O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou, nesta segunda-feira (28/9), sua crítica às reclamações feitas por times de futebol contra a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets. A medida, oficializada por meio de uma medida provisória (MP), foi assinada pelo presidente na última sexta-feira (25/9).
Segundo Lula, as apostas on-line não faziam parte dos períodos mais marcantes da história do futebol brasileiro. O presidente destacou que a eliminação dessas apostas não trará prejuízo ao esporte.
Durante a sanção da lei que define diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no país, Lula afirmou: “Nos melhores momentos da história do futebol brasileiro, não existiam bets. O Brasil foi campeão do mundo em 1958, 1962, 1970, 1994 e em 2002, sem que essas apostas estivessem presentes. Clubes como Flamengo, São Paulo, Corinthians e Internacional conquistaram títulos mundiais sem essa influência, diferente do Palmeiras, que infelizmente ainda não conquistou o título mundial”.
O presidente também observou que as plataformas de apostas representam menos de 7% da receita dos clubes. Ele justificou a proibição dizendo que as bets estavam causando problemas sociais, levando muitas pessoas ao endividamento devido à dependência, chamada ludopatia.
Lula finalizou ressaltando que os clubes terão que se adaptar à nova realidade. Ele afirmou: “Os clubes que se virem. Já aprovamos uma lei que permite que os clubes se transformem em empresas. Agora, é necessário colocar pessoas competentes para gerir essas empresas”.
A medida provisória tem força de lei e já está em vigor. Atualmente, as plataformas de apostas on-line estão proibidas de operar no país, e seus sites permanecem abertos apenas para que os apostadores possam resgatar seus saldos até as 23h59 do dia 5 de outubro, quando os sites devem ser retirados do ar.
Entretanto, para que a proibição das apostas permaneça válida, o presidente Lula precisará do aval do Congresso Nacional. As duas casas legislativas têm um prazo de até 120 dias para aprovar a medida; caso contrário, a determinação perderá sua validade.
