência contra a mulher. E também vamos trazer projetos para a escola para discutir o assédio”, disse Vanessa Garcez. O major Gislando Alves completou: “Eles deixaram claro que o protesto é contra o ato em si, não contra o modelo de gestão compartilhada.”

Depoimentos

Policiais da 13ªDelegacia de Polícia (Sobradinho) foram ao colégio, onde tomaram depoimentos. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) divulgou em nota que “a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, no âmbito das suas atribuições, acompanhará o caso para verificar as medidas a serem adotadas”.

O deputado Fábio Felix (PSol) também esteve na unidade de ensino, representando a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa. “A comissão tem atuado desde que recebeu relatos sobre a conduta de policial militar. Estamos acompanhando o caso de perto e elaboraremos relatório com as denúncias já registradas na CDH para que o GDF, a Corregedoria e o Ministério Público se pronunciem”, explicou o distrital.

Ampliação

Quatro escolas têm gestão compartilhada com a Polícia Militar no DF: os centros educacionais 3 de Sobradinho; 308 do Recanto das Emas; 1 da Estrutural; e 7 de Ceilândia. O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que o programa será continuamente ampliado. Até julho de 2019, serão 20 escolas da PMDF, número que vai dobrar até o fim do ano.
Ele prevê que, até o término de seu mandato, o DF terá 200 escolas militarizadas.

Memória: Agressão no pátio de escola

Outra instituição com gestão compartilhada entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública foi palco de controvérsias recentes. Em 26 de abril, um policial militar foi filmado agredindo e imobilizando alunos na quadra de esportes do Centro Educacional 7, em Ceilândia. Segundo a corporação, a ação foi uma resposta para separar uma briga entre estudantes. Hoje, 40 dias após o caso, a PM disse que ainda apura se houve excesso.
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Pessoas em situação de rua se juntam para lutar por direitos fundamentais

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A Semana Nacional de Luta das Pessoas em Situação de Rua tem programação para os dias 19, 20, 21 e 22 de agosto, no DF

População em situação de rua aumenta no DF
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Nesta segunda-feira (19/8) comemora-se o Dia Nacional de Luta da Pessoa em Situação de Rua. O número de pessoas que se encontram nesta situação, no Distrito Federal, cresce exponencialmente. De acordo com os últimos dados, divulgados em 2017 pela Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), mais de 3 mil indivíduos vivem pelas ruas da capital federal.
Tendo em vista a grande necessidade de criação de um novo censo com dados demográficos específicos, da efetivação de políticas públicas direcionadas às pessoas que vivem nas ruas e da conscientização do respeito e inclusão dessa população, o Movimento Nacional População de Rua (MNPR) preparou uma programação especial para esta semana.
A Semana Nacional de Luta da População de Rua será realizada desta segunda (19/8) até 22 de agosto. Na programação, estão incluídas ações que têm como propósito manifestar a carência do cumprimento dos direitos humanos, como audiências públicas com a Frente Parlamentar em Defesa da População em Situação de Rua, na Câmara dos Deputados. A intenção dos atos é a reivindicação da garantia à saúde, segurança, educação, dignidade, trabalho e do acesso à moradia.
O calendário de atividades inclui também marchas e oficinas de convivência. A participação no evento é gratuita. Espera-se que, nesta terça-feira (20/8) dois mil moradores em situação de rua cheguem a Brasília para participar das atividades. As delegações, que vêm de vários estados distintos, serão acolhidas e ficarão acampadas no Pavilhão do Parque da Cidade, onde será também a concentração para as passeatas até o Congresso Nacional, nos dias 21 e 22.
“Vivemos um desmonte das políticas públicas. A existência de uma frente parlamentar específica nos ajuda muito a vencer essa luta, já que, neste momento de governo, o país enfrenta uma desigualdade imensa e um retrocesso gigantesco”, afirma Rogério Barba, ativista social e um dos organizadores do evento.

Massacre da Sé

O Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua é uma homenagem ao Massacre da Sé. Em 2004, entre os dias 19 e 22 de agosto, sete moradores em situação de rua foram assassinados com golpes na cabeça, na Praça da Sé, região central de São Paulo. Outros oito ficaram gravemente feridos.
Segundo investigações policiais, a intenção dos assassinos era silenciar os indivíduos, já que estes sabiam do envolvimento de policiais com tráfico de drogas na região. O dia, então, é em alusão à luta diária pelos respeito dos direitos de qualquer cidadão.

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Aluno de 15 anos é esfaqueado em frente a escola pública em Samambaia, no DF

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Vítima teria sido abordada por três rapazes. Crime ocorreu em unidade que rejeitou gestão militarizada.

CEF 407, em Samambaia — Foto: Carlos Oliveira/Secretaria de Saúde do DF

Um aluno de 15 anos do Centro de Ensino Fundamental 07 (CEF 07), em Samambaia, foi esfaqueado em frente à escola, nesta segunda-feira (19). Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima foi socorrida pelo pai e levada a um hospital particular, em Taguatinga.

De acordo com a Polícia Militar, o caso ocorreu por volta das 12h15. O estudante teria sido abordado na saída da aula por outros três jovens, que não estudam na unidade.

Ainda segundo a corporação, após uma discussão, um dos rapazes puxou a faca e atingiu a vítima na perna. Em seguida, fugiu e, até a publicação desta reportagem, não havia sido encontrado.

A 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia) investiga o caso. De acordo com a corporação, o adolescente também disse aos investigadores que os suspeitos também levaram um cordão de prata.

O G1 acionou a Secretaria de Educação e aguarda um posicionamento.

Militarização das escolas

No sábado (17), o CEF 407 de Samambaia foi uma entre duas escolas que rejeitaram a proposta do Governo do Distrito Federal (GDF) para militarizar a gestão da unidade. Em votação, 58,49% dos votantes foram contrários à medida, e 41,38%, favoráveis.

Além do CEF 407, a comunidade escolar do Gisno, na Asa Norte, também rejeitou a proposta. Já outras três unidades votaram pela militarização da gestão. Foram elas:

  • CEF 19 (Taguatinga): 70,79% a favor e 29,21% contra
  • CEF 01 (Núcleo Bandeirante): 53,97% a favor e 47,03% contra
  • CED 01(Itapoã): 67% a favor e 33% contra

Nesta segunda (19), o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou ao G1que vai implementar a medida “de qualquer jeito” em todas as cinco escolas.

Segundo o chefe do Executivo local, “os indicadores mostram a necessidade do modelo. Quem votou contra foi justamente a parcela que não quer o bem das escolas”. Ainda de acordo com Ibaneis, “quem achar ruim que vá à Justiça”.

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Carro da Vigilância Sanitária do DF capota na Esplanada do Ministérios

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Carro da Vigilância Sanitária do DF capota na Esplanada do Ministérios

Uma caminhonete da Vigilância Sanitária do Distrito Federal capotou na via S1, no Eixo Monumental, na tarde desta segunda-feira (19). Um homem ficou ferido. Foi o segundo acidente envolvendo veículos oficiais da Secretaria de Saúde (SES-DF) em um dia (entenda abaixo).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu na altura do Museu da República e o motorista foi levado para o Hospital de Base. Segundo a SES-DF, o estado dele é estável.

Caminhonete da vigilância sanitária capota na Esplanada do Ministérios — Foto: Reprodução

Caminhonete da vigilância sanitária capota na Esplanada do Ministérios — Foto: Reprodução

Por conta do acidente, quatro faixas da via S1 foram bloqueadas. Até a publicação desta reportagem, o trânsito seguia interrompido para a realização de perícia.

Em nota enviada ao G1, a Secretaria de Saúde confirmou que o veículo pertence à Vigilância Sanitária. Segundo a pasta, um outro carro teria fechado o automóvel dirigido pelo servidor.

A secretaria afirma que o motorista estava finalizando o expediente e seguia para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF).

Outro acidente

Mais cedo, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tombou após bater em um carro na BR-020, próximo ao núcleo rural DVO. O veículo transportava um bebê de 2 anos, com pneumonia.

O motorista da ambulância não sofreu ferimentos. Já a condutora do outro veículo, a criança e o pai dela foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. A menina foi levada de helicóptero ao Hospital de Base do DF, com traumatismo cranioencefálico leve.

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