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Mais de 70 anos depois, partículas de bomba são encontradas em Hiroshima

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Especialista em vida marinha encontrou resquícios da arma atômica durante pesquisa em praia da região

Mais de 70 anos depois do lançamento da bomba atômica de Hiroshima (ataque realizado em agosto de 1945), cientistas descobrem partículas da explosão que destruiu completamente a cidade japonesa em uma praia da região, revelando o quanto a ação humana sobre o ambiente pode ser devastadora mesmo depois de tantas décadas.

Especialista em vida marinha, o geólogo Mario Wannier selecionava, metodicamente, partículas em amostras de areia recolhidas das praias da península de Motoujina, no Japão, quando se deparou com algo inesperado: um grande número de pequeninas esferas de vidro.

O trabalho de Wannier, que já está aposentado, era comparar material biológico recolhido nas areias de diferentes praias num esforço para reunir informações sobre a saúde dos ecossistemas marinhos regionais. O trabalho envolvia o exame da areia sob o microscópio e a separação das diferentes partículas encontradas para avaliação mais acurada.

“Eu já vi centenas de amostras das praias do Sudeste Asiático e sou capaz de diferenciar, imediatamente, grãos minerais de partículas criadas provenientes de animais e plantas; isso é muito fácil”, afirmou o especialista.

Nas amostras de areia provenientes de Motoujina ele encontrou amostras de organismos unicelulares comuns naquela região.

“Mas havia algo mais….e era tão óbvio quando eu olhava para as amostras”, disse. “Não tinha como não ver aquelas partículas arredondadas e de um material parecido com vidro.”

As partículas tinham de 0,5 milímetro a 1 milímetro. Embora algumas se parecessem com as encontradas em áreas de impacto de meteoritos – em que as temperaturas são tão altas que transformam areia em vidro -, outras eram um pouco diferentes e Wannier teve dificuldades para identificá-las.

Foram anos de experiências no Laboratório de Berkeley e estudos na Universidade da Califórnia. Os esforços científicos revelaram partículas únicas, nunca vistas antes, com uma composição química incomum, misturas minerais inusitadas e formadas em um ambiente de alta temperatura e pressão.

Depois dessa descoberta, Wannier viajou ao Japão para colher mais amostras de areia da praia da mesma região, próxima à cidade de Hiroshima. Nas novas amostras ele voltou a encontrar o mesmo tipo de partícula. O fato de terem sido coletadas perto de Hiroshima levantou a suspeita de que elas poderiam estar relacionadas à explosão da bomba atômica que devastou a cidade em 6 de agosto de 1945, deixando pelo menos 70 mil mortos. Estima-se que 90% da cidade tenha sido completamente destruída.

“Este foi, de longe, o pior evento realizado pelo homem”, avalia Wannier sobre a explosão da bomba. “Você tinha uma cidade inteira e um minuto depois você não tinha mais cidade. Então a pergunta é: onde está a cidade? Onde está todo esse material? Foi muito importante descobrir essas partículas. É uma história e tanto.”

Os experimentos realizados revelaram que as partículas encontradas pelo geólogo se formaram em condições extremas, com temperaturas de até 1.800º Celsius. Os cientistas também comprovaram que a composição das partículas coincidia com a dos materiais mais comuns em Hiroshima na ocasião do bombardeio, como concreto, mármore, aço e borracha.

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Maior estudo sobre a hidroxicloroquina mostra aumento do risco de morte

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Pesquisa publicada na revista científica The Lancet é a maior já feita sobre o uso do remédio e monitorou 96 mil pacientes hospitalizados com covid-19

Remédios: autores do estudo sugeriram que cloroquina e hidroxicloroquina não devem ser usados ​​para tratar a Covid-19 fora dos ensaios clínicos (Cadu Rolim/Fotoarena)

A hidroxicloroquina, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz estar tomando e que também é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro no tratamento da Covid-19, está ligada ao aumento do risco de morte em pacientes com a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, de acordo com um estudo publicado na revista médica The Lancet.

O estudo, que monitorou mais de 96 mil pacientes hospitalizados com covid-19, mostrou que as pessoas tratadas com o medicamento, ou com cloroquina, apresentavam maior risco de morte quando comparadas àquelas que não receberam o medicamento.

A demanda por hidroxicloroquina, um medicamento contra a malária aprovado décadas atrás, aumentou depois que Trump divulgou seu uso como tratamento de coronavírus no início de abril. No início desta semana, ele surpreendeu o mundo ao admitir que estava tomando o comprimido como medicamento preventivo.

Também nesta semana, o Ministério da Saúde atendeu a um desejo pessoal de Bolsonaro e divulgou documento em que trata do uso da cloroquina nos estágios iniciais da covid-19, embora a própria orientação da pasta reconheça que não existe comprovação científica de sua eficácia no tratamento da doença.

Os autores do estudo sugeriram que esses esquemas de tratamento não devem ser usados ​​para tratar a covid-19 fora dos ensaios clínicos até que os resultados deles estejam disponíveis para confirmar a segurança e a eficácia para pacientes com a infecção.

Os pesquisadores disseram que não puderam confirmar se tomar o medicamento resultou em algum benefício para pacientes infectados pelo coronavírus.

Semanas atrás, Trump havia promovido o medicamento como um tratamento potencial com base em um relatório positivo sobre seu uso contra o vírus, mas estudos subsequentes descobriram ser ineficaz. A Food and Drug Administration, agência federal vinculada ao Departamento de Saúde e Serviços dos EUA, emitiu em abril um alerta sobre o uso da pílula.

O estudo publicado na revista científica The Lancet analisou dados de 671 hospitais, nos quais 14.888 pacientes receberam hidroxicloroquina ou cloroquina, com ou sem o antibiótico macrolídeo, e 81.144 pacientes não passaram por nenhum dos tratamentos.

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Anvisa aprova teste de anticorpos para o coronavírus criado pela Roche

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Com uma amostra de sangue, o exame identifica se a pessoa já foi infectada pelo novo coronavírus e se possui anticorpos para a doença

O teste sorológico possui até 100% de sensibilidade na detecção de anticorpos contra o covid-19 e especificidade maior que 99,8% para o SARS-Cov-2 (IOC/Fiocruz/Divulgação)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o teste sorológico Elecsys, da farmacêutica Roche, para uso no Brasil. O exame analisa amostras de sangue em busca de anticorpos que mostram se a pessoa foi infectada pelo novo coronavírus e se possui anticorpos para a doença. A empresa havia anunciado planos de começar a vender o produto no País em maio.

O teste sorológico possui até 100% de sensibilidade na detecção de anticorpos contra o covid-19 e especificidade maior que 99,8% para o SARS-Cov-2, evitando falsos positivos com outros tipos de coronavírus. “A rápida aprovação da ANVISA é um reflexo dos nossos esforços como sociedade para controlar e combater essa pandemia”, diz Antonio Vergara, presidente da Roche Diagnóstica Brasil.

A empresa já vinha oferecendo o teste para os principais laboratórios do mundo há cerca de 20 dias. Segundo a Roche, existem quase 1 mil sistemas automatizados, em diferentes regiões do País, aptos a analisar o novo teste. É possível processar até 300 testes por hora, dependendo do equipamento.

Os planos da companhia são de dobrar a produção e disponibilizar mais de 10 milhões de testes por mês, até o final do ano.

Testagem em massa

A testagem em massa é uma das principais estratégias no combate à covid-19. Ao mapear quem foi e quem não foi infectado pelo novo coronavírus, é possível adotar medidas de restrição mais acertivas. O método mostrou eficácia e alguns países como a Nova Zelândia e a Coreia do Sul já conseguiram conter a disseminação da doença.

Em uma comparação, a Coreia do Sul e os Estados Unidos registraram o primeiro caso de covid-19 exatamente no mesmo dia, em 20 de janeiro. Até a primeira semana de março, os norte-americanos tinham feito cerca de 4 mil testes, já os asiáticos tinham testado mais de 200 mil pessoas.

Hoje, a Coreia do Sul tem pouco mais de 1400 infectados e 250 mortes. Enquanto isso, os Estados Unidos é o país mais afetado pelo coronavírus, com mais de 1 milhão de casos e mais de 66 mil mortes.

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Cientistas descobrem possível universo onde tempo passa ao contrário

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Pesquisadores financiados pela Nasa acreditam que, durante o Big Bang, dois universos foram criados: o nosso e um outro, onde tudo é o avesso da Terra

Planeta Terra: universo descoberto pela Nasa é totalmente ao contrário do nosso (Bernt Ove Moss / EyeEm/Getty Images)

O personagem principal do filme O Curioso Caso de Benjamin Button teve tudo, menos uma vida comum. Button nasceu idoso e, conforme os anos foram  passando, foi se tornando cada vez mais jovem — a ordem reversa da cronologia humana. E se o mesmo acontecesse no espaço? Cientistas de um grupo financiado pela Nasa, sem ligação direta com a agência americana, descobriram evidências de um “provável universo paralelo” onde o tempo passa ao contrário. Parece roteiro de filme de ficção científica — mas pode não ser.

O “universo paralelo” está localizado na Antártica e foi encontrado com ajuda da Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita). Mas os cientistas não estavam procurando exatamente isso. A intenção era investigar os “ventos” de partículas de alta energia vindas do espaço. Durante o estudo, os pesquisadores observaram “neutrinos tau“, partículas de alta energia, mais pesadas, saindo da Terra, o que indica que elas estavam ao contrário no tempo.

Peter Gorham, físico experimental de partículas da Universidade do Havaí, e sua equipe, no entanto, encontraram partículas que se movimentam de forma contrária às do planeta Terra, viajando para trás, o que sugere a existência de um universo paralelo.

O que teria acontecido para que esse segundo “mundo” fosse possível, de acordo com a análise dos cientistas é que, no momento da explosão do Big Bang, dois universos foram criados. O primeiro é o que conhecemos, e o segundo, sob a perspectiva do tempo na Terra, está indo ao contrário. Se esse universo for habitado, nosso planeta estará contrário a ele. É como se fosse a versão do nosso em um espelho. A direita vira a esquerda, o positivo é o negativo, explica Gorham.

Em entrevista à revista científica New Scientist, em abril, Gorham afirmou que “nem todo mundo está confortável com essa hipótese” e até mesmo cientistas do grupo dele não confiam 100% na teoria.

Sobre a publicação do estudo, Gorham disse à New Scientist que se sente “relutante” por não ter nenhuma confirmação ainda sobre a existência do segundo universo. “Não sabemos como representar isso ainda, mas temos algo”, disse ele.

É bom cruzar os dedos para que esse universo, se for real, ao contrário do invertido da série da Netflix, Stranger Things, não tenha nenhum demogorgon à espreita.

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Ciência

Especialistas recomendam reduzir vendas de álcool durante pandemia

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Exceto pelo fechamento dos bares, Brasil é um dos países que não implementaram restrições ao comércio de bebidas alcoólicas durante a crise da COVID-19

Cerveja: situações de pandemia podem desencadear um aumento nos índices de alcoolismo (Junjira Konsang / EyeEm/Getty Images)

Um levantamento realizado por um grupo internacional de pesquisadores mostra que situações de pandemia podem desencadear um aumento nos índices de alcoolismo. Ainda que, no curto prazo, a diminuição da renda ou as restrições na venda possam contribuir para uma redução no consumo de álcool, no médio e longo prazo o estresse causado por eventos como esse pode gerar um aumento do uso de bebidas alcoólicas.

No Brasil, exceto pelo fechamento de bares, não há políticas de restrição de vendas durante a pandemia, o que pode tornar o quadro ainda mais preocupante.

O estudo foi publicado na revista Alcohol and Drug Review por pesquisadores do Brasil, Canadá, Estados Unidos e África do Sul, e de órgãos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

O grupo de autores esteve reunido em uma das maiores conferências mundiais de políticas públicas sobre álcool, em março, pouco antes de vários aeroportos da Europa fecharem por conta da pandemia.

“Foi quando começamos a discutir a necessidade de prever a tendência de consumo de álcool durante o surto do novo coronavírus”, diz Zila Sanchez, professora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), apoiada pela FAPESP e coautora do artigo.

“À medida que o novo coronavírus espalhou-se, os países foram lançando políticas de combate à doença. Ficou claro que seria interessante mostrar como estavam agindo de maneira diferente à venda de álcool durante a pandemia. É sabido que a regulamentação da comercialização é o que mais influencia o consumo de bebidas alcoólicas pelas populações”, explica a pesquisadora.

Atualmente, Sanchez coordena um projeto apoiado pela FAPESP, que trata da questão do uso de álcool sob a ótica da prevenção escolar e se prepara para conduzir outro estudo sobre o consumo de álcool durante a pandemia com pesquisadores internacionais.

Políticas restritivas

O levantamento aponta diversos exemplos no mundo de políticas sobre álcool específicas para a pandemia do novo coronavírus. A África do Sul é tida como um dos casos mais restritivos. Como parte da estratégia nacional de gestão da crise da COVID-19, ainda no dia 18 de março, foi estabelecido no país um número máximo de pessoas em bares e limitação no horário de funcionamento desses estabelecimentos e de lojas que vendem bebidas alcoólicas para consumo em casa.

Uma semana depois, porém, com a decretação do lockdown de 21 dias, as medidas se tornaram ainda mais duras. Bebidas alcoólicas não foram incluídas na lista de itens essenciais que poderiam ser comercializados em bares e mesmo as seções de bebidas dos supermercados foram fechadas.

As autoridades sul-africanas justificaram que a esperada queda na ocorrência de acidentes e na violência por conta da redução do consumo de álcool deixaria disponíveis mais leitos em hospitais, essenciais durante a crise.

“Esse é um exemplo de política bastante restritiva, também adotada na Groenlândia e no Panamá. Em alguns lugares dos Estados Unidos, por exemplo, foi proibida a venda de álcool apenas pela internet. No Brasil, vamos na contramão, com inúmeros descontos em aplicativos de venda e artistas fazendo lives [apresentações virtuais] patrocinadas por fabricantes de cerveja”, diz Sanchez.

No dia 13 de maio, o Piauí foi o primeiro estado brasileiro a instituir lei seca, que a princípio só valeria para o fim de semana seguinte, entre 15 e 17 de maio. A prefeitura de Palmas (TO) decretou lei seca no município, sem prazo para revogação. Em outros estados, os bares foram fechados, mas os que vendem comida e bebida alcoólica por entrega podem permanecer abertos.

Álcool e estresse

Estudos mostram que o consumo de álcool tem influência negativa no sistema imune, tornando o organismo mais vulnerável a infecções por bactérias e vírus. Além disso, o álcool colabora para a ocorrência de depressão, ansiedade e violência doméstica, que podem ser mais frequentes durante o confinamento imposto pela crise atual.

Uma pesquisa realizada após a epidemia de SARS, causada por outro coronavírus em 2003, mostrou que, entre 800 moradores de Hong Kong, 4,7% dos homens e 14,8% das mulheres tinham aumentado o consumo de álcool um ano depois.

Entre profissionais da saúde chineses que ficaram em quarentena ou trabalharam em alas hospitalares com alto risco de contaminação, as chances de reportarem sintomas de abuso de álcool foi uma vez e meia maior do que entre os que não foram expostos ao risco de contaminação.

Da mesma forma, desastres naturais, guerras e atentados terroristas também estão ligados ao aumento do alcoolismo por conta do estresse causado.

“Vários estudos mostram que, depois de um evento como esse, há um aumento de dependentes de álcool na população. As pessoas podem estar consumindo mais álcool agora para lidar com o estresse da situação, mas isso claramente pode seguir como uma dependência após a pandemia. Precisamos considerar a falta de regulamentação na venda de álcool hoje, porque vamos pagar a conta lá na frente”, diz a pesquisadora.

 

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Ciência

Especialistas alertam sobre sintomas menos comuns da covid-19

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Os sintomas mais comuns do coronavírus são tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldades respiratórias, mas há outros

Coronavírus: doença já atingiu quase 5 milhões de pessoas no mundo (cnsphoto/Reuters)

Com a evolução da pandemia do novo coronavírus (covid-19), autoridades de saúde chamam atenção para os sintomas da doença, especialmente os mais comuns. Mas outras manifestações também podem ser um indicativo da doença e devem ser motivo de alerta.

Em sua página especial com informações sobre o novo coronavírus, o Ministério da Saúde lista os sintomas da doença gerada pelo vírus: tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldades respiratórias.

Mas pesquisas revelaram outros sinais. Entre eles a perda de olfato e de paladar. Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Farid Buitrago, essas manifestações ocorrem em entre 20% e 30% dos casos que apresentam sintomas.

“Este sintomas não são muito comuns, mas quando acontece a pessoa deve ficar atenta porque pode ser uma das manifestações do coronavírus. Associado a isso, se tiver febre, tosse e dor de garganta já fecha o diagnóstico”, alerta o médico.Ele conta que a atenção a esses sintomas é um indicativo importante para o novo coronavírus porque são raras as condições que provocam essas alterações.

“Eventualmente alguma doença pode causar isso, como tumores. Gripes comuns podem causar estes sintomas, mas é menos comum”, comenta o presidente do CRM-DF.

Caso a pessoa verifique estes sintomas, a orientação é a mesma para os demais: procurar uma unidade de saúde na atenção básica, os chamados postos de saúde. Nestes locais os profissionais encaminham a testagem e, em situações mais graves, para um atendimento em unidades de pronto atendimento ou hospitais.

Outros sintomas

O médico Farid Buitrago destaca que há outros sintomas, ainda menos comuns. Entre eles conjuntivite, náuseas e alterações gastro-intestinais, como dor de estômago e diarreia. Para conjuntivite, estudos mostraram a ocorrência em cerca de 10% dos casos.

“Tem outro que também se fala muito pouco que são alterações da pele. A Sociedade Espanhola de Dermatologia elaborou atlas para mostrar lesões na pele para pacientes de coronavírus. Desde manchas vermelhas até que parecem como queimaduras de fogo ou de gelo. Essas marcas estão presentes nos pés e mãos, em pessoas jovens”, relata o presidente do CRM-DF.

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Ciência

Preocupação com a covid-19 causa dor de cabeça em 3 a cada 10 brasileiros

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Pesquisa feita pelo Ibope, encomendada pela farmacêutica japonesa Takeda, foi enviada em 1ª mão à Exame e mostra que brasileiros estão mais preocupados

Enxaqueca: mulheres ainda são as mais afetadas (Drazen Zigic/Getty Images)

A pandemia do novo coronavírus tem dado dor de cabeça aos brasileiros — literalmente. Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e encomendada pela biofarmacêutica japonesa Takeda, dona dos medicamentos Neosaldina e Dramin, apontou que 3 em cada 10 brasileiros (31%) sofrem de dores por conta da preocupação com a covid-19.

Em 2016, na primeira edição da pesquisa, o principal gatilho para a cefaleia, para 68% dos entrevistados, era o estresse. Agora, 59% acreditam que esse é o fator que desencadeia as dores. A privação de sono era um motivo para 60% das pessoas há quatro anos, em 2020, no entanto, apenas 52% acreditam que isso interfere. Os problemas pessoais também parecem ter diminuído: 43% em 2016 e 32% neste ano.

com indivíduos que tiveram crises de enxaqueca nos últimos três meses.

Além do coronavírus: o smartphone como gatilho

Segundo os pesquisadores, a queda dos gatilhos foi motivada, principalmente, pela pandemia e o aumento do uso do celular. 97% dos brasileiros passam no mínimo duas horas por dia no celular e mulheres (27%) e jovens de 18 a 35 anos (26) ficam de 8 horas ou mais usando os smartphones. As mulheres também seguem como a parte da população mais afetada pelas enxaquecas. “Esse aumento do uso do celular, o home office, o uso contínuo das redes sociais também corrobora para a piora da cefaleia. Sabemos que o uso excessivo de eletroeletrônicos comprometem a sua ergonomia”, afirma Dra. Evelyn Esteves Dias, membro da Academia Brasileira de Neurologia e Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

Cefaleia como sintoma da covid-19

A dor de cabeça também pode ser um sintoma do coronavírus, mas é importante saber diferenciá-la das demais crises. “Para quem tem enxaqueca, a dor tende a ser de mais de quatro horas, tende a atingir apenas metade de cabeça, pulsa, acompanha de fono e fotofobia, a luz e o barulho incomodam, podem estar ou não associados a náuseas e vômitos. Esses são os sintomas da dor de cabeça que os pacientes chamam de ‘normal’. Agora, se você nunca teve dor de cabeça com essas características, e começa a ter uma dor de cabeça atípica, se não passa com analgésico e vem mostrando piora progressiva, é bom ficar de olho”, afirma Esteves.

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